Não tendo nada para além do escadote, e apesar de saber que seria de pouco uso dado ser demasiado leve, liguei aos bombeiros pedindo que viessem dar uma ajuda ao animal, cujo ladrar de pânico ecoava pelos prédios à volta. Reticentes, disseram que não tinham nada para resgatar o cão e que este os poderia agredir. Voltei a apelar que viessem retirar o cão e que se munissem de uma simples tábua que bastaria colocar dentro do tanque de forma a que o bicho pudesse usar como rampa. Uma vez que finalmente me foi dito que iriam ver o que podiam fazer, desliguei e aguardei.
20 minutos depois, visto que ninguém aparecia e não conseguindo continuar a ver o cão a debater-se para tentar sair da armadilha em que tinha caído, vestimo-nos e descemos para tentar fazer alguma coisa. Como previsto, o escadote foi de pouca ajuda. O cão esse, olhava para nós com algum receio, não sabendo bem o que esperar. Finalmente, optámos pelo pragmatismo. Pegámos no animal pela coleira, mandando às malvas a tal possibilidade de sermos agredidos e, num vigoroso puxão, conseguimos fazer sair o cão.
Foi bonito ver a alegria do animal que, depois de sacudir aquela água toda, correu em nossa volta, rebolando-se aqui e ali na relva, acompanhando-nos saltitante até à porta do prédio. Mal a fechámos partiu a correr, rumo a um destino que parecia ter como certo. Será que vai levar um ralhete por aparecer a estas horas e completamente molhado em casa?
Uma vez que já não é a primeira vez que um cão cai para dentro de um destes tanques, embora não me lembre de tal ter acontecido à noite, não seria já recomendável adaptar o seu interior para que um animal mais infeliz (já não digo uma criança, que essas devem estar sempre vigiadas) possa sair de lá pelo seu próprio pé? Perdão, pela sua própria pata?





























