domingo, julho 27, 2008

Nova T-Shirt d'A Funda São

A São Rosas, sempre atenta às oscilações do mercado, que é como quem diz, as curvas da oferta e da procura, acaba de lançar mais uma fantástica t-shirt, numa grande jogada de marketing que assenta numa relação subtil: trata-se de uma t-shirt, é Verão, no Verão anda-se na rua é com t-shirts.



Esta em particular constitui uma bela possibilidade de presente, por exemplo, para aquela tia-avó muito simpática que nos dá sempre um torrãozinho de açucar quando vamos lá a casa e ainda não percebeu que entretanto já crescemos um pouco, e promete ser a sensação deste Verão.



Podem adquiri-la n'A Funda São - A Loja

quinta-feira, julho 24, 2008

Uma posta dedicada à mui nobre e bela região do Alto Minho


Indo de encontro à recente revisão da política editorial regionalista deste Blog, com consequente alargamento do seu âmbito à bela região do Alto Minho, este post aborda uma temática social particularmente fascinante: a insaciável necessidade humana de obter informação.

Tirado no monte de Santa Luzia, este instantâneo ilustra uma clara situação de procura de informação. O dono do terreno, também com o seu cunho de dissuasão, mostra interesse em saber quem é o energúmeno que lhe está a subtrair cantarias e está disposto a pagar por isso, obtendo a sua própria satisfação e a compensação do investimento provavelmente mais tarde ao reestruturar a estrutura maxilo-facial do prevaricador. A maior falha reside na não actualização do valor das alvíssaras para moeda corrente e, também, na não actualização do número de contacto, embora possamos admitir que o objectivo da mensagem já terá sido alcançado e ela só não foi já apagada porque o proprietário ainda tem as mãos em gelo.

Continuando na nossa linha de actuação que granjeou a este Blog o título não oficial de veículo de serviço público, lançamos aqui o apelo:

Não roubem cantaria ao senhor, katano!!! Raio da mania...!

quarta-feira, julho 23, 2008

O trauma da via de circulação mais à direita

Se há coisa que todos sabemos, em termos de circulação rodoviária nas auto-estradas, é que a faixa mais à direita exerce sobre o condutor médio uma estranha sensação de repulsa. Não interessa quantas vias de circulação possui a auto-estrada, a mais evitada será mesmo a faixa mais à direita.

A ideia corrente é que a via da direita é só para camiões e outros veículos de marcha lenta, o que explica talvez o facto de ter ultrapassado há tempos um ciclista que circulava por essa faixa ali na A23. Por outro lado, podemos estar certos de que se por acaso o condutor de um veículo ligeiro for apanhado a circular nessa faixa, o estará a fazer porque só por aí ele consegue ultrapassar o veículo que circula à sua frente.

A conclusão a que chego é que, para o condutor médio português, circular pela via da direita é coisa de maricas. É assumir perante a restante comunidade que se está a conduzir um veículo tão fraquinho que até nos chegamos para o lado para deixar toda a gente passar, assumindo assim que todos os outros são melhores e mais competentes condutores que nós. E o pior é que eles nos ultrapassam dirigindo-nos um ar de reprovação! Nessa altura, circular pela via mais à direita torna-se um factor de exclusão social.

Em última análise, podemos até considerar a diversidade de vias de circulação numa auto-estrada como uma boa escala de classificação do grau de hombridade do condutor português: quando mais à direita mais mariconço. Quanto mais à esquerda mais macho latino.

O que fazer quando o veículo que possuímos não é propriamente um veículo cujo nome de modelo possua várias iniciais associadas à palavras "turbo"? Simples: circula-se pela via mais central possível. Aí já se pode dizer que estamos a circular a uma velocidade digna de um tractor mal tratado, sim, mas apenas porque efectivamente o queremos. Com um bocado de sorte, até forçamos os apressadinhos que nos ultrapassam, sinalizando a sua passagem com luzes e buzinadelas intermitentes, a fazê-lo pela via da direita. Isso constitui uma boa forma de fazer pirraça pois estaremos a força-los a passar pela via dos maricas, estando até no nosso pleno direito de lhes endereçar um sorriso com o seu quê de trocista.

Em suma, circular pela via mais à direita da faixa de rodagem da auto-estrada é um acto tremendamente reprovável que vai contra a mais pura natureza do melhor condutor do mundo: o condutor tuga.

Não há nada como a solidariedade de um amigo!


Por vezes, na persecussão dos nossos objectivos, vemo-nos em situações tão difíceis quanto inesperadas, as quais resolvemos contudo, como já o cantava Freddie Mercury, graças à solidariedade e ao apoio dos amigos.

Foi o que sucedeu na situação retratada no instantâneo deste post e que ocorreu aquando dos trabalhos de georreferenciação do Forno dos Mouros para integração na exposição. Após um passo em falso e enquanto me debatia com o emaranhado de ramos, mantive toda a calma pois o pensamento que me ocorreu foi:

"Katano! Isto é uma situação deveras desagradável, e olha, já estou todo esfolado! Felizmente que posso contar com o meu amigo Xamane que, tenho a certeza, vai largar a máquina fotográfica para me vir auxiliar nesta hora de amargas inquietações. Se fossem outros, com certeza que ficariam para ali a tirar fotos feitos parvinhos em vez de me virem auxiliar! ... Bom mas, será que ele demora muito?"

