terça-feira, novembro 08, 2011

Como evitar as portagens na A23 entre a Guarda e Castelo Branco

Com o início da cobrança das portagens a perspectivar-se (apesar dos sucessivos adiamentos, não creio que haja motivo para cantar vitória pois, mais dia menos dia, entrarão em vigor), comecei a fazer uma análise dos possíveis percursos alternativos que me permitissem evitar os pórticos entre a Guarda e Castelo Branco, localidades entre as quais tenho maior probabilidades de viajar.

Da minha análise, pude concluir que entre o Fundão e Castelo Branco será fácil usar a N18 como alternativa, sem transtorno de maior. No entanto, entre a Covilhã e a Guarda, sobretudo entre esta última e Belmonte, faz-se um regresso ao passado.

Como muitos de vocês poderão achar esta informação útil, partilho-a aqui com vocês. Eis portanto o mapa das alternativas aos troços com portagem da A23 entre Castelo Branco e a Guarda.

Troço Castelo Branco – Castelo Novo

C. Branco - Castelo Novo

Este troço não oferece dificuldades de maior na alternância entre a A23 e a alternativa que, neste caso, será a N18. Como ambas as vias seguem paralelas a uma curta distância uma da outra, é fácil alternar entre elas.

Começando em Castelo Branco, o único troço pago pode ser evitado pela N3, um sucedâneo do antigo IP2. Entrando na A23 em Castelo Branco Norte, deverá depois sair em Alcains para regressar novamente à auto-estrada na Lardosa. Terá de sair depois na Soalheira e fazer o percurso até Castelo Novo, a partir de onde terá A23 grátis até Fundão Norte, podendo utilizar os túneis da Gardunha.

Troço Castelo Novo-Covilhã Norte

Castelo Novo - Covilhã Norte

Como já referi, entrando na A23 em Castelo Novo, pode-se viajar sem pagar até ao nó de Fundão Norte / Zona Industrial, nó após o qual se encontra um pórtico. Seja como for, a N18 encontra-se a uma curta distância deste nó e, até ao nó de Covilhã Sul está sempre em boas condições, sendo que no troço que diz respeito ao Concelho do Fundão, apresenta duas vias de circulação em cada sentido. O pior são as rotundas que se encontram amiúde.

Entrando novamente na A23 no nó Covilhã Sul, a partir da rotunda do Tortosendo, pode-se circular sem pagar até ao nó de Caria (sempre pensei que fossem colocar um pórtico entre Covilhã e Caria mas ainda bem que não aconteceu), nó a partir do qual se deve deixar em definitivo a auto-estrada até à Guarda.

Troço Covilhã Norte – Guarda Sul

Covilhã Sul - Guarda

No nó de Caria, como já referi, termina a alternância entre troços pagos e não pagos, sendo que até à Guarda se encontram 3 pórticos de portagem. A única alternativa é pois sair em Caria e daí seguir para a Guarda. Saindo aqui, há duas possibilidades: ou atravessar a aldeia próxima de Malpique ou seguir na direcção de Caria até à ponte com semáforos, alternativa que é vivamente aconselhável para veículos pesados.

Pessoalmente prefiro passar pela aldeia pois isso reduz o percurso para entrar na N345. Esta estrada está em boas condições até Belmonte. A partir daí, é o regresso à N18 até à Guarda. O pior são os pontuais semáforos e os eventuais camiões na subida para a Guarda a partir do cruzamento da Benespera.

Na Guarda, ainda não confirmei se há pórtico entre os dois nós de acesso à cidade na A23 pelo que pouco posso acrescentar. Fico no entanto com a impressão que os problemas maiores colocam-se a quem queira viajar para Aveiro (nunca é demais recordar este artigo). No pólo oposto, isto é, a partir de Castelo Branco e para quem viaja para Sul, também me parece que se perspectiva uma verdadeira epopeia…

segunda-feira, novembro 07, 2011

Os preços das portagens na A23, de Abrantes até à Guarda

Este fim-de-semana constatei que já foram afixados os preços das portagens virtuais junto aos pórticos na A23, no troço entre a Gardunha e a Guarda. Entretanto, com a preciosa colaboração da Nelly, obtive também a lista de pórticos e respectivos custos até Abrantes. A surpresa não foi nada agradável, sobretudo se tivermos em conta os valores expostos.

