sábado, março 22, 2014
O fim do Inverno
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quinta-feira, março 20, 2014
Reflorestação da Gardunha arranca já depois de amanhã!
Após o fiasco das últimas iniciativas, inclusive a na altura tão propalada Epson Biodiversity Iniciative (clicar para ver), espero que esta acção seja o mote para a criação de uma plataforma consistente que contribua para recuperar a floresta da Serra da Gardunha que o desleixo e os sucessivos incêndios destruíram nos últimos anos.
Citando o site da Descobrindo:
"Vamos reflorestar a Gardunha” é o nome da acção a realizar no próximo dia 22 de Março de 2014, na Serra da Gardunha. O ponto de encontro é o local onde foi realizado Solstício - Festival da Natureza , junto às piscinas de São Fiel pelas 9H00, onde existirá transporte até aos locais de plantação.
É com muita satisfação que anunciamos a concretização da iniciativa que nos propusemos realizar no âmbito do Solstício - Festival da Natureza com o objectivo de dar início à reflorestação da Serra da Gardunha. A primeira edição do festival Solstício teve como grande objectivo a plantação de uma árvore por cada entrada no festival.
Nesse sentido, e aproveitando o momento dedicado ao Dia Internacional da Árvore e das Florestas vamos dar início à plantação total de 3500 árvores em diferentes locais desta Serra. Estando já alguma vegetação autóctone a regenerar-se, a iniciativa prevê o plantio de esp espécies que já se podem encontrar nos locais: Bétulas, Castanheiros, Faias, Carvalho Robur e Carvalho Negral, e alguns Freixos.
O regresso, para quem o desejar, será realizado numa caminhada.
A inscrição é obrigatória de forma a garantir o reforço alimentar, o almoço e toda a logística. Os inscritos devem munir-se de uma ferramenta necessária para a plantação (sacho ou enchada)."
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Conselhos a seguir na procura de emprego
Há uns tempos atrás fui surpreendido num processo de zapping pelo "28 minutos e 7 segundos de vida", um programa da TVI 24 no qual José Alberto Rodrigues e Manuel Forjaz conversam sobre um tema específico. Embora me pareça que o programa abuse da exploração do facto de Manuel Forjaz sofrer de cancro, achei-o bastante interessante, sobretudo pela forma fluida da conversa, assente na capacidade de comunicação de Manuel Forjaz.
O tema do programa de que falo era a procura de emprego e durante quase uma hora falou-se não só das dificuldades que quem procura emprego tem de enfrentar, como também dos erros mais comuns que se cometem nesse processo. Aqui fica uma síntese das ideias principais enunciadas por Manuel Forjaz:
Quem procura emprego não explora o suficiente as possibilidades de procura que estão ao seu dispor, limitando-se muitas vezes aos tradicionais anúncios de jornal. Na Internet existe uma grande variedade de sites de procura de emprego e, para além disso, há que saber explorar as nossas redes de conhecimentos pessoais (familiares, amigos, antigos professores, etc).
Somos pouco cuidadosos com a nossa presença na Internet. A maioria das pessoas não olha à sua exposição on line fazendo publicações nas redes sociais que podem ser contraproducentes para a sua imagem junto de potenciais empregadores
A rede social LinkedIn é cada vez mais uma ferramenta usada por empregadores para recrutamento mas convém que quem cria o seu perfil nessa plataforma não se limite a criar uma página básica
O Europass foi uma coisa criada pelos eurocratas para os empregadores não empregarem ninguém. É um documento ilegível que não faz nenhuma diferenciação, tornando muito difícil para o empregador encontrar elementos diferenciadores que permitam contratar alguém
O curriculum vitae deve ser elaborado de forma a adequar-se ao empregador, à indústria, à complexidade das funções a desempenhar e de forma a destacar as competências que se querem demonstrar.