Agradeçamos ao Maior por ter inventado os amigos!

terça-feira, julho 22, 2008

As Secadeiras vão para Espanha!

Bom, não vão as secadeiras mas, pelo menos, o meu trabalho sobre elas vai! A revista extremenha Piedras con Raices demonstrou interesse na publicação do meu trabalho sobre as secadeiras da Gardunha.

Trata-se para mim de um duplo motivo de orgulho, por um lado pela satisfação pessoal de ver o meu trabalho valorizado e, por outro lado, por assim se preservar a memória de uma construção que, desde tempos medievais e até há cerca de 25 anos, foi vital para a economia regional.

Tenho contudo de fazer aqui a menção a um factor determinante e contínuo no desenvolvimento do meu trabalho que é o apoio constante e imenso da minha minhotinha. Obrigado! :*:

segunda-feira, julho 21, 2008

As Secadeiras da Gardunha - II

Apresento-vos aqui a reconstituição de uma Secadeira que referi aqui há uns posts atrás. Trata-se de uma esquematização que vou usar num dos painéis da exposição e num artigo que pretendo publicar sobre o tema. Aproveito para pedir a vossa colaboração para me dizerem se a reconstituição ajuda ou não a perceber a estrutura interna da Secadeira. Opinem s.f.f..

Canto Norte da secadeira 1 da Cova do Moinho (a que tem a abertura). A estrutura adossada que se vê em primeiro plano seria provavelmente um armazém.




Perspectiva superior do canto Sul da mesma secadeira da foto anterior, sem o armazém adossado.

sábado, julho 19, 2008

O dia que começou com uma feze certeira e terminou com um rotundo falhanço de todos os números da chave do Euromilhões


Cá estamos de volta às lides bloguísticas, depois de um pequeno interregno devido à preparação para um magnífico exame de Economia e Gestão que teve lugar ontem. Embora à partida estivesse menos confiante que habitualmente, cedo percebi que o dia não me iria ser favorável!

Tendo acordado por volta das 6h30 am para fazer uma compilação de fórmulas e rever a matéria de forma geral, parti para a Guarda após um retemperador pequeno-almoço.

Contudo, ao chegar e mal pus o pé fora do carro, senti de imediato uma pequena pressão sobre o ombro ao mesmo tempo que ouvi um distinto som, típico de algo viscoso que acaba de embater contra uma superfície mais rígida. Ao rodar a cabeça e perceber com visão periférica que tinha algo sobre o ombro, recusei inconscientemente aceitar o que tinha acontecido. Pela minha mente desfilaram todas as possibilidades possíveis, por muito improváveis que fossem, para explicar o que poderia ter levado a que eu tivesse algo mais escuro no ombro. Cheguei até a aventar a possibilidade de ter sido atingido por um franco-atirador que estivesse postado em cima de um castanheiro mas não! Dura realidade! Tinha acabado de ser atingido em cheio por uma ave menos respeitadora daquilo que acontece a nível do solo.

Reparada ou, pelo menos, remediada esta situação, e dado que ainda tinha algum tempo disponível, decidi dedicar-me à resolução de alguns problemas económicos até que chegasse a hora. O pior foi quando, ao pousar a calculadora na mesa, esta se desligou para não mais voltar a ligar. Foi um choque!! A minha mítica calculadora científica, companheira infatigável desde 1994, acabara de avariar.

Eu sei de antemão que ser supersticioso dá azar mas, perante a sucessão de eventos, dei por mim a temer que tudo isto fosse o prenúncio de que algo mau estaria para acontecer ou de que, pelo menos, o dia não me viesse a ser muito favorável.

O final do dia acabaria por me dar razão! Ao ver a chave sorteada do Euromilhões percebi que falhara todos os números e estrelas e conseguira a proeza única de, no que diz respeito aos números, de falhar todos eles por uma distância de 3 números ou mais.

Um dia para esquecer.

PS - Pelo meio, tive um desempenho medíocre no exame mas serve pelo menos para barómetro do recurso que é já na semana que vem. A ver vamos.

Exposição: Últimas novidades


O dia de hoje, pelo menos a tarde, foi novamente dedicado ao trabalho na preparação da exposição. Tem sido difícil falar com toda a gente mas, aos poucos, o trabalho vai surgindo.

A nossa Designer oficial já deixou antever um excelente trabalho nos handouts e material de divulgação, o fotógrafo oficial vai amanhã tirar fotos panorâmicas para valorizar o espaço de exposição e, finalmente, a digitalização dos registos de matrícula está completa.

A parte financeira, indispensável e por vezes ingrata, saiu reforçada pela confirmação do patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão e da empresa Costa & Costa Lda.

