sábado, março 22, 2014

O fim do Inverno



Assim se fechou o Inverno sobre a albufeira da barragem de Santa Águeda, popularmente conhecida como Marateca.

quinta-feira, março 20, 2014

Reflorestação da Gardunha arranca já depois de amanhã!


A associação Descobrindo vai levar a cabo no próximo Sábado, dia 22 de Março, uma acção de reflorestação na Serra da Gardunha que merece um aplauso. 

Após o fiasco das últimas iniciativas, inclusive a na altura tão propalada Epson Biodiversity Iniciative (clicar para ver), espero que esta acção seja o mote para a criação de uma plataforma consistente que contribua para recuperar a floresta da Serra da Gardunha que o desleixo e os sucessivos incêndios destruíram nos últimos anos.

Citando o site da Descobrindo:

"Vamos reflorestar a Gardunha” é o nome da acção a realizar no próximo dia 22 de Março de 2014, na Serra da Gardunha. O ponto de encontro é o local onde foi realizado Solstício - Festival da Natureza , junto às piscinas de São Fiel pelas 9H00, onde existirá transporte até aos locais de plantação.

É com muita satisfação que anunciamos a concretização da iniciativa que nos propusemos realizar no âmbito do Solstício - Festival da Natureza com o objectivo de dar início à reflorestação da Serra da Gardunha. A primeira edição do festival Solstício teve como grande objectivo a plantação de uma árvore por cada entrada no festival.

Nesse sentido, e aproveitando o momento dedicado ao Dia Internacional da Árvore e das Florestas vamos dar início à plantação total de 3500 árvores em diferentes locais desta Serra. Estando já alguma vegetação autóctone a regenerar-se, a iniciativa prevê o plantio de esp espécies que já se podem encontrar nos locais: Bétulas, Castanheiros, Faias, Carvalho Robur e Carvalho Negral, e alguns Freixos.

O regresso, para quem o desejar, será realizado numa caminhada.

A inscrição é obrigatória de forma a garantir o reforço alimentar, o almoço e toda a logística. Os inscritos devem munir-se de uma ferramenta necessária para a plantação (sacho ou enchada)."

Conselhos a seguir na procura de emprego


Há uns tempos atrás fui surpreendido num processo de zapping pelo "28 minutos e 7 segundos de vida", um programa da TVI 24 no qual José Alberto Rodrigues e Manuel Forjaz conversam sobre um tema específico. Embora me pareça que o programa abuse da exploração do facto de Manuel Forjaz sofrer de cancro, achei-o bastante interessante, sobretudo pela forma fluida da conversa, assente na capacidade de comunicação de Manuel Forjaz.

O tema do programa de que falo era a procura de emprego e durante quase uma hora falou-se não só das dificuldades que quem procura emprego tem de enfrentar, como também dos erros mais comuns que se cometem nesse processo. Aqui fica uma síntese das ideias principais enunciadas por Manuel Forjaz:

Quem procura emprego não explora o suficiente as possibilidades de procura que estão ao seu dispor, limitando-se muitas vezes aos tradicionais anúncios de jornal. Na Internet existe uma grande variedade de sites de procura de emprego e, para além disso, há que saber explorar as nossas redes de conhecimentos pessoais (familiares, amigos, antigos professores, etc).

Somos pouco cuidadosos com a nossa presença na Internet. A maioria das pessoas não olha à sua exposição on line fazendo publicações nas redes sociais que podem ser contraproducentes para a sua imagem junto de potenciais empregadores

A rede social LinkedIn é cada vez mais uma ferramenta usada por empregadores para recrutamento mas convém que quem cria o seu perfil nessa plataforma não se limite a criar uma página básica

O Europass foi uma coisa criada pelos eurocratas para os empregadores não empregarem ninguém. É um documento ilegível que não faz nenhuma diferenciação, tornando muito difícil para o empregador encontrar elementos diferenciadores que permitam contratar alguém

O curriculum vitae deve ser elaborado de forma a adequar-se ao empregador, à indústria, à complexidade das funções a desempenhar e de forma a destacar as competências que se querem demonstrar.

Um dos passos mais difíceis na procura de emprego é fazer chegar o curriculum vitae às pessoas certas

É preciso ser inteligente, criativo e experimentador na procura de emprego

Em geral, os candidatos vão às entrevistas de emprego muito mal preparados

Numa entrevista é preciso conhecer o entrevistador, o que é que o move, que tipo de pessoas é que ele emprega, tal como é preciso saber exactamente quais são as exigências do cargo ao qual o entrevistado se está a candidatar. Hoje em dia, em pouco tempo, é fácil obter informação sobre qualquer empresa a qual nos estejamos a candidatar

Nunca mentir é uma regra sacramental das entrevistas de emprego


Vídeo: uma entrevista de emprego na Idade da Pedra:
   


Numa entrevista, o contacto visual e a linguagem corporal são fundamentais.

