sexta-feira, julho 25, 2014
Os carrosséis são para todos!
Ontem, na feira de S. Tiago na Covilhã, a afluência às diversões era bastante -como dizer?- heterogénea.
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segunda-feira, julho 21, 2014
E se isto vos aparecesse à frente?
Durante o último fim-de-semana, enquanto caminhava placidamente e admirava montras num centro comercial aqui bem perto, estaquei subitamente diante de um folheto promocional de uma empresa de informática e sistemas de segurança.
Em grande destaque, o folheto aconselhava-me de forma imperativa a proteguer os meus bens dos amigos do alheiro. Por um lado fiquei satisfeito porque sinceramente acho uma pena o verbo proteguer não ser mais usado pelas pessoas no dia-a-dia porque até é um verbo catita. Eu protego, tu protegues, ele protegue... É bonito! No entanto, também fiquei muito triste porque se estava a discriminar de forma completamente despudorada os amigos do alheiro. Acho muito mal e explico porquê.
O alheiro é um indivíduo que vende alhos para ganhar a vida e que merece à partida elevada consideração porque, bem vistas as coisas, para além de conviver com um cheiro que não é agradável e que o torna pouco atractivo até ao mais faminto dos vampiros, também deve ser constantemente vítima de piadas fáceis nas quais se emprega de forma algo criativa a palavra "alho". Admitamos, não deve ser fácil fazer amigos e se, ainda por cima, começamos a instalar por aí sistemas de alarme destinados a mantê-los ao largo, qual será a motivação para estabelecer relações de amizade com o senhor alheiro quando se sabe à partida que se vai ser discriminado por esta espécie de sapo verde tecnológico?
Um pouco mais abaixo no folheto, encontrei ainda outra referência que me escandalizou: o "kit de desacopulador". Que diabos! O país enfrenta neste momento uma grave crise de natalidade, de tal magnitude que o Primeiro-Ministro já não sabe se há de mandar lixar com "f" os portugueses de forma gratuita ou se também os vai ter de subsidiar nessa actividade e o Presidente da República, que se calhar até já dobrou o cabo da andropausa, até já pergunta em público o que é preciso fazer para que nasçam crianças, e há gente a ganhar dinheiro com dispositivos desacopuladores? Está bem que o dispositivo em causa tem apenas 7500 Gauss de força e, como tal, nunca conseguirá ser mais interessante que um pé-de-cabra ou um balde de água fria na tarefa de interromper cópulas mas está-se a passar aqui a mensagem errada, senhores.
Foi com tudo isto em mente que optei por desacopular dali para forma para me proteguer de ficar excessivamente indignado. Ele há com cada uma...!
O alheiro é um indivíduo que vende alhos para ganhar a vida e que merece à partida elevada consideração porque, bem vistas as coisas, para além de conviver com um cheiro que não é agradável e que o torna pouco atractivo até ao mais faminto dos vampiros, também deve ser constantemente vítima de piadas fáceis nas quais se emprega de forma algo criativa a palavra "alho". Admitamos, não deve ser fácil fazer amigos e se, ainda por cima, começamos a instalar por aí sistemas de alarme destinados a mantê-los ao largo, qual será a motivação para estabelecer relações de amizade com o senhor alheiro quando se sabe à partida que se vai ser discriminado por esta espécie de sapo verde tecnológico?
Um pouco mais abaixo no folheto, encontrei ainda outra referência que me escandalizou: o "kit de desacopulador". Que diabos! O país enfrenta neste momento uma grave crise de natalidade, de tal magnitude que o Primeiro-Ministro já não sabe se há de mandar lixar com "f" os portugueses de forma gratuita ou se também os vai ter de subsidiar nessa actividade e o Presidente da República, que se calhar até já dobrou o cabo da andropausa, até já pergunta em público o que é preciso fazer para que nasçam crianças, e há gente a ganhar dinheiro com dispositivos desacopuladores? Está bem que o dispositivo em causa tem apenas 7500 Gauss de força e, como tal, nunca conseguirá ser mais interessante que um pé-de-cabra ou um balde de água fria na tarefa de interromper cópulas mas está-se a passar aqui a mensagem errada, senhores.
Foi com tudo isto em mente que optei por desacopular dali para forma para me proteguer de ficar excessivamente indignado. Ele há com cada uma...!