O trabalho segue dentro de momentos.

sexta-feira, julho 18, 2008

35 000 visitas

É um belo número que não pode passar em branco! São muitas visitas curiosas ao blog mais carismático da Beira Baixa, ou mesmo da Beira Interior, ou de qualquer Beira vá... Ouso até nomeá-lo o mais carismático do Alto Minho e das Beiras! Deixo aqui uma sugestão: porque não transformar este blog beirão num interface relacional entre estas duas regiões? Por coincidência, a região alto-minhota também é algo esquecida e ostracizada...

Mas por agora,
Parabéns Katano!!


quarta-feira, julho 16, 2008

Vamos ajudar?

O Luís é um jovem da Covilhã que, por infelicidade, se viu atirado para uma cadeira de rodas aos 14 anos.

Recusa-se a desistir e alimenta ainda a esperança de um dia poder voltar a andar, mas essa esperança tem um preço: 12.000 euros, o preço de um tratamento em Cuba.

Leiam a história dele em http://rumoacuba.blogspot.com

Da nossa parte, o Luís pode contar com um contributo! Força campeão!

terça-feira, julho 15, 2008

Memórias do Vale - Penúltima fase


Depois de uma bem sucedida reunião, a Câmara Municipal do Fundão decidiu também apoiar o projecto. Resta apenas aguardar a decisão da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão mas certo é que já posso avançar para a fase seguinte: composição e impressão dos painéis da exposição que, espero, será feito já na próxima semana.

Da reunião de hoje, saiu também a promessa de apoio e incentivo para uma posterior publicação do trabalho, rotulado de "inédito a nível da região" e que deverá, forçosamente, ter um cunho itinerante após a primeira edição. Vamos a isso!

Depois de adquirido o material, resta apenas montar o espaço. É impossível não ficar ansioso e é também muito difícil controlar esta ânsia de querer passar por cima daquilo que é para mim, em termos pessoais, prioritário neste momento e que terá de ser feito antes de me dedicar por inteiro à exposição. Mas lá terá que ser.

Camarada Xamane e cônjuge, vai uma partida de Genealogicopólio este fim-de-semana?

Ponto da situação
Patrocinadores:
Câmara Municipal do Fundão
Junta de Freguesia do Souto da Casa
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Fundão (a aguardar confirmação)

Apoios:
Museu Arqueológico Municipal do Fundão
Jornal do Fundão
Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Vale de Urso

Voluntariado / Contribuição:
Xamane & Nia
Ana
Nelly
José Figueira
Luís Leitão
Nuno Francisco
Luís Caetano

segunda-feira, julho 14, 2008

O Blog do Katano já tem 5 estrelas...

... em cada posta, pelo menos. Passo a explicar: agora, é dada a cada um dos nossos leitores, a possibilidade de opinar activamente sobre a qualidade dos posts que aqui vão surgindo, clicando sobre o número de estrelas que acharem que o post vale.


Aqui apresentamos a escala de avaliação:


Fraquinho, fraquinho: Assinalar 5 estrelas
Mediano: Assinalar 5 estrelas
Razoável: Assinalar 5 estrelas
Bom: Assinalar 5 estrelas
Classificação do género: Eh pá, este post é mesmo do katano e eu vou fazer um sucesso tremendo quando contar esta história, como se fosse minha, à mesa do café logo à noite, principalmente se estiver por lá a Soraia Daniela do 3º Esq: Assinalar 5 estrelas

Damos logo o exemplo com este post, assinalando-o com 5 estrelas, visto que é uma completa nulidade.

sexta-feira, julho 11, 2008

IVA ao cêntimo

O ínicio do mês de Julho marcou também um evento único na História Económica Recente de Portugal: a descida de um imposto que beneficia também a classe média. É certo que a descida é de apenas 1% mas, que diabo, não deixa de ser a descida de um imposto.

Nitidamente, esta medida apanhou muitas entidades completamente despreparadas, estou por exemplo a lembrar-me da Galp que, apesar de apresentar nas suas facturas um valor de IVA mais baixo, continuava a cobrar um valor final com IVA a 21%. Obviamente que se trata de um lapso pois, a Galp, sempre se preocupou com os consumidores. Quem não se lembra quando, há umas quantas semanas atrás, os combustíveis subiram mais uma vez mas a Galp, bravamente, anunciou que não iria entrar nessa onda. Está bem que 24h depois voltaram a readquirir o estatuto, pelo menos no Fundão, de gasolineira que cobra mais caro mas, nessas 24h douradas, assumiram o direito à diferença.

Por outras paragens, numa empresa cujo nome não vou referir pois adoro tomar café por lá ao Domingo à tarde, depois de ter ido dar uma volta pela Worten e de ter ido às compras, usufruindo do meu cartão de descontos Modelo, a descida do IVA foi bem assimilada já que, no valor final da factura, conferiram automaticamente um desconto de 1%, mesmo quando se tratavam de produtos adquiridos a 21%.

