terça-feira, julho 31, 2007

Road Trip 2007 III

À quarta semana troco a estrada pelo caminho de ferro na viagem para Paris. A cidade-luz é uma das etapas mais aliciantes pela monumentalidade e diversidade de encantos aliados à promessa de uma visita guiada por quem conhece a cidade.

De caminho, aproveito para efectuar um estudo de desempenho e rentabilidade do TGV para apresentar ao Sotôr Engenheiro Sócrates (acho que esta referência é respeitosa o suficiente para evitar ser processado).




Road Trip 2007 II

Depois da primeira semana que me vai levar de Toledo aos Alpes com passagem pelos Pirinéus, a viagem seguirá para Norte, com passagem por Lyon, até Arc-et-Senans, uma pacata vila na região do Franco-Condado, uma região com mais de metade da sua superfície coberta por floresta. Uma região onde é fácil descontrair!

Será a partir de A.-e.-S. que aproveitarei para visitar um local de especial simbolismo: Verdun, palco do tratado que fundou a França e a Alemanha e séculos mais tarde, palco de uma das mais encarniçadas batalhas da 1ª Guerra Mundial entre esses mesmos dois países.


As Salinas Reais de Arc-et-Senans (Séc XVIII)


A Cidadela de Besançon (Séc XVII)



Museu Memorial de Verdun

sexta-feira, julho 27, 2007

Este post não emprega o substantivo feminino "rata". Mas podia

Depois de se ter utilizado a palavra "rata", de lhe ter sido atribuido um cariz sexual ao introduzir a acção "dar-lhe com o pau" e, por último, depois de ser utilizado a palavra "pornográfica", considero que posso partilhar convosco esta peculiar fotografia, que tirei a uma montra de uma loja de recordações em Caminha, no Minho, em Junho deste ano (parece-me importante acrescentar que não procedi à aquisição de qualquer "souvenir", só para que conste!...).

Importa referir que, ainda que seja uma loja deste tipo, todas as prateleiras estavam repletas de bonecos como estes, em plena prática de exercicio...fisico. Escolhi especialmente esta pela actividade intensa que aqui se encontra e pela classe que se decidiu reproduzir (?). Ainda que não exista qualquer "adevogado". Mas não acredito que alguém repare no "pormenor" do erro ortográfico.

Ficamos então na dúvida: sendo uma loja de recordações, onde se comercializa produtos alusivos à localidade/região, isto significa que em Caminha todos são "adevogados" que praticam bastante, e com muita imaginação, "o acto"?

Que me desculpem as sensibilidades que este post possa ferir. Mas, se ainda lhe resta alguma sensibilidade e ficou indignado com o conteúdo desta imagem, então é porque não tem visitado muito este blog ultimamente.

Este post emprega novamente o substantivo feminino "Rata"

Por esta altura, já aqueles que, ainda não sei bem porquê, atribuem uma conotação sexual à palavra "Rata", estarão a esfregar as mãos de contente e a afirmar "Ena pá! Esta é a série de artigos do Katano mais pornográfica de que há memória!". O que é certo é que, se no artigo no qual se usou essa palavra pela primeira vez o tema era fauna urbana, o presente artigo está relacionado com o sistema de ensino.


Há uns anos atrás, tive um professor estagiário a cujas aulas assistiam, ocasionalmente, dois professores encarregues de avaliar o seu desempenho. Era um professor que tinha conseguido criar uma agradável empatia com a turma pelo que, efectivamente, costumávamos ouvir o que ele nos dizia (ao contrário de uma professora de Filosofia que de vez em quando não continha as lágrimas).


Numa dessas aulas assistidas, na qual nos portámos especialmente bem, na sequência do pedido prévio do nosso professor, tudo decorria em razoável (a)normalidade: o professor explicava um conjunto de fascinantes detalhes relacionados com a temática da economia global na transição da Idade Média para a Idade Moderna, todos ouvíamos ou pelo menos fazíamos um esforço no sentido de parecer que estávamos a achar aquilo o acontecimento mais fascinante desde o último videoclip da Madonna, e tudo isto enquanto na última fila, os professores avaliadores encetavam uma luta sem quartel para não sucubirem ao sono que não conseguiam disfarçar.