Da Gardunha à Guarda

Quem da Gardunha conduza em direcção à Guarda irá deparar-se sucessivamente com os seguintes pórticos e custos:


Fundão Sul - 1,45 €

Caria - 1,55 €

Belmonte - 0,80 €

Guarda-Túnel do Barracão - 1,35 €


No meu caso específico, que me desloco 2 vezes por semana à Guarda, isso representaria um acréscimo de despesa na ordem dos 20,60 € por semana e dos 82,40 € por mês! Digo "representaria" porque não tenho a mínima intenção de circular pela A23 após a entrada em funcionamento das portagens.

São números que dão que pensar, sobretudo se os compararmos com aquilo que é praticado na A1, no troço entre Torres Novas e Alverca. Facilmente se conclui que a A23 parece ser uma auto-estrada de 1ª classe e a A1 uma reles auto-estrada de segunda classe, senão veja-se:


Alverca - Torres Novas: aprox. 90km autoestrada - 5,65 Eur - 0,06 €/km


Fundão - Guarda: aprox. 50km Autoestrada - 5,15 Eur - 0,10 € / km


Perante estes dados coloco duas hipóteses de justificação para a disparidade de valores:


1 - Afinal o sistema de cobrança de portagens da Scutvias não é tão automático quanto parece e, na central de controlo, há à frente de cada monitor um funcionário sinistro que vai anotando, num bloco de notas, os dados das viaturas que transpõem os pórticos sem o dispositivo electrónico de matrícula, sendo que os encargos salariais para com estes funcionários justificam estes valores cobrados.


2 - A Scutvias irá em breve substituir o actual piso da A23 por alcatrão vermelho e refazer as marcações das vias contratando para o efeito especialistas em aplicação de Talha Dourada.


Da Gardunha a Abrantes


Quem no entanto viaja para Sul a partir da Gardunha, depara-se com outro cenário não menos preocupante. Até Abrantes irá cruzar nada mais nada menos que 9 pórticos com os seguintes custos:


Soalheira - 1,20€
Lardosa - 1,10€
Castelo Branco centro/Hospital - 1,05€
Retaxo/Sarnadas - 0,90€
V.V. de Rodão - 1,45€
Fratel - 1,35€
Gavião - 1,25€
Mouriscas - 1,30€
Abrantes - 1,10€


O Fundão fica portanto à distância de 10,70 € de Abrantes! Quem como a Nelly tenha de fazer esta viagem nos dois sentidos uma vez por semana, terá uma despesa acrescida de 20,70 € por semana e de cerca de 83,90 por mês.




De Abrantes a Torres Novas


Não tenho ainda informação detalhada sobre a localização e os preços dos pórticos de portagem. O que posso avançar é que o custo agregado deste troço é de pouco mais de 4€. Se alguém tiver informações concretas, agradeço que as partilhe em comentário.



A CP oferece uma solução... no mínimo original


Curiosamente, numa altura em que a A23 se apresta a tornar-se uma solução de mobilidade muito pouco atractiva para a população, a CP decidiu introduzir uma modificação no serviço Intercidades no mínimo original, substituindo a tradicional composição por uma automotora dos anos 1970, à qual se fez um lifting para parecer mais nova.


Não há bar mas há máquinas de vending, menos casas de banho, mas também se espera que as pessoas aliviem as necessidades fisiológicas antes de subir à automotora para facilitar a deslocação da mesma, e o sistema de suspensão traz de volta uma sonoridade que até agora apenas residia nas recordações melancólicas de outras eras.


A justificação dada pela CP para a adopção desta medida foi de que a A23 provocou nos últimos anos o decréscimo dos passageiros na linha da Beira Baixa tornando-a pouco rentável. Portanto, num momento em que se apresenta uma oportunidade de ouro para angariar e fidelizar passageiros, a CP faz exactamente o oposto e desinveste. A justificação perante este evidente contra-senso foi de que, se numa primeira fase, a introdução das portagens iria de facto trazer de volta muitos passageiros, este número entraria inevitavelmente em declínio lá mais para a frente...