Na cafetaria é que a coisa já não correu tão bem... Tendo-me deliciado com o belo do café, constatei que o mesmo já não tinha um preço de 50 centimos mas sim, tão somente, de 49 cêntimos! Acreditem, foi para mim muito duro resistir à tentação de, ali mesmo, tomar 2 cafés e ir adquirir um termo para levar mais uns quantos para casa, para aproveitar esta descida dos preços. Desiludido fiquei quando, ao pagar com uma moeda de 50 cêntimos e esperando, com alguma nostalgia à mistura, voltar a viver a situação de ter troco, a funcionária me informou de que não possuía moedas de 1 cêntimo pelo que, com muita pena, teria de "ficar a dever".

Claro que a perspectiva de ficar credor de uma empresa do grupo Sonae, levou a que eu aceitasse de bom grado a situação. Contudo, fiquei bastante chateado quando vi que, sistematicamente, a situação ocorria com todos os clientes que tomavam café.

Afinal, esta grande superfície comercial, da qual, reafirmo, não vou dizer o nome, preparou-se e bem para a descida do IVA. Os consumidores, esses, é que se assumiram como parte desleixada neste processo e não se prepararam...

quinta-feira, julho 10, 2008

Passatempo do Katano

Tema:

"Ronaldo sente-se escravizado"
Título de notícia do Jornal Record



Identifique, com uma cruz, nas figuras abaixo, qual dos escravos ganha o equivalente mensal ao PNB de um pequeno país.

Figura 1
Figura 2

O vencedor levará para casa uma T-Shirt, com os dizeres "Não gozem com a minha folha salarial", completamente grátis.

Amália Rodrigues, filha do Fundão

A Rua Marquês de Pombal, antiga Rua dos Galegos. Numa destas casas nasceu Amália Rodrigues


Segundo a opinião geral, orientada também pela informação constante no Bilhete de Identidade da falecida cantora, Amália Rodrigues terá nascido em Lisboa, na Rua Martim Vaz a 23 de Julho de 1920, sendo descendente de beirões, exactamente do Fundão.

A verdade é contudo bem diferente pois, Amália Rodrigues, ou melhor, Amália Rebordão Rodrigues, filha de Lucinda Rebordão e Albertino Rodrigues, nasceu no Fundão, numa casa da Rua dos Galegos, actualmente muito degradada, rua rebaptizada pelo Estado Novo de Rua Marquês de Pombal. A família Rebordão, do lado da mãe de Amália, tem raízes em Souto da Casa, freguesia do Concelho do Fundão, sendo que, o avô de Amália trabalhava como ferreiro nesta aldeia, fazendo "brochas", pequenos pregos de cabeça redonda que eram aplicados nos sapatos para evitar o desgaste das solas.

Na Igreja Matriz do Fundão encontra-se a certidão de baptismo de Amália, documento que foi publicado também no Jornal do Fundão após a morte da cantora, e tenho também conhecimento que o investigador J. Salvado Travassos terá mesmo descoberto uma certidão de nascimento.

Em Lisboa, de acordo com o testemunho de José Filipe Duarte Gonçalves, sobrinho/neto de Lucinda Rebordão, em Lisboa apenas terá nascido a irmã de Amália, Odette, para além de uma outra criança que faleceu.

As secadeiras da Gardunha

Hoje tive finalmente o privilégio de entrevistar o Sr José Figueira numa viagem guiada pelos vales situados nos contrafortes da vertente Oeste da Gardunha, à descoberta das tradicionais secadeiras.

Nestas rústicas construções, e até há cerca de 40 anos, secavam-se as castanhas que eram apanhadas, na ordem das toneladas, dos soutos que envolviam toda a região.

Foi possível descobrir uma secadeira onde ainda subsistem vestígios do "caniço", pequenas tábuas de madeira sobre as quais eram despejadas as castanhas, através de uma pequena abertura visível na foto, e que depois ficavam a secar sobre o calor de uma fogueira branda, vigiada em permanência.

Excelente matéria para a secção de construções utilitárias comunitárias para a exposição.


quarta-feira, julho 09, 2008

A Calçada do Diabo

Faço com este artigo uma pequena incursão de cariz mais etnográfico e popular, fazendo referência a uma curiosa lenda sobre uma calçada, actualmente em vias de desaparecer, que percorre alguns quilómetros, desde o sítio conhecido como Portela até ao santuário da Senhora da Orada, junto à vila de São Vicente da Beira. Nesta vila, terá D. Afonso Henriques depositado um osso pertencente ao conjunto de relíquias de São Vicente que tinham acabado de chegar a Portugal, mas isso é outra história.




Sobre a calçada então, já ouvi duas histórias curiosas mas a que reproduzo a seguir é a mais vulgarmente escutada nas gentes de Vale de Urso.

Conta-se que certo homem havia sido encarregue de construir uma calçada no desfiladeiro que levava ao santuário da Senhora da Orada mas, perante tal desafio, ele desesperava pois sentia não ser capaz de levar tal tarefa a bom termo.

No auge do desespero, o homem ergueu a voz e jurou bem alto que seria até capaz de entregar a alma ao Diabo se este lhe construísse a calçada. Ora, não foi preciso mais para, de imediato, o Demo lhe aparecer com uma proposta tão tentadora quanto terrível: ele encarregar-se-ia de construir a calçada numa noite, antes que o galo cantasse, se o homem lhe entregasse a alma.

