segunda-feira, abril 05, 2010

Acordo ortográfico ou novas descobertas paleontológicas?

Tanto alarido nas caixas de comentários por aí abaixo por causa dos dinossáurios!

Tudo porque apontei ao Katano o nosso jornal da região, JF, que decidiu ou que o acordo ortográfico era pouco abrangente, ou que a Paleontologia precisava de um abanão. No jornal, pude observar um artigo com menção de capa, acerca da exposição dos dinossáurios em Castelo Branco, em que descobri uma panóplia de novos(?) termos que, confesso, eram tantos num só artigo que a determinada altura comecei a duvidar de mim próprio. Senão vejamos...

Ora bem, temos os dinaussários, dinossaúros, dinaussauro, "os dinossáurio", o Tinaussauro Rex, seu primo o Tinossauro Rex, e paeleoartista, que concerteza deve ser uma artista das paellas.

Pronto meninos, satisfeitos? Raios dos miúdos! :P



Adenda do Katano:

Reprodução "paeleoartística" de um Tinossauro rex.

domingo, abril 04, 2010

Quem consegue identificar este sorriso?

Este sorriso coroado com um chapéu tricórnio destaca-se pela sua originalidade e não passa despercebido a quem com ele se cruza.

Sabem do que se trata e onde fica? É este o pequeno desafio que lanço aos leitores.


sábado, abril 03, 2010

Postais de Viana do Castelo: Da Via Sacra ao Requiem de Fauré

Em mais uma incursão por Viana do Castelo, justiça lhe seja feita, uma das mais bonitas cidades de Portugal (esta foi para atender às reclamações que me chegaram por designar carinhosamente esta região por "Baixa Galiza"), a noite foi aproveitada para um pequeno passeio que, começando pelas ruas da urbe, terminou na Sé de Viana.






No âmbito das celebrações da Páscoa, e no final da
Via Sacra, a Sé foi palco de um concerto interpretado pelo Coro da Academia de Música de Viana do Castelo, que esteve excelente como sempre. A obra escolhida foi a Missa de Requiem de G. Fauré, por sinal uma das obras favoritas da nossa Ana.





Já agora, para os mais desatentos, o Coro da AMVC é aquele bonito e bem-disposto grupo à volta da Ana.

Amanhã será dia para conhecer mais um pouco do Alto Minho.

Um pequeno bosque em casa

quinta-feira, abril 01, 2010

1º de Abril, Dia das Mentiras

Cossacos Zaporozhtsi escrevendo uma carta de escárnio ao sultão turco
Repin 1880


Continuo sem compreender esta institucionalização do chamado Dia das Mentiras. Em definitivo, este frenesim que se apodera das pessoas nesta data e que as leva a inventar histórias para enganar o próximo é algo que me escapa.

Já agora, não consigo deixar de pensar, numa altura em que se fala tanto disso, se não estará implícito nesta forma de agir um sentimento semelhante ao que leva à ocorrência do fenómeno de Bullying. Não se trata, ao fim e ao cabo, de procurar fragilizar ou submeter alguém ao ridículo para obter auto-satisfação?

Também há um episódio que presenciei, no início dos anos 1990, que não consigo deixar de evocar e que mostra bem as trágicas consequências que o Dia das Mentiras pode acarretar.

terça-feira, março 30, 2010

Moçambique: Discurso com tradução em língua gestual

Moçambique pode ser um dos países mais pobres de África mas, depois de ter visto este vídeo, fiquei impressionado como, apesar de todas as dificuldades, existe uma grande preocupação para com os cidadãos fisicamente diminuídos.

O vídeo que se segue, proposto pela minha mui estimada entidade patronal (que é uma pessoa de bom gosto pois é leitor assíduo deste Blog), mostra especificamente a preocupação para com as pessoas com deficiência auditiva durante um discurso. Neste, a população é encorajada a lutar contra os principais problemas sociais que actualmente afectam o país.

Vale a pena ver!


Já agora, fico também com a impressão que a língua gestual empregue tem como que um pequeno sotaque.

segunda-feira, março 29, 2010

Quando a promessa de brevidade corre mal

Não sei o que é pior de ter de conviver com obras no prédio, se a poeira que entra por tudo o que é frincha e dá outra tonalidade ao interior do apartamento ou se as sonoridades que me fazem acordar todos os dias com a sensação que acabei de acordar num bairro problemático de Fallujah, o que, felizmente, é pouco depois desmentido pelo inconfundível som de uma rádio local. O único senão é o volume de som que é aplicado ao rádio, indiferente ao facto de a estação em causa estar mal sintonizada.

Geralmente, aquilo que realmente chateia nas obras são os cínicos papéis afixados um pouco por todo o lado e que, invariavelmente, contém todos a mesma promessa que as obras irão decorrer com a maior brevidade possível. Isto levanta logo à partida um mar de interrogações... Que métrica é que podemos afinal usar para saber se as obras decorreram com a maior brevidade possível? Como é que podemos ter a certeza que aquelas obras, que duraram 5 semanas, não poderiam ter sido realizadas em apenas 5 dias? Será que na fachada de Santa Engrácia também esteve um cartaz a prometer brevidade durante 284 anos? Este tipo de comunicado é de facto um escudo protector tremendo para qualquer empreiteiro e que retira qualquer legitimidade de reclamação a quem vê a sua rotina alterada pelas obras.

