sexta-feira, julho 06, 2012

Aviso - Alteração às expressões populares portuguesas

Chegou há instantes à nossa redacção o seguinte comunicado:


Considerando que a língua portuguesa é uma língua viva e em permanente actualização, tendo em conta os acontecimentos recentes que introduziram no léxico da linguagem corrente todo um novo rol de expressões particulares e, finalmente, assumindo que o Portugal é, pelo disposto na Constituição da República Portuguesa, um estado laico, o Governo determina que:


1 - Deixe de ser empregue a expressão "Enquanto o diabo esfrega um olho" 


2 - A referência a actos realizados de forma invulgarmente célere passe a ser feita pela expressão "Enquanto o Sr. Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Doutor Miguel Relvas, obtém uma licenciatura".


3 - Esta resolução tem efeitos imediatos.


O Sr Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares discutindo questões académicas
(clicar para ampliar)

quinta-feira, junho 28, 2012

II Tertúlia "Ouvir e Falar" - Pela Democracia e Cidadania


"É JÁ AMANHÃ!
No âmbito do Ciclo de tertúlias "OUVIR E FALAR", organizado pelo blogue Pegada (http://pegada.blogs.sapo.pt/1899392.html), vai decorrer, AMANHÃ, SEXTA-FEIRA, PELAS 21 HORAS, na PRAÇA DO MUNICÍPIO DO FUNDÃO, a “II TERTÚLIA PELA DEMOCRACIA E CIDADANIA”, que contará com a presença do Cidadão ANTÓNIO MARINHO PINTO, Bastonário da Ordem dos Advogados, que se juntará aos demais Tertulianos que queiram estar presentes.OUVIR e FALAR quer dizer isso mesmo. Concordar, discordar, aceitar, rejeitar...; discutir ideias! A tertúlia de amanhã será o que os tertulianos fizerem dela. Sem donos ou peias..."

Fui à primeira edição desta tertúlia e gostei. Gostei de ver aquela gente toda reunida, gostei de ver aqueles cidadãos a subir ao pelourinho e dizer o que lhes ia na alma e gostei do local escolhido pelo seu simbolismo. Não gostei contudo de não ver, numa altura em que toda a gente parece ter tanto para dizer, aquela praça com mais gente. Timidez, talvez? Será que agora, passado este tempo de austeridade derivada da irresponsabilidade de quem nos tem governado, a motivação será maior? 

Amanhã se verá.

quarta-feira, junho 27, 2012

O paquistanês que torce por Portugal

Durante o último campeonato do Mundo de futebol, que decorreu na África do Sul em 2010 (Portugal iria jogar daí a uns dias contra o Brasil) , um trabalho levou-me a viajar até Castelo Branco. Recordo-me que nesse dia estava um calor infernal, algo parecido com o de hoje, pelo que parei na área de serviço antes da cidade para comprar uma água.


Quando me preparava para sair, detive-me por instantes a bebericar a água diante da televisão, que transmitia, creio eu, um jogo no qual participava a Inglaterra ou os EUA. Nisto, entram alguns indivíduos que, pela roupa e pela tez, presumi serem provavelmente de origem indiana. O mais velho ficou perto de mim também a acompanhar os últimos minutos do jogo, enquanto os outros continuaram para o balcão.


A certa altura, o que tinha ficado ao meu lado, dirigiu-me espontâneamente a palavra 


-"Vem aí um grande jogo! Espero que Portugal ganhe. Incha'alla! Tenho pedido a Alá para que Portugal ganhe!". 


-"De onde é?", perguntei eu. 


Afinal, fiquei a saber que o meu circunstancial interlocutor era paquistanês. É claro que achei curiosíssimo o facto de um imigrante, vindo de um país onde o futebol tem pouca expressão, provavelmente tendo experimentado alguma resistência da comunidade local por ser estrangeiro e, ainda por cima, por ser muçulmano, estar a torcer daquela maneira por Portugal.


A conversa desenrolou-se e fiquei a saber que ele tinha vindo para o nosso país para trabalhar na construção civil havia já seis anos.


-"Seis anos?", comentei. "Oh, então já é praticamente português!"


Em acto contínuo, na cara dele desenhou-se um sorriso rasgado. Colocou a mão sobre o meu ombro e disse um "Obrigado!", profundamente sentido.