O Diabo, como é sabido, consegue ser tentador fazendo-se mesmo ouvir quando os homens tapam os ouvidos e, perante a perspectiva de ser aclamado como responsável de tal proeza, o pobre homem acedeu e firmou o trato.

De imediato o Diabo meteu mãos à obra e, laje após laje, a calçada ia-se desenhando na paisagem como um risco que se estende sob um lápis tão gigantesco quanto invisível.

Subitamente, o pobre homem despertou do torpor da sua ambição e deu-se conta do acto terrível que tinha acabado de cometer. Em desespero, ajoelhou-se e rezou à Virgem para que lhe perdoasse tão terrível pecado e lhe valesse neste hora tão difícil. Na sua infinita misericórdia, a Virgem apiedou-se do pobre homem e, num milagre, o canto do galo ecoou no silêncio da noite, reverbando pelo vale.

Praguejando, o Diabo desapareceu por não ter conseguido cumprir o acordo, isto quando apenas faltavam colocar duas lajes... As mesmas que, até à pouco tempo, os mais idosos apontavam e diziam "Estas o diabo não teve tempo de assentar".

Podemos dizer, em jeito de brincadeira, que este caso terá sido o primeiro e único caso da história da construção civil nacional em que a derrapagem da obra não se deu por o empreiteiro ter ultrapassado o prazo mas sim por ter sido sujeita a um prazo que ultrapassou o empreiteiro... ou um galo que cometeu fraude sobre o empreiteiro... ou algo do género.

Fotografia tirada de 2001

terça-feira, julho 08, 2008

O Drama da IPO


Não sei se vos acontece o mesmo mas, para mim, o momento de proceder à Inspecção Periódica Obrigatória do meu veículo é pleno de inquietude. Posso até dizer que o nervosismo está à altura daquele que se sente quando nos encaminhamos para as pautas recém-afixadas daquele exame para o qual até estudámos razoavelmente mas cujo resultado é duvidoso.

Claro que não chega ao nervosismo que senti quando, em plena frequência da escolaridade primária, a Prof. Anunciação me apanhou a correr atrás das meninas para lhes levantar a saia, mas anda lá perto.

Outra particularidade que reveste o momento da IPO do meu veículo é o timming da mesma: sempre nos últimos dias. Não adianta eu decidir que, desta vez, será diferente e que irei logo mal receba o aviso do centro de inspecções. Nunca acontece e acabo sempre por me sujeitar a uma fila tal que mais parece que o centro de inspecções está a distribuir combustível gratuitamente.

A última então foi particularmente atribulada. Com o envolvimento no projecto de exposição, agravado pelo trabalho e pela necessidade do estudo pela iminência de um exame, deixei mesmo passar a data que está marcada a vermelho no calendário e acabei por ir no último dia.

Obviamente eu tinha um plano astuto que passava por estar às 8h30 da manhã frente ao centro de inspecções para apanhar logo aquele lugarzinho tão desejado na cabeça da fila. Logo aí começou a correr mal pois, pelos vistos, houve fuga de informação e, quando cheguei às 8h30 ao centro de inspecções, já cerca de 30 carros formavam uma fila bem desenhada pelas ruas adjacentes.

A coisa até acabou por correr bem e, aí por volta das 10h, o Caetanomobile estava a dar entrada na linha de inspecção e, claro, eu já estava acompanhado por aquele nervosismo que me povoa a mente de questões como "Será que vai dar para passar?", "Será que eles vão reparar que o LCD tem um mau contacto em alguns segmentos?", "Será que eu devia ter lavado o Caetanomobile?".

A primeira fase até passou bem: buzina confere, aspersores e limpa-vidros confere, luzes confere, luz dos travões confere após pancada, ...

O pior foi quando, ao fazer o teste dos travões, se descobriu a terrível verdade da existência de uma deficiência no sistema de travagem das rodas traseiras que consistia num diferencial de travagem das rodas superior a 50%, ou seja, uma travava mais um bocado que a outra! Por muito que eu tentasse argumentar ali que aquilo não me incomodava nada e que eu não me importava nada de travar apenas com as rodas da frente, o inspector manteve-se na sua pose de inspector: impassível e indiferente.

Assim, lá tive de me apresentar para recurso uma semana depois, já com as deficiências corrigidas, ou pelo menos assim o pensava. Verificados os travões, não pude deixar de endereçar um olhar desafiante de nítida arrogância e superioridade na direcção do inspector ao constatar que o Caetanomobile não só travava como ainda quase arrancava o alcatrão na travagem.

O pior foi quando o inspector reparou num pequeno rasgo no assento do condutor e que, tendo sido já detectado na primeira inspecção, eu não tinha reparado.

Perante a iminência de uma nova reprovação, tive de improvisar uma deslocação relâmpago à superfície mais próxima para proceder à aquisição de um conjunto de capas para os assentos do veículo. Colocada a capa sobre o assento do condutor e tendo atirado as outras para o banco traseiro, lá me dirigi novamente ao centro de inspecções.

