sábado, novembro 30, 2013

A imagem do fim-de-semana: Badajoz, Badajoz, oh Elvas à vista!

Pormenor dos edifícios da Plaza Alta no centro histórico de Badajoz

A cidade de Badajoz foi a primeira etapa de uma pequena viagem que acabaria depois por nos levar também a Alandroal, Vila Viçosa e Estremoz. Não foi um périplo isento de peripécias e algumas das fotografias nele registadas foram obtidas à custa de mil perigos. 

Tudo será contado no próximo artigo. Não percam!

quinta-feira, novembro 28, 2013

Nesta casa entra-se e sai-se em boa companhia

Ali por Caria, na zona antiga desta vila beirã, por entre velhas casas de pedra onde, nas ombreiras das portas, se avistam aqui e ali as marcas atribuídas aos cristãos-novos, há uma dessas portas em particular que chama a atenção.


Se nesta casa só se entra em ilustre companhia, é certo que dela não se sai menos bem acompanhado, isto fazendo fé na recomendação que se encontra sobre a porta e que quase faz com que as cruzes que ladeiam a entrada passem despercebidas.

quarta-feira, novembro 27, 2013

Create Tech 2013 - A Internet espia-nos!


Numa altura em que muito se tem falado de escutas, espionagem e segurança informática, o portal PPLWare, que dispensa apresentações junto de todos os que se interessam pelas Tecnologias de Informação, e o Instituto Politécnico da Guarda vão levar a cabo o evento Create Tech 2013, subordinado ao tema "A Internet espia-nos".

Serão dois dias de palestras, proferidas por representantes de várias destacadas empresas e instituições nacionais e internacionais, que irão abordar as várias vertentes e problemáticas actuais da segurança na web.

Não é todos os dias que temos pela nossa região um evento com este nível e, por isso mesmo, é um evento a não perder.


-< PROGRAMA >-

DIA 29 (Sexta)

09h30 - Sessão de Abertura

10h00 - Abusos sexuais na internet
Alexandre Branco, Rita Capelo (Polícia Judiciária)

10h40 - The Emerging need for Next Generation Security
Rui Duro (CheckPoint)

11h20 - Coffee Break + Demonstração EgiDrones

11h40 - Os Dispositivos e a Informação na era do 3.0
Fernando Simões (Kaspersky)

12h20 - O dia-a-dia de um Analista de Segurança: Uma Estória Pessoal 
Miguel Mota Veiga (Dognaedis)

13h00 - Pausa para almoço

14h00 - Os desafios de segurança nas redes empresariais
Rui Fernandes (Cisco)

14h40 - Lapa “Your Social Lost & Found”
João Lobato Oliveira (LAPA)

15h20 - Segurança da Informação no SAPO
Tiago Mendo (SAPO)

16h00 - Coffee Break 

16h20 - Segurança: Mais do que técnica uma mentalidade
André Pinheiro (Dognaedis)

17h00 - Segurança em Serviços de Alojamento
Paulo Cardoso (Ciberconceito)


DIA 30 (Sábado)

09h30 – Segurança nos Media
Vitor Martins, Pedro Pinto e Pedro Simões (Pplware.com)

10h00 - Segurança em comunicações (especialmente Wireless) 
Nuno Marques (Wavecom)

10h40 - Coffee Break

10h50 - Demonstração EgiDrones

11h00 - Fatores chave para o desenvolvimento de confiança na Cloud
Paulo Calçada (EuroCloud)

11h40 – It takes a network to fight against a network
Lino Santos (CERT.PT)

12h20 - Segurança da Cloud
Hugo Tavares (LunaCloud)

13h00 - Encerramento


Informações / Inscrições:
Pplware
Create Tech 2013
Instituto Politécnico da Guarda

segunda-feira, novembro 25, 2013

PR13 - Na Rota das Faias em Manteigas


A Rota das Faias (PR13) é um dos 16 percursos pedestres de pequena rota do concelho de Manteigas, vila situada em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, na entrada do impressionante Vale Glaciar do rio Zêzere. Na sequência de um convite feito pela Eulália no decurso da caminhada ao Açor (ver aqui), juntámo-nos a um animado grupo e fomos à descoberta do colorido outonal das faias daquele belíssimo recanto da Estrela.

Foi muito gratificante voltar a ver algumas caras conhecidas, e ver mesmo algumas pela primeira vez fora das redes sociais e, apesar do frio que em alguns troços do percurso se fez sentir, a beleza paisagística justificou -e de que maneira!- a viagem até Manteigas por uma estrada do tipo "curva à direita, vomita à esquerda".