Um dos passos mais difíceis na procura de emprego é fazer chegar o curriculum vitae às pessoas certas
É preciso ser inteligente, criativo e experimentador na procura de emprego
Em geral, os candidatos vão às entrevistas de emprego muito mal preparados
Numa entrevista é preciso conhecer o entrevistador, o que é que o move, que tipo de pessoas é que ele emprega, tal como é preciso saber exactamente quais são as exigências do cargo ao qual o entrevistado se está a candidatar. Hoje em dia, em pouco tempo, é fácil obter informação sobre qualquer empresa a qual nos estejamos a candidatar
Nunca mentir é uma regra sacramental das entrevistas de emprego
Vídeo: uma entrevista de emprego na Idade da Pedra:
Numa entrevista, o contacto visual e a linguagem corporal são fundamentais.
Convém prepararmo-nos para perguntas difíceis como "Porque é que o hei-de escolher a si e não a outro?" ou "O que é que você vai trazer em termos de valor acrescentado a esta empresa?". Não se pode esperar que as perguntas se cinjam ao percurso profissional do entrevistado
Quando as pessoas não são escolhidas, desistem de continuar a tentar. É fundamental não se fechar a ligação com o entrevistador/potencial empregador no final da entrevista
Vídeo: as respostas pré-concebidas numa entrevista de emprego fora-de-série!
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segunda-feira, março 10, 2014
Uma nova onda de empreendedorismo!
O nosso estimado Sérgio Vieira, que trocou recentemente o bulício urbano de Lisboa pela tranquilidade do Interior (ver aqui), registou este instantâneo que ilustra bem a forma como determinados cidadãos conseguem aliar a criatividade e o espírito de "desenrascanço" ao espírito de empreendedorismo. Após a venda de ar da Guarda e de água de Fátima a retalho, respectivamente em frascos e garrafinhas, eis agora o garrafão de "Água da Onda Gigante da Nazaré" que permite que o comprador consiga sentir-se um verdadeiro Garrett McNamara, seja através da produção de ondulação na banheira, seja através da deglutição do tradicional pirolito.
Será este o início de uma nova onda de empreendedorismo?
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sábado, março 08, 2014
Cemitério Cross Bones, a última morada das indesejáveis prostitutas londrinas
Pode parecer estranho, a quem actualmente passa pela Redcross Way, encontrar um portão transformado num memorial à frente de um estaleiro do metropolitano de Londres mas a verdade é que até ao século XIX, este era o local onde os proscritos de Londres eram enterrados, no espírito de uma tradição que se iniciou em plena Idade Média.
Desde cedo, todas as actividades que não eram permitidas dentro das muralhas de Londres desenrolavam-se livremente na margem Sul do Tamisa. Entre tabernas, teatros e cervejarias, encontravam-se por aqui os "Gansos de Winchester", nome pelo qual eram popularmente conhecidas as prostitutas desta zona, que se encontrava sob jurisdição directa do bispo de Winchester. Sempre que alguém contraía uma doença venérea, dizia-se que tinha pele de galinha ("goosebumps") ou ainda que tinha sido mordido por um ganso de Winchester ("bitten by a Winchester goose").
Embora em vida estas mulheres gozassem de alguma protecção por parte das autoridades, quando morriam a coisa mudava de figura. Fosse de causas naturais ou doença (a sífilis era uma causa frequente de morte) o seu enterro em solo consagrado era proibido devido à sua vida considerada pecaminosa. Por esse motivo, as prostitutas começaram a ser enterradas num terreno não consagrado que se viria a tornar o cemitério de Cross Bones. Em 1598 o historiador John Stow escreveu:
"Ouvi da parte de homens idosos de bons créditos, relatos de que a estas mulheres solteiras eram negados os rituais da igreja, desde que continuassem a sua vida pecaminosa, e eram excluídas dos funerais cristãos se não se reconciliassem antes da sua morte. Por isso, havia um lote de terreno chamado adro das mulheres solteiras destinado a elas, longe da igreja paroquial."
Embora o seu estilo de vida fosse pecaminoso, a Igreja acabava por tolerá-las já que contribuíam para que os bons cristãos evitassem práticas ainda mais imorais como a masturbação e a sodomia. Para além disso eram também uma fonte de rendimento já que os bordéis pagavam imposto ao próprio bispo de Winchester.
