domingo, agosto 31, 2008

Canídeos privilegiados

Outra das coisas que me impressionaram em Viana do Castelo foi o profundo respeito que as gentes alto-minhotas dedicam ao seu exemplar pessoal de Canis Lupus Familiaris, respeito algo invulgar e que leva por vezes a ver o simpático animal, obviamente deduz-se daqui que não se tratam de Pitbull ou outros, na primeira linha dos acontecimentos.

No instantâneo que se segue, obtido durante a procissão da Senhora da Agonia, é possível ver uma simpática senhora portando o seu próprio cão sendo notório o ar embevecido e impressionado no semblante do canídeo. O próprio espaço envolvente havia já sido previamente acondicionado de modo a possibilitar a visão sobre o campo da Agonia com um máximo de conforto. As más línguas poderão contudo opinar que o canídeo estaria de olhar fixo na panóplia de barraquinhas de farturas e não tanto no evento religioso mas tal não passa de suposições.


No instantâneo seguinte, vemos outro canídeo numa diferente postura, procurando participar no desfile etnográfico de forma menos exigente em termos físicos. Note-se o ar prazenteiro e descontraído que aparenta o animal, enquanto a sua dona desloca o carrinho no qual ele se encontra, com evidentes riscos para a coluna vertebral.


Moral da História: Em Viana do Castelo a expressão "Vida de Cão" não tem necessariamente o mesmo significado que tem noutros recantos deste imenso Portugal à beira-mar plantado.

quinta-feira, agosto 28, 2008

Viana do Castelo


A chegada a Viana do Castelo coincidiu com a tradicional Romaria da Senhora da Agonia. Esta romaria é apelidada pelas gentes do Minho como a maior romaria de Portugal e, pelo que constatei, se não o for, não deverá andar longe da verdade. A agitação, o movimento e o número de pessoas que por aqueles dias encheram as ruas foram realmente impressionantes.

Por outro lado é interessante ver o nível de adesão dos vianenses a estas festas. Só para a procissão da Senhora da Agonia, por exemplo, grupos de pessoas passam a noite em claro para construirem os tapetes de sal tingido que cobrem algumas das ruas mais típicas da cidade. É sobre estes tapetes, respeitados religiosamente (passe a redundância), que passarão depois os andores dos santos no seu regresso da Procissão ao Mar, a parte do seu trajecto onde são transportados sobre água, com passagem pela foz do Lima e perante as bancadas do público instaladas à beira-rio.



Outro momento alto foi o cortejo etnográfico onde, durante quase 2h, foi possível descobrir uma Viana do Castelo com profundas ligações tanto ao mar como à ruralidade, desmistificando bastante a ideia de aristocracia que eu tinha da cidade.

Outro dos momentos importantes da festa é o concurso dos "Zés Pereiras", grupos de instrumentos de percussão, bombos e tambores, aos quais se juntam concertinas e gaitas de foles. Confinados na Praça da República, o som que os cerca de 12 grupos produzem em simultâneo torna-se ensurdecedor. Se juntarmos a isso os gigantones, enormes figuras "tripuladas" por uma pessoa, que dançam ao ritmo da música, o cenário torna-se avassalador.


Aconselho vivamente a visita a Viana por estes dias, embora os constrangimentos no tráfego e estacionamento sejam uma constante. No próximo ano lá estaremos novamente!

quarta-feira, agosto 27, 2008

6 dias

Foi aproximadamente esse o tempo em que finalmente pude descansar de um ano que até agora, não fosse a perda de pessoas próximas, um ano em cheio.


Assim, depois do passeio preparatório por terras da Extremadura, fizemos as malas rumo ao Alto Minho, parando por algum tempo em S.Pedro do Sul e Santa Maria da Feira e, já agora, no Factory ali para os lados de Vila do Conde, para explorar os últimos dias de saldos, aproveitando o facto de ter comigo a minha conselheira-mor para questões de indumentária.




Em S.Pedro do Sul encontrámos um curioso apontamento na capela de S.Martinho. Sobre a pedra do altar da capela encontra-se uma extensa panóplia de fotografias e papéis com mensagens dedicadas ao santo. Pessoalmente concordo com esta prática pois acredito que a vida de santo é sem dúvida muito difícil devido à quantidade de pedidos que lhe é endereçada. Assim facilita-se, e muito, essa tarefa ao juntar-se a bela da fotografia ao pedido e não há equívoco possível na pessoa que o fez. Uma prática a ter em conta por esses santuários fora.