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terça-feira, julho 15, 2014
Quando o civismo também entra em défice...
...nada melhor que colocar a eloquência ao serviço da pedagogia, como é possível ver neste aviso manuscrito afixado numa parede algures na cidade do Fundão. Para além da ausência de erros ortográficos e não olhando à construção frásica, há um aspecto que merece ser destacado e que faz com que este aviso toque na mouche em relação aos seus destinatários: a culpa não é dos cães mas sim dos seus donos e da falta de civismo destes.
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quarta-feira, junho 25, 2014
A apreciável saúde oral de Luiz Suárez
Mais que golos bonitos, jogos entusiasmantes e jogadas de génio, o dia de ontem no Campeonato do Mundo de futebol ficou marcado pela dentada que o intratável uruguaio Luis Suárez ferrou no ombro do não menos intratável italiano Giorgio Chiellini (ver aqui). Já famoso pelas suas vigorosas demonstrações de saúde oral, que lhe valeram um total de 17 jogos de castigo, Suárez arrisca-se agora a mais um pesado castigo por parte da FIFA e, na pior das hipóteses, a assistir ao resto do Mundial no sofá. Triste sina para um jogador tão habilidoso mas com a infelicidade de ter um cérebro cuja parte reptiliana é predominante.
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sexta-feira, junho 13, 2014
Divulgação: Jornadas para a salvaguarda do património cultural imaterial da Beira Interior
Contribuir para a salvaguarda e uma mais ampla percepção da riqueza e diversidade do Património Cultural Imaterial da Beira Interior, este é o mote para as jornadas que amanhã têm lugar no auditório da Moagem no Fundão, com um programa de altíssima qualidade.
Esta iniciativa é mais uma etapa de um projecto amplo, que pretende abranger todo o território nacional, promovendo e valorizando à escala local as mais diversas e singulares expressões culturais imateriais que, no seu todo, contribuem para a criação da identidade do país.
É uma iniciativa a não perder por todos os que se interessam pelo património e que amam a sua região, sendo o valor da inscrição -5 euros- quase simbólico.
As inscrições podem ser feitas amanhã na Moagem ou através dos seguintes contactos, também disponíveis para prestar informações adicionais:
Ana Carvalho - 966 046 769 / anaemiliacarvalho@cm-fundao.pt
Margarida Silva - 910202420 / associacaopci@outlook.pt
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quinta-feira, junho 05, 2014
A Festa da Cereja 2014 começa já amanhã!
50.000 visitantes, mais de 200 excursões vindas de todo o país, 1.500 participantes nos passeios pelos pomares, meio milhão de euros injectados na economia local e largas toneladas de cerejas comercializadas em diferentes formas e feitios. Estas são as expectativas para a edição de 2014 da Festa da Cereja que tem amanhã início, a partir das 19h na aldeia de Alcongosta, o centro vital de produção da Cereja do Fundão.
Alcongosta, a capital nacional da cereja situada num pomar em forma de vale.
Como sempre acontece, as ruas e casas da aldeia vão encher-se de luzes, cores e movimento para provar o tão delicioso fruto e tudo o que dele é possível produzir, como os já famosos pastéis de cereja.
Os deliciosos pastéis de cereja. Foto: Município do Fundão
Toneladas de um fruto, este ano excepcionalmente bom, à espera dos visitantes.
Programa (clicar para ampliar):
Como sempre acontece, para evitar desagradáveis congestionamentos, o trânsito automóvel irá ser proibido sendo substituído por um serviço de autocarros com partida/chegada de 15 em 15 minutos, a um preço simbólico de 1 euro.
Ver também:
Fotografias de edições anteriores da festa da cereja no Blog do Katano
Fotografias de edições anteriores da festa da cereja no Pedaços de Alcongosta.
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Equipa da Covilhã apurada para a final mundial da Imagine Cup da Microsoft
Filipe Quinaz, Simão Melo de Sousa, Pedro Querido e Luciana Alegre
Para chegar a Seattle, os The Dians foram avaliados pelo júri da Microsoft que escolheu apenas 35 de 170 equipas a concurso no Mundo inteiro que venceram a Imagine Cup nos seus países, estando os projectos divididos em 3 categorias: Jogos, Inovação e Cidadania. Esta última é a categoria em que o projecto Nuada está inscrito.
