sexta-feira, abril 09, 2010

Super Blog Awards - Comunicado oficial



Foram ontem divulgados os resultados do concurso Super Blog Awards e, aparentemente, o Blog do Katano não conseguiu impressionar novamente o júri, isto numa altura em que o depósito do Caetanomobile já havia sido atestado com biodiesel nas bombas de gasolina do Pingo Doce (sempre ficou mais em conta), na esperança que desta vez o prémio fosse parar a Vila Real de Santo António. Tal não aconteceu e, por isso, há que tirar as devidas ilações.

A primeira medida lógica a tomar passa por despedir todo o staff de campanha. Em alternativa vamos considerar a hipótese de pôr todos os seus membros a recibos verdes, uma vez que assim sempre se poupa o dinheiro da Segurança Social e, em regime precário, sempre vão andar mais aplicadinhos em futuras ocasiões, não vá a entidade patronal acordar mal disposta e dispensá-los sem apelo nem agravo.

Outra medida que se impõe é descobrir o paradeiro dos 5 indivíduos de etnia cigana que foram contratados a preço de ouro, alegadamente por alguém deste blog, para dialogar amistosamente com os membros do júri e que, pelas últimas informações de que dispomos, foram vistos pela última vez na fronteira de Vilar Formoso, com cara de quem ia gastar uma bela quantia em algumas centenas de aparelhos yPhone para vender depois em áreas de serviço.

Contudo, e embora estes resultados não constituam uma vitória, é certo, também não se pode falar numa derrota, muito pelo contrário. Pela primeira vez, este blog obteve uma percentagem de votos superior à média de crescimento da taxa de desemprego e, em termos absolutos, um total de votos que equivale ao triplo do valor global dos subsídios à agricultura concedidos pelo Estado no último semestre. Motivos portanto para nos regozijarmos e expressarmos elevado júbilo.

Resta-nos endereçar as mais cordiais saudações democráticas aos vencedores e deixar a garantia de que este blog continuará a cumprir o seu dever de prestar Serviço Público aos leitores, como até agora o tem feito.

A todos, o nosso muito obrigado!

quinta-feira, abril 08, 2010

As sobranceiras vacas do Gerês

Quando o Caetano se referiu no post sobre a visita ao Gerês, em relação à sobranceria das vacas de lá, ocorreu-me logo uma sequência de imagens da minha visita com a Virgínia ao local em 2007.

Sobranceria?!

Alguém se lembrou da brincadeira de interpelar um 'local'.


"Desculpe, onde fica este lugar?"



"Este aqui, sabe?"



"Pfffff"



Sobranceria de facto, quase desprezo. Mas nem todas! Algumas até se prestaram à coisa.





Já aqui o Bocas (lembram-se dele?), aquando de um nosso passeio pedestre no alto da Serra Amarela, estava quase a dormir e desprezou-nos completamente, facto pelo qual ficámos imensamente gratos e determinados em o não alterar! Daí que...


Bocas à ida:



Bocas no regresso:



Esta, sem dúvida estava sobranceira...a nós.




quarta-feira, abril 07, 2010

Sugiram um título para esta foto!

Ao percorrer os meus arquivos, encontrei esta fotografia tirada em 2004 no Aquário da cidade francesa de Besançon.

A imagem é algo desconcertante ao olhar mas, para além desse desafio à capacidade de observação, quero também propor um desafio à vossa criatividade.

Qual é que acham que deveria ser o título desta foto?

Sugestões:

"Ilusão de uma Realidade "quase" perfeita!", Lana
"Empatia animal", Lisa Zig
"SAI DAQUI LOIRO!!" André Nunes (via Facebook)
"Peixofilia!!" Sérgio Vieira
"Impeixebilidades", Cláudio Ramos
"Ceci n'est pas un aquarium", Márcio
"Vidro de ar", Spider

terça-feira, abril 06, 2010

A Pequena Sereia de Copenhaga ficou reduzida ao esqueleto!


