sábado, fevereiro 12, 2011

Penjing, uma paisagem de montanha com bonsai

Após a primeira experiência na construção de um Penjing, um paisagem feita com bonsai, dedicámos ontem mais umas horas a esse tipo de construção e, desta vez, os resultados foram bastante mais satisfatórios.

Começo pelo fim. Eis um simpático ulmeiro colocado sobre uma laje de ardósia corajosamente obtida algures pelas serranias pela Ana...


... e eis então a verdadeira pièce de résistance, genuíno bonsai on the rocks, o Penjing construído com juníperos e tomilho-limão sobre calcário.


Ainda há muito trabalho para fazer neste Penjing em termos de estilização até obter um maior grau de realismo mas apresenta já um aspecto muito interessante. O que acham?

terça-feira, fevereiro 08, 2011

183º aniversário do nascimento de Júlio Verne - Download grátis de e-books do autor

Por ocasião do 183º aniversário do nascimento de Júlio Verne (8 de Fevereiro de 1828) presto aqui homenagem a este fantástico escritor, partilhando com vocês alguns links para ebooks que poderão descarregar e ler gratuitamente, bastando para tal ter o Adobe Acrobat Reader instalado.

Infelizmente não encontrei muita coisa em português. Sendo assim, deixo aqui também a sugestão de vários links noutras línguas.

Em português:


Outras línguas (128 links para download):

Obras de Júlio Verne Project Guttenberg

Peço a quem conhecer mais links (legais, obviamente!) que os partilhe aqui com os restantes leitores.

Voyage dans la Lune, Filme mudo francês de 1902


Logótipo Google comemora 183º aniversário do nascimento de Júlio Verne


O motor de busca Google volta hoje a surpreender com um logótipo interactivo para comemorar o 183º aniversário do nascimento do escritor Júlio Verne (8 de Fevereiro de 1828).

Hoje, o logótipo do Google transformou-se no painel de comandos do submarino Nautilus (do livro "20.000 léguas submarinas") que pode ser controlado com o rato, clicando e arrastando a alavanca que se encontra à direita.

Mais um excelente pormenor do Google, embora não ao nível daquilo que fizeram em relação ao 30º aniversário do jogo Pacman. Lembram-se disso?

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Pleurotus Ostreatus!

Olha o cogumelo fresquinho! Adivinha-se a jantarada...

Depois da Vida - Verdade ou Mentira?

Não, Júlia Pinheiro já não apresenta o programa apesar de ser dona de uma voz que, por si só, era capaz de acordar os mortos.

Peguem numa plateia expectante e em convidados famosos, coloquem-nos num cenário à média luz preenchido por uma música de fundo inquietante e no qual são invocados os espíritos dos falecidos para comunicar com os presentes, através da voz da médium inglesa Anne Germain. Eis os ingredientes do programa televisivo “Depois da Vida”, transmitido pela TVI às Sextas-feiras à noite.

Há dias, após expressar a minha estranheza pelo facto de todos os espíritos invocados saberem falar inglês, deixando-me na dúvida se, querendo tirar um curso de inglês, seria mais eficaz e económico inscrever-me no Wall Street Institute ou simplesmente falecer, lançaram-me o desafio de assistir ao programa. Assim o fiz e do que vi, tirei daí as minhas ilações, partindo do pressuposto que tanto os convidados como a plateia não tinham qualquer associação com a produção do programa, algo que não seria inédito neste tipo de formato.

Essencialmente, o “Depois da Vida” não passa de mais um programa, tão típico da TV portuguesa mas especialmente da TVI, onde os sentimentos humanos são vendidos como mercadoria, perante a sofreguidão dos telespectadores, sejam quais forem as proporções de voyeurismo e crença na sua motivação para assistir, muitas vezes resumindo-se a mera curiosidade mórbida.

Aquilo que Anne Germain faz, é simplesmente por em prática a sua tremenda capacidade de observação, associada a uma grande expressão dramática, para, baseando-se em informações que à partida já detém sobre as pessoas com quem fala, criar a ideia de que está a comunicar com espíritos. Melhor que tudo, leva as pessoas a acreditar que as informações que está a revelar são informações precisas e do foro íntimo quando na verdade são de conhecimento público.