Uns quilómetros mais à frente impôs-se uma passagem pelo belíssimo castelo de Santa Maria da Feira com a sua extensa diversidade de pormenores defensivos, nomeadamente a torre/casamata que se vê na foto, e a torre de menagem adaptada a paço dos senhores do castelo. Infelizmente pela hora a que chegámos já não foi possível visitar o interior, tendo esta visita de ficar para outra ocasião.

terça-feira, agosto 26, 2008

Miniman da Lego é trintão



Os Miniman da Lego, aqueles simpáticos bonequinhos amarelos com evidentes problemas nas articulações, cumpriram ontem o seu 30º aniversário.

Não sei em relação a vocês mas a dada altura da minha infância, os Miniman da Lego foram uma obsessão, agravando consideravelmente o meu vício pelos míticos Lego, em parte porque vieram suprir a grave lacuna de carência de população nas magníficas e monumentais construções que então realizava (pelo menos segundo a minha apreciação de então).

Pelos vistos, existem muitos mais fãs dessas simpáticas figurinhas pelo Mundo fora, pelo menos a fazer fé no impressionante número de 4 biliões de unidades vendidas o que dá aproximadamente uma média de 3 Miniman da Lego por cada chinês (números que já estarão desactualizados no final da leitura deste artigo). A título de curiosidade, a figura mais popular é a de polícia à qual se seguem o bombeiro, a enfermeira, o astronauta e o cavaleiro medieval.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Eugene, o bacano!

Quando se lida com o público, acontecem ainda que raramente situações caricatas. Nunca aqui falei do indivíduo que entrou no escritório exclamando que tinha de ligar para a polícia porque o autocarro não tinha parado para o apanhar, e de seguida, numa mudança de assunto tão imprevista quanto ridícula, se propôs a comprar os extintores do local (não, aqui não se vendem extintores).

Ou ainda do senhor de idade que ao fazer uma compra com pagamento pelo terminal multibanco, após as minhas instruções: “faça ‘OK’ e confirme se fizer favor”, agarra no pequeno teclado do terminal e qual walkie-talkie encosta-o à boca e exclamando: “OK, confirmo! OK!… bem…

Desta vez tive de assistir durante cerca de meia-hora às alucinações que a droga provoca. Um típico jovem hippie-reggae-rasta-man-peace-and-love, bem alto, em tronco nú, calças quase a cairem, t-shirt enrolada na cabeça, entra pedindo água. Após saciado, seguiu-se a meia-hora mais hilariante que tive nos ultimos tempos.

Tipo extremamente simpático, de seu nome Eugene, que com o típico discurso doutrino-pedagógico muito gestual, (e num tipo com quase 2m de altura há que dar atenção à parte gestual) exprimindo-se em francês misturado aqui e acolá com inglês, explica-me que vem do Festival Boom da Idanha-a-Nova (quem diria!), e é natural da Bretanha, França.

Elucida-me sobre os benefícios do petróleo gratuito, sobre o ‘flower power’, e que o dinheiro não é nada. Continua o discurso fazendo-me sempre inúmeras perguntas às quais só permitia uma resposta tipo sim/não e que mais não eram que simples rampas de lançamento para outros devaneios.

Entendiamo-nos razoavelmente bem tendo em conta o meu francês e o estado da cabeça dele, contudo, para ele, podia melhorar. Vai daí decide ensinar-me francês por telepatia estendendo os braços na minha direcção, fechando os olhos e murmurando qualquer coisa que não percebi (lá está, ele tinha razão).

Após ter contribuido para melhorar substancialmente o meu domínio da lingua francesa, encetou uma pequena dança de braços no ar, bebeu mais 2 copos de água e continuou a conversa comigo até ao momento em que fomos subitamente interrompidos pelo seu amigo Jimmy. Virou-se para a cadeira vazia ao lado dele e num tom murmurante disse “no Jimmy, not possible” isto naquele inglês com a pronúncia carregada do françês…adorável. Confirmou-me então que comigo, para além dele, estava Jimmy Hendrix e a sua namorada (a do Eugene). A partir daí o encontro passou a ser a quatro sendo Eugene o interlocutor de Jimmy.