Quem no passado dia 1 de Abril se dirigiu ao local onde esperava encontrar a Pequena Sereia de Copenhaga ficou estupefacto perante o estado de desidratação extrema em que a dita cuja se parecia encontrar.

O autor da brincadeira foi o Museu de História Natural da cidade que, aproveitando o facto de a estátua da Sereia se encontrar no Pavilhão da Dinamarca na Exposição Mundial de Shangai, a substituiu por aquilo que anunciou como sendo os restos dum exemplar de Hydronymphus Pesci. uma espécie alegadamente extinta no século XVII. Na verdade, o conjunto era constituído por parte da representação de um esqueleto humano e por parte de um esqueleto de espadarte.

Entretanto a "obra" já se encontra no Museu e a rocha está novamente solitária à espera que a Pequena Sereia regresse, o que deve acontecer em Outubro. Aliás, esta foi mesmo a primeira vez que a estátua, com quase 100 anos, foi retirada do seu local habitual.

Estes dinamarqueses são danados para a brincadeira!

Pelo Parque Natural da Peneda-Gerês

No desafio que aqui lancei acerca do sorriso misterioso, apesar das respostas todas elas perfeitamente coerentes e cabíveis, o único que acertou foi mesmo o Xamane (e a Vandinha no Facebook). Efectivamente trata-se do peculiar pelourinho do Soajo, um pelourinho de características únicas, possivelmente datado do século XVI ou XVII, e situado em frente ao antigo edifício da Câmara, recordação do antigo concelho extinto no século XIX.

Mas o pelourinho não é o único ponto de interesse da vila e nem tão pouco o Soajo foi o único local que visitámos no Sábado, na nossa deambulação pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês, enquanto a chuva e o granizo o permitiram.

A entrada no PNPG fez-se pela bonita e pacata vila de Arcos de Valdevez, famosa pela "justa" em que os cavaleiros de Afonso Henriques venceram os leoneses aqui por perto entre 1137 e 1140. A vila é relativamente pequena e vale pela paisagem que da zona da Igreja Matriz se avista, assim como pelo espaço junto ao rio Vez que permite um belo passeio e imagens muito interessantes, algo que foi possível apreciar após cumprir a quota normal de cafeína para aquela altura do dia.




De Valdevez, prosseguimos para o Mezio e para uma das Portas do PNPG. Este conceito de "Portas" é extremamente interessante uma vez que permite aos visitantes encontrar centros interpretativos e informativos nos principais acessos ao PNPG, tendo por isso a possibilidade de saber de antemão aquilo que pode ver e o que de mais típico pode encontrar nas diferentes zonas do parque.

O Mezio é também uma das áreas do Parque onde se concentram bastantes monumentos megalíticos, neste caso Antas, todos eles perfeitamente assinalados.


Contudo, visita que se preze ao PNPG inclui o avistamento do genuíno gado bovino de raça Barrosã e, já no Soajo, concretizou-se. Os espécimes avistados demonstraram, contudo, uma certa sobranceria e talvez até algum desprezo, pelo que não foi fácil encontrar uma pose minimamente decente que merecesse ser fotografada, apesar das tentativas. Eis o melhor que se conseguiu.


Como já referi anteriormente, o Soajo não é só peculiar pelo seu pelourinho mas também pelos vários espigueiros que aqui se encontram. Ir ao Soajo e não visitar os espigueiros comunitários é imperdoável! Trata-se de um núcleo de 24, sendo o mais antigo datado de 1782, construído sobre um enorme afloramento granítico.

A foto que se segue mostra 2 espigueiros.


A foto seguinte mostra 7 espigueiros.


Finalmente, a foto que se segue mostra um certo número de espigueiros.


