
No Brasil, no dia 10 de Dezembro comemora-se o Dia do Palhaço, numa homenagem à figura-símbolo do meio circense e um dos ícones do imaginário infantil.
Cá por Portugal vamos mais longe e celebramos a 9 de Dezembro, não o Dia do Palhaço, mas sim o Dia do Palhaço Inimputável e Esquizofrénico. Pelo menos foi essa a ideia que ficou do debate acalorado de ontem entre Maria José Nogueira Pinto e o socialista Ricardo Gonçalves durante a audição da Comissão Parlamentar da Saúde.
O desempenho de Ricardo Gonçalves suscitou, aliás, palavras de reconhecimento de Nogueira Pinto que referiu que "Nunca tinha visto um palhaço permanente numa comissão parlamentar mas acho que o devem ter eleito exatamente para isso, para nos animar". Perante a relutância de Ricardo Gonçalves em aceitar os elogios que lhe eram endereçados, movido certamente pela modéstia, Nogueira Pinto foi mais longe e elevou o deputado do PS ao patamar de esquizofrénico.
Retribuindo a apreciação de teor circense, Ricardo Gonçalves retorquiu elogiando a agilidade da colega, afirmando que não ficava indiferente às capacidades de saltitona (entre partidos) de Nogueira Pinto que, de imediato e não deixando arrefecer a questão, rematou a sua apreciação com a invocação da atribuição do estatuto de inimputabilidade ao colega deputado.
Fica no ar a pergunta: para se ser deputado é realmente necessário ter um curso superior ou basta tirar um curso de formação no Chapitô?
Comentários