quinta-feira, outubro 16, 2008

Foto-reportagem: O III Encontro Taska Force / República do Katano

Foi em grande pompa e circunstância que decorreu o tão aguardado III Encontro Taska Force / República do Katano, desta vez no Fundão, depois de ter acontecido por terras de Nogueira de Cravo e Carrapichana (creio que foi nesta última edição que a crise económica mundial começou).

Com impaciência e expectativa no espírito, a Organização levantou-se cedíssimo com o intuito de se dirigir à Gardunha para efectuar a apanha da castanha e a recolha da caruma (a apanha e a recolha são duas actividades completamente distintas) para o magusto dessa tarde e até porque ameaçava chover ao longo do dia.

Aos poucos, os convivas foram começando a chegar mas aqui deu-se o primeiro contratempo. Confiando provavelmente que os túneis da Serra da Estrela já estariam abertos e transitáveis, a secção de Além Estrela chegou com um atraso de 1h, inviabilizando logo à partida a realização da sessão de acolhimento, com o respectivo petisco, na República do Katano. Impõe-se deixar aqui uma palavra de apreço para a representação de Vouzela que, querendo estar à altura do sensacional ineditismo sua participação, chegou a tempo e horas.

Assim, a reunião acabou por acontecer já no restaurante As Tílias, num momento de profunda emoção e expressão de saudade aliviada que provocou mesmo lágrimas no rosto de alguns dos presentes. Bom, na verdade acabámos por verificar que, afinal, estava era a chover pelo que ficar parados à porta do restaurante era uma idiotice.


O almoço do Katano

O almoço do Katano decorreu sob os auspícios da inigualável hospitalidade da D.Etelvina e da nossa Cláudia, que teve a gentileza de nos preparar uma pequena recordação. Feitas as apresentações (processo durante o qual a Organização aproveitou para tomar notas sobre quem ia e não ia ao blog) passou-se ao repasto propriamente dito.

Curioso foi verificar a aparente tensão do Visconde que comia como se não houvesse amanhã enquanto olhava para o relógio e para o programa oficial do Encontro, como se o móbil da sua vinda fosse apenas a atribuição do prémio da Liga Zé do Boné / Betadin 2007/2008 e não o saudável convívio que preencheu todo o dia.

Seja como for, não conseguimos depois confirmar isso pois, mal recebeu o prémio, a família Visconde pôs-se em fuga não dando hipóteses a quaisquer questões que pudessem ser colocadas.

No final da refeição, após a prova de um magnífico licor de cereja oferecido pela casa, houve ainda tempo para uma sessão de formação em metrologia onde, graças ao Vidal, ficámos a saber quanto custa um copo de licor de cereja ao preço de frango assado, batata a murro e feijoada de favas.


O Vidal acaba de descobrir que o Vítor não consulta o Blog do Katano após cada refeição e não se coibe de o denunciar logo ali.


Um aspecto do almoço do Katano de plena reflexão sobre o tema "A minha sobremesa é melhor que a tua?"

Ainda traumatizado pelo custo da refeição do último Encontro, desta vez o Visconde resolveu jogar pelo seguro e trouxe a sua própria refeição de casa.


Wolverine23 não cabe em si de contente ao receber o prémio para a melhor pontuação numa jornada mas, especialmente, pelo fabuloso objecto decorativo de iluminação azul e branco que irá a partir de agora iluminar a sua residência ao mesmo tempo que o ajudará a prever os próximos resultados do tricampeão e, finalmente, que poderá também servir de objecto de arremesso caso pretenda repreender a actuação da equipa de arbitragem dos jogos do FCP.



A quase comovente expressão de alegria do Visconde quando, após ter recebido o certificado de Campeão da Liga Zé do Boné/Betadin 2007/2008 declarou "Acende a lareira com esse papel e vê se passas para cá mas é a vinhaça!". Uma das condições que impôs para não armar logo ali um salsifré foi que a pessoa que entregasse o prémio portasse um cachecol do Sportem. Sacrificando-se em prol da Ordem Pública, o proprietário do Blog não teve outra hipótese.


À solta em Castelo Novo



Após uma breve passagem pelo Solar dos Caetano para carregar apenas o indispensável para a jornada que se seguiria (castanhas, caruma e jeropiga), a comitiva arrancou célere para Castelo Novo, uma das Aldeias Históricas de Portugal, onde, para além da traça medieval ainda presente nos arruamentos e construções, os convivas puderam ainda avistar a mítica Penha da Serra da Gardunha, local sob o qual se encontra o Cosmódromo que serve os OVNIS da região.