Hoje, na iminência do jogo entre Portugal e Espanha para o campeonato da Europa de futebol, lembrei-me deste episódio. Pergunto-me se ele terá hoje pedido novamente a Alá a vitória de Portugal. Estou a torcer para que sim. "Futebóis" à parte.

quinta-feira, junho 07, 2012

Porque há médicos que são bons e outros que não merecem vestir a bata

"Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade;
A saúde do meu paciente será minha primeira preocupação; (...)
Manterei por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica;
Os meus colegas serão minhas irmãs e irmãos; (...)
Manterei o máximo respeito pela vida humana; (...)
Faço estas promessas solenemente, livremente e pela minha honra."


Este é um excerto do famoso Juramento de Hipócrates, o juramento que os novos médicos fazem no início do exercício da sua profissão e que, segundo dizem, é o mote para aquilo que deve ser a verdadeira medicina. Infelizmente, a realidade é outra e por vezes bem preocupante, como pudemos constatar da pior forma no passado fim-de-semana, quando a minha mãe, ao recorrer ao serviço de urgência do Hospital da Covilhã, após ter sido vítima de um acidente grave foi novamente vítima mas, desta vez, de um acto de pura negligência e desrespeito  por parte de um médico.

Os antecedentes contam-se em poucas palavras: uma queda de costas a partir do 1º andar de um barracão deixou a minha mãe num estado muito preocupante, cheia de dores e mal se conseguindo mexer. Felizmente, as lesões não afectaram a sensibilidade dos membros inferiores mas as dores eram de tal forma incapacitantes que de imediato foi transportada ao hospital por quem a socorreu.

Chegada ao hospital e cumpridas as formalidades de entrada no serviço de urgência, queixando-se de fortíssimas dores no ombro e nas costas, foi atendida em primeiro lugar pelo clínico geral que solicitou várias radiografias (crânio, ombro, coluna,...) encaminhando depois o caso para a cirurgia e, depois, para o ortopedista de serviço, o Dr Sequeiros (um nome que terei dificuldade em esquecer) que após um exame objectivo e analisados os raios-x declarou que não havia fractura clavicular. No entanto, para surpresa geral informou que lhe parecia ver uma fractura numa vértebra mas que provavelmente seria uma fractura antiga(!!).

Apesar das recomendações de uma colega de profissão que acompanhava a minha mãe "à civil", no sentido de esclarecer a questão da fractura da vértebra com rigor, dadas as dores que a minha mãe estava a sentir, retorquiu simplesmente "Sim, depois temos de ver isso...", desaparecendo para parte incerta e voltando mais tarde para... assinar a ordem de alta. O seu diagnóstico final: uma sub-luxação clavicular que não carecia de imobilização do braço mas tão somente de tempo para curar em definitvo. Alguns dias apenas, disse ele. Quanto às dores nas costas, elas dever-se-iam apenas ao facto de a minha mãe estar dorida da queda, desvalorizando em completo as queixas da paciente.

Na manhã seguinte, verificámos que a minha mãe sofria de vómitos, um sinal sempre preocupante nestes casos. Não tendo por outro lado verificado o abrandamento da dor, pelo contrário, de imediato a levámos de volta ao hospital onde, desta vez, encontrou um médico que merece de facto esse nome: o Dr. Pon.

Sempre muito preocupado, solicitou de imediato uma TAC craniana e outra à coluna vertebral, solicitando radiografias de diferentes perspectivas ao ombro já que, segundo ele, esse é o procedimento normal para esta zona do corpo e não, como havia acontecido no dia anterior, apenas uma radiografia frontal.

Chegado o resultado das TACs, o veredicto foi pesado: afinal 3 vértebras fracturadas! Quanto aos raio-X, revelavam indícios de uma possível fractura clavicular que mais uma TAC esclareceu em definitivo: a clavícula estava de facto fracturada. Sendo assim, a minha mãe passaria a ter de usar um colete imobilizador enquanto não curasse as fracturas das vértebras (que felizmente não careciam de operação e não ameaçavam a medula)  e passaria a andar "de braço ao peito" até curar a fractura da clavícula.

Por uma questão de precaução e de melhor assistência, determinou que a minha mãe passaria a noite no hospital, avaliando-se no dia seguinte se teria ou não de ali continuar, dependendo das dores que sentisse.

Tivemos pois num só fim-de-semana passado nas urgências do Hospital da Covilhã uma boa amostra daquilo que deve ser um bom médico e um exemplo perfeito daquilo que não é um médico mediano sequer. O exemplo de um médico que se preocupa e que usa os recursos necessários para esclarecer todas as dúvidas, pois a si diz respeito a responsabilidade do diagnóstico, e o exemplo de um médico que determina o diagnóstico quiçá pela fisionomia. Admito até, dada a sua ausência, que à boa moda antiga tenha ido consultar um oráculo que lhe disse que as fortes dores nas costas, de que a minha mãe se queixava, se deviam apenas ao facto de estar dorida. Tivemos o exemplo de um médico que ouve e respeita os seus colegas e dialoga com eles, mesmo que não estejam de serviço, e o exemplo de um médico a quem a sua longevidade tornou surdo.

