
A morte do touro voltou a cumprir-se em Monsaraz, justificando verdadeiramente o epíteto de vila medieval.



Hoje temos mais dois bonitos exemplares de sinalética para partilhar convosco.
O primeiro chega-nos directamente do Fundão e retrata um pormenor dos semáforos instalados junto à Caixa Geral de Depósitos. Trata-se provavelmente do primeiro exemplo de estimulação do livre arbítrio na circulação de peões perante a sinalização luminosa vertical. Acedem-se em simultâneo o sinal vermelho e o sinal verde, cabendo ao peão decidir se atravessa ou não a via. Caso o consiga evitando os diversos veículos que, naquilo que pode ser interpretado como discriminação pura e simples, apenas se deparam com um sinal verde, terá uma fantástica história para contar aos amigos entre dois uísques duplos sem gelo.
O segundo exemplar chega-nos directamente da Bulgária, através da nossa enviada especial, a Li Pirlimpimpim autora do blog “Parvoíces Sob o Efeito do Ópio”. Trata-se de um simpático e convidativo reclamo luminoso de promoção de um bar que faz com que qualquer transeunte se sinta bem-vindo.
Vejam mais sinalética improvável no perfil Facebook do Blog do Katano clicando aqui.
Depois da hora de jantar acalmou um pouco e os técnicos da EDP aproveitaram para reparar algumas falhas de energia.
Aqui vemos um em plena acção, empoleirado numa das torres ao lado da minha casa enquanto em baixo, um seu colega o iluminava com uma lanterna.
Minutos depois dos técnicos abalarem, ao longe ainda se viam os raios da trovoada que acabara de passar.
A verdadeira fotografia falhada! O numero de vezes que os raios cairam ‘ao lado do enquadramento’ ou no intervalo dos tempos de exposição foi surpreendente! Parecia uma conspiração!
Ao longe, por trás de Peroviseu.
Cerca da meia noite, uma nova trovoada irrompeu, desta vez muito mais forte, vinda novamente dos lados do Souto da Casa e Telhado.
A chuva fez-me abandonar a varanda e recuar para dentro de casa, a alternativa foi colocar o tripé com a máquina à porta, dentro de casa.
Depois ‘caiu’ o primeiro de uma série de raios que ia deitando a casa abaixo e que por muito que goste de trovoadas (por enquanto, ainda) me fez parar de tirar mais fotos.
As duas fotos seguintes têm sensivelmente o mesmo tempo de exposição.
A foto antes do raio.
E foto durante…
O raio nem sequer ficou no enquadramento mas tornou dia a noite e cortou uma vez mais a energia da zona.
Instintivamente encolhi-me, agarrei a máquina e recuei três passos qual servo perante o rei depois da oferenda.
Definitivamente, era hora de dormir.
O Vaticano veio recentemente tornar pública a sua posição em relação à expulsão dos ciganos, em situação ilegal, do território francês comparando este caso ao Holocausto. Ora, tenho para mim que esta comparação está para a História como o Trinaranjus está para o Sumol: falta-lhe sobretudo gás.
Se a Santa Sé já é pródiga em tomar posição sobre tudo e mais alguma coisa (aposto que o jogo favorito do clero residente é o Twister) é também extremamente infeliz na terminologia que usa. Até fico com a impressão que o Vaticano gosta tanto de queimar políticos que perde a noção do razoável. Bom, se calhar não deveria usar o termo “queimar” na mesma frase de “Vaticano”… mas, repito, a terminologia empregue é extremamente infeliz.
Quem não se lembra de quando, há alguns meses atrás, o Vaticano comparou a chuva de acusações relacionadas com pedofilia de que estava a ser alvo com o anti-semitismo de que os Judeus tinham sido vítimas. Aqui, contudo, o Vaticano foi mais longe e acrescentou que esta era uma conspiração (anti-semita, portanto) orquestrada por homossexuais que assim queriam fragilizar a Igreja com boatos maldosos. Ora, quando já todos começavam a acreditar nisto (*inserir espasmos tússicos aqui*), o Vaticano veio a público assumir afinal a sua responsabilidade e pedir desculpa pelos casos de pedofilia, numa atitude que podemos definir como uma purga estalinista auto-induzida (foi o melhor que se conseguiu arranjar a esta hora).
Voltando à questão dos ciganos (ao “Holocausto”), tenho de dizer que, não sendo eu propriamente um gestor eficaz de finanças pessoais, creio ser muito melhor negócio receber gratuitamente bilhetes de avião e um cheque de 300 euros para uma viagem à Roménia (tendo à espera o mesmo emprego que tinham em França) do que ter de doar toda a roupa, o cabelo, óculos e tudo o que possa ser usado como matéria prima em troca de uma tatuagem. Isto para não falar desta ideia idílica que tenho da Roménia e que me faz pensar que se trata de um local muito mais agradável para se estar do que, por exemplo, um forno crematório.
Foto: Sue’s Room