Após uma pequena volta pelo Castelo e uma passagem por uma simpática loja onde foi possível encontrar uma estátua de J.C. na cruz, pescando com aquilo que tem à mão, a comitiva seguiu para Alcongosta, para o tão aguardado magusto.





Com a respiração sustida devido à imponência da paisagem, a comitiva detém-se por momentos sobre as muralhas do arruinado castelo. Enquanto o Vítor se apercebe que deixou cair uma moeda de 1 Euro, o Davidzinho aproveita para impressionar tudo e todos com o relato das suas experiências com castelos e pedras de granito, isto enquanto o Sandro fica subitamente na dúvida se terá deixado ou não a dose diária de centeio ao seu animal de estimação (que não produz leite) e o Vidal se interroga se aquela chaminé fumegante ao longe pertence ou não a uma tasca.



Momento em que o Xamane acaba de conseguir fotografar pela primeira vez na vida um OVNI da Gardunha, neste caso um genuíno modelo Venusiano de 4 escotilhas e abas rebaixadas, e já pensa no estrelato.


Nevoeiro na Gardunha

O magusto foi outro dos momentos altos do dia. Para além da castanha assada, houve ainda tempo para improvisar um churrasco se bem que, para isso, tenha sido necessário mobilizar os participantes para recolher lenha no pinhal ao lado.

Nitidamente pouco habituados a fazê-lo, houve gente que simplesmente ignorou as pinhas e os ramos secos que se encontravam aos seus pés e tentou obter o combustível golpeando os ramos inferiores dos pinheiros. Cremos mesmo ter ouvido "Cá em cima a lenha é mais fresquinha" embora tal possa ter sido apenas fruto da nossa imaginação.

Este momento foi também aproveitado para realizar uma experiência científica relativa ao estudo dos efeitos da jeropiga no organismo humano a grandes altitudes. Neste particular, há que elogiar a prestação do Wolverine23 cujo contributo significou um avanço de vários anos para a ciência.

Momento em que finalmente, após várias tentativas mal sucedidas, a fogueira começa a gerar calor suficiente para assar uma castanha. O Xamane aproveita então para reunir na ponta do seu pau (salvo seja) fuligem suficiente para logo a seguir assinar o seu nome nas calças do camarada que se encontra ao lado.


Entusiasmado pelas palmas dos convivas, que já desesperavam e que vêem finalmente desenhar-se a possibilidade de comer castanhas, Xamane resolve brindar toda a gente com uma demonstração de uma tradição popular: fingir que é Sergei Bubka a brincar aos santos populares. O certo é que acabou ali por estabelecer o record mundial de altura na modalidade do Salto Sobre a Fogueira do Magusto com Vara Torta


A Organização prometeu, a Organização cumpriu: houve nevoeiro no Encontro do Katano! No meio da confusão, o Wolverine23 pega numa brasa em vez de pegar numa castanha ao mesmo tempo que se interroga porque é que subitamente cheira a carne assada. Entretanto, a Joana julga ter visto D. Sebastião que regressa finalmente de Alcácer Quibir em grande tropel com a sua cavalaria e com um impressionante carregamento de tapetes marroquinos para vender como se de Arraiolos se tratassem para, dessa forma, resgatar o país da crise económica em que se encontra.


Com crise ou sem ela, a verdade é que a Organização não se poupou a esforços para alimentar as bocas que participaram no Encontro. Eis um raro instantâneo onde, sob um telheiro que mais tarde se constatou ser de madeira, como tal adequadíssimo a servir de cobertura a um conjunto de grelhadores, o proprietário deste blog semeia as brasas sob toda a carne que sobrou para o seu jantar.


Por falar em crise, afinal constatou-se que não era D.Sebastião que regressava de Marrocos com a sua comitiva mas sim duas meninas não identificadas, nem por isso menos famintas, que, tendo ao longe sentido o cheiro a alimento, ali se haviam dirigido para implorar por comida. Num impressionante momento de solidariedade, foram brindadas com uma panóplia de castanhas, 52 cêntimos e uma garrafa de 33 cl de panaché para dividirem entre si.

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