terça-feira, setembro 01, 2009

Paris... com baguetes!! 3

Depois da pausa lúdica cujo fim único seria: "vamos todos rir-nos da figura triste de três tugas por terras de Sarkozy", retomamos a partilha de fotos ou, de como diz a Aninhas, de reportagem cOltural do Katano.

Notre-Dame, Jardins do Luxemburgo e Panteão.


Situada bem no centro da Île de la Cité, a catedral de Notre-Dame, que viu a sua construção ser iniciada em 1163 pelo papa Alexandre III, é um dos expoentes do estilo gótico na arquitectura (mas longe do seu estado puro bastando para essa constatação o observação do edificio com torres robustas e "quadradonas") e demorou 170 anos a ser concluída na sua totalidade.




Apesar de ser um símbolo do Cristianismo a catedral foi erguida num local de forte tradição espiritual onde anteriormente se teriam situado locais de culto às divindades celtas e romanos sendo, ainda hoje, parte da rota dos neo-pagãos. A exemplo de muitos outros monumentos, durante a Revolução Francesa, a catedral foi quase destruída sendo o que vemos hoje fruto da reconstrução no século XIX.
Da fachada principal para além das duas torres que albergam aquele que é, provavelmente o sino mais famoso do mundo (o Emmanuel) e as gárgulas tornadas famosas pelo romance de Vitor Hugo, encontramos a rosácea de 13 metros de diâmetro original da construção do sex. XII e três portais de acesso à catedral onde estão esculpidas diversos episódios biblicos.





As fachadas do transcepto e a cabeceira são as mais condecidas e esplendorosas da catedral ao nível arquitectónico mas, para minha grande sorte, estavam cobertas devido a, penso eu, trabalhos de restauro pelo que, não há registo fotográfico.
No interior o estilo arquitectónico é mais visivel, a verticalidade das naves, as aparente leveza das paredes transmitido pelas abóbadas e pelo uso recorrente de vitrais rasgados que permitem a entrada da luz, etc etc etc. (digam lá que não pareço uma perita :p... sim sou uma história de arteaólica...).


É na catedral de Notre-Dame que estão guardadas as relíquias que outrora sitaram na Sainte-Chapelle e que sobreviveram à destruição da capela (como sejam a coroa de espinhos e uma lasca da cruz de Cristo). A título de curiosidade deixo a foto seguinte de um dos paineis que circundam o altar-mor, alguém me sabe explicar que cena biblica é esta?


Depois do exaustivo passeio por Notre-Damme, das gincanes de ultrapassagem a grupos de nipónicos em busca da melhor foto, da vontade psicótica de enfiar máquinas fotográficas por cavidades recônditas de alguns turistas que não entendem o conceito de "NO FLASH!", nada melhor que um almoço burguês, um belo dum menu mcChicken natura... e então porquê burguês?! Pelo espaço meus amigos, pelo espaço....




Os Jardins do Luxemburgo fazem parte do antigo palácio com o mesmo nome e são hoje em dia um dos jardins mais famosos de Paris com 25 hectares de espaço verde coroados pelo edificio e pelas diversas esculturas que o povoam com especial relevo para a fonte de Médicis.

O Panteão de Paris foi uma das agradáveis surpresas dos passeios de exploração, excluído à partida por uma questão de gestão de tempo (argumento: "não faço especial questão de ir ver gente morta" [a piada é que não excluí o cemitério de Père Lachaise]), acabamos por lá ir depois de termos ido almoçar nos Jardins do Luxemburgo e ser mesmo ali à mão de semear"
.

Num estilo claramente neo-clássico e logo de forte inspiração greco-romana, a fachada simples e "limpa" dos "bites e arrebites" do gótico, é composta por um frontão (que é a parte triangular por cima das colunas) e por um conjunto de colunas do tipo coríntio e encabeçado por uma monumental cúpula com os respectivo lanternim.

Mandado construir inicialmente por Luís XV como igreja, o edíficio, dedicado a Santa Genoveva, torna-se mais tarde no mausoléu dos grandes vultos da cultura francesa como, por exemplo, Alexandre Dumas, Voltaire, Vitor Hugo, etc.. A decoração das paredes é feita através de frescos que ilustram a vida de Santa Genoveva que se acredita ter salvo a cidade da invasão dos hunos através do poder das suas orações.


No centro do panteão encontra-se o famoso pêndulo de Foucault, suspenso pela cupula, foi com este mecanismo que o físico Foucault provou em meados do século XIX que a terra rodava sobre si mesma. Como não consegui tirar nenhuma foto que mostrasse a imensidão e a beleza interior do espaço deixo-vos esta, com os devidos direitos de autor assegurados. :)

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