Nisto, na sua abordagem à chegada de Vasco da Gama à Índia, o professor teceu uma declaração que ainda hoje faz furor sempre que é recordada. Segundo ele, "A chegada de Vasco da Gama à Índia foi importantíssima na medida em que contribuiu para a abertura da Rata do Cabo!".


Ao tomar quase instantâneamente consciência do seu lapsus linguae, a sua tez ficou com uma coloração de um vermelho vivo e o ligeiro sorriso que esboçou tinha mais de um cocktail de constrangimento e nervosismo do que de um sentimento de divertido.


A turma, por incrível que pareça, permaneceu bravamente no seu posto de responsabilidade e atenção diligentes enquanto que, na última fila, os professores avaliadores tinham o rosto virado para baixo e a única prova de vida que demonstravam era o sacudir subtil e ainda assim frenético de ombros, sintoma evidente de uma gargalhada difícil de manter em silêncio.

quarta-feira, julho 25, 2007

Road Trip 2007

Quando falta uma semana apenas, é impossível não sentir já uma certa ansiedade pela proximidade das férias, até porque o Caetanomobile deu hoje entrada na oficina onde a mestria do Sr Álvaro o vai preparar para a road trip que se avizinha.

Um ano depois de um Verão cuja ida ao estrangeiro se resumiu a ir ali a Fuente de Oñoro beber um café e meter gasóleo mais barato, este ano a coisa afigura-se mais auspiciosa.

Eis o plano para a primeira de 4 semanas:


Toledo


Andorra



Vicdessos (com ida a Montsegur)


Pontaix

LOL e Lloret del Mar...

Este é apenas um pequeno apontamento sobre uma intervenção brilhante de alguém, durante uma conversa acerca de expressões introduzidas na língua portuguesa, e que começam a ser comummente utilizadas.

De entre as expressões de que se falava, alguém mencionou o lol.
É importante relembrar que, diz-se por aí, lol é um acrónimo que advém da língua inglesa e que significa "laughing out loud" e que é muito usado sobretudo na internet, nomeadamente em programas como MSN, por exemplo, embora já se use na oralidade.

Mas, no meio desta discussão sobre onde se usa e de onde surgiu, alguém afirmou (convictamente e argumentando que se informou em revistas especializadas, com uma expressão incrédula na cara sobre as barbaridades que ouvira até ao momento): "Como?? Errado. A expressão lol começou a ser usada pelos jovens que passavam as suas viagens de finalistas em Lloret del Mar, fazendo assim uma alusão a este local (note-se que as iniciais estão lá) e ao período em que se divertiram por lá com os colegas."

Perante esta argumentação, fez-se silêncio... O ar incrédulo mudou para outras caras. Mais ninguém resolveu acrescentar absolutamente nada, ficando sem qualquer outra coisa a dizer sobre o assunto (como vocês estão agora).

Lamento a banalidade deste assunto, que nada tem a ver com ratazanas, peões indignados ou litros de leite bohemia... Mas foi o que se arranjou, para esclarecer essas mentes enganadas quanto à origem da expressão. É caso para...LOL!

terça-feira, julho 24, 2007

Sobre um encontro imediato no elevador


Prólogo (Sim! Este post tem prólogo! A qualidade não pára de aumentar):
Acabei de ser acometido, agora que são 5 horas da manhã e após uma intensa jornada laboral, de uma súbita necessidade de escrever sobre algo pelo que aqui vai:

O Post (Ou seja, a parte potencialmente sumarenta entre o prólogo e o epílogo):
Já algo saturado após umas horas seguidas de trabalho na criação de um site, decidi fazer uma pausa para ir tomar um café retemperador num ambiente calmo e sossegado. Dada a hora, decidi ir à Cooperativa das Artes para, do mal o menos, pelo menos ter o café retemperador.