Tendo exibido, com orgulho, a nova capa do assento do condutor do Caetanomobile, foi com não menos orgulho que recebi das mãos do inspector o tão almejado documento verde, garante de estatuto social e que qualquer pessoa ostenta de forma exuberante à saída daquele gabinete temível.

No final, fica a satisfação de possuir um veículo que reúne todas as condições de segurança exigidas e está apto a circular pela rede viária nacional! Contudo, há apenas um pequeno senão no tão almejado documento verde: a referência a um LCD que terá forçosamente de ser reparado antes da próxima inspecção...

Mais um passo...


Hoje o projecto ganhou mais um patrocinador. Mais que uma reunião, foi no seguimento de uma conversa de 2h30, onde encontrei um presidente de Junta que ama a sua terra, o seu cantinho da Gardunha, e que luta de forma acérrima para a preservação da memória colectiva.

Hoje sim, convenci-me em definitivo que este projecto vai muito para além desta exposição. 9, 10 e 11 de Agosto serão apenas o início.

Depois do Museu Arqueológico Municipal, temos a adesão da Junta de Freguesia do Souto da Casa.

segunda-feira, julho 07, 2008

Adenda ao Bacalhau Luminoso

No seguimento da notícia que aqui recuperámos e que dava conta do avistamento de um OVNI em forma de bacalhau luminoso sobre os céus da nobre localidade de Teixoso, Covilhã, fomos acometidos por uma invasão de e-mails que, entre outras coisas, acusavam este blog de expressar "fantasias tendenciosas próprias de um delírio nitidamente motivado por factores etílicos". Também recebemos pela mesma via, um pedido de casamento, uma factura de electricidade e um pedido de informações de horários da CP mas são questões que não merecem aqui espaço.


Então, para provar que o Blog do Katano constitui um rigoroso instrumento de divulgação noticiosa que jamais acrescenta um ponto aos factos, eis aqui a reprodução da reportagem datada de 1977, relatando o avistamento do fenómeno. Este artigo acaba também por, de forma astuta e subtil, pegar numa notícia sobre OVNIS e transformá-la numa crítica social ao preço do bacalhau.


A ler atentamente!





In Jornal do Fundão, 7 de Janeiro de 1977

domingo, julho 06, 2008

Já que se fala de Invasões Francesas...

Há algumas frases que entraram definitivamente no vernáculo popular e que estão conotadas com as Invasões Francesas. As 3 mais comuns são:

Viver à grande e à francesa
Ao chegar a Lisboa, o general Junot instalou-se num palacete da Rua do Alecrim, rodeando-se a si e ao seus oficiais com todo o tipo de luxos. A partir dessa altura, "viver à grande e à francesa" refere-se a quem vive com todos os luxos e mordomias, ao bom estilo de Junot.


Ir para o maneta
A memória mais pertinente da crueldade do general Loison, apelidado de "O Maneta". Participou nas 3 invasões francesas e ficou conhecido pela sua crueldade, facto que lhe valeu ser mais tarde repreendido por Massena. "Ir para o maneta" representa a morte de alguém, tal como seria certa a morte de quem se colocasse à frente do Maneta.

Ficar a ver navios
Outra frase célebre com Junot na sua génese. Conta-se que, ao chegar a Lisboa, Junot já só conseguiu avistar, a partir de São Julião da Barra, a frota que transportava a família real portuguesa para o Brasil, falhando assim nos seus intentos de a aprisionar. Trata-se no entanto de uma lenda sem fundamento pois a família real embarcou a 28 de Novembro, tendo a armada zarpado na manhã de 29. Junot e o seu exército que parecia "um bando de miseráveis (...) ou saltedores acossados pelo Povo e pela Justiça", entraria em Lisboa a 30 de Novembro, antecipando assim em 1 dia a data que lhe tinha sido imposta por Napoleão.

200º aniversário do Massacre de Alpedrinha


Assinalou-se ontem o 200º aniversário do massacre de Alpedrinha perpetrado pelo exército francês no qual pereceram cerca de 30 habitantes após um combate desigual. Para assinalar esta data que tristemente inscreveu de forma indelével nos anais da história da Guerra Peninsular, o nome da vila que por muitos é chamada de "Sintra da Beira", a Junta de Freguesia local organizou um conjunto de iniciativas ao longo do dia.

Assim, foi descerrado um memorial com o nome das vítimas após o que se seguiu uma missa no adro da Igreja, junto às sepulturas de alguns daqueles que têm o seu nome inscrito no monumento e que descansam no adro da Igreja.

A culminar a iniciativa assistiu-se a uma interessantíssima conferência, proferida pela escritora Antonieta Garcia, e que contextualizou o episódio de Alpedrinha no período das Invasões Francesas. Apesar de, pessoalmente, manifestar alguma discordância num ou noutro ponto com as palavras da oradora, o que é certo é que no geral foi sem dúvida uma conferência interessantíssima e que justificou bem a ida a Alpedrinha. Estou aliás ansioso pelo lançamento do livro.

Sobre o Massacre

De forma resumida, o Massacre de Alpedrinha situa-se num período em que o país se começa a sublevar contra o domínio francês decorrente da dita 1ª invasão, a que alguns autores atribuem a ordinalidade de 2ª invasão num total de 4. Corria o ano de 1908.

