quinta-feira, julho 29, 2010

Férias 2010, Parte 3 - O arcebispo defunto pouco católico

Num passeio pedestre pela cidade de Besançon, cidade que será alvo de dois artigos a lançar em breve, fomos parar à Catedral de Saint-Jean. Lá dentro, encontrámos um cenário todo ele muito interessante mas, na retina e dos vários que por lá se encontravam, retivemos um túmulo em particular.

Tratava-se, vim a saber depois, do túmulo de Ferry Carondelet, arcebispo de Besançon epessoa influente junto do Papa Júlio II e da corte imperial austríaca nos séculos XV e XVI.


Em primeiro lugar, o que saltou à vista foi o estilo peculiar de um conceito inovador em termos de arquitectura tumular: o túmulo beliche. Assim, na "cama" de cima (aquela cama que toda a gente quer mas que só os fisicamente mais persuasivos conseguem), encontramos Ferry Carondelet, confortavelmente refastelado e, quiçá até, com um certo ar de aborrecimento como se estivesse algo enfadado pela demora da chegada do Dia do Juízo Final.

Por baixo, encontra-se uma figura masculina semi-desnudada, que não consegui identificar. Parece tratar-se de Jesus Cristo mas sem qualquer certezas. Num puro exercício de suposição, arrisco-me a dizer que, o seu estado de inércia, aparentemente inconsciente, poderá ter resultado da refrega ocorrida durante a disputa dos lugares no túmulo-beliche.

Contudo, um pormenor que mais me surpreendeu foi o que se encontra retratado no instantâneo que se segue...


A sua interpretação fica ao critério da imaginação de cada um...

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