Com a proibição da prostituição, já no século XVII, o local foi transformado num cemitério para indigentes até ao seu definitivo encerramento em 1853, passando ao esquecimento.
A sua memória foi recuperada quando, já no século XX, as obras de extensão do metropolitano de Londres permitiram recuperar ossadas de 148 indivíduos diferentes, um deles uma mulher que teria entre 16 e 19 anos e cujo crânio denotava os terríveis efeitos da sífilis. Para preservar a memória dos infelizes que aqui foram enterrados, estima-se que cerca de 15.000, especialmente essas malogradas mulheres, a população local transformou o portão num memorial diante do qual, no dia 23 de cada mês, é realizada uma vigília em memória dos Gansos de Winchester.
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sábado, fevereiro 15, 2014
Sobre as cartas de amor
Detalhe d'"A carta de amor" de Vermeer
Como parte da estratégia de motivação inicial, dei o mote para a discussão das vantagens de escrever textos num computador em relação à escrita manual. Tendo recolhido uma série de ideias interessantes, decidi espicaçá-las um pouco:
-"Claro que a escrita manual tem uma grande vantagem sobre a escrita num computador. Sabem qual é?"
Fez-se silêncio durante alguns segundos, enquanto se entreolhavam com ar intrigado, após o que concluí:
-"É muito mais romântico, não acham?"
Por entre as risadas que se seguiram, uma das senhoras tomou a palavra para me dar razão:
-"É sim senhor! Quando o meu marido andava na tropa fartava-se de me escrever cartas. Eu não era capaz de as ler porque não conseguia perceber a letra dele mas adorava recebê-las!"
Imagem: Wikipédia
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quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Pesquisas do Katano!
Após um prolongado interregno, publicamos mais um artigo da série "Pesquisas do Katano" que, na prática, consiste numa lista de termos de pesquisa no Google que trouxeram os cibernautas ao Blog do Katano, para provavelmente em seguida carregarem no botão de retroceder, ao mesmo tempo que soltavam uma imprecação entre dentes.
quanto tempo para por moeda no parquimetro
Fico na dúvida se esta pesquisa pretende esclarecer de quanto em quanto tempo se deve introduzir uma moeda no parquímetro ou se se prende, mais precisamente, com o tempo socialmente aceitável que se deve demorar no acto de introdução da moeda no dito cujo. A resposta mais provável a esta questão será provavelmente "Um certo tempo".
Agora é claro que, se estivermos a falar do estacionamento de superfície pago da cidade do Fundão, a coisa muda de figura. Gasta-se tanto tempo a tentar identificar um lugar de estacionamento que, quando finalmente isso for conseguido, provavelmente já acabou o horário de estacionamento pago e a questão da moeda já nem se coloca (ver "A qualidade do estacionamento pago no Fundão by EMSA-Consequi"). Por outro lado, também há quem não tenha muita sorte com os parquímetros quando estaciona em tempo útil (ver "Ah parquímetro ladrão!").
quanto tempo para por moeda no parquimetro
Fico na dúvida se esta pesquisa pretende esclarecer de quanto em quanto tempo se deve introduzir uma moeda no parquímetro ou se se prende, mais precisamente, com o tempo socialmente aceitável que se deve demorar no acto de introdução da moeda no dito cujo. A resposta mais provável a esta questão será provavelmente "Um certo tempo".
