quarta-feira, dezembro 29, 2010

Hoje esta imagem não me saiu da cabeça

Esta imagem teimou hoje em acompanhar-me. Acho que estou com saudades do Verão e das férias. Ou então das férias e do Verão. Ou vice-versa.

Já agora, aproveito para lançar o desafio. Alguém sabe onde fica isto?

segunda-feira, dezembro 27, 2010

A qualidade do estacionamento pago no Fundão by EMSA-CONSEQUI

Desde 2007 que na cidade do Fundão em algumas ruas o estacionamento é pago, apesar de toda a contestação que então se gerou. A justificação de que o Fundão tinha um problema de trânsito automóvel no centro da cidade que era urgente resolver foi o mote para que a Câmara Municipal instalasse parquímetros no centro da cidade, concedendo ao agrupamento de empresas EMSA-Consequi a exploração destes pelo período de 25 anos.


À instalação de parquímetros sucedeu-se a marcação no solo de lugares de estacionamento, marcação essa que chegou a ser atribulada. Não sei se foi em todas as ruas da mesma forma mas, na minha rua, os lugares foram "espremidos" de forma a maximizar a rentabilidade do espaço disponível, até que alguém reclamou, por achar que tinha direito a abrir a porta do seu veículo sem bater com ela no veículo do lado e vice-versa. Pouco depois, as marcações foram refeitas, sendo os lugares alargados.


Entretanto, outra inovação foi introduzida: a privatização do espaço público, com vários espaços de estacionamento a serem reservados em exclusividade, mediante pagamento, para os comerciantes que os solicitassem, já que, apesar de pagarem mais impostos ao município, não tiveram direito ao cartão de estacionamento gratuito como aconteceu com os residentes.


Aos poucos a poeira lá foi assentando e o estacionamento lá foi sendo cobrado, tendo a EMSA-Consequi a delicadeza de nunca promover a multa à primeira prevaricação, deixando em alternativa um aviso a salientar a importância de obter e colocar em local visível o talão de pagamento do estacionamento.


Entretanto, tão concentrados que estão no processo de cobrança, esqueceram outro aspecto que talvez seja importante: a conservação das marcações no solo. Mas isto sou eu, que não percebo muito de gestão de parqueamento automóvel, a dizer.


O deplorável estado das marcações


Convido-vos agora a um pequeno passeio fotográfico pelo universo das ruas do Fundão onde o estacionamento é pago.


Comecemos pela rua que melhor conheço, a Avenida Alfredo Mendes Gil, onde, desde 2007, nenhum tipo de conservação foi realizado. As marcações "apertadinhas", que foram substituídas pelas mais largas, já estão outra vez visíveis com o resultado que se vê.




Temos portanto aqui um divertido desafio para os automobilistas que têm de conseguir encaixar o veículo entre duas marcas e, de preferência, sem tocar em nenhum automóvel que esteja estacionado. Este tipo de estacionamento também é muito apreciado pelos motociclistas que aqui se sentem muito mais tidos em consideração. É frequente verem-se veículos que, por via das dúvidas, ficam estacionados de modo a ocuparem o equivalente a dois lugares normais.


Vantagem: Desde que o veículo fique estacionado entre duas marcas, está bem estacionado.


Desvantagem: A indecisão perante o leque de escolhas não anda necessariamente de braço dado com o exercício do civismo.


Ainda na mesma avenida, encontramos outro fenómeno rodoviário, este de difícil interpretação:



Se, por exclusão de partes descartamos logo do conjunto a linha azul, por ser a sinalização do circuito dos transportes públicos do Fundão, resta-nos decidir sobre a associação entre a marcação de lugares de estacionamento e a linha amarela que proíbe sequer parar, quanto mais estacionar.


Vantagem: São lugares de estacionamento com uma bela vista panorâmica.


Desvantagem: Se estacionarmos aí podemos ser multados. Ou não. Mas podemos.

Mais adiante, na Rua Conselheiro Dr. José Alves Monteiro, o panorama é um pouco diferente, apesar de também ser possível encontrar algo semelhante ao exemplo anterior.


No entanto, nessa mesma rua, a grande inovação é esta:





Aqui já estamos perante um típico caso de estacionamento Feng Shui. O motorista pode escolher estacionar o veículo com diferentes orientações, conforme o que achar ser mais benéfico para si e para as suas cruzes.

Vantagens: Tem efeitos benéficos na saúde e bem-estar dos utentes e, por outro lado, qualquer que seja a orientação do veículo, há a garantia de não se estar a infringir o código da estrada.

Desvantagem: Um alinhamento incorrecto pode ter efeitos nocivos, sobretudo se se embicar com outro veículo conduzido por um motorista que é adepto de um alinhamento diferente do nosso.

