Parece que finalmente a maioria dos que se deram ao trabalho de votar decidiu optar por uma escolha racional e menos hipócrita (se formos analisar a fundo, o uso de contraceptivos não é já per si uma forma de impedir alguém de nascer?). A eles o meu aplauso.
Lamentável é mais de metade da população nem sequer se ter dado ao trabalho de ir votar devido, ao que parece, às condições climatéricas que pelos vistos tem uma influência decisiva neste tipo de referendos. Recordo que no referendo de 98 também devido ao clima, cerca de 60% do eleitorado se baldou preferindo ir para a praia.
Embora não sendo vinculativo devido à abstenção, as esferas políticas obviamente souberam interpretar estes resultados pelo que a lei em breve deverá ser alterada. A ver vamos como vai correr a adaptação dos serviços de saúde a esta nova realidade.
Como dizia o meu pai ontem "Com o sistema de saúde que temos, as grávidas vão andar em lista de espera durante anos até conseguirem fazer o aborto".