Contudo, no caso que aqui é ilustrado, alguém cometeu o erro terrível de afixar a data de duração prevista de um inevitável corte de água, situando-o em 2 dias... É óbvio que o corte acabou por demorar 4 dias. De forma oportuna e implacável, um cidadão indignado, cuja identidade desconhecemos em absoluto, resolveu conferir interactividade aos avisos, dando expressão ao que lhe ia na alma naquele que havia sido afixado no elevador do prédio (que já anteriormente aqui mereceu um artigo).

Inexplicavelmente, o aviso viria a desaparecer pouco tempo depois, antes que alguém tivesse tido sequer oportunidade de elogiar a sua originalidade na adopção muito personalizada do Novo Acordo Ortográfico...

O taxista que não sabia ler japonês


Tradicionalmente, temos do taxista a ideia de um indivíduo que possui duas características fundamentais. Primeiro, acreditamos que há em cada taxista há um profundo conhecedor dos fenómenos meteorológicos. Por outro lado, trata-se também de um indivíduo que tem como que um GPS incorporado e que, tal como certos GPS actualmente no mercado, possui esta curiosa convicção que o percurso óptimo entre dois locais não é necessariamente o mais curto. O que a maior parte de nós parece ignorar é contudo que, atrás daquele ar que alterna entre o sisudo e o amorfo, se esconde um ser capaz de ter sentimentos.

Percebi isso quando, em determinada ocasião na altaneira cidade da Guarda quando, ainda tomado pela sonolência da viagem que acabava de fazer, entrei num táxi, murmurando a custo o nome da rua onde queria ir. Esperando a qualquer momento um comentário sobre o clima, fui surpreendido quando, sem preparação prévia, o taxista me atirou com
“Olha lá! Tu percebes japonês?”. Esta pergunta teve o condão de me despertar instantaneamente do meu torpor e a única coisa que consegui retorquir foi um “Como...?”.

Sem hesitar, o taxista (um tipo bem constituído vestindo uma camisa a deixar adivinhar a pelagem peitoral interrompida por um fio dourado e um penteado à Marco Paulo versão 80’s) prosseguiu o seu discurso e explicou:

-“
É que eu no Verão andei aí a conduzir uma jornalista japonesa e agora ela escreveu-me e não percebo nada daquilo que ela escreveu!” e, para o provar, exibiu-me uma folha de papel cheia de caracteres japoneses. Contudo, salvaguardando a sua ética profissional perante o meu ar inquisitório, prosseguiu: -“Atenção…! Uma pessoa está a trabalhar e por isso, só dá para dar uns beijitos, nada mais!

Sem o ter podido ajudar na tradução da carta, chegámos entretanto ao meu destino. Ao ver o carro afastar-se, e ainda procurando assimilar o diálogo inesperado em que tinha participado, não pude deixar de sentir um certo sentimento de culpa e de pensar que talvez fosse útil aprender japonês. O que é certo é que, desde esse dia, o meu respeito pelos taxistas aumentou extraordinariamente.

Mais tarde teria ainda a oportunidade de viajar com um profissional que, devido à azáfama da labuta diária, não tinha tido tempo de renovar a sua licença que, em exposição perante os passageiros, caducara alguns meses antes, e outro ainda que tinha firmes opiniões sobre os políticos da nossa praça, tendo conseguido tecer considerações sobre a profissão da mãe de todos eles. O Governo foi particularmente visado nas suas críticas, sendo cada uma delas sublinhada com um novo conjunto de perdigotos no para-brisas.

Foto: Kerodicas

domingo, março 28, 2010

As imagens do fim-de-semana: Trabalho com bonsais

Aqui ficam duas fotografias da sessão de trabalho com bonsais do último Sábado no Kensho Bonsai Studio, na Covilhã.

Para além de ser uma excelente terapia para aliviar o stress, esta é também uma forma de arte milenar que, ao contrário de qualquer outra, é uma arte viva e que nunca está completa, como um quadro cujas pinceladas vão sendo dadas ao longo da vida.

Estas sessões desenvolvem-se regularmente aos fins-de-semana e são abertas a quem quiser participar, seja experiente ou simplesmente com vontade de começar a aprender. Que tal aparecerem na próxima?

Momento do envasamento de um excelente exemplar de um pinheiro silvestre pela mestria das mãos do Márcio e do Sr. Óscar.


Pormenor da aramação dos ramos do sobreiro"do Katano".

sábado, março 27, 2010

Querem aprender a trabalhar bonsais?


A manhã de hoje vai ser dedicada ao trabalho de bonsais sob a preciosa orientação do Márcio. Esta será uma excelente oportunidade para relaxar e limpar a cabeça depois de uma semana de trabalho, dando forma a alguns exemplares que esperavam por este momento há vários meses.

Entretanto, os interessados em iniciar-se nesta arte ou em aperfeiçoar as suas técnicas poderão inscrever-se nas sessões do Kensho Bonsai Studio. Garanto que vale a pena!

Foto: KBS
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