sexta-feira, setembro 26, 2008

O Triângulo das Bermudas - Parte II



Série completa de artigos: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Conclusão

Antes de questionarmos o que provoca os súbitos desaparecimentos de tantos navios e aviões, devemos colocar primeiro a questão: há mesmo uma taxa anormal de desaparecimentos no Triângulo das Bermudas? A resposta é reveladora.

A zona onde se define o Triângulo das Bermudas é uma das regiões de maior intensidade de tráfego marítimo do Mundo (sem contar com as jangadas que transportam emigrantes a partir de Cuba) e, anualmente, o Triângulo é atravessado por cerca de 150.000 embarcações. Da mesma forma, é uma zona de intenso tráfego aéreo uma vez que se encontra na rota entre os EUA e a América do Sul e Caraíbas.

Relativamente ao tráfego marítimo, de acordo com a publicação "Contra toda a lógica" (Círculo de Leitores, 2001), das cerca de 150.000 embarcações que anualmente cruzam a zona, 10.000 emitem pedido de socorro, registando-se 100 perdas anuais, não necessariamente de desaparecimentos sem deixar rastos. Em termos percentuais trata-se de 0,06% do tráfego marítimo em questão.

100 perdas serão certamente um número elevado mas, se pensarmos bem, trata-se de um mero exercício de probabilidades: o número de incidentes será nesta zona certamente mais elevado do que em outras zonas menos frequentadas tal como há mais acidentes, por exemplo, na 2ª Circular que na EN 18.

Um outro dado significativo é sem dúvida o facto os seguros não serem em nada mais caros para as embarcações que navegam no Triângulo!


Imagem retirada daqui


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A seguir: Explicações para os desaparecimentos e Conclusão

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