sexta-feira, junho 30, 2006

Frase do dia (de ontem)

Durante o jantar de convívio Taska Force (& Luigi) / República do Katano num momento em que os convivas se deleitavam com a segunda dose de "spaguetti do Katano":

(...)
Anfitrião:
Vocês deviam era provar os meus legumes salteados avec molho de soja!

Elemento não identificado da Taska Force que não era o Davidzinho:
Soja?!?! Isso é alimento para pandas, pá!

(seguiu-se um momento de silêncio)
(...)

quinta-feira, junho 22, 2006

AMO-TE...


O proprietário da cadeia de restaurantes AMO-TE, Pedro Miguel Ramos vai avançar com um novo projecto, desta vez em Santarém. E como as imagens não deixam mentir, cá está a prova!!!! E ouve-se dizer lá na terra que o próprio PMR andou com seu próprio pulso a marcar a área das novas instalações do seu negócio. é uma forma irreverente de propaganda sim senhor. É MTO AMOR...

quarta-feira, junho 21, 2006

"Descoberta Arqueológica"

Desde a publicação dos últimos 3 posts a minha caixa de e-mail tem sido inundada com mensagens de índole diversa a maioria a protestar pelo cariz jocoso dos posts.


Diz por exemplo um dos nossos fãs:
"Caro Blog do Katano:

Muito me surpreendeu que um blog com uma capacidade informativa capaz de ombrear com agências como a BBC e a CNN se preste a uma vulgaridade cómica como aquela a que acabamos de assistir.

Peço por isso, e uma vez que sou um leitor assíduo deste blog há já 5 anos, que compensem imediatamente tal falha, publicando um post iminentemente informativo, imbuído de profunda seriedade e máximo rigor.

Assinado: Um fã anónimo"

Caro fã anónimo, para compensar de alguma forma este nosso dislate, publico aqui em primeira mão uma descoberta acidental realizada em Abril último num baldio junto a um conjunto de sepulturas escavadas na rocha (ver post anterior de Abril).

Trata-se de um interessante testemunho da outrora fértil indústria de refrigerantes nacionais (neste caso é uma garrafa de "laranjada"), com rótulo pirogravado e com cerca de 20 cm de altura.

Photobucket - Video and Image Hosting


Na parte frontal é possível ler:
"COUTO - Guarda - REFRIGERANTES"


Enquanto que no verso se lê:
"Refrigerante hidro carbo-gaseificado com xarope de açucar, ácido citrico e elementos do fruto indicados na cápsula / A LARANJADA É CORADA ARTIFICIALMENTE / Engarrafado automáticamente por / ALÍPIO ALMEIDA COUTO / telef 124 GUARDA"

Alguém arrisca uma datação?

Ele há coisas do Demo...


À beira da estrada, como quem vai de Albergaria para Águeda, é possível encontrar este restaurante como um painel publicitário invulgar.

Ele há coisa do Demo...

1º GRANDE CONCURSO DO KATANO

Depois do enlace dos insuspeitos casal Ferreira das Neves e casal Henriques, quem será o próximo casal a sujeitar-se aos sagrados laços do matrimónio?



Casal A


Casal B


Casal C

Responda enviando um e-mail com o assunto "CONCURSO CASAIS" e com os seus dados pessoais seguidos de "QUEM SE LIXA É O CASAL" seguindo da opção A, B ou C.

Os vencedores receberão grátis uma torradeira a pilhas para duas pessoas no Algarve.

Apelo

A Associação Unidos da Taska Force e República 3D solicita a divulgação do seguinte apelo:

Encontra-se desaparecido, desde 10 de Junho, o indivíduo Vidal Ferreira de cerca de 30 anos e que, na altura do seu desaparecimento, usava colete e gravata creme, camisa branca e fato preto. Encontrava-se ainda acompanhado de um indivíduo do sexo feminino de vestido branco e comprido.

Solicita-se a quem possa dar informações sobre o seu paradeiro que entre em contacto com este blog.