Nessa condição, percebi então que Jimmy estava interessado num conector USB que estava num dos expositores. Pediu-me para o tirar da caixa para lho mostrar. Confesso que fiquei confuso quando o Eugene disse que eu tinha de aproximar o conector USB da montra para que Jimmy o conseguisse ver, isto porque ele só conseguia ver através dos raios solares e o tecto do escritório impedia isso. Fiquei desiludido porque pelos vistos o grande Jimmy Hendrix afinal já não estava sentado à minha frente.

De tempos em tempos interrompia o seu discurso para atender uma chamada em espera (Eugene dixit), ora do Jimmy ora da namorada, aí, punha as duas mão na cabeça, fechava os olhos e encetava a murmurante conversa.A dada altura lá se desinibiu (ainda mais!) e perguntou se eu tinha ‘produto’, e se sim que voltava amanhã para o buscar…meu Deus! Logo na semana em que o meu dealer falhou! Para esquecer a minha resposta negativa foi para a rua fumar…qualquer coisa.

Desenhou nos pilares com o dedo usando uma tinta invisível, e qual missionário interpelou algumas pessoas para lhes explicar o ‘flower power’, eis então que chega a senhora da limpeza que apanha um valente susto quando ele se dirige a ela com os braços estendidos para lhe agarrar as mãos ! Por esta altura apesar de ter achado graça e entrado no jogo, achei melhor começar a envidar esforços para que ele saisse antes que viesse algum cliente e a coisa corresse mal…sem sucesso.

As minhas tentativas não o demoveram, isto até que mencionou Van Gogh. Venho a saber que é mais um dos seus amigos íntimos. Tento cortar-lhe a onda dizendo-lhe que já tinha morrido e que inclusivamente eu até já tinha estado ao pé da sua campa. “Dans le cimetière de Père Lachaise?” pergunta, “Non, dans le cimetière de Auvers-sur-Oise” respondi. Saiu disparado para a rua, montou-se na sua bicicleta e subiu a rua em contra-mão dizendo que tinha de se ir encontrar com Van Gogh. Não sei porquê mas não me espanta nada…

quarta-feira, agosto 20, 2008

Vox Populi

"Assim, sem pensar no assunto, acho mal"

Foi esta a resposta de uma transeunte aos microfones da Antena 1 quando inquirida sobre as mudanças nas regras de inspecção periódica obrigatória dos automóveis.

O tuga na sua verdadeira essência de contestário por natureza a tudo e mais alguma coisa.

terça-feira, agosto 19, 2008

FÉRIAS!!!!!

Chegou finalmente ao fim um período especialmente complicado. A exposição e a organização das festas anuais foram praticamente o nosso dia-a-dia desde Julho e, por vezes, essa simultaneidade gerava alguns conflitos de interesse difíceis de gerir. Claro que também teve momentos agora absolutamente hilariantes como a ideia peregrina, da autoria de alguém "menos sensível às questões culturais", em querer colocar uma arca frigorífica no espaço da exposição para acondicionar os frangos que iriam ser confeccionados durante os festejos. Seja como for, terminou o stress e, finalmente, já estamos a gozar algum tempo de descanso, intercalado contudo com um novo projecto de website para uma marca emergente no mercado.

Já tivemos entretanto oportunidade de fazer alguns passeios: um até Penha Garcia e, o mais recente, pela Extremadura Espanhola.
Fósseis de Penha Garcia

Fósseis do tipo "Cruziana", rastos de trilobites que ficaram eternizados na rocha.


De Segura a Marvão... passando pela Ponte de Alcântara

Durante um dia inteiro percorremos parte da Extremadura espanhola, cruzando a fronteira em Segura. Outrora de vital importância na guarda da fronteira do Erges (foi por aqui que entraram os franceses de Junot), trata-se actualmente de uma vila com cerca de 400 habitantes onde o tempo parece ter parado.
Daí, chegámos a Alcântara, a Al-Qantara es Saif (Ponte da Espada) árabe. O seu ex-líbris, a ponte de origem romana de mais de 100m de comprimento, impressiona qualquer visitante.