A própria conjuntura se revelara favorável ao aparecimento de grupos de guerrilha e também da sublevação das povoações, com a retirada das tropas espanholas que ocupavam o Sul de Portugal, na sequência dos acontecimentos do "Dos de Mayo", chamadas pelas recém criadas Juntas Revolucionárias de Espanha. As tropas francesas foram assim obrigadas a espalhar-se pelo país o que as enfraqueceu. O mês de Junho então foi particularmente crítico com a sublevação das grandes cidades no Norte de Portugal com destaque para o Porto que, a 19 de Junho, aclama a Dinastia de Brangança.

Para subjugar a revolta, Junot, que então governava (cada vez menos) o país a partir de Sintra, ordena ao temível general Loison que vá buscar reforços a Almeida para depois marchar sobre o Norte de Portugal. Contudo, o Maneta apenas consegue chegar à região de Mesão Frio onde é travado pela guerrilha e forçado a retirar para Almeida. Aí, recebe ordens para voltar a Lisboa, onde se estão a concentrar todas as tropas francesas. É nesta altura que se dá o episódio de Alpedrinha.

Ao atravessar a Beira, Loison depara-se com a insurreição de Alpedrinha que, na véspera, rasgara publicamente uma missiva de Junot. As causas do ataque francês são ainda hipotéticas sendo as mais apontadas a recusa da vila em ceder alimentos ao exército ou disparos efectuadas por dois indivíduos que terão provocado vítimas entre os invasores. O que é certo é que Loison atacou Alpedrinha , cuja força de resistência consistia em populares armados com tudo o que tinham podido encontrar e comandados pelo capitão-mor e pelo padre local. À vista do número de atacantes, a população tomada pelo pânico foge, tentando refugiar-se na Gardunha. Em apenas uma hora, das 18h às 19h, cerca de 30 habitantes não conseguem escapar e são assassinados, alguns deles após inacreditáveis torturas, ficando muitos outros feridos, alguns dos quais acabando por morrer dias depois.

Saqueada e incendiada a vila, as tropas francesas retomam o seu percurso para Lisboa onde chegariam com 1/6 de baixas infligidas pela guerrilha. O exército francês acabaria por se retirar de Portugal a 31 de Agosto, derrotados pelos ingleses, que haviam desembarcado a 1 desse mês, na sequência de acordo "estranho" que lhes permitiu embarcarem para França com tudo o que haviam saqueado.


Foto de Alpedrinha retirada daqui
Retrato de Loison retirado daqui
Quadro dos massacres do Dos de Mayo (Goya) retirado daqui

Mais perto do objectivo...


Chegaram ao fim duas importantes etapas do projecto da exposição: a pesquisa nos arquivos do Jornal do Fundão e o cadastro fotográfico de todas as casas e construções utilitárias de interesse, etapa que teve o contributo decisivo do meu grande camarada Xamane.

O dia de hoje foi fértil em aventura. Depois do cadastro fotográfico do impressionante alambique centenário, houve ainda tempo para uma rápida incursão em todo o terreno até à crista da serra da Maúnça para a recolha de dados de georreferenciação do Forno dos Mouros, incursão que foi, segundo alguns testemunhos recolhidos na equipa, muito agitada... literalmente.

Tendo em conta que o camarada Xamane estava algo apressado, pela iminência da hora em que tinha compromissos noutras paragens, optou-se por se definir um trajecto em jeitos de secante, cortando pelo meio da vegetação arbustiva, sendo o percurso aberto à Katanada. Aproveito esta oportunidade para alertar os meus caros leitores, sempre que tiverem de ir proceder ao levantamento de dados, para efeitos de georreferenciação, em local rodeado de uma agressiva vegetação arbustiva, para se munirem de calças resistentes. Assim evitam alguns dissabores como o de ficar com as pernas transformadas numa espécie de mapa rodoviário de um país super desenvolvido.

Obviamente que não me estou a referir a nós, nem estou a querer insinuar que, no regresso a casa, tive, literalmente, de tomar banho com álcool devido à extensão dos arranhões mas trata-se tão somente de um conselho de prevenção.

Dissabores à parte, o projecto avança agora para a fase das entrevistas à população e para a definição da ÁRVORE GENEALÓGICA da povoação, um estudo que promete revelar algumas surpresas.

sexta-feira, julho 04, 2008

Comunicado da Junta Directiva do Blog Katano

A Junta Directiva do Blog do Katano vem comunicar aos seus acérrimos, indefectíveis e mui nobres leitores o seguinte:


1 - Declara-se inaugurado a partir de... agora, o serviço de Feed do Katano


2 - Tal serviço constitui um serviço de Feed que está associado a este Blog


3 - Os interessados em efectuar a subscrição do serviço de Feed do Katano, poderão fazê-lo mediante o clique sobre o link que a seguir se apresenta: http://dokatano.blogspot.com/feeds/posts/default acto após o qual deverão clicar sobre o link localizado na frase "Subscrever este Feed".