Arrisco-me até a dizer que tivemos ali o exemplo de um médico que fez o Juramento de Hipócrates e de outro que, se algum juramento fez, terá trocado certamente devido à sua surdez, o substantivo Hipócrates por um adjectivo semelhante na sua fonética, embora muito pouco abonatório.

Não é isto faltar ao respeito do paciente e quebrar os deveres que a profissão de médico impõe? Será isto ético? Não merecia este caso no mínimo um pedido de desculpa por parte deste médico ou até da própria administração do hospital?

AVISO À NAVEGAÇÃO (adicionado a 24-8-2012):
Este texto expressa a minha indignação pessoal perante os factos a que, juntamente com a minha irmã, tive ocasião de assistir. Não se trata de um texto anti-médicos, nem perto disso, até porque tenho vários amigos que o são, inclusive vivo com uma, que merecem todo o meu respeito e admiração. Bons e maus profissionais há em todo o lado. Isso está bem expresso na crítica, que entendo ser legítima, a um
 mau exercício de profissionalismo que lesou física e emocionalmente a minha mãe e emocionalmente o resto da família, à qual acrescento uma referência elogiosa a um outro profissional que, pela sua conduta, agiu como um excelente médico. Só para que conste.

terça-feira, maio 29, 2012

Quaresma assobiado durante jogo de matraquilhos

Ainda não refeito da assobiadela com que foi brindado no jogo de Sábado último contra a Macedónia, Ricardo Quaresma voltou a ser alvo do descontentamento dos espectadores, desta vez durante um jogo de matraquilhos que decorreu no hotel onde a Selecção está alojada.


Quaresma, que fazia equipa com Hugo Almeida e jogava contra Helder Postiga e Miguel Veloso, até considera que "a partida não estava a ser nada má", pese embora o resultado enganador de 0-0 aos 30 minutos de jogo.


Os assobios partiram de um grupo de turistas de Macedo de Cavaleiros que se encontrava junto à mesa de matraquilhos. Uma fonte do grupo veio no entanto contradizer as queixas de Quaresma, afirmando: "A gente queria lá saber do jogo! Estávamos era fartos de levar boladas cada vez que o Postiga rematava à baliza!".


quarta-feira, maio 16, 2012

Hábitos do Portugal genuíno!

 

O nosso país, o Portugal genuíno, é feito de tradições, superstições, hábitos e manias que tanto podem provocar o riso mais saudável como a pura indignação. Seja como for, é certo que todo este conjunto constitui um autêntico tesouro imaterial, verdadeiramente único e delicioso.

Esse manancial cultural, porque quer se queira quer não isto é cultura, é exactamente o que vamos procurar explorar num novo projecto que promete dar que falar. No entanto, para que ele possa ter sucesso, precisamos da ajuda de todos vós!

Estamos à procura de expressões, hábitos e manias que fazem do nosso povo, um povo realmente à parte. Vamos "dar o corpo ao manifesto" e ainda "fazer 30 por uma linha" mas, com a vossa ajuda, conseguiremos sem dúvida levar este projecto "a bom porto"! 

Envie-nos as vossas participações por comentário neste artigo ou por e-mail! Desde já, muito obrigado!

terça-feira, maio 15, 2012

Fomos ali num instante resgatar um cão


O rasto na estrada que se vê na foto é o da água que escorreu do escadote com que há minutos atrás tentámos resgatar um cão, algo parecido com um labrador, que se debatia em pânico dentro de um dos tanques de água do centro cívico do Fundão.


Não tendo nada para além do escadote, e apesar de saber que seria de pouco uso dado ser demasiado leve, liguei aos bombeiros pedindo que viessem dar uma ajuda ao animal, cujo ladrar de pânico ecoava pelos prédios à volta. Reticentes, disseram que não tinham nada para resgatar o cão e que este os poderia agredir. Voltei a apelar que viessem retirar o cão e que se munissem de uma simples tábua que bastaria colocar dentro do tanque de forma a que o bicho pudesse usar como rampa. Uma vez que finalmente me foi dito que iriam ver o que podiam fazer, desliguei e aguardei.


