sábado, julho 23, 2005

A mente do cabeça de trapo

Há duas semanas, Londres, 50 e tal mortos, o outro dia mais uma tentativa sem sucesso, hoje Egipto, quase cem mortos. Não são só os tipos barbudos nas cavernas afegãs que comandam de longe a carnificina, são todos esses jovens muçulmanos aleatórios que respiram o mesmo ar que nós. Entusiasmam-se com as imagens televisivas dos atentados e sentem-se divinamente inspirados pelos vídeos de decapitações difundidos via net. ESCUMALHA AMBULANTE. Por detrás da minha aparência elevadamente civilizada e democrática, o meu mais básico instinto grita por campos de concentração / extermínio para esta gente (enfim, nem esse qualificativo merecem). Filhos da p**a.

Aqui ficam excertos entrevista que a revista PÚBLICA fez em 2004 a um proeminente sheik londrino, Omar Bakri Mohammed:

" (...) P. Mas o que pode justificar matar deliberadamente milhares de civis inocentes?
R. Nós não fazemos a distinção entre civis e não civis, inocentes e não inocentes. Apenas entre muçulmanos e descrentes. E a vida de um descrente não tem qualquer valor. Não tem santidade.

P. Mas havia muçulmanos entre as vítimas.
R. Isso está previsto. Segundo o Islão, os muçulmanos que morrerem num ataque serão aceites imediatamente no paraíso como mártires. Quanto aos outros, o problema é deles. Deus mandou-lhes mensagens, os muçulmanos levaram-lhes mensagens, eles não acreditaram. Deus disse: “Quando os descrentes estão vivos, guia-os, persuade-os, faz o teu melhor. Mas quando morrem, não tenhas pena deles, nem que seja o teu pai ou mãe, porque o fogo do Inferno é o único lugar para eles".(…)

P. O Corão diz isso?
R. Sim. As pessoas não percebem, porque a televisão e os jornais só entrevistam os seculares. Não falam com quem sabe. Os seculares dizem que “o Islão é a religião do amor". É verdade. Mas o Islão também é a religião da guerra. Da paz, mas também do terrorismo. Maomé disse: “eu sou o profeta da misericórdia". Mas também disse: “Eu sou o profeta do massacre". A palavra “terrorismo” não é nova entre os muçulmanos. Maomé disse mais: “Eu sou o profeta que ri quando mata o seu inimigo". Não é portanto apenas uma questão de matar. É rir quando se está a matar.

P. Isso quer dizer que o terrorismo é natural e legítimo?
R. Só é legítimo o terrorismo divino.(…)

P. O que pretende a Al-Qaeda?
R. O terror. Estão empenhados numa jihad defensiva, contra os que atacaram o Islão. E a longo prazo querem restabelecer o estado islâmico, o califado. E converter o mundo inteiro.(…) "

4 comentários:

Caetano disse...

Convém distinguir muçulmano de extremista muçulmano. Sabemos bem, a História ensina-nos isso, a que ponto podem levar os extremismos. As Cruzadas e a Inquisição foram uma catástrofe, a II Guerra ensinou-nos o resultado do extremismo político, e assistimos hoje ao crescimento do extremismo islâmico. Reprovo completamente este tipo de atitude que vitimam todos os dias pessoas que nada têm a ver com estas "guerras" mas penso que seria também importante investigar sobre como nasceu este movimento.

PequenaJoana disse...

Eles servem-se do Islão.

Mas verdade seja dita, há mais extremistas e tipos dispostos a rebentarem autocarros no contexto do Islão do que no de qualquer outra religião.

Caetano disse...

Precisavam de uma desculpa, servem-se do Islão mas são declaradamente uma minoria de muçulmanos. O problema é que os actos dessa minoria acabam por acirrar instintos xenófobos e racistas para com a comunidade muçulmana. O facto de haver mais terrorismo no contexto islâmico é meramente uma circunstância histórica.
Quantos não morreram já na Irlanda do Norte, em Espanha, na Córsega? Quem quase erradicou os muçulmanos no Kosovo? Quantos morrem diariamente na Colômbia devido aos actos terroristas dos rebeldes que vivem do tráfico de droga e de negócios pouco claros com agências de um país um pouco mais a norte?
Já agora, quantos muçulmanos inocentes morreram devido às políticas "de libertação mundial" dos EUA e respectivos aliados parasitas inclusive Portugal...

PequenaJoana disse...

Certo, certo, certo, tens razão nisso tudo. Há muito doido por aí a merecer igual condenação.

Mas não deixo de desejar intimamente a morte atroz desta gentalha. De preferência juntando-os todos no mesmo sítio e largando lá uma bomba atómica.
É primário. Detesto-os.

;)

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