terça-feira, fevereiro 20, 2007

STOMP!

Tive o privilégio de assistir ao vivo no último domingo, no auditório dos Oceanos no Casino de Lisboa, à actuação dos STOMP e, apesar de já antecipar o que iria encontrar, acabei por ficar profundamente surpreendido.

Numa performance de hora e meia mais teatral e humorística do que o esperado, o grupo contagiou com a sua performance uma assistência entusiasta, mostrando que a música e o ritmo estão bem vivos de cada um, bastando apenas um pouco de imaginação para os fazer sair e ganhar expressão pois até um simples saco de plástico pode ser um instrumento musical.


Pela minha parte é certo que lavar a loiça nunca mais voltará a ter o mesmo significado!

Simplesmente... ESPECTACULAR!

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Agora SIM

Parece que finalmente a maioria dos que se deram ao trabalho de votar decidiu optar por uma escolha racional e menos hipócrita (se formos analisar a fundo, o uso de contraceptivos não é já per si uma forma de impedir alguém de nascer?). A eles o meu aplauso.

Lamentável é mais de metade da população nem sequer se ter dado ao trabalho de ir votar devido, ao que parece, às condições climatéricas que pelos vistos tem uma influência decisiva neste tipo de referendos. Recordo que no referendo de 98 também devido ao clima, cerca de 60% do eleitorado se baldou preferindo ir para a praia.

Embora não sendo vinculativo devido à abstenção, as esferas políticas obviamente souberam interpretar estes resultados pelo que a lei em breve deverá ser alterada. A ver vamos como vai correr a adaptação dos serviços de saúde a esta nova realidade.

Como dizia o meu pai ontem "Com o sistema de saúde que temos, as grávidas vão andar em lista de espera durante anos até conseguirem fazer o aborto".

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Se o "NÃO" ou a abstenção ganharem...

... o aborto clandestino continuará a ser um problema real e não deixará de acontecer;
... o abandono infantil continuará a ser um problema real e não deixará de acontecer;
... continuarão a morrer mulheres por complicações resultante de terem de se sujeitarem a condições degradantes;
... continuarão a ser julgadas e expostas a público mulheres que já por si estarão em terríveis condições psicológicas por terem tido de abortar;
... a ideia de se lutar para dar "uma casa e um futuro" às mulheres grávidas sem condições continuará a ser uma utopia;
... 4 amigas minhas continuarão a ter de sofrer em silêncio.
Eu vou votar sim.
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