Abaixo divulgamos uma fotografia do aspecto actual provável do desaparecido:

quarta-feira, junho 14, 2006

Curiosidades sobre a bandeira


No último post referi que a actual bandeira nacional tinha sido inspirada no pavilhão hasteado pelo navio de guerra rebelde "Adamastor" na revolução republicana de 1910. Para vocês terem uma ideia aqui está uma reprodução dessa bandeira que, pelo que parece, pode ser encontrada no museu da marinha em Lisboa.

imagem tirada do site Flags Of The World



Artigos anteriores:

terça-feira, junho 13, 2006

Não massacrem mais a bandeira nacional - V - A República


Com a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 e consequente abolição da monarquia, é lançado um concurso para uma nova bandeira nacional tendo surgido um debate nem sempre pacífico. Se muitos pretendiam a manutenção do azul e branco como cores de fundo da bandeira, outros haviam que, sendo adeptos da linha dura republicana, queriam banir essas cores tradicionalmente associadas à monarquia.

A proposta vencedora foi a da bandeira que hoje é usada, sendo uma bandeira inspirada no pavilhão hasteado pelo navio de guerra rebelde "Adamastor" que bombardeou o Palácio das Necessidades e foi aprovada por decreto de 19 de Junho de 1911 da Assembleia Nacional Constituinte.

Aqui, o azul e branco tradicionais foram substituídos pelo verde e vermelho, cores do Partido Republicano Português, enquanto que a coroa desapareceu e foi incluída a esfera armilar manuelina (fazia parte das armas de D. Manuel I) sob o escudo português simbolizando a epopeia marítima portuguesa.

Quanto às explicações tradicionais de cariz mais lendário sobre os elementos da bandeira, a sua origem é incerta mas não será descabido atribuí-las ao Estado Novo que sempre se preocupou em criar uma identidade nacional assente sobre um passado glorioso e uma inabalável fé e conotação cristãs do povo português.

Agora, de certeza que valerá a pena olhar para a bandeira com outros olhos. Conhecer a bandeira e o seu significado é conhecer também um passado com mais de 8 séculos de história (muitas vezes atribulada) e conhecer também a nossa identidade nacional.

Não há na bandeira uma comprovação histórica de qualquer milagre, não há na bandeira qualquer referência religiosa, a chave para a localização do Graal não está na bandeira.

Estamos entendidos?
fontes:



Artigos anteriores:

segunda-feira, junho 12, 2006

Não massacrem mais a bandeira nacional - IV - A 4ª Dinastia


Com a restauração da independência nacional em 1640, a bandeira sebastianista de escudo português (terminado em arco de círculo) encimado pela coroa real fechada (agora com 5 arcos em vez de 3), persiste como símbolo nacional. As únicas alterações que sofre até 1834 são a inclusão de um gorro púrpura na coroa, simbolizando um estatuto imperial e, por alturas do reinado de D. João V, o escudo é estilizado à maneira barroca, em voga na altura, sendo agora um escudo terminado em arco contracurvado.

Durante este período ocorre contudo uma alteração temporária significativa. Durante o reinado de D. João VI, com a afirmação do Brasil como reino dentro de uma "federação portuguesa" e consequente denominação de Reino Unido de Portugal, Algarve e Brasil, a bandeira sofre uma importante modificação.

Sob o tradicional escudo português é colocada pela primeira vez uma esfera armilar que simboliza o novo reino do Brasil, um pouco à semelhança da actual bandeira do Reino Unido que apresenta a cruz de braços diagonais escocesa sob a cruz inglesa para representar dois reinos dentro do mesmo Estado.

Com a morte de D. João VI e definitiva independência do Brasil, a esfera armilar é retirada.


Em 1830, com a vitória dos Liberais sobre os Absolutistas na Guerra Civil de 1832-1834, é instaurada uma nova bandeira cuja alteração em relação à anterior se prende com a divisão do fundo em duas cores: azul e branco. A bandeira tinha exactamente metade de cada cor e o escudo assentava no centro da bandeira com metade sobre cada uma das cores.

Como reconhecimento do facto de os Liberais terem usado os Açores como base de partida para tomarem o poder no continente, ainda hoje a bandeira açoriana tem como cores de fundo o azul e branco.