Agora é claro que, se estivermos a falar do estacionamento de superfície pago da cidade do Fundão, a coisa muda de figura. Gasta-se tanto tempo a tentar identificar um lugar de estacionamento que, quando finalmente isso for conseguido, provavelmente já acabou o horário de estacionamento pago e a questão da moeda já nem se coloca (ver "A qualidade do estacionamento pago no Fundão by EMSA-Consequi"). Por outro lado, também há quem não tenha muita sorte com os parquímetros quando estaciona em tempo útil (ver "Ah parquímetro ladrão!").
como fazer pasteis jesuitas em video
Embora não sejamos muito versados na confecção de jesuítas, estamos em condições de avançar que os ingredientes necessários são: farinha, manteiga, água, sal, ovos, açúcar, canela e uma câmara de vídeo. Não havendo câmaras de vídeo convencionais disponíveis, pode-se usar em alternativa a câmara de um smartphone. No entanto, um amigo meu já experimentou e diz que assim os pastéis não ficam grande coisa.
coelhos stressados
Esta pesquisa reincidente foi sem dúvida feita por alguém que se quis inteirar dos inquietantes eventos de Janeiro de 2008 quando um esquadrão de caças F-16 da força aérea portuguesa sobrevoou a zona de Penamacor a baixa altitude, provocando partos prematuros no gado caprino e deixando inúmeros coelhos à beira de um ataque de nervos! Podem recordar esse episódio clicando aqui e, já agora, não deixem de ler o comunicado da força aérea sobre o sucedido clicando aqui.
luxemburgo onde param os drogados
Aqui temos uma normal preocupação no planeamento de umas férias no Grão-Ducado do Luxemburgo. Também nós estivemos lá há uns tempos atrás e recordo-me bem das questões que então colocámos: "Onde é que ficam as muralhas da Cidade Velha?", "Quais são os pratos típicos?", "Onde é que param os drogados?", "Onde é que fica o Palácio Grão-Ducal?".
Aqui temos uma normal preocupação no planeamento de umas férias no Grão-Ducado do Luxemburgo. Também nós estivemos lá há uns tempos atrás e recordo-me bem das questões que então colocámos: "Onde é que ficam as muralhas da Cidade Velha?", "Quais são os pratos típicos?", "Onde é que param os drogados?", "Onde é que fica o Palácio Grão-Ducal?".
Ana Malhoa a dar ao cu
Nem me atrevo. Adiante.komo ir vestida para a serra da estrela
Talvez seja recomendável um estilo um pouco mais informal. A tendência da moda Outono/Inverno 2013/14 é o uso de saias largas abaixo do joelho e sobretudos compridos. Também se sugere o uso de vestuário com cinturas marcadas, botas de cano alto. O padrão tartan também está muito em voga nesta estação. Tenho a certeza que uma ida à Serra nesta altura com este tipo de modelito será uma experiência inesquecível.
A série completa de artigos, que inclui termos de pesquisa como "Beber água da tibórnia é prejudicial?", "como se comunicar com extraterrestres" ou "tourada que causonou morte" pode ser consultada aqui:
Pesquisas do Katano - Novembro de 2008
Pesquisas do Katano - Janeiro de 2009
Pesquisas do Katano - Março de 2009
Pesquisas do Katano - Junho de 2009
Pesquisas do Katano - Agosto de 2009
Pesquisas do Katano - Setembro de 2009
Pesquisas do Katano - Janeiro de 2010
Pesquisas do Katano - Março de 2010
Pesquisas do Katano - Novembro de 2010
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segunda-feira, fevereiro 03, 2014
Bem-vindos ao mais pequeno estado soberano do Mundo!
Esqueçam o Vaticano, os atóis do Pacífico, San Marino, Mónaco ou até a ilha da Madeira. O mais pequeno estado soberano do Mundo situa-se no local mais improvável, ao largo do estuário do Tamisa, e tem menos de meio século de história mas é uma história tumultuosa, tendo inclusive sido palco de uma guerra civil. Sejam bem-vindos ao glorioso Principado de Sealand!
Tiros, insultos e... guerra civil!
Mas nem tudo foi pacífico no processo de emancipação de Sealand. Primeiro ocorreu um incidente com uma embarcação inglesa em 1968, que levou a que fossem disparados tiros de aviso a partir da plataforma e que só não deu em nada porque os tribunais britânicos alegaram não ter jurisdição sobre um território extra-territorial. Depois houve outro incidente envolvendo um helicóptero que sobrevoou Sealand, insultando os seus moradores. Mas isto foi apenas o prenúncio de algo muito mais grave.