Aí reside a tal capacidade de expressão dramática que, confesso, admiro na suposta médium. Por outro lado ela também consegue direccionar o seu discurso em função das reacções que vai obtendo das pessoas com quem fala, revelando a tal extraordinária capacidade de observação.

Vejamos por exemplo o caso específico de José Augusto Sá, um dos convidados do último programa, e responsável pela associação que pretende perpetuar a memória das vítimas do desastre ferroviário de Alcafache (11/9/1985).

No seu papel de intermediária entre Augusto Sá e o “mundo espiritual”, Anne Germain refere a presença de inúmeros espíritos, destacando-se 4 em particular que a médium revela serem respectivamente o pai, a mãe, a madrasta e a irmã do convidado.

Em que se apoia o seu discurso? Em relatos superficiais, dizendo o que as pessoas querem ouvir, e em afirmações cujo único propósito é comover o convidado para criar um duplo efeito: por um lado retirar-lhe presença de espírito e, por outro lado, criar um impacto mais forte nas pessoas que assistem. Dizer algo como “Sei que tiveste de te tornar adulto muito cedo” a alguém que perdeu a mãe aos 9 anos ou ainda “Sabemos que estaremos sempre no teu coração” a alguém que sente saudades dos seus familiares chegados que faleceram, não pode ser aplicado a praticamente toda a gente nas mesmas circunstâncias?

A mente humana tem esta incrível propensão a pegar em generalidades e em criar padrões particulares onde depois as vai encaixar, um pouco como acontece na leitura do horóscopo. Esse efeito cresce exponencialmente se lhe juntarmos o ingrediente mágico: a crença.

Sejamos francos… a imprensa cor-de-rosa e o Google são uma tremenda fonte de dados que dispensam os espíritos quando se trata de prestar informações. Eu próprio demorei apenas 2 minutos a encontrar a informação necessária para sustentar esta “entrevista” aqui, aqui e aqui.

domingo, janeiro 30, 2011

Penjing - Construir uma paisagem com bonsai

O Penjing é um termo de origem chinesa que designa a arte de construir mini-paisagens com bonsai. De há uns tempos a esta parte, tenho vindo a aumentar a minha curiosidade por esse tipo de construção e, finalmente, tive ocasião de realizar uma primeira experiência no Kensho Bonsai Studio este fim-de-semana.

O objectivo era realizar um pequeno bosque, montado numa plataforma rochosa. Para o efeito escolhi um conjunto de buxos e para a base fiz uma construção com pedras de xisto.


O resultado provisório é o que se vê abaixo e digo provisório porque até à Primavera, a base irá ser bastante aperfeiçoada para a dotar de mais pormenores. Nessa altura publicarei um artigo mais extensivo sobre esta construção.

Agradecimentos:
Ao Márcio, sobretudo pela paciência
Ao Sr. Óscar por voluntariamente se ter oferecido para fotógrafo, tendo chegado a colocar em risco a sua integridade física. Quem disse que esta arte não é perigosa?

Presidenciais 2011 - Da feroz campanha da Abstenção à urna improvisada numa caixa de cartão

Este texto deveria ter sido publicado no decorrer da semana passada. No entanto, devido a situações diversas resultantes de factores vários, tal acabou por não acontecer. Seja como for, e porque não quero desperdiçar prosa que entretanto já tinha escrito, aqui fica o dito artigo, numa espécie de comemoração dos 7 dias das eleições.

Naquelas que foram provavelmente as eleições mais atribuladas da 3ª República, a abstenção não deu hipótese à concorrência, vencendo com maioria absoluta de 53% das preferências do eleitorado.

A explicação passa evidentemente pela disparidade no nível de atractividade dos diversos programas eleitorais. Enquanto os costumeiros políticos da nossa praça impingem programas eleitorais pouco interessantes, essencialmente baseados em acusações mútuas, a Abstenção promete bucólicos passeios dominicais, tentadoras idas ao shopping e uma tarde no sofá a assistir aos filmes familiares da TVI, algo que, convenhamos, consegue ser mais atractivo do que as propostas dos demais.Também não é muito motivadora a expectativa de ter de encarar um boletim de voto meio soturno, ao qual só faltam os dizeres "Agradecimento" e "Missa do 7º dia" ao lado da foto de cada um dos candidatos.