Aqui ficam alguns instantâneos da jornada:


O primeiro olhar para Manteigas, ponto de partida da caminhada. Foi aproximadamente nesta altura que alguém que não vou identificar (e que não foi a Nelly) lançou a pergunta "Falta muito?".



A valente representação do Fundão equipada a rigor para o frio que se fazia sentir, com destaque para o tapa-orelhas usado pela Nelly. Isto prova que, mesmo numa caminhada exigente, é possível ter apontamentos de moda de extremo bom gosto [comentário patrocinado].



Bermas decoradas em tons outonais e tapete de alta qualidade no caminho. Sem dúvida um percurso gourmet.



A "pedreira dos preguiçosos". Apesar da foto não dar essa sensação, a inclinação era bastante acentuadada (esta foto quase valeu um torcicolo) e ficámos com a sensação que bastaria retirar uma pedra do fundo para ter automatica e gratuitamente direito às restantes pedras da rampa. 



Enquanto o resto do grupo admirava a folhagem das árvores, um camarada em particular mantinha os olhos colados ao chão. A avaliar pelo volume do saco há um belo magusto em perspectiva.

Um encontro com o Sr. José (e não João como se teimou em chamá-lo), uma simpatia de pessoa, pastor de profissão, e já um velho conhecido de muitos elementos do grupo. Enquanto o diálogo decorria animado, o seu pequeno cão saltitava à nossa volta o que levou o Sr. José (e não João) a pedir-nos que não levássemos o cão pois era fazia boa companhia à sua esposa.



Rumo à luz! A última subida a sério do trilho.



Porque isto de pisar folhas chega a ser cansativo, parte da representação de Trancoso aproveita para fazer uma pausa antes de prosseguir.


Com a motivação renovada por uma goma daquelas que se colam à placa, prosseguimos por uma avenida de faias. Foi por esta altura que começaram a surgir uns belos espécimes micológicos à nossa volta.


Micologia, parte 1 - Uma Ramaria (espécie concreta ainda por determinar).



Micologia, parte 2 - Macrolepiota procera, algo fora de época.



Micologia, parte 3 - Boletus edulis, nota 20 de comestibilidade, tal como o anterior.




Secção do trilho que passa por um pequeno carvalhal já praticamente despido de todas as folhas.



Pausa para merenda no posto de vigia. O remate do repasto foi feito com uma jeropiga de altíssima qualidade.



Jiboiar  - Acto de permanecer imóvel em situação de exposição ao Sol e em aparente estado de sonolência, com o intuito de facilitar a digestão. 



Uma casa de campo devidamente equipada com antena parabólica e painéis solares, porque o sossego não implica falta de condições de conforto!



Já quase de regresso a Manteigas, um último olhar para a encosta onde horas antes tínhamos passado.

terça-feira, novembro 19, 2013

Um cogumelo do... katano

Há cogumelos, como este provável Cortinarius traganus, que têm uma certa piada quando admirados de um ponto de vista diferente. "E come-se?" perguntam vocês. A resposta é não, já que pode dar chatices. O melhor mesmo é comê-lo só com os olhos.



segunda-feira, novembro 18, 2013

Depois do Míscaros, fomos aos míscaros

Logo pela manhã, a Estrela parece estar a ser vigiada de perto por naves espaciais. Terão vindo admirar o primeiro nevão deste Outono?

Inspirado pela noite anterior no festival Míscaros, na aldeia do Alcaide, decidi dar um saltinho ao pinhal mais próximo para recolher mais alguns cogumelos para o jantar micológico entre amigos que se avizinha. Se há coisa que gosto de fazer no Outono, isso é sem dúvida passear pela paz das florestas aqui à volta e apanhar aquelas pequenas ofertas coloridas da natureza. Por outro lado, detesto chegar a um pinhal e ficar com a sensação que fui precedido por 300 javalis enraivecidos, que reviraram tudo, deixando atrás de si um cenário desolador.

Infelizmente, há recoletores que deixam o civismo em casa quando saem para o campo e, para além de deixarem o solo da floresta em pantanas (até a sachos recorrem!), dão-se ao luxo de arrancar e atirar para o lado os cogumelos que não lhes interessam, não pensando que aquelas espécies podem interessar a quem vier depois. Isto demonstra também um alto nível de ignorância no que diz respeito à importância dos fungos no contexto florestal. Muitos fungos são micorrízicos, isto é, ajudam a fixar nutrientes e água nas raízes das árvores, ajudando ao seu desenvolvimento. 