Em 1978, aproveitando o facto de apenas se encontrar em Sealand o príncipe herdeiro Michael, um grupo de mercenários alemães e holandeses liderados por Alexander Achenbach, primeiro-ministro de Sealand, ocupou o país e fez o príncipe refém. Foi um erro crasso. A partir de Inglaterra, o príncipe Roy Bates, então com 60 anos mas com o mesmo feitio temperamental de sempre, formou uma força expedicionária com um grupo de amigos, naquilo que foi uma mobilização sem precedentes na história das forças armadas sealandesas, e voou até Sealand num helicóptero pilotado por John Crewdson, piloto, actor e duplo de vários filmes de acção, entre eles "James Bond - Ao serviço de sua majestade".
Após um aceso tiroteio, Sealand foi recuperado e os ocupantes foram feitos prisioneiros, tendo sido libertados apenas 7 semanas depois, na sequência da visita de um diplomata alemão. Alexander Achenbach acabou por fundar o Governo Rebelde de Sealand, que reclama até hoje o estatuto de governo legítimo do território, a partir do exílio na Alemanha. Estabelecida a paz, estava aberto o caminho para a paz e prosperidade.
A economia de Sealand ou como adquirir um título nobiliárquico a bom preço
Embora tenha recusado uma oferta de compra por parte do site de downloads piratas Pirate Bay, Sealand encontrou outras formas de rentabilizar o território como a fundação da Haven Co (ver site), uma empresa de serviços de alojamento de sites com conteúdos não abrangidos pela legislação internacional. Após algumas peripécias que levaram ao seu encerramento, a empresa retomou a sua actividade e, numa altura em que tanto se fala nisso, promete até proteger os dados da espionagem da NSA (ver aqui). Falou-se também na possibilidade da Wikileaks mudar os seus servidores para Sealand, o que acabou por não se concretizar. Há no entanto outras fontes de rendimento.
Apesar do turismo de massas não ser viável em Sealand, é no entanto possível comprar partes do território a 19,99£ a peça na loja on line embora o stock seja extremamente limitado. Também no mesmo sítio se vendem selos postais, moedas, endereços de e-mail e merchandising diverso e last but not the least, títulos de cidadania e títulos nobiliárquicos. Assim, qualquer pessoa se pode tornar sealandês ou mesmo barão, lorde, conde ou cavaleiro de Sealand o que, em termos de utilidade prática, não é menos que os títulos nobiliárquicos que se ostentam cá pela nossa República, mas pode causar boa impressão entre os amigos. Até consigo imaginar a minha entrada na próxima festarola a ser anunciada: -"Senhoras e senhoras, eis David Caetano, filho de Luís, filho de António, filho de João, e ilustre Cavaleiro de Sealand!".
Fotos:
Brasão de Sealand e fotografia geral do território do Principado de Sealand: Wikipédia
Prisioneiros: Bob Le-Roi
Links:
Principado de Sealand - http://www.sealandgov.org/
Principado de Sealand no Facebook - http://www.facebook.com/PrincipalityOfSealand
Governo Rebelde de Sealand - http://principality-of-sealand.eu/
Obituário do príncipe Roy (Daily Mail) (The Guardian)
Durante a II Guerra Mundial, o governo britânico decidiu reforçar as defesas costeiras com a construção de uma série de fortalezas ao largo do estuário do rio Tamisa. Tratava-se na prática de uma série de plataformas dotadas de radares e artilharia para protecção anti-aérea e marítima, guarnecidas por algumas centenas de soldados.
Após o fim da guerra, esses fortes acabaram por ser abandonados até que, já nos anos 60, alguns foram ocupados por estações de rádio piratas. Londres não achou piada à ideia de ver instalações governamentais ocupadas por estações de rádio ilegais e moveu uma perseguição legal que obrigou ao seu encerramento.