Esta bandeira seria abandonada com a instauração da República em 1910 sendo, no entanto, a bandeira que ainda hoje os monárquicos consideram como legítima e representiva do país.




Artigos anteriores:

Não massacrem mais a bandeira nacional - III - A 2ª Dinastia


Após a crise de sucessão de 1383-1385 e com a subida ao poder de D. João I, mestre da Ordem de Avis, há uma nova alteração das armas do escudo nacional. Por ser filho ilegítimo de D. Pedro I, tal como Afonso III, também D. João teve de impor alterações ao escudo. Por ser Mestre da Ordem de Avis, uma ordem religiosa militar (à semelhança dos míticos templários), D. João incorporou a cruz verde da bandeira da ordem de Avis ao escudo nacional, deixando apenas visíveis as suas extremidades.

É nesta altura que os besantes encontram o seu número definitivo de 5 dentro de cada escudete que também pela primeira vez são chamados de "quinas".



Cerca de 100 anos depois das últimas alterações, outro rei de nome João, agora D. João II "O príncipe perfeito", introduz novamente alterações no escudo de armas nacional. Concretamente, ordenou que se levantassem os escudetes laterais, que até então estavam deitados, talvez por achar que assim se transmitia uma imagem de maior orgulho e altivez, e também ordenou que se retirasse do escudo a cruz da Ordem de Avis. Terá pensado que esta estava a mais no escudo e não se integrava nos restantes símbolos de identidade nacional?

De igual modo, o número de castelos na bordadura foi regularizado, surgindo em número de 7 (como na imagem acima) ou 8 de forma a fazer um preenchimento uniforme.



Quando D. Manuel I, primo de D. João II, sobe ao poder, verifica-se uma nova quebra na linhagem de sucessão real e, como anteriormente aconteceu, verificou-se uma nova alteração das armas reais que, pela primeira vez, surgem sobre uma bandeira branca.

Para além da novidade na forma do escudo, agora ogival (com D. João III o arco inferior do escudo passaria a redondo), surge sobre este uma coroa aberta pretendendo simbolizar o reforço da autoridade real.

Com D. Sebastião, a coroa passaria a ser fechada (para reforçar ainda mais a ideia de autoridade do poder real) e o número de castelos passaria em definitivo a 7. Parece ter sido nesta altura que a bandeira passou a ter uma forma rectangular em substituição da tradicional bandeira quadrada. Esta seria também a configuração da bandeira e das armas do escudo português durante os 60 anos de domínio espanhol.




Artigos anteriores:

domingo, junho 11, 2006

Não massacrem mais a bandeira nacional - II - A 1ª Dinastia


A primeira simbologia adoptada por D. Afonso Henriques era uma continuação da que era usada pelo seu pai, D. Henrique de Borgonha, no seu escudo. O escudo do Condado Portucalense era então uma cruz azul sobre fundo branco e, como era tradição na época, era a simbologia que D. Afonso Henriques portava no seu escudo de batalha.



A certa altura surgem os antepassados daquilo a que hoje nos referimos como as "chagas de Cristo", os besantes de prata, que derivam do nome da moeda então usada em Bizâncio, capital do Império Bizantino. Estes besantes teriam tido um duplo significado pois, para além de significarem uma valorização do escudo do agora Reino de Portugal numa afirmação de autonomia em relação a Castela, poderiam também ter sido cabeças dos pregos de aço que o agora rei Afonso I de Portugal teria colocado no seu escudo para o reforçar.

O que é certo é que, não havendo uma explicação definitiva para o seu aparecimento, estes besantes teriam sempre um número muito variável durante a Idade Média e o seu número actual só seria fixado definitivamente já no Séc. XV por D. João II.



Com D. Sancho I, filho de Afonso I, a cruz desaparece surgindo em seu lugar os escudetes, também conhecidos como quinas, com 2 deles deitados e 3 de pé. Esta poderá ter sido uma variação estética da cruz mas há outra explicação com cariz de lenda que diz que quando Afonso I passou o seu escudo ao seu filho, já pouco restava da primitiva cruz de tecido azul para além dos 5 pedaços que se encontravam ainda fixados pelos pregos.