20 minutos depois, visto que ninguém aparecia e não conseguindo continuar a ver o cão a debater-se para tentar sair da armadilha em que tinha caído, vestimo-nos e descemos para tentar fazer alguma coisa. Como previsto, o escadote foi de pouca ajuda. O cão esse, olhava para nós com algum receio, não sabendo bem o que esperar. Finalmente, optámos pelo pragmatismo. Pegámos no animal pela coleira, mandando às malvas a tal possibilidade de sermos agredidos e, num vigoroso puxão, conseguimos fazer sair o cão.


Foi bonito ver a alegria do animal que, depois de sacudir aquela água toda, correu em nossa volta, rebolando-se aqui e ali na relva, acompanhando-nos saltitante até à porta do prédio. Mal a fechámos partiu a correr, rumo a um destino que parecia ter como certo. Será que vai levar um ralhete por aparecer a estas horas e completamente molhado em casa?


Uma vez que já não é a primeira vez que um cão cai para dentro de um destes tanques, embora não me lembre de tal ter acontecido à noite, não seria já recomendável adaptar o seu interior para que um animal mais infeliz (já não digo uma criança, que essas devem estar sempre vigiadas) possa sair de lá pelo seu próprio pé? Perdão, pela sua própria pata?

Quando as abelhas se armam em "ocupas"

Numa altura em que tanto se fala dos famigerados e intratáveis "ocupas", no passado Sábado vi-me eu próprio confrontado com uma acção de ocupação, embora com protagonistas bastante diferentes: uma horda de apis mellifera, a abelha europeia "comum".


De passagem pelo solar dos Caetano, custou-me um bocado perceber de onde vinha aquele zumbido e, por momentos, cheguei a recear pelo meu estado de saúde auditiva. Finalmente, olhei para cima e percebi que estava a ser sobrevoado por uma nuvem de abelhas que, resolutas, se dirigiram para a varanda da casa e, já com objectivo pré-determinado, aterraram numa das entradas da habitação, introduzindo-se rapidamente entre as portadas e a porta interior, para aí instalarem a sua nova colónia.


Aqui fica, sem qualquer edição, um conjunto de imagens de vídeo amador captadas no local: 


 

A noite foi portanto dedicada ao realojamento destes inoportunos "Ocupas", operação que acabou por se saldar por um rotundo sucesso, apesar de ter tido direito a uma picada de recordação. Pior ficou o senhor meu superior genealógico que, tendo arriscado não ter qualquer protecção, teve direito a umas 7 ou 8.

O que fazer se forem picados por uma abelha?

Foram ou não picados por uma abelha melífera? É fácil perceber: uma abelha-europeia deixará inevitavelmente o seu ferrão, bolsas de veneno e até parte do intestino na pele da vítima. Ora, aquilo que fizermos para remover o ferrão, e a velocidade com que o fizermos, pode ser decisivo para minimizar a dor e o inchaço subsequentes. Enquanto o ferrão estiver cravado na pele estará a injectar veneno já que as bolsas se contraem em reflexo, como a cauda de uma lagartixa depois de separada do animal.

Por outro lado, se removermos o ferrão pegando-lhe com os dedos, vamos estar a pressionar as bolsas de veneno, aumentando a sua injecção no organismo. Assim, o melhor mesmo será remover o ferrão o mais abaixo possível, junto à pele, de preferência com uma pinça.

É claro que o contacto recorrente com o veneno da abelha pode levar à imunização em relação ao mesmo. Disso tive eu um bom exemplo há já uma vida atrás quando o meu falecido avô paterno, regressado da sua sessão matinal de apicultura, pediu-me que o ajudasse a remover mais de duas dezenas de ferrões que tinha cravado na parte de trás do pescoço e que, por causa disso, não tinha conseguido arrancar.

segunda-feira, maio 07, 2012

Londres, cidade de infinitos detalhes

Londres, que cidade fantástica! Nos próximos dias publicarei aqui alguns artigos sobre a experiência dos últimos dias em Londres mas, para já, aqui ficam alguns dos infinitos detalhes que fazem desta cidade a primeira grande cidade que me fez pensar que conseguiria de facto ali viver. Esta sequência fotográfica (com a arte possível) é dedicada à Di, autora do blogue Roheampton Lane, do qual fui leitor assíduo durante a sua experiência londrina.










































domingo, maio 06, 2012

E porque estamos em época de Dragões...


...que tal este, feito de armaduras e armas das mais variadas épocas? Um verdadeiro dragão de combate, este com que nos deparámos na Torre de Londres.
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