Dedicada a Trajano, o arco de triunfo que ostenta no centro do tabuleiro faz dela um exemplar único da arquitectura romana. Um pouco mais a montante do Tejo ergue-se a barragem de Alcântara com a sua extensa albufeira.

Quanto à vila em si, quem for visitá-la ao Domingo pode esquecer as intenções de visitar os seus monumentos mais apelativos pois tudo está encerrado. As ruas da vila são interessantes, especialmente a rua principal que liga ao extremo da fortaleza com vista para o Tejo. Casas brancas e, porta sim porta não, possuindo um brasão.







Finalmente Marvão...

Seguindo para Sudoeste, por Membrío e Valência de Alcântara, uma de muitas povoações com a referência à ponte, o que atesta bem da sua importância histórica, reentrámos em Portugal por Marvão. Antes da vila, a ponte e a torre na povoação de Portagem, fazem-nos recordar a entrada em massa dos judeus expulsos de Espanha em 1492 e que apenas até 1496 encontraram paz em Portugal.

Agradecimento muito particular

Por um coração feito de generosidade, por uma dedicação imensa, por nada pedires em troca, pelo apoio constante e entusiasmo com que aderes aos meus projectos...

OBRIGADO ANA

Memórias do Vale - Rescaldo

Como já tinha referido, a exposição "Memórias do Vale" foi francamente bem sucedida embora a sua conclusão tenha sido um pouco em cima do limite. Cerca de 12h antes da sua abertura era este o aspecto do espaço:



Felizmente, com um grande esforço de uma equipa incansável, com a colaboração da mestria de um grande designer-alcatifador pelo meio (obrigado primaço!), o cenário estava pronto por volta das 4h00 da manhã, restando apenas acertos de última hora, como o vidro para proteger os documentos expostos, que foram resolvidos após um merecido descanso geral. Soube inclusive que certa e determinada pessoa, com o intuito de garantir o vidro, se apresentou diante de uma vidreira no Fundão às 8h45 (!!) tendo, infelizmente, percebido algumas dezenas de minutos depois, que essa vidreira não abria ao sábado. Fica aqui contudo uma palavra de apreço a tamanha generosidade de voluntariado.


No dia seguinte, uma última mobilização garantiu que tudo estivesse pronto a tempo para a inauguração oficial da exposição


Foi extremamente gratificante constatar a surpresa e a emoção dos visitantes que visitaram o espaço. Houve também algum cuidado em preparar a surpresa, começando na completa transformação de um espaço que constitui normalmente o centro de convívio da povoação e terminando no auge que foram os conteúdos em exposição.


A antecâmara da exposição consistiu na recriação de uma sala de aula de há 50/60 anos atrás, com todos os seus elementos mais comuns, e à qual foi adicionada uma aquisição de última hora: um brinquedo que havia sido oferecido ao meu amigo Luís Barrocas por Arminda Caetano, irmã de Marcelo Caetano. Neste espaço foi colocado um painel ilustrativo da evolução da população escolar da aldeia, desde 1935 até aos anos 1990. Contudo, o que mais chamava a atenção era sem dúvida a grande panorâmica de 3m de todo o Vale, construída pelo Xamane com a junção de 40 fotografias de alta resolução! Grande trabalho!


Quanto à sala principal de exposição esta apresentava 3 elementos distintos: os painéis explicativos divididos em 3 temas: História e Tradição, Economia Rural e Ensino Primário sob a Égide do Estado Novo. Ligado a este último tema foi instalada uma mesa de exposição de diversos documentos autênticos, dos anos 1930 até aos anos 1970, que mostravam a forma como o Estado Novo agia para cumprir o objectivo de "moldar consciências e inteligências" não só na escola como na comunidade em que esta se inseria.

Finalmente, num apontamento que provocou lágrimas em alguns visitantes, foi implementada uma projecção permanente de fotografias antigas, recolhidas junto dos habitantes de Vale d'Urso em Julho, e que provocava insistentemente uma apreciável plateia à sua frente.