Avançando agora para a Rua dos 3 Lagares, encontramos isto:

Nesta rua, as marcações estão claramente em vias de extinção. Se para o olho treinado o desafio não é significativo, há no entanto a garantia que, a partir de um certo valor de dioptrias a tarefa se afigura como deveras complicada. Há no entanto a hipótese de estacionar usando o critério da estimativa, tendo como referência as placas sinalizadoras de lugares de estacionamento reservado.

Vantagem: Conseguir estacionar correctamente contribui para aumentar o amor-próprio do motorista.

Desvantagem: A divergência entre dois motoristas míopes quanto ao correcto estacionamento pode descambar em tragédia.


Para concluir



Acabei por não alongar o meu percurso a outras zonas, como a Rua António Paulouro ou a própria Avenida da Liberdade, onde certamente teria encontrado outras situações dignas de registo. No entanto, este pequeno périplo ajuda a perceber o estado em que se encontra a área de estacionamento pago.


Por outro lado, tendo esta política sido implementada para disciplinar o trânsito e o estacionamento no centro da cidade, fará sentido que se apliquem multas a quem não pague mas, por outro lado, não se aplique semelhantes sanções aos que, pagando, não se coíbem de ocupar abusivamente dois lugares?


Perante isto, e partindo do princípio que a manutenção do espaço do estacionamento é da sua responsabilidade, será legítimo pagar à EMSA-Consequi por um serviço que efectivamente não presta?




A seguir: Quando ter um cartão de estacionamento grátis não nos livra necessariamente de sermos multados.

domingo, dezembro 26, 2010

Pai Natal raptado!!

A notícia acaba de chegar à nossa redacção através de e-mail anónimo acompanhado de fotografia. Um Pai Natal terá sido raptado da varanda da residência de um membro da Junta Directiva deste blog, tendo sido encontrada uma mensagem de autores desconhecidos no seu lugar. Para já não há mais pormenores e aguardam-se informações a qualquer momento.



sábado, dezembro 25, 2010

Natal não é Natal se não houver Madeiro

Imaginem uma planície negra que se estende sob um céu estrelado, avistando-se, aqui e ali, um ponto de luz ténue da qual se escapa uma coluna de fumo. É noite de Natal e o madeiro já arde, marcando no pano opaco da noite, anos antes da chegada da electricidade e ao som dos sinos, as localidades que se espraiam pela Cova da Beira. Era assim há cerca de meio século atrás, não apenas na Cova da Beira, mas em todas as localidades da Beira Interior.

Uma semana ou duas antes do Natal, os jovens que mais tarde iriam “às sortes”, carregavam troncos de árvores (dados ou roubados) em carros de bois, amontoando-os depois geralmente junto à igreja ou capela da povoação. Nas localidades de maior dimensão havia até vários madeiros, transpondo a rivalidade natural entre aldeias para os bairros.

Na noite de Natal, à entrada da Missa do Galo, o madeiro já ardia aquecendo quem chegava. Após a missa, o Madeiro tornava-se o centro de convívio das povoações. As pessoas concentravam-se ali, contribuindo com aquilo que pudessem, fosse um naco de presunto, enchidos, pão ou outra coisa qualquer (as brasas provavam a sua utilidade), não faltando o vinho ou a jeropiga não fosse o calor da fogueira ser insuficiente para aquecer quem ali estivesse, até porque a manhã ainda vinha longe.

Espontaneamente, soltavam-se os cânticos em honra do Deus-menino vindo mais uma vez ao Mundo, ou as risadas pelas anedotas de uns ou pela descoordenação de outros que já tinham começado os festejos mais cedo. O Madeiro era calor, era vida, era Natal.

Hoje em dia, a tradição ainda persiste, excepto naquelas pequenas aldeias onde já não há vigor de braços para carregar troncos. O espírito, contudo, já não é o mesmo. Continua a ser inevitável e obrigatório ir até à fogueira na noite de Natal, onde o calor faz esquecer que é Inverno e que ali a 2 passos a temperatura anda perto do zero, mas os cânticos soam envergonhados.

Seja como for, ali está ainda uma réstia da magia do Natal, aquela magia que não se encontra nas filas infindáveis dos centros comerciais nem nos concursos para a prenda mais cara que se organizam à volta da colorida árvore de PVC.

Madeiro do Alcaide

alcaide1

alcaide2

alcaide3

Madeiro do Carvalhal

carvalhal

Madeiro das Donas

donas3

donas4

Madeiro da Fatela

donas1

donas2

Madeiro do Fundão

fundao

E como foi o madeiro na vossa terra? Enviem-nos as vossas fotos para as publicarmos aqui!

sexta-feira, dezembro 24, 2010

BOAS FESTAS E UM FELIZ ANO NOVO!

postal3

A Junta Directiva do Blog do Katano vem por este meio endereçar a todos os seus leitores, desde os fiéis até aos ocasionais, os sinceros votos de boas festas e de um feliz ano novo! Esperamos poder contar com a vossa companhia em 2011!