Não interessa aqui agora falar sobre o sujeito dos Expensive Soul que por acaso lá se encontrava aos comandos da mesa de som passando música (algo comercial?) perante a assistência embevecida, até porque não são propriamente o meu grupo de eleição e eu nem conhecia o rapaz até há umas horas atrás.

Interessa-me sim contar o que sucedeu entre a porta da minha casa e a porta do prédio...

Pois bem, como de costume, meti as chaves, os documentos e 50 cêntimos no bolso (para evitar cair em tentação e demorar mais tempo que o previsto) e, após fechar a porta atrás de mim, esperei calmamente que o elevador acorresse à chamada.

Qual não foi o meu espanto quando, ao abrir a porta do elevador, deparei com um irrequieto mamífero roedor tão típico de paisagens urbanas embora consideravelmente mais degradadas que aquelas que se encontram numas boas centenas de metros em redor do meu prédio.

A primeira impressão não foi de inteira supresa mas talvez um pouco mais com laivos de reencontro pois pensei "Olha uma ratazana Anónima!"

Contudo, depressa se abateu sobre mim a estranheza de tão inusitado encontro pois, como todos sabemos, a ratazana é um bicho tido como saudável e saltitão, e toda a bicharada que se enquadra nessa categoria costuma usar a escadaria e não o elevador, esse instrumento maléfico que torna flácidas e amorfas as criaturas saudáveis e saltitonas. Por isso decidi eternizar num instantâneo digital a temerária e invulgar decisão da ratazana em utilizar o elevador.

Em seguida, decidi que talvez fosse oportuno convidar a criatura saudável e saltitona a abandonar o edifício pois a vizinhança costuma ser um bocado selectiva e resmungona com certa e determinada malta que entra e sai do prédio, embora não tão selectiva e resmungona quanto o meu ex-vizinho maravilha da Rua da Cale, claro!

Assim, fiz descer o elevador até ao rés-do-chão e aí abri a porta da rua e depois a porta do elevador convidando a criatura saudável e saltitona que se quedava no interior do elevador, como que abismada com a agitação e sucessivas mudanças de paisagem com que as viagens de elevador a presenteavam.

Vendo que a criatura saudável e saltitona não se decidia e sentido a necessidade de cafeína a crescer, peguei obtive um varapau que se encontrava junto ao recipiente onde a vizinhança despeja os quilogramas diários de publicidade não endereçada que retira das caixas de correio, e decidi ser mais persuasivo.

Obviamente que não me ocorreu efectuar qualquer acção visando a concretização de uma morte assistida (sic), até porque acho que há um lugar para tudo e não sei até que ponto é correcto fazer isso num elevador.

Daí, limitei-me a tocar com veemência na criatura saudável e saltitona que, talvez pouco habituada a ser confrontada com varapaus -e olhem que era um varapau de respeito- , se tornou bastante irrequieta, para além de saudável e saltitona embora, ao contrário do que dizem em certos e determinados sketches, não desatasse a dar voltas e a guinchar.

Finalmente, tendo decidido que era melhor não tardar por ali, uma vez que o varapau se aprestava a ir de novo ao seu encontro, partiu em direcção ao desconhecido com a mesma rapidez com que aquele tipo, que em 1993 ficou a dever um maço de tabaco na superfície comercial dos meus pais, deu à sola.

Moral da história ( à moda da FundaSão): Quando se apanha uma rata a jeito no elevador, dá-se-lhe com o pau.

Epílogo (O dobro da qualidade! Um post com prólogo e, -quem diria- um epílogo):
Este episódio obviamente não se reveste de uma importância por aí além mas, como disse no prólogo, estou no final de uma longa jornada laboral, a imaginação não é neste momento um bem abundante e entre esta história e as notícias sobre a OPA do Benfica, escolhi o assunto mais interessante.

segunda-feira, julho 23, 2007

Sobre a mulher que sabia que estava a atravessar fora da passadeira

Estava há uns tempos a proceder à aquisição da Super Interessante ali no quiosque do Sr Álvaro e apercebi-me subitamente, pela buzinadela que inundou o espaço e pelas vozes exaltadas que se ouviam, que algo perturbara o trânsito.

