segunda-feira, setembro 17, 2012

Os fenómenos paranormais da Gardunha em destaque!

Os fenómenos paranormais da Serra da Gardunha estiveram novamente no centro das atenções no passado fim-de-semana (8 e 9 de Set.). Tratou-se do Gardunha Fest, uma iniciativa da Histérico - Associação de Artes, que teve como prato forte um concurso de curtas-metragens. Mas nem só de filmes se fez o festival.

Foto: Moagem - Cidade do Engenho e das Artes / CMF

As "hostilidades" começaram no Sábado com um conjunto de palestras sobre "O Paranormal e a envolvência da Gardunha" na qual tive ocasião de participar, após gentil convite da organização, ao lado do historiador Paulo Loução, do historiador Pedro Salvado e do jornalista do Jornal do Fundão, Nuno Francisco, no papel de morador. Pode-se dizer que, depois do que me tem vindo a acontecer de há uns meses a esta parte, me estou a tornar especialista em fenómenos paranormais mas não foi sobre isso que me debrucei. Aproveitando as informações que tenho vindo a recolher desde 2008, partilhei uma série de histórias e lendas da zona da freguesia do Souto da Casa e a coisa pareceu-me ter corrido bem. Aliás, o facto de apenas ter avistado uma pessoa a dormir no final da apresentação é a prova disso!

No que toca ao concurso de curtas pode-se dizer que houve poucas mas boas! Os prémios foram sem dúvida bem atribuídos nas categorias de animação e ficção enquanto que na categoria de documentário, havendo só uma participação, não se pode estabelecer um termo de comparação.

Na categoria de ficção o camarada Luís Batista não deixou os seus créditos por mãos alheias e explorou muito bem a velha crença de que as encruzilhadas são sítios "perigosos". Um aspecto curioso deste filme é a evocação, creio, de uma receita contra maus-olhados, usada aqui como bruxaria, na qual se fazia uma reza à medida que se ia deixando pingar azeite sobre um prato com água. A forma como o azeite se dividia sobre a água determinava a intensidade do mau-olhado de que a pessoa, para a qual se fazia isto, padecia. Vale a pena ver:



Na categoria de animação o vencedor foi o trabalho intitulado "Spectrum Optical Disorder", de todos o que mais me agradou. Excelente conjugação entre imagem e música e locução impecável. Foi pena não ter podido ver isto com óculos 3D.


O documentário vencedor, "Ver é ter visto", é constituído por uma série de entrevistas a habitantes da aldeia de Castelo Novo que afirma ter avistado estranhos fenómenos na Gardunha. Esse foi aliás o mote das actividades planeadas para o serão.

À noite, a forte chuva que começou a cair obrigou a alterar o programa, naquilo que para mim foi uma gravíssima falha por parte da organização. Então planeia-se uma caminhada e uma sessão de observação "do astro" e permite-se chuva?! É um escândalo! Vá lá que o plano B foi bem engendrado e o documentário que estava inicialmente previsto para ser visionado na Casa do Guarda de Alcongosta acabou por ser projectado na Moagem.

Tratou-se de um episódio do programa sobre avistamento de ovnis, que há uns anos passou na RTP 2, intitulado "Encontros imediatos" (recordar aqui). Este episódio centrou-se na figura do Sr. Américo Duarte que durante os anos em que viveu em Castelo Novo, elaborou um vasto arquivo de registo de observações de objectos voadores e até de encontros imediatos do 3º grau. 

Apesar de achar que o Sr. Américo Duarte denotava alguma sintomatologia que encontra explicação em termos clínicos, não é menos verdade que se tratava de uma genuíno apaixonado pela Gardunha e conhecedor desta Serra como poucos. Não sei até se não será mesmo o habitante mais influente de Castelo Novo desde Pedro Guterri. Seja como for, a conversa entre os espectadores que se seguiu ao documentário foi extremamente agradável, e o que saltou à vista foi a quantidade de pessoas que afirmam taxativamente ter avistado fenómenos inexplicáveis na Serra da Gardunha.

Do último dia pouco vi, infelizmente, embora o suficiente para nessa noite ter repetidamente sonhado com um infindável por-do-sol e ter por isso acordado com o ritmo biológico completamente invertido.