Houve ainda um factor adicional e inesperado que terá contribuído para empolar ainda mais este resultado. De todo o lado chegaram relatos de eleitores cujas intenções de voto esbarraram clamorosamente no mais insuspeito dos obstáculos: o furtivo e implacável Simplex! Pensando que a apresentação do dito Cartão do Cidadão (também conhecido entre os amigos como Cartão Único) bastaria para poder votar, depressa vários eleitores descobriram que estavam enganados. Sem hipótese de confirmar o seu número de eleitor, desanimados pelas filas e pela saturação dos serviços de informação na web, há quem diga que muitos foram vistos em desespero, pondo o seu Cartão do Cidadão à contra-luz ou esforçando a vista no holograma do dito, na tentativa de encontrarem o número mágico.

Quanto aos candidatos, Aníbal Cavaco Silva voltou a vencer por maioria absoluta. Com uma campanha em duas fases: primeiro de total inocuidade para, logo a seguir, apanhar tudo e todos de surpresa com a revolucionária ideia de ser o salvador de uma pátria tão nas lonas que não teria dinheiro para suportar uma segunda volta. Nestas eleições, Cavaco Silva até aproveitou para pulverizar alguns recordes, de tal forma que o epíteto de Cavaquistão deixou de ser propriedade de Viseu para passar para Vila Real, pelo menos por uma vez.

Curiosamente, terá sido na aldeia de Enxabarda, freguesia do Castelejo e concelho do Fundão, que se registou o seu melhor resultado de sempre eleitoral, já que o professor arrecadou a seu favor, nada mais, nada menos, que 100% dos votos. O facto desse resultado derivar, devido ao boicote da população, de um único voto da autoria de um idoso de 85 anos e depositado numa urna improvisada com uma embalagem de cartão de um termo-ventilador, é apenas um pormenor. Os números valem o que valem.

Quanto a Alegre, apesar de ter mostrado um profundo conhecimento das nuances obscuras do sistema bancário português, em claro contraste com a fraca capacidade de controlo das suas próprias finanças, acabou por ser o grande derrotado da noite. Numa altura em que já há gente que não controla o reflexo de cuspir para o chão quando ouve o nome de José Sócrates e quando o seu grande trunfo nas últimas eleições foi precisamente a ruptura com o PS, ter o actual Primeiro-Ministro a discursar nos seus comícios de campanha não foi nada inteligente. Será que o Manuel Alegre queria mesmo ganhar?

Relativamente a Fernando Nobre, o maior elogio que se lhe pode fazer é que obteve praticamente o mesmo resultado que o Pai da Democracia obtivera nas anteriores eleições, com a diferença do primeiro ter concorrido como independente. Preencheu os tempos de antena com a sigla AMI, atirou-se ao Cavaco, atirou-se ao Alegre e, não contente com isso, atirou-se na parte final da campanha à Comunicação Social.

Do lado do PCP, quem assumiu o ingrato papel de candidato foi Francisco Lopes. Findas as eleições, faço a mesma pergunta que fiz no início: Mas afinal quem é este indivíduo? Não sendo original nas suas críticas ao Governo, fez questão de dizer ao país que era o único dos candidatos que não estava comprometido. Só não ficou bem esclarecido se era de política que falava ou do seu estado civil.

Da Madeira chegou aquilo que muitos apelidaram de "lufada de ar fresco" desta campanha, embora me pareça estranho denominar de "ar fresco" uma atmosfera tão viciada com óxido nitroso. Sinceramente, tenho de dizer que, no momento em que José Coelho se descreveu como sendo o "Mourinho da Política", quase conseguiu o meu voto. Numa campanha toda ela irreverente, tentou convencer os portugueses de que Alberto João Jardim era o culpado de todos os males da nação, isto antes de ter decidido que seria mais prudente dizer também algo acerca de Cavaco Silva. Convenhamos, o seu programa político era extremamente interessante para os contribuintes: para resolver a crise, as medidas de austeridade eram uma completa parolice. Bastava desterrar Alberto João Jardim. Não consegui ainda assim ter mais votos que o somatório dos votos nulos e brancos.