Nisto entrou no quiosque uma senhora indignada, que segurava o seu filho pela mão, e que se dirigiu a um senhor, que percebi ser o seu marido, senhor esse que, com uma diligência que deixava perceber uma rotina já profundamente enraízada nos seus hábitos de vida, entregava o seu boletim do Euromilhões.

Com um ar que em nada disfarçava o seu estado de pessoa escandalizada, explicou ao marido em voz alta, como se todos os presentes tivessem uma necessidade indispensável de saber o que tinha acontecido, que ao atravessar fora da passadeira, fora repreendida de forma sonora e veemente por um automobilista que lhe gritara "A passadeira é mais à frente, oh senhora!".

Aí pensei "Ok, eu efectuo o mesmo tipo de repreensão sempre que um peão mais intrépido decide que tem prioridade sobre o meu veículo e se interpõe à frente da trajectória do mesmo com a desfaçatez própria de quem é proprietário da via de circulação".

Contudo, fiquei num estado de ambiguidade entre o surpreendido e o intrigado quando a mesma senhora que assumira pertencer à classe dos peões indisciplinados atirou com ar de orgulho: "Ah mas ele não ficou sem resposta!"

As hipóteses de resposta brotaram na minha minha mente como cogumelos:

a) "Vá praticar o acto reprodutivo contigo próprio meu macho caprino de tamanho apreciável"

b) "Peço desculpa mas pareceu-me ver o Tony Carreira a dar autógrafos ali à porta da Caixa de Crédito Agrícola e não consegui controlar-me!"

c) "Ora bolas! Há uns anos a passadeira era aqui e parece que é para mim difícil livrar-me de velhos hábitos!"

d) "Lamento imenso mas sou simplesmente estúpida e tenho esta convicção profunda de que as regras de regulamentação de trânsito foram feitas somente para os outros meus concidadãos!"

Mas... não! Dei por mim num fluxo incessante de surpresa quando a senhora, respondeu aquela que seria provavelmente a minha hipótese seguinte:

"Eu sei! Também tirei o código oh palhaço!"

Ou seja, não só a senhora estava a prevaricar, como também estava a dar um exemplo tremendo ao seu filho de cerca de 10 anos, como ainda por cima tinha plena consciência disso e ainda reagiu mal quando foi repreendida. Realmente há condutores sem respeito algum!

O meu último pensamento antes de adquirir a revista que procurava foi:

"E o prémio para a estupidez do fim-de-semana vai para ... Esta senhora!", Bravo!

segunda-feira, julho 02, 2007

Questão de proporções


Por vezes, é difícil estabelecer relações entre diferentes unidades de medida, sendo que este tipo de tentativa muitas vezes é um prenúncio de uma grande confusão mental, capaz de criar uma entorse cerebral (conceito do katano inventado agorinha mesmo).

Pois bem, há certas e determinadas pessoas que inventaram uma solução. Apenas é necessário estabelecer paralelismos entre unidades o mais familiar e corriqueiras possível. Senão vejamos esta situação puramente hipotética:

Imaginemos que uma qualquer pessoa se encontra em profundas dificuldades devido, por exemplo, aos efeitos resultantes de uma noite em que, suponhamos, se consumiu cerveja Bohémia como se não houvesse amanhã.

Neste género de situações, após uma primeira fase em que se completam os vazios de memória recentes com o diálogo com hipotéticas pessoas que partilharam da agitação da noite em causa, parte-se para a tentativa de estimativa da quantidade de bebida ingerida, algo que nem sempre se afigura fácil. Mas eis como se pode resolver a situação:

Pessoa Imaginária 1: Xiiii Mas como é que isto é possível? Não se bebeu tanta Bohémia assim!

Pessoa Imaginária 2: Ai não? Olha que uma Bohémia são 33 cl! Se beberes 3 isso faz um litro!

Pessoa Imaginária 1: ENTÃO ISSO QUER DIZER QUE ONTEM SÓ DE BOHÉMIA BEBI UM PACOTE DE LEITE?

Assunto resolvido!
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