quinta-feira, agosto 24, 2006

Já que falamos de sacerdotes católicos...

Ainda o último post não tinha tido tempo de aquecer o seu nicho, quando começámos a ser bombardeados com vários e-mails, uns protestando contra a ligeireza da minha abordagem ao assunto, outros felicitando este blog por ser um local onde todos os cultos são tratados por igual e de forma concisa, e outros ainda a pedirem-me a receita da confecção de Chow Min Fan.

Entre esses e-mails destaco o de uma fã confessa deste blog que aborda a questão da seguinte forma:

"Caro Blog do Katano

Fique de certa forma supreendida por constatar que se procurou aqui fazer uma homenagem póstuma à memória de um padre da igreja católica quando, todos os sabemos bem, padres há que são levados da breca!

Para corroborar esta minha indignação, envio este extracto de um documento que se encontra na Torre do Tombo, dando conta de um caso históricamente comprovado"



Eis o testemunho que consiste num processo judicial contra o então padre de Trancoso, corria o áureo séc XV:

Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
(Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7)

"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta edois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.

Total:duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".

Anexo posterior:

"El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou por em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar apovoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".

É caso para dizer que, se um padre tiver que ter filhos, que vá para uma aldeia perdida na serra e que tenha muitos, senão está metido num sarilho!

2 comentários:

Sete_Luas disse...

Não será portanto de estranhar que este ACTIVO sacerdote tenha sido enviado para a Beira Alta? Conseguem ver a ironia da coisa? Hummmmmm está no sangue meus amigos, está no sangue AHAHAHAH.

*hug*

nelly disse...

Como é que é mesmo aquela salada de soja com repolho que fizeste no outro dia?...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...