Um deles, um major do exército reformado temperamental chamado Roy Bates, decidiu não baixar os braços e mudou a sua estação, a Radio Essex, para o forte de Roughs Tower que tinha a particularidade de se situar fora do limite das águas territoriais britânicas. Não contente, declarou a independência da plataforma a 2 de Setembro de 1967 (no dia do aniversário da sua esposa), rebaptizando o forte. Nascia assim o Principado de Sealand, um território com 550m2 governado pelos príncipes Roy e Joan Bates e com constituição, moeda, passaportes, cartões de identidade, bandeira e hino próprios. Tem actualmente até uma equipa de futebol com palmarés internacional (ver aqui) obtido de forma dramática.
Eis o Principado de Sealand em todo o seu esplendor!
Dado que o príncipe Roy faleceu em 2012, a chefia do estado é actualmente assegurada pelo seu filho Michael.
Mas nem tudo foi pacífico no processo de emancipação de Sealand. Primeiro ocorreu um incidente com uma embarcação inglesa em 1968, que levou a que fossem disparados tiros de aviso a partir da plataforma e que só não deu em nada porque os tribunais britânicos alegaram não ter jurisdição sobre um território extra-territorial. Depois houve outro incidente envolvendo um helicóptero que sobrevoou Sealand, insultando os seus moradores. Mas isto foi apenas o prenúncio de algo muito mais grave.
Em 1978, aproveitando o facto de apenas se encontrar em Sealand o príncipe herdeiro Michael, um grupo de mercenários alemães e holandeses liderados por Alexander Achenbach, primeiro-ministro de Sealand, ocupou o país e fez o príncipe refém. Foi um erro crasso. A partir de Inglaterra, o príncipe Roy Bates, então com 60 anos mas com o mesmo feitio temperamental de sempre, formou uma força expedicionária com um grupo de amigos, naquilo que foi uma mobilização sem precedentes na história das forças armadas sealandesas, e voou até Sealand num helicóptero pilotado por John Crewdson, piloto, actor e duplo de vários filmes de acção, entre eles "James Bond - Ao serviço de sua majestade".
Os prisioneiros exibidos pelo Príncipe Roy.
Após um aceso tiroteio, Sealand foi recuperado e os ocupantes foram feitos prisioneiros, tendo sido libertados apenas 7 semanas depois, na sequência da visita de um diplomata alemão. Alexander Achenbach acabou por fundar o Governo Rebelde de Sealand, que reclama até hoje o estatuto de governo legítimo do território, a partir do exílio na Alemanha. Estabelecida a paz, estava aberto o caminho para a paz e prosperidade.
A economia de Sealand ou como adquirir um título nobiliárquico a bom preço
Embora tenha recusado uma oferta de compra por parte do site de downloads piratas Pirate Bay, Sealand encontrou outras formas de rentabilizar o território como a fundação da Haven Co (ver site), uma empresa de serviços de alojamento de sites com conteúdos não abrangidos pela legislação internacional. Após algumas peripécias que levaram ao seu encerramento, a empresa retomou a sua actividade e, numa altura em que tanto se fala nisso, promete até proteger os dados da espionagem da NSA (ver aqui). Falou-se também na possibilidade da Wikileaks mudar os seus servidores para Sealand, o que acabou por não se concretizar. Há no entanto outras fontes de rendimento.
Apesar do turismo de massas não ser viável em Sealand, é no entanto possível comprar partes do território a 19,99£ a peça na loja on line embora o stock seja extremamente limitado. Também no mesmo sítio se vendem selos postais, moedas, endereços de e-mail e merchandising diverso e last but not the least, títulos de cidadania e títulos nobiliárquicos. Assim, qualquer pessoa se pode tornar sealandês ou mesmo barão, lorde, conde ou cavaleiro de Sealand o que, em termos de utilidade prática, não é menos que os títulos nobiliárquicos que se ostentam cá pela nossa República, mas pode causar boa impressão entre os amigos. Até consigo imaginar a minha entrada na próxima festarola a ser anunciada: -"Senhoras e senhoras, eis David Caetano, filho de Luís, filho de António, filho de João, e ilustre Cavaleiro de Sealand!".
