terça-feira, maio 15, 2012

Fomos ali num instante resgatar um cão


O rasto na estrada que se vê na foto é o da água que escorreu do escadote com que há minutos atrás tentámos resgatar um cão, algo parecido com um labrador, que se debatia em pânico dentro de um dos tanques de água do centro cívico do Fundão.


Não tendo nada para além do escadote, e apesar de saber que seria de pouco uso dado ser demasiado leve, liguei aos bombeiros pedindo que viessem dar uma ajuda ao animal, cujo ladrar de pânico ecoava pelos prédios à volta. Reticentes, disseram que não tinham nada para resgatar o cão e que este os poderia agredir. Voltei a apelar que viessem retirar o cão e que se munissem de uma simples tábua que bastaria colocar dentro do tanque de forma a que o bicho pudesse usar como rampa. Uma vez que finalmente me foi dito que iriam ver o que podiam fazer, desliguei e aguardei.


20 minutos depois, visto que ninguém aparecia e não conseguindo continuar a ver o cão a debater-se para tentar sair da armadilha em que tinha caído, vestimo-nos e descemos para tentar fazer alguma coisa. Como previsto, o escadote foi de pouca ajuda. O cão esse, olhava para nós com algum receio, não sabendo bem o que esperar. Finalmente, optámos pelo pragmatismo. Pegámos no animal pela coleira, mandando às malvas a tal possibilidade de sermos agredidos e, num vigoroso puxão, conseguimos fazer sair o cão.


Foi bonito ver a alegria do animal que, depois de sacudir aquela água toda, correu em nossa volta, rebolando-se aqui e ali na relva, acompanhando-nos saltitante até à porta do prédio. Mal a fechámos partiu a correr, rumo a um destino que parecia ter como certo. Será que vai levar um ralhete por aparecer a estas horas e completamente molhado em casa?


Uma vez que já não é a primeira vez que um cão cai para dentro de um destes tanques, embora não me lembre de tal ter acontecido à noite, não seria já recomendável adaptar o seu interior para que um animal mais infeliz (já não digo uma criança, que essas devem estar sempre vigiadas) possa sair de lá pelo seu próprio pé? Perdão, pela sua própria pata?

Quando as abelhas se armam em "ocupas"

Numa altura em que tanto se fala dos famigerados e intratáveis "ocupas", no passado Sábado vi-me eu próprio confrontado com uma acção de ocupação, embora com protagonistas bastante diferentes: uma horda de apis mellifera, a abelha europeia "comum".


De passagem pelo solar dos Caetano, custou-me um bocado perceber de onde vinha aquele zumbido e, por momentos, cheguei a recear pelo meu estado de saúde auditiva. Finalmente, olhei para cima e percebi que estava a ser sobrevoado por uma nuvem de abelhas que, resolutas, se dirigiram para a varanda da casa e, já com objectivo pré-determinado, aterraram numa das entradas da habitação, introduzindo-se rapidamente entre as portadas e a porta interior, para aí instalarem a sua nova colónia.


Aqui fica, sem qualquer edição, um conjunto de imagens de vídeo amador captadas no local: 


 

A noite foi portanto dedicada ao realojamento destes inoportunos "Ocupas", operação que acabou por se saldar por um rotundo sucesso, apesar de ter tido direito a uma picada de recordação. Pior ficou o senhor meu superior genealógico que, tendo arriscado não ter qualquer protecção, teve direito a umas 7 ou 8.

O que fazer se forem picados por uma abelha?

Foram ou não picados por uma abelha melífera? É fácil perceber: uma abelha-europeia deixará inevitavelmente o seu ferrão, bolsas de veneno e até parte do intestino na pele da vítima. Ora, aquilo que fizermos para remover o ferrão, e a velocidade com que o fizermos, pode ser decisivo para minimizar a dor e o inchaço subsequentes. Enquanto o ferrão estiver cravado na pele estará a injectar veneno já que as bolsas se contraem em reflexo, como a cauda de uma lagartixa depois de separada do animal.

Por outro lado, se removermos o ferrão pegando-lhe com os dedos, vamos estar a pressionar as bolsas de veneno, aumentando a sua injecção no organismo. Assim, o melhor mesmo será remover o ferrão o mais abaixo possível, junto à pele, de preferência com uma pinça.

É claro que o contacto recorrente com o veneno da abelha pode levar à imunização em relação ao mesmo. Disso tive eu um bom exemplo há já uma vida atrás quando o meu falecido avô paterno, regressado da sua sessão matinal de apicultura, pediu-me que o ajudasse a remover mais de duas dezenas de ferrões que tinha cravado na parte de trás do pescoço e que, por causa disso, não tinha conseguido arrancar.

segunda-feira, maio 07, 2012

Londres, cidade de infinitos detalhes

Londres, que cidade fantástica! Nos próximos dias publicarei aqui alguns artigos sobre a experiência dos últimos dias em Londres mas, para já, aqui ficam alguns dos infinitos detalhes que fazem desta cidade a primeira grande cidade que me fez pensar que conseguiria de facto ali viver. Esta sequência fotográfica (com a arte possível) é dedicada à Di, autora do blogue Roheampton Lane, do qual fui leitor assíduo durante a sua experiência londrina.










































domingo, maio 06, 2012

E porque estamos em época de Dragões...


...que tal este, feito de armaduras e armas das mais variadas épocas? Um verdadeiro dragão de combate, este com que nos deparámos na Torre de Londres.

domingo, abril 29, 2012

E eis que chegámos a Londres!