Fica o registo de uma interessante iniciativa cuja organização merece bem os parabéns. Venha a 2ª edição até porque, para além da beleza natural e patrimonial, também o paranormal faz parte do encanto da Serra da Gardunha. 

sexta-feira, setembro 14, 2012

Protoiro - Amigos dos animais mas pouco amigos de reparos incómodos

Na rede social Facebook, fui surpreendido pela partilha de uma fotografia que retratava alguns cavalos magros num baldio, fotografia essa que havia sido colocada nesta rede social pela Protoiro, aquela organização que recentemente deu nas vistas por ter cometido a proeza de organizar uma tourada em Viana do Castelo. Esta foto era acompanhada de uma descrição na qual a Protoiro se gabava de ter conseguido resolver a situação de alguns cavalos abandonados num baldio em Sintra, ao mesmo tempo que criticava as organizações "supostamente amigas dos animais" por nada terem feito neste caso.

Se a iniciativa de que a foto dava conta é de facto louvável, já a crítica às restantes associações e os modos em que a mesma foi feita pareceu-me denotar ali um aproveitamento claro. Ao fim e ao cabo, os  infelizes cavalos estavam simplesmente a ser usados como arma de arremesso para desacreditar as associações que se opõem à Protoiro e às touradas, procurando contribuir para aquela tese peregrina de que os ditos "aficionados" são os melhores amigos possíveis dos touros e dos cavalos.

Ora, perante isso, lembrei-me do terrível caso daquele cavalo chamado "Xelim" que morreu em Abril último na arena de Sevilha, com as entranhas de fora, após ter sido atingido por um touro, e não pude deixar de fazer o reparo: "Falta aqui a foto daquele cavalo com as entranhas de fora". Resultado: comentário apagado e impedido de fazer mais qualquer comentário. 

Clicar aqui para ver a foto a que me refiro.
ATENÇÃO: esta foto é susceptível de chocar pessoas mais sensíveis.

No fundo, esta atitude enquadra-se perfeitamente naquilo que tem sido a postura intolerante, e até agressiva, desta associação que defende esta coisa das touradas, embrulhando-a num rótulo de cultura e afirmando-se como "amiga dos touros e dos cavalos". Não soa estranho ouvir da parte de uma organização que defende e aplaude a tortura dos touros para puro entretenimento, dizer que é amiga dos touros e dos cavalos? 

Mas pronto, dizem que é cultura e que se lixem o espírito crítico e a evolução. Porquê? Porque sim. E caluda!

quarta-feira, setembro 12, 2012

Evitar pórticos na A23 com o iPhone!

Aqui pelo Blog do Katano temo-nos batido desde a primeira hora contra o atentado ao Interior que foi a instalação de pórticos na A23 e A25. Se bem estão lembrados, em Novembro último publicámos uma série de artigos sobre as portagens e sobre como evitar os pórticos na A23, resultado de um trabalho de campo que então efectuámos. 

Tendo recusado adquirir o famigerado dispositivo e seguindo os meus próprios conselhos, posso afirmar que desde a instalação dos pórticos já poupei mais de 500 euros, um facto assinalável sobretudo se tivermos em conta a actual conjuntura económica.
Se quiserem ler ou reler esses artigos basta clicar num destes links:

Os preços das portagens na A23 de Abrantes até à Guarda
Como evitar portagens na A23 entre Torres Novas e Castelo Branco
Como evitar portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco 
Consultar on line os pagamentos em dívida nas portagens das Ex-SCUT

Adicionalmente, o camarada Rui Sousa publicou no seu blogue Viver na cidade da Guarda um artigo no qual explicava como evitar os pórticos na A25, tarefa bem mais difícil do que na A23, diga-se de passagem.



Uma aplicação para iPhone que ajuda a evitar portagens na A23!

Há dias, fui surpreendido por um e-mail, enviado pela empresa Estrela Sustentável, esta empresa sediada na Covilhã, no qual me era dada a conhecer uma aplicação desenvolvida para iPhone destinada a ajudar os utilizadores a fugir às portagens na A23.

Não tenho infelizmente hipótese de testar esta aplicação uma vez que não possuo iPhone mas parece estar para breve o lançamento de novas versões, tanto para iPad como para smartphones Android, em cujo rol de utilizadores já me incluo. Também está prometida a inclusão de mais auto-estradas para além da A23, uma expansão que me parece obrigatória.


A aplicação tem um custo comercial de 1,59€, um preço que nos parece bem justo visto que, evitados dois ou três pórticos, a aplicação está paga.