Fotos:
Brasão de Sealand e fotografia geral do território do Principado de Sealand: Wikipédia
Prisioneiros: Bob Le-Roi
Links:
Principado de Sealand - http://www.sealandgov.org/
Principado de Sealand no Facebook - http://www.facebook.com/PrincipalityOfSealand
Governo Rebelde de Sealand - http://principality-of-sealand.eu/
Obituário do príncipe Roy (Daily Mail) (The Guardian)
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quinta-feira, janeiro 30, 2014
Os medos de Assunção Esteves (com vídeo e tradução)
No início do ano, a Rádio Renascença foi ouvir aquela que é a 2ª mais importante figura do Estado Português, a Sra Presidente da Assembleia da República, para saber quais eram os seus desejos e medos para 2014. O depoimento ficou registado na forma de um vídeo que só hoje tive oportunidade de ver.
Este vídeo, posso-vos dizer, consiste em 3'36'' de um tremendo exercício criativo de utilização da Língua Portuguesa, exercício esse que nos faz perceber que certas personalidades, como o ex-Presidente da República Jorge Sampaio e o treinador de futebol Manuel Machado, não são afinal tão especiais como nós julgávamos que eram.
Vi e revi o vídeo e, usando palavras da protagonista, devo dizer que inconsegui o percebimento pleno da mensagem, o que me remete de certa forma a um nível frustracional. Seja como for, como sou contra o egoísmo (especialmente no que toca à castração, seja ela pessoal ou colectiva), aqui fica o trecho mais saboroso do depoimento da senhora Presidente da Assembleia da República.
Transcrição e tradução
Para ajudar aqueles que também tiverem inconseguido o percebimento daquilo que Assunção Esteves tentou dizer, tomei a liberdade de fazer a transcrição das suas palavras (sem cortes):
O meu medo, eu formulá-lo-ia de modo abstracto, é o do inconseguimento, em muitos planos. Do inconseguimento desde logo de não ter possibilidade de fazer no Parlamento as reformas que quero fazer. De as fazer todas. Algumas estão no caminho. O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivado da crise. Isto é, os momentos difíceis também nos dão oportunidades de sentirmos a nossa missão humana no Mundo. Mas também tenho medo que a crise não me permita até espaços de energia para ser mais criativa. Há sempre esse medo. É também o do não conseguimento.
E tenho medo do conseguimento ainda mais perverso: o da Europa se sentir pouco conseguida e de ela não projectar para o Mundo o seu soft power sagrado, a sua mística dos direitos, a sua religião civil da dignidade humana. Tenho medo do egoísmo. Tenho medo do egoísmo que nos deixa de certo modo castrados em termos pessoais e que nos deixa castrados em termos colectivos, que não permita aquilo que os franceses chamam réussir, o conseguimento. O conseguimento pessoal e colectivo. Tenho medo do não conseguimento.
O que em bom português se traduz por:
Tenho um certo receio de fazer asneira lá no meu trabalho, no Parlamento. Queria fazer por lá umas alterações que vi no programa televisivo "Querido mudei a casa" mas não sei se as vou conseguir fazer todas ,até porque o povo está sempre a ir lá chatear-me, queixando-se da crise, e tenho de estar sempre a mandá-los sair. Gostava de arranjar uma forma mais criativa de expulsar aqueles traquinas das galerias mas a instalação de cadeiras com sistema de ejecção iria pesar muito na factura da energia.
Por outro lado tenho medo que as coisas dêem para o torto sempre que o pessoal se junta em Bruxelas. Ainda por cima, por causa dos cortes no orçamento, tivemos de cortar nas bebidas energéticas e agora só temos Red Bull sem açúcar, que também dá power, é certo, mas um bocado mais soft. Por causa disso, alguns colegas começaram a organizar festarolas privadas. Há tempos, o Schäuble trouxe umas sobras da última Oktoberfest e fez uma festa lá no hotel mas não convidou o Passos Coelho. Este ficou tão irritado que até veio dizer que aquilo era um bando de eunucos e que mais depressa o desproveriam a ele das suas partes pudendas do que voltaria a apertar a mão àquele alemão ingrato.