Após uma breve viagem aérea estamos em Londres. Começando exactamente por falar da viagem, há dois aspectos a salientar. Primeiro, Portugal não parece tão mal quanto isso quando visto a partir das nuvens. Em segundo lugar, esta viagem foi para mim um segundo baptismo de voo. Na minha última viagem aérea, que por sinal foi a primeira, tive direito a um emblema com os dizeres "piloto júnior" e um livro para colorir. Nesta, tudo tinha de ser pago. Realmente o serviço a bordo nas viagens áreas perdeu qualidade nos últimos anos.

Ao chegar a Londres, tivemos direito a um agente da alfândega bastante espirituoso. Pegando no meu cartão de identificação, olhou para a foto, olhou para mim e de novo para a foto. Aí cheguei a pensar que isto de ter ficado mais bonito com o passar dos anos talvez não fosse afinal tão positivo quanto isso... Sobretudo quando, com ar de suspeita, o agente me pediu para tirar os óculos. Em seguida, voltou a olhar alternadamente para mim e para a foto e acrescentou "Ok, agora tire a barba, por favor"... e sadicamente esperou eternos segundos antes de começar a rir! Suponho portanto que fui vítima de algum tipo de praxe alfandegária.

A primeira experiência de contacto com transeuntes acabou curiosamente por ser com duas turistas francesas que nos abordaram na estação de metro de Baker Street, no preciso momento em que nos preparávamos para comprar um passe de transportes públicos. Interpelaram-nos e, após terem perguntado se falávamos francês, ofereceram-nos 2 cartões Oyster ainda com 10 libras de saldo. Estes são cartões que são carregados em máquinas nas estações de transportes públicos, sendo que o saldo vai depois sendo abatido à medida que os vamos usando para nos deslocarmos em Londres. As simpáticas senhoras desejaram-nos depois boa estadia e partiram. Após um momento de estupefacção inicial, lá começámos a dar uso aos cartões. E não é que estavam mesmo carregados? Afinal há esperança para a humanidade!

Já na rua, sob a chuva, tivemos alguma dificuldade em encontrar o alojamento onde iríamos ficar. De repente, do outro lado da rua ouviu-se "Estão perdidos?". Sem esperar pela resposta, este simpático senhor, dos seus 40 anos, atravessou a passadeira na nossa direcção e acrescentou que estávamos com ar de quem estava perdido. Em menos de 30 segundos deu-nos todas as indicações de que precisávamos e despediu-se com "Normalmente quem anda aqui perdido anda à procura desse alojamento. Se virem alguém que pareça estar perdido já sabem."

Tudo isto em apenas 2h. Como serão os proximos dias?



segunda-feira, abril 23, 2012

Espírito prático, essa valiosa qualidade

Gosto de pessoas com espírito prático, pessoas que não se perdem em mil e uma formalidades insípidas que, bem espremidas, de nada servem a não ser para perder tempo. Hoje percebi que essa qualidade está bem presente no carteiro que serve a minha rua quando, ao entrar em casa vindo do primeiro compromisso laboral do dia, me deparei com ele em plena distribuição de correspondência pelas diferentes caixas de correio.


Para abreviar o processo, abordei-o e perguntei-lhe se havia alguma coisa para o meu apartamento ao que ele me respondeu que sim, dando-me mais uma carta daquelas que, de forma regular, vão sendo enviadas por uma companhia de seguros para alguém, um tal de Sr. E.P. que, definitivamente, não mora no meu apartamento.


Com a segurança própria de quem conhece de cor toda a população que habita o seu apartamento, alertei-o para o facto de se tratar de um destinatário cujo endereço estava errado e ele não se fez rogado. Pegando na carta disse simplesmente:


- "Ai não mora? Então pronto. Vamos fazer de conta que mora no 4ºF!", colocando o dito envelope na caixa de correio desse apartamento e saindo célere, uma vez que o dia ainda se perspectivava longo.



quarta-feira, abril 18, 2012

Juan Carlos a lavar o carro


Porque para este cidadão e desde que haja chumbo do grosso, seja cinzento, branco, azul ou cor-de-rosa, um elefante será sempre um elefante.

sábado, abril 14, 2012

Quando as pedras falam...

Um olhar é quando basta para uma janela se tornar um portal para uma época à distância de quase 2 milénios. Numa construção modesta, feita com o saber popular herdado de gerações, a pedra foi afeiçoada, moldada, mas a palavra, essa, então estranha e desprovida de significado, foi apesar de tudo preservada deixando a sua mensagem à vista do visitante que a soubesse interpretar.

Hoje, graças ao cuidado de quem soube respeitar esta pedra que falava numa língua estranha, ficamos a saber da devoção desse desconhecido de nome Avitus que, num gesto de devoção, dedicou este altar a Apolo. Dedicou-o em plena consciência e fê-lo, conforme se lê na última linha, de livre vontade.


sexta-feira, abril 13, 2012

Fantasma da Ópera, aí vamos nós!


Bilhetes comprados para o Fantasma da Ópera no Her Majesty's Theatre ! Dia 2 de Maio lá estaremos! * arrepio *


terça-feira, abril 03, 2012

Sinalética que desafia a imaginação

Junto à capela do Espírito Santo, no Fundão, é possível encontrar este curioso apontamento de sinalética, sendo que logo a seguir se encontra uma rotunda.

Fica portanto a dúvida: estaremos a aproximar-nos de uma rotunda, daquelas rotundas chatas que às vezes se vêem por aí onde ocorre entrada e saída de viaturas, ou será que há viaturas estreitinhas que não dispensam uma bela escadaria para realizar as suas entradas e saídas?


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