Não sendo uma explicação na qual nos possamos fundamentar sem deixar de lado as dúvidas, certo é que o número 5 é um número privilegiado na heráldica, não sendo raras as vezes que encontramos brasões com 5 elementos no seu escudo. Os próprios besantes dentro dos escudetes do ecudo nacional seriam mais tarde fixado em 5.

Não será de todo descabido acreditar que esta evolução em relação à cruz de Afonso I, terá sido uma simples questão de... estética.




Com Afonso III "O bolonhês", irmão de Sancho II e bisneto de Afonso I, são introduzidos os castelos de ouro sobre uma bordadura vermelha que agora rodeia o escudo nacional. Tradicionalmente conotados com os 7 reis mouros que Afonso Henriques derrotou em Ourique, os 7 castelos que Afonso Henriques conquistou aos mouros ou ainda os 7 castelos algarvios conquistados pelo próprio Afonso III, estes castelos eram na verdade uma imposição pelas regras de então.

Não sendo filho primogénito de Afonso II, Afonso III não podia herdar o escudo nacional sem lhe impor alterações quando viu o Papa reconhecer Afonso III como rei em detrimento do seu deposto irmão Sancho II.

Estes escudos eram uma alusão ao reino de Castela (ainda hoje esse elemento está presente na bandeira da província de Castilla y León), simbolizando a forte importância deste reino na vida do monarca português filho de mãe castelhana e casado ele próprio com uma castelhana.
Estes castelos não tinham um número fixo e só mais tarde passariam em definitivo a ser 7.



Artigos anteriores:

Não massacrem mais a bandeira nacional - I


Com mais uma prova internacional de futebol, desta vez o Campeonato do Mundo, assiste-se a outra explosão de patriotismo como já não víamos desde o último Europeu, com bandeiras portuguesas espalhadas um pouco por todo o lado (algumas mesmo em locais improváveis).

Já ignorando o facto de ser uma expressão de patriotismo gerada por um brasileiro (ironia!) e por motivos fúteis à qual eu definitivamente não adiro, não deixa de ser ridícula a forma como a bandeira é tratada e colocada, surgindo muitas vezes invertida quer verticalmente, quer horizontalmente.

Mais grave será contudo a interpretação que se faz dos símbolos que compõem o escudo nacional. Ainda esta manhã, num programa de rádio, ouvi um locutor anunciar que ia proceder-se à explicação do significado da simbologia da bandeira nacional e que essa explicação seria dada por uma senhora da qual já não recordo o nome, senhora essa que era membro de uma sociedade histórica qualquer.

Aumentei o volume de som do rádio e apurei o ouvido para escutar a explicação mas esta acabou por ser uma verdadeira desilusão. Os argumentos da senhora na sua explicação resumiram-se a "diz-se que", "reza a tradição que" e "conta-se que", ou seja, nada de correctamente fundamentado. No fundo, resumiu-se a repetir o que eu já estava acostumado a ouvir desde a escola primária:

Fundo vermelho e verde que, segundo esta senhora representavam "o sangue e a alegria" e a "esperança e o relâmpago" respectivamente.

Em cima deste, a esfera armilar que simboliza os Descobrimentos e o escudo nacional em cima desta, com uma bordadura vermelha com os 7 castelos que representam as localidades conquistadas por Afonso Henriques aos mouros (outros dizem que são os 7 reis mouros derrotados em Ourique por este monarca), e dentro do escudo sobre fundo branco, as cinco quinas contendo cada uma as "cinco chagas de Cristo". Os mais esmerados dizem ainda que somando as chagas todas dentro das quinas e as próprias quinas, obtemos o número de 30 que foram os 30 dinheiros pelos quais Judas traiu Cristo.

Lamentavelmente, tudo isto não passa de um grande equívoco que, nos próximos posts vou procurar desfazer de uma vez por todas.

quinta-feira, junho 01, 2006

Post Bilingue


Português:
Esta foi uma cena que aconteceu em pleno copo de água de um casamento em França... Porquê? A resposta em breve aqui. Mais um exclusivo Blog do Katano pelo nosso enviado especial em França.

Francês:
C'est un marriagem ça! Eh dis donc hein!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...