Seja como for, o Blog do Katano oferece a possibilidade de usufruir de um conjunto de códigos promocionais, oferecidos pela Estrela Sustentável, para descarregar GRATUITAMENTE a aplicação Evitar Pórticos na A23:

JEJE7PFT3XWN / P6JLAAY3T4JJ / 3T4WF34MEW6L / MTPJFMA4HWLF / RMJ44NWXRELP / M6XAL6NXKYMT / FLLMJ6JXFF4E / N4P3MMPY4YXY / 679LWMXWP9LJ / T634R9NT4MJE


Bom proveito e... boas poupanças!

segunda-feira, setembro 10, 2012

O "delírio patriótico" de há 114 anos atrás...


"A Natureza foi prodiga n'esta região formosa como poucas, e com inheuxariveis fontes de riqueza: o homem, porém, é que parece não estar disposto a tirar proveito de tantos recurso. A rotina assentou aqui o seu quartel general. (...)

Ha uma absoluta indifferença por tudo o que seja o bem da comunidade, excepto quando se trata de eleições. Então um delirio patriotico apodera-se de todos os espiritos, e cada qual só cuida de salvar a patria."


in "O Fundão; Breve noticia illustrada com 9 gravuras", Setembro 1898

Com a aplicação dos Acordos Ortográficos, bem poderia passar por uma qualquer crónica actual. Quanto mais as coisas mudam, mais ficam na mesma, não vos parece?

sexta-feira, setembro 07, 2012

Google teletransporta-nos para o universo Star Trek!

Hoje o Google evoca o 46º aniversário da série Star Trek, com um doodle que nos permite participar no episódio "Arena" onde o mítico Capitão Kirk contracena com uma criatura reptiliana numa coreografia que tanto pode ser uma luta como um ritual de acasalamento... ou um pouco dos dois.

Quem quiser recordar esse momento da série que, se hoje nos parece parolo, no final dos anos 1960 era um prodígio de cenografia e caracterização, pode fazê-lo aqui:


quarta-feira, setembro 05, 2012

Os fenómenos paranormais da Serra da Gardunha em destaque no próximo fim-de-semana!



Desde há muito que à Serra da Gardunha tem sido associada toda uma variedade de fenómenos paranormais, desde as lendas que falam de aparições, encontros fantásticos e histórias de vida e de morte até ao mais contemporâneo fenómeno da ovniologia. É precisamente sobre o tema do paranormal que, no próximo fim-de-semana, tem lugar o Gardunha Fest, uma iniciativa da Histérico - Associação de Artes, um festival que terá como prato forte um concurso de curtas metragens.


Mas nem só de curtas metragens será feito o Gardunha Fest. Logo a abrir, no Sábado pelas 15h30 na Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, haverá uma palestra intitulada "O paranormal e a envolvência da Serra da Gardunha", com a participação de Nuno Francisco, do Jornal do Fundão, Pedro Salvado, historiador, Paulo Loução, também historiador, e eu próprio*, autor destas linhas. Após a palestra terá início o concurso de curtas metragens.

Mas muito mais há para ver e fazer no Sábado e no Domingo. O melhor é mesmo consultar o programa oficial disponível no blogue Gardunha Fest. Fica desde já marcado o encontro para Sábado, às 15h30 na Moagem. Conto convosco!

* A minha palestra abordará algumas das lendas da região N/NO da Gardunha, algumas características curiosas à volta das mesmas, as suas personagens e também um achado recente curioso que pode ser a prova de que há lendas que afinal podem não o ser.

terça-feira, agosto 28, 2012

Jesus Cristo avistado numa chávena de café

Há muito que já tinha incluído o café no rol de substâncias legais milagrosas, sobretudo pela extraordinária capacidade que este pó de sementes torradas fervido em água tem em, todas as manhãs, transformar um vegetal num indivíduo auto-suficiente chamado David Caetano. Agora, depois de analisar cuidadosamente esta imagem que facultada pela mui estimada Iolanda Viegas, não restam quaisquer dúvidas.

Tem a palavra o Vaticano.


segunda-feira, agosto 27, 2012

E eu a pensar que as cunhas eram um mito urbano...

Alguém se descuidou em Tavira e colocou informação privilegiada em zona pública...



às 23:20 de 27/08/2012

Adeus Neil!


O último fim-de-semana ficou marcado pela morte de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua ou, segundo os indefectíveis adeptos da teoria da conspiração, um dos muitos sujeitos que andaram a saltitar num cenário construído no deserto do Nevada e cujo registo videográfico foi depois passado em câmara lenta em horário nobre.