Ainda assim, no meio da devastação, foi possível encontrar alguns exemplares em muito bom estado e, usando roteiros alternativos, depressa enchi a cesta. O resto do tempo foi passado a identificar e fotografar alguns cogumelos bem fotogénicos, desde o míscaro amarelo até outras espécies que possuem a característica de permitirem que a pessoa que os consuma inadvertidamente saiba, com elevada precisão, quanto tempo tem de vida, geralmente não menos de 6 dias e não mais de 15. 


Míscaro amarelo / Tricholoma equestre


Um Cortinarius cuja espécie não identifiquei, talvez um Cortinarius armillatus. A cortina não deixa dúvidas quanto ao género.


Russula sardonia. Não é um cogumelo comestível mas, se a provarem (e deitarem fora!) vão constatar que é bastante picante.


Lactários, Sanchas, Raivacas ou Lactarius deliciosus para os amigos. No final da jornada descobri que, para além de salteados, também ficam muito bem quando grelhados e rematados com uns grãos de sal e um fio de azeite.


Míscaro amarelo / Tricholoma equestre outra vez


Sob um castanheiro, encontrei um pequeno "prado" de Ramarias, embora não tenha identificado a espécie. Não coincidem com as ramárias comestíveis que conheço e o tamanho é bastante reduzido.

Outro exemplar da mesma Ramaria.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Vamos aos "Míscaros"?


E depois do Açor e das castanhas, é agora a vez da aldeia do Alcaide e dos cogumelos, não apenas daqueles que emprestam o nome ao festival . De resto, já se sabe: animação, tasquinhas, iniciativas gastronómicas, passeios micológicos, artesanato,... O melhor mesmo é porem-se já a caminho. Como sempre acontece, funcionará entre o Fundão e o Alcaide um serviço de autocarro para que ninguém seja obrigado a trazer o carro. É só para não haver problemas de estacionamento, obviamente.

Começa já hoje e, escusado será dizer, é mais uma festa imperdível!






No ano passado foi assim:




Encontramo-nos por lá?



quinta-feira, novembro 14, 2013

Assim foi a Mostra de Artes e Sabores da Maunça

Terminou em grande mais uma Mostra de Artes e Sabores da Maúnça que, durante o último fim-de-semana, fez da pequena aldeia do Açor o centro de todas as atenções. Mais uma vez, a festa não defraudou as expectativas e, pese embora a distância e o relativo isolamento da aldeia, vale sempre a pena -e de que maneira!- ir até lá.

As "hostilidades" tiveram início ainda no Sábado à noite, com um delicioso jantar na tasquinha do grande "Ti Tó", que serviu em quantidade e qualidade maranhos, chanfana e ainda uns belos bifinhos com castanhas, tudo devidamente rematado com um original pudim de castanha (e que bom que estava!) e com uma panóplia de licores. 

No Domingo de manhã, para recuperar da noite anterior, juntámo-nos a um simpático e animado grupo, no qual reencontrámos algumas caras bem conhecidas, para uma caminhada de 5km de regresso ao Açor. Foi um trilho que proporcionou algumas imagens de encher o olho, alguns momentos de aventura e agradáveis momentos de conversa que versaram sobre tudo um pouco, inclusive as invasões francesas que fazem parte da memória colectiva das gentes da Maúnça e estão intimamente ligadas a locais como a Eira dos Três Termos (onde existe um fenómeno) ou o sítio dos Valados.






Após o belo almoço na sede da associação local, impôs-se nova ronda pela aldeia, em busca das tasquinhas mas não só. Pelas ruas cheias de grande animação e de cheiros que parecem chamar por nós, o destino estava já definido: ir à procura do pão acabadinho de sair do forno e das filhoses feitas por mãos sabedoras, herdeiras do saber de incontáveis gerações.









Antes da despedida, e porque finalmente a encontrámos aberta, visitámos a casa-museu local. Trata-se de uma casa de habitação tradicional que foi recuperada mantendo o seu figurino original, com divisões minúsculas, uma cozinha com lareira ao centro e um banco corrido de madeira junto às paredes. Enquanto comentávamos aquilo que víamos, a senhora que tomava conta do local partilhou connosco: "É pequena não é? Custa a crer que uma mãe criou aqui 7 filhos. Uns dormiam no quarto, outros na "loja"... Olhe, era onde calhava, mas criaram-se."


Chegada a hora da despedida, optámos por regressar a pé pelo caminho através do qual tínhamos chegado de manhã, aproveitando para recolher alguns quilos de castanha e cogumelos ao longo do percurso. 

Fecha-se o capítulo do Açor, deixando já o encontro marcado para o próximo ano, e abre-se agora a contagem decrescente para o festival "Míscaros", que tem início já depois de amanhã. Vamos a isso?

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