Entretanto, estou curioso para saber o que fizeram entretanto os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Castelo Branco que, no seu programa eleitoral, incluíram um parágrafo que garantia que iam procurar fazer com que a A23 tivesse preços de acordo com a realidade sócio-económica da região...


Próximo artigo: O que fazer na A23 para evitar as portagens




quinta-feira, novembro 03, 2011

Covilhã no mapa internacional do Bonsai

Pelo Interior, a excelência pode ser encontrada nas áreas mais improváveis. Um bom exemplo disso é sem dúvida o do meu camarada Márcio Meruje, um verdadeiro mestre na arte milenar do bonsai.

Praticante de bonsai há já alguns anos, membro fundador do Clube Bonsai de Sintra e discípulo de um grande mestre europeu, o belga Jean-Paul Polmans, o Márcio surge este mês como tema de capa da Bonsai Focus 136/113, uma revista bi-mensal que é também uma das publicações periódicas com maior expressão a nível internacional.


Num artigo centrado na estilização de um buxo recolhido há alguns anos no Sul de França, o Márcio vai partilhando em entrevista a sua experiência no trabalho com bonsai, revelando também que o seu percurso começou com um "bonsai" de hipermercado que acabou por morrer. Quem hoje visita a sua colecção tem dificuldade em imaginar isto.


Convém referir que o Márcio tem desde há alguns anos a esta parte um estúdio próprio situado na Covilhã, o Kensho Bonsai Studio, que prima por ser um espaço de partilha de experiências e de aprendizagem, tanto para praticantes de longa data como para todos aqueles que querem iniciar-se nesta arte, em sessões de trabalho onde o convívio e a boa disposição são regra (e onde também há café, convém que se diga!).

Em destaque também no III Congresso Nacional de Bonsai

Outra boa notícia veio também do III Congresso Nacional de Bonsai que no passado fim-de-semana teve lugar na Ericeira, com a organização a atribuir o prémio de mérito a uma das árvores do Márcio, neste caso uma azálea verdadeiramente espantosa.


Um prémio bem merecido, sem dúvida!

Quem quiser saber mais, seja para conhecer a colecção do Márcio ou, -porque não?- começar a participar também das sessões de trabalho, pode obter informações aqui:


Outros links de interesse:


quarta-feira, novembro 02, 2011

Advogado que é advogado, bebe uma cerveja!

Ontem descobri esta pérola publicitária vintage afixada na parede de um restaurante na vila de Silvares. Trata-se de um cartaz publicitário dos anos 50/60, tendo em conta a garrafa de rótulo pirogravado que é apresentada (ver aqui), e exalta o consumo de cerveja como um acto de distinção. Ao lado deste, havia ainda mais dois cartazes. Um deles aludia ao "arquitecto moderno" e o outro ao "banhista moderno".


Beber cerveja, nos anos 50 e 60 era portanto um acto não apenas distinto mas também uma afirmação de modernidade.

Hoje em dia as coisas mudaram substancialmente e estes cartazes caíram em desuso. Não fossem as restrições à publicidade a bebidas alcóolicas e hoje poderíamos sem dúvida encontrar algo como "O ministro moderno toma uma decisão entre duas Cervejas Sagres".

Já agora, passe a publicidade, o restaurante era o "Lagar", local onde somos sempre recebidos com a mesma simpatia e qualidade.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Divulgação: Congresso de Bonsai na Ericeira

Enquanto não consigo retomar a regularidade das publicações aqui pelo blog mais lindo do Mundo, vou pelo menos partilhando com vocês os pedidos de divulgação que vão chegando.

Este tem a ver com a realização, já no próximo fim-de-semana, do Congresso da Federação Portuguesa de Bonsai na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, na Ericeira, onde estará presente a nata dos praticantes desta milenar arte japonesa em Portugal. Para além disso, irão também marcar presença alguns nomes sonantes do panorama europeu. O Kensho Bonsai Studio, do meu camarada Márcio, estará também presente.

Entre exposições e demonstrações, quem por estes dias andar pela Ericeira, não pode perder esta oportunidade de se maravilhar com estas obras de arte vivas.


quarta-feira, outubro 12, 2011

Prisioneiro suicida-se... com o kit anti-suicídio!