Saindo do Soajo, dirigimo-nos a Lindoso, fazendo apenas um pequeno desvio pela aldeia de Ermelo onde a Igreja Matriz e as ruínas que a rodeiam, são o testemunho do mosteiro da Ordem de Císter que outrora se ergueu. Um dos ex-libris da aldeia é contudo a famosa laranja do Ermelo que, pelo que nos foi dito na Porta do Mezio, foi incluída numa lista de excelência da organização italiana Slow Food Foundation for Biodiversity (expressão italiana extremamente parecida com o inglês). Tendo reagido com alguma indiferença pelo facto de as laranjas não serem propriamente um dos meus alimentos favoritos, a diligente funcionária não desarmou e aproveitou para me informar que a Broa de Milho de Arcos de Valdevez também havia sido incluída na lista. Infelizmente, Arcos já ficara para trás e, no restante da viagem, não foi possível encontrar broas à venda, isto apesar da promessa de "mais à frente encontramos de certeza!".

No Ermelo foi possível ainda assim obter uma laranja à custa de mil perigos e improváveis acrobacias, fruto que, pelos vistos, acabou por se perder na viagem...


Já no Lindoso, mais uma vez encontrámos o castelo fechado, o que parece ser nossa sina em alguns castelos. Ficamos pois pacientemente à espera (tal como as dezenas de turistas que por ali deambulavam) que o castelo fique finalmente aberto ao público, assim como a Porta de Lindoso cuja instalação neste local está (dizem) actualmente em curso.

Houve apesar de tudo oportunidade para visitar o núcleo local de espigueiros comunitários (cerca de 60 dos séculos XVII e XVIII), com uma interessante eira lajeada. Antes de verem as fotos seguintes, que mostram um certo número de espigueiros, vale a pena ver esta foto)





Ora, não bastando a desilusão relativamente à broa de Arcos de Valdevez, foi precisamente no momento da visita a Lindoso que a meteorologia se tornou desfavorável, tanto quanto um aguaceiro seguido de uma saraivada de granizo pode ser.

Decidimos por isso ir a Espanha verificar se o clima era mais favorável mas, tendo verificado que as coisas estavam tão mal ou pior que do lado português da fronteira, decidimos regressar, tendo reentrado pela fronteira da Portela do Homem.

Dali, continuámos o percurso até à Albufeira da Caniçada e depois para Norte, em direcção a Rio Caldo. Ao passar por esta localidade, julguei avistar uma broa de Arcos de Valdevez numa de várias barraquinhas pelo que optámos por fazer uma paragem. Infelizmente, uma súbita chuva torrencial levou-nos a procurar abrigo.

Valeu-nos que São Bento tinha a porta aberta e aproveitámos por isso para visitar a igreja local onde se venera este santo capaz de interceder quando nos deparamos com uma centopeia. Há aqui mais respeito santo venerado, apesar de tudo, do que em Santiago de Compostela pois ninguém aqui se presta a abraçar o santo, acessível também ele através de uma escadaria, ao contrário do que sucede nessa cidade galega.



Desfeita a ilusão -afinal não se tratava de uma broa de Arcos de Valdevez- optámos por merendar um "panike" de chocolate local num estabelecimento forrado a bandeiras do Vitória de Guimarães e onde julgámos perceber ainda um certo ambiente pesado devido provavelmente aos penalties do dia anterior no jogo com o Sp. Braga.

Seguimos depois para Norte, até ao Campo do Gerês, onde, junto à Porta local do PNPG, se encontra um cruzeiro construído pelo reaproveitamento de um dos muitos marcos miliários da via romana da Geira. Este é dedicado ao imperador Décio, sendo portanto do final do século III, e assinala a distância de 27 milhas (mil passos) até Braga (M P XXVII).




Atravessando a albufeira de Vilarinho das Furnas, numa paisagem que, apesar de envolta em nevoeiro, ainda foi revelando alguns belos cenários, continuámos por uma estrada estreitíssima em direcção à localidade de Entre-Ambos-Os-Rios que é uma localidade que se situa entre dois rios. Pelo caminho, a passagem pelas aldeias de Brufe e Germil deixou água na boca e vontade de regressar, dada a rusticidade das construções e os socalcos que se estende a perder de vista (ou pelo menos até onde o nevoeiro deixava).