Convém prepararmo-nos para perguntas difíceis como "Porque é que o hei-de escolher a si e não a outro?" ou "O que é que você vai trazer em termos de valor acrescentado a esta empresa?". Não se pode esperar que as perguntas se cinjam ao percurso profissional do entrevistado

Quando as pessoas não são escolhidas, desistem de continuar a tentar. É fundamental não se fechar a ligação com o entrevistador/potencial empregador no final da entrevista


Vídeo: as respostas pré-concebidas numa entrevista de emprego fora-de-série!

segunda-feira, março 10, 2014

Uma nova onda de empreendedorismo!


O nosso estimado Sérgio Vieira, que trocou recentemente o bulício urbano de Lisboa pela tranquilidade do Interior (ver aqui), registou este instantâneo que ilustra bem a forma como determinados cidadãos conseguem aliar a criatividade e o espírito de "desenrascanço" ao espírito de empreendedorismo. Após a venda de ar da Guarda e de água de Fátima a retalho, respectivamente em frascos e garrafinhas, eis agora o garrafão de "Água da Onda Gigante da Nazaré" que permite que o comprador consiga sentir-se um verdadeiro Garrett McNamara, seja através da produção de ondulação na banheira, seja através da deglutição do tradicional pirolito.

Será este o início de uma nova onda de empreendedorismo?

sábado, março 08, 2014

Cemitério Cross Bones, a última morada das indesejáveis prostitutas londrinas


Em Londres, na zona de Southwark, quem percorrer a pequena Redcross Way não ficará indiferente a um portão totalmente coberto com flores, fitas e outros objectos. Trata-se de um memorial ao desaparecido cemitério de Cross Bones, um local que nos transporta para uma época sombria na qual determinadas mulheres eram exploradas e depois descartadas. À entrada, uma placa em bronze recorda-o: "Aos mortos proscritos. RIP".

Pode parecer estranho, a quem actualmente passa pela Redcross Way, encontrar um portão transformado num memorial à frente de um estaleiro do metropolitano de Londres mas a verdade é que até ao século XIX, este era o local onde os proscritos de Londres eram enterrados, no espírito de uma tradição que se iniciou em plena Idade Média.

Desde cedo, todas as actividades que não eram permitidas dentro das muralhas de Londres desenrolavam-se livremente na margem Sul do Tamisa. Entre tabernas, teatros e cervejarias, encontravam-se por aqui os "Gansos de Winchester", nome pelo qual eram popularmente conhecidas as prostitutas desta zona, que se encontrava sob jurisdição directa do bispo de Winchester. Sempre que alguém contraía uma doença venérea, dizia-se que tinha pele de galinha ("goosebumps") ou ainda que tinha sido mordido por um ganso de Winchester ("bitten by a Winchester goose").

Embora em vida estas mulheres gozassem de alguma protecção por parte das autoridades, quando morriam a coisa mudava de figura. Fosse de causas naturais ou doença (a sífilis era uma causa frequente de morte) o seu enterro em solo consagrado era proibido devido à sua vida considerada pecaminosa. Por esse motivo, as prostitutas começaram a ser enterradas num terreno não consagrado que se viria a tornar o cemitério de Cross Bones. Em 1598 o historiador John Stow escreveu:

"Ouvi da parte de homens idosos de bons créditos, relatos de que a estas mulheres solteiras eram negados os rituais da igreja, desde que continuassem a sua vida pecaminosa, e eram excluídas dos funerais cristãos se não se reconciliassem antes da sua morte. Por isso, havia um lote de terreno chamado adro das mulheres solteiras destinado a elas, longe da igreja paroquial."

Embora o seu estilo de vida fosse pecaminoso, a Igreja acabava por tolerá-las já que contribuíam para que os bons cristãos evitassem práticas ainda mais imorais como a masturbação e a sodomia. Para além disso eram também uma fonte de rendimento já que os bordéis pagavam imposto ao próprio bispo de Winchester.

Com a proibição da prostituição, já no século XVII, o local foi transformado num cemitério para indigentes até ao seu definitivo encerramento em 1853, passando ao esquecimento.


A sua memória foi recuperada quando, já no século XX, as obras de extensão do metropolitano de Londres permitiram recuperar ossadas de 148 indivíduos diferentes, um deles uma mulher que teria entre 16 e 19 anos e cujo crânio denotava os terríveis efeitos da sífilis. Para preservar a memória dos infelizes que aqui foram enterrados, estima-se que cerca de 15.000, especialmente essas malogradas mulheres, a população local transformou o portão num memorial diante do qual, no dia 23 de cada mês, é realizada uma vigília em memória dos Gansos de Winchester.


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