Nota Final:


Perante as muitas dúvidas que nos chegaram, colocadas pelos nossos acérrimos, indefectíveis e mui nobres leitores, que denotavam um completo desconhecimento sobre a questão dos Feed, algumas das quais inquirindo se a subscrição do serviço de Feed era o garante de que não precisariam mais de recorrer ao supermercado, poupando assim avultada quantia, solicitamos um esclarecimento à Wikipedia, tendo-nos sido comunicado o seguinte:



O termo Feed vem do verbo em inglês "alimentar". Na internet, este sistema também é conhecido como "RSS Feeds" (RDF Site Summary ou Really Simple Syndication).
Na prática, Feeds são usados para que um usuário de internet possa acompanhar os novos artigos e demais conteúdo de um site ou blog sem que precise visitar o site em si. Sempre que um novo conteúdo for publicado em determinado site, o "assinante" do feed poderá ler imediatamente.

quinta-feira, julho 03, 2008

Mais referências...

...do Katano por esse mundo fora:


Ali para os lados de Almuñecar, Espanha.



Um doce para quem souber onde fica esta lojinha:

Tanto o Katano como a Kataninha têm obrigação de saber...

Uma Estrela do Katano

Ora bem, pelos vistos tinha de postar isto senão alguém ainda me batia...



Foi à chegada à Festa da Cereja na Alcongosta.

"Caetano Star e tal, tira a foto! Depressa antes que abale!" Egos...

:P

terça-feira, julho 01, 2008

Teixoso, Covilhã - 7 de Janeiro de 1977

Continuando na temática do "Fiel Amigo", o nosso bacalhau (nosso, como quem diz...), faço agora referência à notícia sensacionalista do avistamento de um OVNI sobre a povoação de Teixoso em 1 de Janeiro de 1977.

Poucas palavras conseguirão descrever o momento de pasmo e incredulidade que deve ter contagiado em uníssono toda uma povoação.

Mais tarde, ao Jornal do Fundão, as testemunhas descreveram o estranho avistamento de forma pormenorizada, proferindo declarações como "Aquilo era mesmo parecido com um OVNI! Palavra de Honra!" ou "Nunca vi uma coisa assim!". Contudo, a frase que iria marcar a ferro quente a memória de toda uma geração seria: "Aquilo parecia mesmo um bacalhau luminoso!".

O objecto seria mais tarde avistado sobre a povoação de Orjais até desaparecer no horizonte mas não na memória das gentes.

O que seria o Bacalhau Luminoso do Teixoso? A verdade está lá fora...

Super Blog Awards

Já começou o período de votação para o Super Blog Awards!

Os interessados em votar deverão primeiro registar-se no site da Super Bock em:

http://www.superbock.pt/registo.aspx

e depois só têm de escolher o seu blog favorito e votar aqui:

http://www.superbock.pt/SuperBrand/Super_Blog_Awards/votar.aspx

PS - Para os mais incautos, quero avisar que eu conheço o Mugabe. Só para avisar...

A praga do Pé Descalço

Um dos problemas da Educação em 1956 ainda não era o facto de os alunos trazerem e usarem telemóveis mas sim o facto de não trazerem e não usarem sapatos. A Adidas, Nike e Camport eram ainda uma miragem.


S.R.
A Direcção do Distrito Escolar de Castelo Branco
Aos Senhores Professores e Regentes de Postos Escolares
Em 1 de Março de 1957

Circular nº341

Sua Excelência o Subsecretário de Estado da Educação Nacional, por despacho de 14 de Dezembro último, determinou "que se envidem os melhores esforços no sentido de se resolver o problema do "pé descalço", procurando-se impedir que as crianças venham descalças para a escola, fazendo-lhes ver as vantagens que tal procedimento poderá ter na sua saúde, e ainda, levando-as a reconhecer tratar-se mais de um problema educativo do que económico.

Aponta-se, como estímulo, o exemplo da cidade do Porto, onde mais se tem feito sentir a acção da Liga Portuguesa de Profilaxia Social através de muitos artigos e notícias publicadas nos jornais da cidade, e onde se encontra proíbido o uso do "pé descalço", com penas para os transgressores.

Quando por manifesta carência económica, as crianças não possam ir calçadas à escola, deverá promover a aquisição de calçado de que necessitam, através das Caixas Escolares.
(...)

A Bem da Nação
O Director,
(ilegível)

Onda de assaltos... em 1946

Por esta notícia se vê que, já no ido ano de 1946, os assaltantes vagavam impunes pelo território e, já nessa altura, o problema da falta de policiamento era uma realidade. A diferença talvez resida nos valores que os meliantes saqueavam...

Suspeita-se que os gatunos que roubaram os Srs João Miguel Martins e António José Amaral, entraram no dia 20 em casa do Sr Joaquim D. Charniqueiro.

Desta vez porém, tiveram pouca sorte porque só roubaram 3 pares de meias e uma posta de bacalhau. O dinheiro e o ouro que eles certamente procuravam estavam em casa do sogro deste senhor.

Agradecia-se que fossem tomadas as necessárias medidas para a captura dos larápios.

in Jornal do Fundão, 29/12/1946
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