Segundo o jornal La Dépêche, no mês passado um jovem de 23 anos, detido numa das prisões mais famosas de França, pôs termo à sua vida, usando para o efeito o pijama descartável que faz parte do kit anti-suicídio tornado obrigatório em França desde 2009, para prisioneiros em manifesta fragilidade psicológica.

O pijama descartável em papel (!!) foi concebido justamente para evitar que os reclusos se suicidassem por enforcamento, como terá acontecido neste caso. Ainda por cima este é já o segundo caso do género visto que em Abril passado, o mesmo aconteceu na região de Le Havre.

Tendo em conta que desde 2009 a taxa de ocorrência de mortes por suicídio nas prisões francesas não baixou, será talvez oportuno questionar qual é a afinal o papel destes pijamas nas medidas de prevenção. Por este andar, um dia destes mais vale condenar os criminosos a cumprir pena nos quadros da France Telecom. Pelo menos aí a taxa de suicídio é ligeiramente mais baixa.

Há definitivamente algo de podre no Reino da Dinamarca...

Ir aos playoffs de qualificação para as grandes competições começa a ser um hábito para a Selecção Nacional. Só espero que, face à actual conjuntura e perante este súbito aumento de despesas de representação desportiva (despesas de alojamento e despesas de transporte com a sobretaxa de excesso de peso da bagagem por causa dos espelhos do Ronaldo, da água oxigenada do Coentrão e de 11 exemplares da publicação "Soccer for dummies"), o Governo não se lembre de impor um Imposto Extraordinário de Participação no Playoff de Acesso ao Euro 2012.

Para isso, mais vale pedir ajuda ao FMI para nos qualificarmos para o Euro 2012. Se estiveram atentos tanto às reportagens em que os membros do Triunvirato (a quem insistem em chamar Troika, como se o uso do russo fosse mais prestigiante) foram protagonistas, terão com certeza como eu reparado que pelo menos dois deles têm muita genica e pé ligeiro, a léguas daquilo que hoje se viu em alguns jogadores. Não é que a exibição tenha sido de todo negativa, porque efectivamente não foi. Houve um período onde a selecção foi até muito forte e merecia ter sido muito mais feliz do que o foi. Falo daquele período entre os 23 e os 24 minutos da primeira parte.

Mas bem vistas as coisas, isto de ir aos playoffs é algo de prestigiante e apenas reservado a uma elite muito selecta. Estar numa mini-competição com "monstros" do futebol como o Montenegro, a Bósnia ou a Estónia ajuda a construir a mística das nossas estrelas. Por outro lado, creio haver aqui também o prolongamento daquilo que tem sido uma obsessão nacional: traçar uma clara distinção entre Portugal e a Grécia. Se a Grécia, essa amálgama de gente falida e anarquista, se apura directamente para o Euro, os tugas, por uma questão de princípio, só têm é que ir ao playoff, só para que não haja cá confusões.


segunda-feira, outubro 03, 2011

Visita nocturna

Pelo canto do olho, percebi que não estava sozinho em casa. Não é que não goste de uma visita para quebrar a monotonia mas achei que a simpática criatura encontraria maior qualidade de vida no exterior do meu "penthouse", onde se poderá doravante dedicar, alegre e livremente, à exímia prática do controlo de pragas.

quinta-feira, setembro 22, 2011

As Termas Romanas da Quinta do Ervedal - Convite


No âmbito das Jornadas Europeias do Património, o Museu Arqueológico José Monteiro, no Fundão, propõe uma actividade que pretende dar a conhecer uma das maiores descobertas arqueológicas dos últimos anos do Concelho do Fundão: as termas romanas da Quinta do Ervedal. O objectivo não é apenas o de divulgar o local mas também de compreender a sua importância e função nos séculos de ocupação romana da região.

Assim, às 18h terá lugar no auditório do Museu uma palestra, com entrada livre, intitulada "As termas no quotidiano do Mundo Romano", da autoria da arqueóloga de origem fundanense Pilar Reis. Após a palestra, a equipa do Museu propõe uma visita às escavações da Quinta do Ervedal para dar a conhecer as espantosas descobertas que ali têm vindo a ser feitas.

É sem dúvida um oportunidade a não perder. Encontramo-nos por lá!



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