terça-feira, maio 15, 2012

Quando as abelhas se armam em "ocupas"

Numa altura em que tanto se fala dos famigerados e intratáveis "ocupas", no passado Sábado vi-me eu próprio confrontado com uma acção de ocupação, embora com protagonistas bastante diferentes: uma horda de apis mellifera, a abelha europeia "comum".


De passagem pelo solar dos Caetano, custou-me um bocado perceber de onde vinha aquele zumbido e, por momentos, cheguei a recear pelo meu estado de saúde auditiva. Finalmente, olhei para cima e percebi que estava a ser sobrevoado por uma nuvem de abelhas que, resolutas, se dirigiram para a varanda da casa e, já com objectivo pré-determinado, aterraram numa das entradas da habitação, introduzindo-se rapidamente entre as portadas e a porta interior, para aí instalarem a sua nova colónia.


Aqui fica, sem qualquer edição, um conjunto de imagens de vídeo amador captadas no local: 


 

A noite foi portanto dedicada ao realojamento destes inoportunos "Ocupas", operação que acabou por se saldar por um rotundo sucesso, apesar de ter tido direito a uma picada de recordação. Pior ficou o senhor meu superior genealógico que, tendo arriscado não ter qualquer protecção, teve direito a umas 7 ou 8.

O que fazer se forem picados por uma abelha?

Foram ou não picados por uma abelha melífera? É fácil perceber: uma abelha-europeia deixará inevitavelmente o seu ferrão, bolsas de veneno e até parte do intestino na pele da vítima. Ora, aquilo que fizermos para remover o ferrão, e a velocidade com que o fizermos, pode ser decisivo para minimizar a dor e o inchaço subsequentes. Enquanto o ferrão estiver cravado na pele estará a injectar veneno já que as bolsas se contraem em reflexo, como a cauda de uma lagartixa depois de separada do animal.

Por outro lado, se removermos o ferrão pegando-lhe com os dedos, vamos estar a pressionar as bolsas de veneno, aumentando a sua injecção no organismo. Assim, o melhor mesmo será remover o ferrão o mais abaixo possível, junto à pele, de preferência com uma pinça.

É claro que o contacto recorrente com o veneno da abelha pode levar à imunização em relação ao mesmo. Disso tive eu um bom exemplo há já uma vida atrás quando o meu falecido avô paterno, regressado da sua sessão matinal de apicultura, pediu-me que o ajudasse a remover mais de duas dezenas de ferrões que tinha cravado na parte de trás do pescoço e que, por causa disso, não tinha conseguido arrancar.

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