Vindo do Alto Minho, Defensor Moura acabou por quedar-se pelo último lugar das preferências dos eleitores. Acabou extremamente prejudicado pelo facto do território português se estender um pouco mais para além do rio Cávado. Assim de repente não me recordo de mais nada para dizer sobre ele...


Frases fortes das Presidenciais 2011:

Cavaco Silva: "Não faço comentários!"
Manuel Alegre: "Sou péssimo gestor de mim próprio!"
Fernando Nobre: "As sondagens são uma vergonha!"
Francisco Lopes: "Sou o único que não está comprometido!"
José Coelho: "Sou o Mourinho da política!". "Ouvi dizer que mora aqui um senhor que gosta muito de submersíveis!". "O Alberto João Jardim é um ditador"... é melhor parar.
José Sócrates: "Quem fala em crise não é patriota!", ouviram senhores contribuintes?
Mário Soares: "..."
Eleitor comum: "Como assim, não consto deste caderno?"

Tenho esta sensação desagradável de que falta aqui alguém...

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Lyoncifica o teu nome: Para quem quer ter um nome capaz de rivalizar com Lyonce Viiktórya

Desde que foi conhecido o nome que Luciana Abreu e Yannick Djaló decidiram dar à sua filha, Lyonce Viiktórya, uma verdadeira onda de choque abalou as redes sociais, disseminando comentários de estupefacção, indignação e uma miríade de piadas mais ou menos bem sucedidas.

A primeira "homenagem" à originalidade empregue na escolha do nome da pequena Lyonce a constituir um estrondoso sucesso, veio dos microfones da Rádio Comercial, na forma de uma adaptação de um sucesso musical de Verão (pelo menos em certos círculos). Com letra da autoria da fértil imaginação de Vasco Palmeirim, "Como se escreve o nome da criança" depressa se espalhou pelo ciberespaço, onde é ainda um dos links mais partilhados.



Mais recentemente, da parte da empresa de publicidade Torke 2.0, veio a público o site "Lyoncifica o teu nome", no qual é disponibilizada uma ferramenta que permite a qualquer utilizador, mediante a introdução do seu nome e apelido, ter uma ideia de como poderia ser o seu nome se tivesse como pais o casal Abreu-Djaló. O site está disponível no endereço: www.lyoncificaoteunome.com e até já mereceu honras de tempo de antena nos noticiários televisivos.


Curiosamente, foi ao visitar o site da Torke 2.0 que apanhámos a maior supresa pois o mesmo aparenta ter sido alvo de um ataque de hackers, que aproveitaram para ali deixar a sua marca. Este grupo que parece ser de origem turca, intitula-se The Kabus e terá sido já responsável pela autoria de cerca de 30.000 acções do género.


PS - Já agora, o nome Lyoncizado dos The Kabus é Thonce Kapapatoti

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Este sim, é um voto nulo de categoria! Chuck Norris a presidente!

Há gente que se dá mesmo ao trabalho mas acredito que tenha animado, e muito, a noite dos diligentes responsáveis pela contagem de votos.

Foto disponibilizada pelo Tiago Rita

Em caso de perigo, procure uma saída emergente!

Enquanto não publicamos a nossa análise imparcialmente tendenciosa do acto eleitoral que ontem teve lugar, aproveitamos para publicar este pequeno e simpático apontamento fotográfico, recolhido ontem num estabelecimento comercial cujos proprietários são oriundos do Extremo Oriente.

Sim, sim! Estivemos de facto numa loja chinesa à procura de objectos de completa inutilidade dos quais precisávamos mas a busca revelou-se infrutífera. Nem imaginam o quanto é difícil encontrar uma rede de plástico, que não tenha anexados a si filamentos brilhantes, luzinhas patetas ou bonecos esquisitos, numa loja chinesa.

A prateleiras tantas, na secção de sinalética de aplicação diversa, encontrava-se este painel de indicação de saída emergente. Desconhecemos o seu propósito exacto mas talvez seja para colocação na escotilha de saída de um submarino.



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