Já com o dia a desvanecer-se, chegou a hora de regressar, com uma paragem em Ponte de Lima para provar uma bela Francesinha e recusar um convite para assistir à tradicional Queima do Judas.

Ficou a satisfação de um excelente passeio (apesar da chuva) e a persistência de um enigma intrigante: afinal, a que saberá a broa de Arcos de Valdevez?

segunda-feira, abril 05, 2010

Acordo ortográfico ou novas descobertas paleontológicas?

Tanto alarido nas caixas de comentários por aí abaixo por causa dos dinossáurios!

Tudo porque apontei ao Katano o nosso jornal da região, JF, que decidiu ou que o acordo ortográfico era pouco abrangente, ou que a Paleontologia precisava de um abanão. No jornal, pude observar um artigo com menção de capa, acerca da exposição dos dinossáurios em Castelo Branco, em que descobri uma panóplia de novos(?) termos que, confesso, eram tantos num só artigo que a determinada altura comecei a duvidar de mim próprio. Senão vejamos...

Ora bem, temos os dinaussários, dinossaúros, dinaussauro, "os dinossáurio", o Tinaussauro Rex, seu primo o Tinossauro Rex, e paeleoartista, que concerteza deve ser uma artista das paellas.

Pronto meninos, satisfeitos? Raios dos miúdos! :P



Adenda do Katano:

Reprodução "paeleoartística" de um Tinossauro rex.

domingo, abril 04, 2010

Quem consegue identificar este sorriso?

Este sorriso coroado com um chapéu tricórnio destaca-se pela sua originalidade e não passa despercebido a quem com ele se cruza.

Sabem do que se trata e onde fica? É este o pequeno desafio que lanço aos leitores.


sábado, abril 03, 2010

Postais de Viana do Castelo: Da Via Sacra ao Requiem de Fauré

Em mais uma incursão por Viana do Castelo, justiça lhe seja feita, uma das mais bonitas cidades de Portugal (esta foi para atender às reclamações que me chegaram por designar carinhosamente esta região por "Baixa Galiza"), a noite foi aproveitada para um pequeno passeio que, começando pelas ruas da urbe, terminou na Sé de Viana.






No âmbito das celebrações da Páscoa, e no final da
Via Sacra, a Sé foi palco de um concerto interpretado pelo Coro da Academia de Música de Viana do Castelo, que esteve excelente como sempre. A obra escolhida foi a Missa de Requiem de G. Fauré, por sinal uma das obras favoritas da nossa Ana.





Já agora, para os mais desatentos, o Coro da AMVC é aquele bonito e bem-disposto grupo à volta da Ana.

Amanhã será dia para conhecer mais um pouco do Alto Minho.

Um pequeno bosque em casa

quinta-feira, abril 01, 2010

1º de Abril, Dia das Mentiras

Cossacos Zaporozhtsi escrevendo uma carta de escárnio ao sultão turco
Repin 1880


Continuo sem compreender esta institucionalização do chamado Dia das Mentiras. Em definitivo, este frenesim que se apodera das pessoas nesta data e que as leva a inventar histórias para enganar o próximo é algo que me escapa.

Já agora, não consigo deixar de pensar, numa altura em que se fala tanto disso, se não estará implícito nesta forma de agir um sentimento semelhante ao que leva à ocorrência do fenómeno de Bullying. Não se trata, ao fim e ao cabo, de procurar fragilizar ou submeter alguém ao ridículo para obter auto-satisfação?

Também há um episódio que presenciei, no início dos anos 1990, que não consigo deixar de evocar e que mostra bem as trágicas consequências que o Dia das Mentiras pode acarretar.

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