Com algumas visitas à exposição em francês, houve ainda um momento curioso associado à única visita em inglês visto que esta foi oferecida a uma visitante muito particular: uma jovem israelita de 22 anos que, vinda do Algarve, percorria na altura o país com o seu burro. Foi para mim um motivo de orgulho ouvi-la dizer no fim que, tendo corrido já grande parte do país, só ali, graças à exposição, tinha compreendido e interpretado a disposição e o propósito de muitas das estruturas abandonadas ou não que havia visto na paisagem ao seu redor.

Em suma, foi um trabalho extremamente gratificante e que vai agora prosseguir para a sua próxima etapa, à qual serão acrescentados mais alguns elementos que não estiveram expostos na sua primeira edição de forma a ser também apelativa para os que a visitaram.


Para finalizar, fica aqui um instantâneo que retrata a forma vigorosa como, durante a exposição, a Organização envidou esforços para convencer os transeuntes a visitá-la. Destacamos aqui o ar feliz e surpreso da visitante e o semblante diligente do guia da exposição.


quarta-feira, agosto 13, 2008

"Memórias do Vale" - primeiras imagens




Terminou hoje a primeira etapa da Exposição Memórias do Vale com um saldo francamente positivo. Em breve voltarei a este assunto mas, para já, é tempo de desmontar a exposição. A próxima etapa é agora a sede de freguesia, Souto da Casa, cumprindo a vontade expressa do presidente da junta que, no seu discurso, teceu palavras elogiosas ao trabalho.

Aqui aproveito para agradecer a toda a maravilhosa equipa que espontâneamente se juntou na noite de sexta-feira para montar o cenário:

Ana, Nelly, Bruno, "Xamane", Virgínia, "Wolverine23", Sérgio, Ema, Daniela, Beta e Célia. Vocês foram incríveis!!!

terça-feira, agosto 05, 2008

Um santo para cada aflição

"Qual é a santa que cura hemorróidas? É a Nossa Senhora das Necessidades?" - Questão colocada por uma pessoa anónima e escolhida completamente ao acaso na multidão.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Ser canhoto era do Katano...!

Hoje descobri que até há relativamente pouco tempo, ser-se canhoto não era uma situação muito grata na escola. Pelo menos na altura do Estado Novo, para evitar que os canhotos usassem a mão esquerda na escrita, esta era amarrada ou usava-se a abusava-se da técnica pedagógica mais em voga na altura: a bela da palmada. Os próprios pais eram aconselhados pelos professores a impedir que os alunos escrevessem com a mão esquerda. Curiosamente, na realização das restantes actividades do dia-a-dia não havia qualquer tipo de restrição na primazia do uso da mão esquerda.

Triste sina a destes alunos numa época em que o Youtube ainda não tinha sido inventado...

Antepassados do Katano!

No meio dos dados confusos e contraditórios do período das invasões francesas consegui descobrir o nome de um meu antepassado incluído nas contribuições para o esforço de Guerra. Inicialmente pensando que ele havia sido colaboracionista, apurei depois que, afinal, um tal de Caetano Roiz, antepassado da gens Caetano, contribuiu de facto para a luta contra os franceses fornecendo azeite para o exército de Portugal.

Imagino a satisfação dos soldados portugueses a irem dar combate aos invasores com o estômago consolado por uma bela batatinha e couvinha com azeite! Nada como ingerir uma gordura saudável antes de ir aliviar a pátria da presença de invasores.

Ausência do Katano

Como devem ter reparado, a frequência dos artigos publicados aqui pelo blog baixou drásticamente. Infelizmente o trabalho que tenho tido com a exposição a isso o obriga, com o dia a ser usado na obtenção e clarificação de dados em falta e a noite (como ontem até às 6 da manhã) a servir para compor os textos que vão figurar na exposição.

Felizmente tenho tido a colaboração inexcedível de pessoas fantásticas como a minha querida Ana, a Cathy, o Xamane, a Nia,... e o apoio e o incentivo dos locais que constantemente me perguntam pela situação do projecto e não dispensam palavras de encorajamento. A todos um imenso obrigado.

O dia de hoje revelou mais algumas surpresas das quais saliento a descoberta, na aldeia, de uma forja de ferreiro da qual desconhecia a existência e o privilégio de entrevistar duas grandes senhoras: a Sra Dulce, que como a mãe foi professora em Vale d'Urso, e a Sra Maria, guardiã de memórias preciosas.
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