Este vídeo, posso-vos dizer, consiste em 3'36'' de um tremendo exercício criativo de utilização da Língua Portuguesa, exercício esse que nos faz perceber que certas personalidades, como o ex-Presidente da República Jorge Sampaio e o treinador de futebol Manuel Machado, não são afinal tão especiais como nós julgávamos que eram.
Vi e revi o vídeo e, usando palavras da protagonista, devo dizer que inconsegui o percebimento pleno da mensagem, o que me remete de certa forma a um nível frustracional. Seja como for, como sou contra o egoísmo (especialmente no que toca à castração, seja ela pessoal ou colectiva), aqui fica o trecho mais saboroso do depoimento da senhora Presidente da Assembleia da República.
Transcrição e tradução
Para ajudar aqueles que também tiverem inconseguido o percebimento daquilo que Assunção Esteves tentou dizer, tomei a liberdade de fazer a transcrição das suas palavras (sem cortes):
O meu medo, eu formulá-lo-ia de modo abstracto, é o do inconseguimento, em muitos planos. Do inconseguimento desde logo de não ter possibilidade de fazer no Parlamento as reformas que quero fazer. De as fazer todas. Algumas estão no caminho. O inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustracional derivado da crise. Isto é, os momentos difíceis também nos dão oportunidades de sentirmos a nossa missão humana no Mundo. Mas também tenho medo que a crise não me permita até espaços de energia para ser mais criativa. Há sempre esse medo. É também o do não conseguimento.
E tenho medo do conseguimento ainda mais perverso: o da Europa se sentir pouco conseguida e de ela não projectar para o Mundo o seu soft power sagrado, a sua mística dos direitos, a sua religião civil da dignidade humana. Tenho medo do egoísmo. Tenho medo do egoísmo que nos deixa de certo modo castrados em termos pessoais e que nos deixa castrados em termos colectivos, que não permita aquilo que os franceses chamam réussir, o conseguimento. O conseguimento pessoal e colectivo. Tenho medo do não conseguimento.
O que em bom português se traduz por:
Tenho um certo receio de fazer asneira lá no meu trabalho, no Parlamento. Queria fazer por lá umas alterações que vi no programa televisivo "Querido mudei a casa" mas não sei se as vou conseguir fazer todas ,até porque o povo está sempre a ir lá chatear-me, queixando-se da crise, e tenho de estar sempre a mandá-los sair. Gostava de arranjar uma forma mais criativa de expulsar aqueles traquinas das galerias mas a instalação de cadeiras com sistema de ejecção iria pesar muito na factura da energia.
Por outro lado tenho medo que as coisas dêem para o torto sempre que o pessoal se junta em Bruxelas. Ainda por cima, por causa dos cortes no orçamento, tivemos de cortar nas bebidas energéticas e agora só temos Red Bull sem açúcar, que também dá power, é certo, mas um bocado mais soft. Por causa disso, alguns colegas começaram a organizar festarolas privadas. Há tempos, o Schäuble trouxe umas sobras da última Oktoberfest e fez uma festa lá no hotel mas não convidou o Passos Coelho. Este ficou tão irritado que até veio dizer que aquilo era um bando de eunucos e que mais depressa o desproveriam a ele das suas partes pudendas do que voltaria a apertar a mão àquele alemão ingrato.
Já agora: Podem ver o depoimento completo neste link.
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domingo, janeiro 26, 2014
O que dirá o novo Código da Estrada sobre isto?
Ao regressar da Guarda descobri até na pacata aldeia de Malpique o trânsito está sujeito a engarrafamentos. Não sabendo bem o que dizem as novas regras do Código da Estrada sobre quem tem prioridade neste caso, optei pela regra da prevalência da superioridade numérica.
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