No People + Arts, há um programa traduzido para português como Noutra Dimensão, que consta basicamente de um médium que faz a ponte entre os vivos presentes no estúdio e os seus entes queridos mortos. Gosto de ver quando calha, porque aprecio as qualidades do médium, que consegue falar com os vivos e os mortos em simultâneo a uma velocidade parva e saca sempre aos mortos pormenores interessantes ("lembra-se quando o seu filho morto partiu a sua louça de porcelana?"). Aquilo parece-me ser verdade, confesso.
Mas fico sempre frustrada porque parece que nunca ninguém teve a "ideia de génio" de perguntar aos mortos se Deus afinal existe. As perguntas rápidas que os vivos podem endereçar aos seus defuntos ficam-se sempre por "está tudo bem?" e a resposta invariavelmente é "sim, está tudo em paz, a avó está aqui a tomar conta de mim". Eu acho mal. Se se fizesse logo a pergunta óbvia e importante, desvendava-se de uma vez por todas o segredo do mundo e até para mim aquele programa passava a ser um consolo.
Tenho que assistir mais vezes, a ver se tenho sorte.

John Edward, o médium
imagem tiradadaqui
Mas fico sempre frustrada porque parece que nunca ninguém teve a "ideia de génio" de perguntar aos mortos se Deus afinal existe. As perguntas rápidas que os vivos podem endereçar aos seus defuntos ficam-se sempre por "está tudo bem?" e a resposta invariavelmente é "sim, está tudo em paz, a avó está aqui a tomar conta de mim". Eu acho mal. Se se fizesse logo a pergunta óbvia e importante, desvendava-se de uma vez por todas o segredo do mundo e até para mim aquele programa passava a ser um consolo.
Tenho que assistir mais vezes, a ver se tenho sorte.
John Edward, o médium
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Comentários
Lembro-me por exemplo de um sujeito, o Uri Geller, que em estúdio dobrava talheres com "o poder da mente". Estes e muitos outros mais, venderam inúmeros livros sobre como "curar com o poder da mente" e "como desenvolver os seus poderes paranormais".
Uma organização que se dedica a "desmontar" este género de esquemas, a CSICOP (http://www.csicop.org/), provou que era ilusões e que os sujeitos em causa eram fraudes.
Se Deus existe? Há quem diga que sim, por vezes com a mesma convicção que o PCP acredita que ainda irá acontecer a revolução do proletariado, ou que o Alentejo ainda há de ser vermelho outra vez.
Já agora, porque não perguntar os números do totoloto ou perguntar onde está o Jimmy Hoffa?