Clicar aqui para ver página sobre a equipa
Clicar aqui para ver as equipas apuradas para a final Mundial
Foto: PC Guia
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terça-feira, junho 03, 2014
Me, my selfie and I
Onde quer que a Junta Directiva do Blog do Katano vá, as solicitações dos fãs não param. O mais chato é quando aparecem pessoas como o idoso da direita, que não parou de nos pedir uns trocos para ajudar a pagar as despesas do mês.
NOTA: Ao contrário do que por aí corre, esta é que é a selfie original. Não acreditem em imitações.
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Mundo VIP
Pela Gardunha, a época não se faz apenas de cerejas
Com os dias já bastante mais compridos dada a proximidade do solstício de Junho, já é possível dar uns belos passeios ao fim da tarde à volta do Fundão, em busca de um dos tesouros que a Gardunha oferece nesta época para além da cereja. Falo obviamente dos cogumelos que, ao contrário do que alguns poderão pensar, não se circunscrevem ao Outono. Embora as espécies sejam em geral diferentes, há no entanto uma coisa que não muda: os cuidados obrigatórios a ter na recolha.
Boletus reticulatus ou boleto de Verão para os amigos.
O interesse pela procura de cogumelos avivou-se há algum tempo atrás quando, no decurso de uma caminhada, encontrei um belo Boletus reticulatus (mais comummente, "boleto de Verão") na berma de um caminho. Decidi então voltar ao "local do crime" para procurar mais alguns exemplares mas acabei por encontrar muito mais que isso.
Se daquela espécie de boletos apenas encontrei dois exemplares, já no que diz respeito a russulas e cantarelos encontrei o suficiente para encher a cesta.
Cantharellus pallens, para mim uma estreia em termos de recolha de cantarelos. Inicialmente julguei tratar-se de Cantharellus cibarius mas o enciclopédico José Miguel Pereira desfez o equívoco.
Cantharellus pallens, simplesmente deliciosos!
Russula cyanoxantha. Existem cerca de 750 espécies diferentes do género Russula no Mundo inteiro mas esta é inconfundível e provavelmente a mais saborosa.
Na Russula cyanoxantha a cor pode variar, podendo ter vários tons de violeta, ser esverdeada ou castanha.
A característica distintiva principal da Russula cyanoxantha reside no facto de ser a única em que as lâminas não parte com a pressão, sendo pelo contrário flexíveis e deixando nos dedos uma substância semelhante a gordura.
Exemplar jovem de Boletus reticulatus, o boleto de Verão. O exemplar que encontrei durante a caminhada tinha um chapéu com quase 20cm de diâmetro.
Seja qual for a altura do ano em que se procure cogumelos, é sempre necessário ter em conta as regras de identificação e recolha de forma a minimizar o impacto no meio ambiente e também para evitar ter alguns dissabores em termos de integridade física. Se a maioria dos cogumelos que encontrei são comestíveis, outros havia que o eram à condição, enquanto outros não o eram de todo.
Russula emetica, cogumelo que quando ingerido cru provoca grandes transtornos gástricos, nomeadamente vómitos, náuseas, cólicas e diarreia. Em contrapartida tem um aroma fantástico. Se tivesse de o descrever diria que se situa entre o odor de fruta bem madura e o de alcaçuz.
Existe no entanto quem use a Russula emetica na culinária e o que é facto é que isso é viável desde que seja cozinhada a mais de 60 graus. Isso não só irá eliminar as toxinas como ainda eliminará o sabor amargo do cogumelo. Pelo menos é o que dizem.
A voltas tantas fui surpreendido com este espécime amarelo que me deixou intrigado. Tratar-se-á possivelmente de um Amanita muscaria variante formosa, que se distingue do nosso bem conhecido cogumelo vermelho de pintas brancas precisamente pela cor do chapéu. É portanto um cogumelo tóxico mas não mortal.
Ao contrário do anterior e à semelhança da Russula emetica, a Amanita rubescens é também comestível mas na condição de ser cozinhada a mais de 60º para eliminar as toxinas que contém.