Eu faço parte daquele grupo que acredita que o Sr Armstrong deixou efectivamente a sua pegada no solo lunar e isso faz dele, a par de "Buzz" Aldrin, um dos grandes heróis do Século XX, um Bartolomeu Dias dos tempos modernos. Não alinho portanto na tese daquele senhor natural de Caria que nunca escondeu o seu cepticismo em relação à ida à Lua. Dizia este senhor com total descrença que "É impossível!" e depois apontando para a lâmpada no tecto "É como ir àquela lâmpada. Como é que eu algum dia consigo entrar naquela lâmpada?!".

Se pensarmos bem, é impossível ficar indiferente à dose de coragem e auto-controlo que deve ter sido necessária para se meter num cubículo na na extremidade de uma torre cheia de material altamente inflamável, ser projectado mais de 380.000 km no espaço em direcção a uma rocha estéril e sem atmosfera, com a vida assegurada apenas pelo material guardado no módulo lunar, confiando que os técnicos que ficaram na Terra não tivessem feito asneira, tanto no trabalho de montagem como nas contas. 

Fica para a história também a frase "Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a Humanidade" proferida ao pisar a Lua pela primeira vez, naquele dia de 20 de Julho de 1969. É claro que a frase que não terá sido da sua autoria, mas tornou-se um símbolo de um dos momentos maiores da história da Humanidade.

O que nem toda a gente sabe é que não é apenas esta a frase atribuída a Neil Armstrong durante esta extraordinária expedição. Um mito urbano de origem incerta circulou (ainda circulará) durante muito tempo dando conta de que, depois de ter proferido a sua frase mais famosa, Neil terá ainda dito em surdina "Boa sorte senhor Gorsky". Reza este mito urbano que, em 1995, Neil terá esclarecido que a frase dizia respeito a um antigo vizinho, o Sr Gorsky, a quem Neil terá ouvido dirigindo-se à Sra Gorsky: "Queres sexo? Terá sexo no dia em que o puto do lado for à Lua!".


sexta-feira, agosto 24, 2012

São Filipe, o Decapitado

Agosto, é o mês das festas e do regresso da massa emigrante na diáspora. Onde houver pelo menos duas casas juntas, é garantido que haverá uma festa, promovida a rigor com um cartaz que promete famosos e brilhantes organistas e acordeonistas de que ninguém ouviu falar, isto para não falar das inúmeras quermesses com fabulosos brindes. O superlativo é a nota dominante dos cartazes de fundo em "dégradé" que percorre todas as cores observáveis a olho nu.

Com o tempo, muitas das tradições destas festas populares se perderam, inclusive o costume de se leiloar o direito a transportar os andores com a efígies dos santos da terra, durante a obrigatória procissão. Tivesse esta tradição terminado mais cedo e o povo da aldeia de Paradanta teria sido poupado a um episódio constrangedor que envolveu a efígie de São Filipe, a família Filipe, e um emigrante atrevidote que não teve respeito pelo status quo.



A aldeia de Paradanta, terra notável que produziu gente de elevado calibre (não estou a dizer isto por saber que muitos paradantenses, donos de um físico algo intimidatório,  lêem o Blog do Katano), teve até há alguns anos atrás direito à sua festa religiosa. Ora, uma das efígies que compunham a procissão associada à festa era precisamente a efígie de São Filipe, oferecida à capela pela família Filipe local. Por inerência, instituiu-se a regra de que à família Filipe cabia transportar a efígie de São Filipe e, exactamente por isso, ninguém licitava nesta imagem a não ser a própria família Filipe que, assim, ganhava logo à primeira licitação.

Ora um belo dia, um emigrante que se encontrava por ali de férias decidiu contrariar o que estava instituído, tendo decidido que a família Filipe não levaria o santo por uma bagatela. Assim, mal começou o leilão que antecedia a procissão, começou a disputar com os Filipe o direito a transportar o andor do São Filipe. Conta quem estava por lá que, a dada altura, os valores começaram a ser impressionantes para aquilo que era habitual o que inclusive acabou por desmotivar o atrevido emigrante, tendo este desistido de licitar pois já não tinha dinheiro suficiente consigo.

Furiosos por tamanha e inesperada despesa, os Filipe entraram na capela e ergueram o andor de São Filipe, dirigindo-se em passo acelerado para a saída da capela. Irados que estavam com aquela insolente falta de respeito pelas regras instituídas, esqueceram os próprios Filipe outra das regras elementares da procissão da Paradanta: a necessidade de baixarem o andor ao passar pela porta da capela, já que esta não era suficientemente alta para permitir a livre passagem dos andores. 

Não só a família Filipe mas também todos os presentes devem ter gelado quando se ouviu o som inconfundível do embate da cabeça de São Filipe e esta rolou com santidade pelo andor, despedaçando-se no chão.



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