terça-feira, janeiro 06, 2009

Até quando o martírio da Palestina?


A entrada do novo ano ficou marcada de forma trágica para a população palestiniana da faixa de Gaza que, já martirizada pelo seu isolamento e consequente carência de bens de primeira necessidade, viu a sua situação agravada pelos ataques israelitas de retaliação aos rockets lançados pelo Hamas a partir do território palestiniano.

Não querendo rotular nenhuma das partes de boa ou má, o contexto histórico e a sucessão de violações de parte a parte não o permitem, o certo é que o Hamas (que não devemos confundir com a Palestina) pôs-se ingenuamente em posição de sofrer a ofensiva israelita ao violar o cessar-fogo que a própria organização havia proposto a Israel em 2006, aquando da sua chegada ao poder. Uma curiosa contradição se tivermos em conta que a própria base da fundação do Hamas é a aniquilação de Israel, país que o partido árabe, estatutariamente não reconhece.

O que o Hamas não esperava era a violência da reacção israelita que, cansado de ver o seu território atacado de forma insistente, parece ter decidido de uma vez por todas decapitar a organização árabe para assegurar de forma duradoura a segurança e o seu direito à auto-determinação.

Se numa primeira fase o Hamas anunciou que Israel ia enfrentar uma enorme resistência, parece agora evidente que, desde o primeiro momento a estratégia da suposta resistência passava apenas por usar a população palestina como escudo humano para desse modo levar a comunidade internacional e a opinião pública a fazer desistir Israel como acontecera no Líbano. Por outro lado, este género de organizações (chamem o que quiserem a uma organização cujo propósito é a aniquilação de um país e que recebe fundos, entre outros, do Irão e da Síria, estados beneméritos de orientação bem conhecida) apregoa a luta armada e o sacrifício mas acaba por colocar sempre os civis na linha da frente, vivendo depois numa mentalidade de constante vitimização para justificar tudo e mais alguma coisa.

Veremos até onde irá o sofrimento de uma população no limite, metida num conflito que apenas serve o interesse de outros e que serviu, até agora, apenas para causar carnificina e para mostrar ao Mundo que as Nações Unidas são apenas uma organização fantoche regida pelos interesses de 3 ou 4 países que controlam o Conselho de Segurança.

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