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segunda-feira, junho 02, 2014
Pela Rota da Portela (PR6 - Fundão)
Tendo decidido explorar os novos trilhos que recentemente foram marcados na Serra da Gardunha, começámos ontem pela Rota da Portela, o percurso de Pequena Rota (PR) nº6 do Fundão que liga as localidades de Alcaide a Vale de Prazeres de forma circular. Foi um percurso que proporcionou algumas surpresas agradáveis e um ou outro desafio inesperado.
10,3km, subida acumulada 500m, declive máximo 30% (subida) e 40% (descida) - dados Google Earth.
"(...)o contraste é impressionante entre as serranias que, pelo Norte, barram o horizonte próximo e o planalto a que se não vê o fim: sobre ele, as manchas de verdura vão-se tornando cada vez mais desbotadas, indecisas e distantes. Na verdade, é o Alentejo que se anuncia."
Uma vista da vertente Sul da Gardunha onde se avistam a aldeia de Vale de Prazeres e, mais ao fundo, a vila de Alpedrinha
Vale de Prazeres, povoação que terá adoptado este nome a partir do século XVII por questões de marketing , procurando com isso atrair habitantes
A partir do alto, depressa chegámos a Vale de Prazeres, embora com cuidados redobrados para não chegarmos demasiado e pouco saudavelmente depressa perante a acentuada inclinação da descida. Cruzando-nos com poucos habitantes, fizemos uma pausa já no outro extremo da aldeia, num local bem simpático onde se encontra um chafariz do qual brota uma água bem fresquinha.
Chafariz e lavadouro de Vale de Prazeres.
"Fresca e boa"!
Após um momento para descansar um pouco e reforçar o conteúdo do estômago, fizemo-nos de novo ao caminho, longe de sabermos que estava para começar a parte mais difícil do caminho, já que a subida até à Portela se viria a revelar algo difícil e, a dada altura, só por respeito à longa tradição do seu emprego pela nossa espécie não abdicámos do bipedismo. Mas que chegou a ser sugerido, isso chegou.
Do mal o menos, voltámos a desfrutar de uma bonita paisagem e ainda tivemos o privilégio de observar alguns exemplares da fauna local.
Uma vista que se estende desde a estação ferroviária de Vale de Prazeres, imediatamente antes da povoação da Cortiçada, até ao monte-ilha de Monsanto (ver aqui) e, para além dele, até às cristas quartzíticas de Penha Garcia.
Atentamente observados do alto por uma ave de rapina (águia calçada?)..
...e mais de perto por um esquilo que parecia estar a achar piada ao nosso esforço.
O esforço acabou por compensar e conseguimos finalmente chegar à Portela e à Curva Grande da N18 que muitos conhecem como "curva do ciclista" embora desconheça o porquê desse nome. A partir daí, o regresso à aldeia do Alcaide fez-se sempre a descer.
Como se isso não bastasse como recompensa pelo esforço da subida, fomos brindados com um percurso feito por entre pomares de cerejeiras bem carregadas.
O Alcaide, a Serra de Peroviseu, a Covilhã e a Serra da Estrela.
Cerejas!!
Um indivíduo anónimo parecido com o Bruno resolve provar umas cerejas que estava ali mesmo a pedi-las de forma a poder complementar este artigo com informação rigorosa sobre a qualidade das mesmas. Graças ao seu esforço, estamos em condições de avançar que as cerejas eram de altíssima qualidade.
O Alcaide terá sido sede de concelho embora seja impossível precisar datas. Ainda hoje, é possível ver a antiga casa da câmara, com o brasão de armas reais ladeado por duas esferas armilares manuelinas, portanto do século XVI. A torre sineira visível na imagem, construída em 1694, fendeu-se devido ao grande sismo de 1755 (dito "de Lisboa"), sendo essa fenda ainda visível.
Resumindo, o PR6 é um percurso simpático com uma ou outra inclinação mais acentuada que o torna pouco indicado a idosos ou crianças, sendo bem mais fácil de fazer no sentido horário. Existe uma pequena variante que percorre a crista da elevação e que reduz a distância total em cerca de metade mas que lhe tira algum interesse já que, na nossa opinião, apesar da inclinação da subida, a parte mais interessante é mesmo o troço Vale de Prazeres - Alcaide com a passagem pela Portela (a primeira metade passa por uma zona deflorestada).
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