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Nem eu diria não a uma bela fatia de queijo Panda

Não gosto de queijo mas creio que seria incapaz de dizer não a uma fatia de queijo Panda, isto depois de ter visto os anúncios publicitários da marca.

A Panda é uma marca egípcia de queijos que alcançou notoriedade após o lançamento de uma campanha publicitária televisiva arrojada, formada por um conjunto de filmes que lhe valeu o reconhecimento no Festival Cannes Lions de 2010, concurso que premeia a criatividade em publicidade.


O protagonista dos filmes é um panda fundamentalista que leva a peito a rejeição dos queijos Panda e não se coíbe de demonstrar às pessoas que tal significa cometer um erro tremendo com consequências graves.

Aqui ficam a sequência dos filmes e, já sabem, nunca digam não a um queijo Panda. Pela vossa saúde!!



Agradeço ao Filipe Quinaz que, depois de ter recomendado esta música, surpreendeu novamente com este vídeo.

terça-feira, dezembro 21, 2010

Aí está o Inverno!

Representação do Inverno dos mosaicos da Villa Romana do Rabaçal, Penela, do Século IV d.C.. A figura do Inverno surge representada com trajes escuros e pesados, em contraste com as jóias que ostenta, estas construídas com recurso a pedaços de vidro colorido. Está ainda ladeada por uma alcachofra e uma oliveira, motivos vegetais alusivos à época.

O Inverno tem início hoje às 23h39 em plena noite mais longa do ano. Apesar do frio, da chuva e da neve, ficamos pelo menos com a satisfação de saber que, a partir de hoje, a duração do dia vai aos poucos voltar a aumentar.

Fundão, Centro Cívico - Nevão de Janeiro de 2010

segunda-feira, dezembro 20, 2010

É impressão minha ou as vacas do Pingo Doce comem coisas estranhas?

Numa das minhas habituais incursões comerciais para reposição do stock de vitualhas da minha despensa, fiquei intrigadíssimo com a informação presente no rótulo de uma embalagem que se encontrava disponível na zona das carnes.

Tratando-se de uma embalagem com algumas centenas de gramas de carne de gado bovino, quem poderia esperar que na descrição dos ingredientes pudessemos encontrar "Porco entremiada (sic), Fiambre da pá PD, Queijo Flamengo Barra PD, Alheira mirandela" e, mais misterioso ainda, "etg t vento leste"?

Será que a lista de ingredientes é:

a) um passatempo no qual o consumidor, para se distrair enquanto aguarda a sua vez na caixa, deve assinalar a resposta correcta?
b) uma lista compilada por alguém que não sabia ao certo o que ia conter a embalagem e optou por fazer uma aposta múltipla?
c) a prova de que o bovino não é exclusivamente herbívoro e que este, em particular, foi tratado principescamente?

E a referência "vento leste?". Fica por isso este mar de interrogações, feito no entanto por alguém, há que realçar, que percebe tanto de rótulos de embalagens de produtos da secção de carnes como de Física Quântica.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

As incríveis cabras que desmaiam (com vídeo)


No estado estado-unidense do Tennessee existe um espécie de cabra que se distingue de todas as outras por uma característica invulgar: o aparente desmaio em situações de stress.

Conhecidas como Fainting Goats (Cabras que Desmaiam), Wooden Leg Goats (Cabras Perna de Pau), Stiff-leg Goats (Cabras de pata rígida) ou simplesmente Cabras Miotónicas, estas cabras devem os seus muitos nomes a uma anomalia genética hereditária chamada Miotonia congénita.

Esta anomalia, também presente em seres humanos, faz com que os músculos demorem muito a relaxar após as primeiras contracções, deixando os membros em estado rígido. Os animais caem então desamparados no chão devido a essa rigidez e permanecem imóveis durante alguns segundos.

Curiosamente, este fenómeno é mais comum nos animais mais jovens. Os mais velhos já se adaptaram e, antecipando a queda, abrem as patas para não caírem, dando a ideia de estarem sobre estacas.



domingo, dezembro 12, 2010

Apontamentos fotográficos de um fim-de-semana

Um rosto construído com mais de 200 peças há mais de 1.500 anos


Um número que marca um dos maiores orgulhos e, ao mesmo tempo, uma das maiores vergonhas da história de Portugal


Pedras que ganham uma nova aura e escondem um intrincado mecanismo que funciona com precisão suíça

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...