sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Mensagem de Parabenização - A vingança

Eu não sei se ouviram dizer por aí mas, o Caetano faz anitos hoje...

Ora, em jeito de vinga... quero dizer homenagem, e em nome de todos aqueles que nos seguem (tenho a certeza) deixo ficar o terrí... maravilhoso hino de parabenização do Katano, tradição muito amada pelos leitores deste blog mas não tanto pelos seus ouvidos...

Agora a sério, Parabéns Caetaninho, que contes muitos e felizes... :) (:








(Nota de Rodapé: obrigada ao distinto "anónimo" que possibilitou a relização desta "surpresa"...)

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Tragédia na Madeira: um desastre anunciado há 2 anos



No programa televisivo Biosfera, da RTP2, anunciava-se já em Abril de 2008 o perigo que as enchentes representavam na ilha da Madeira, especialmente na zona do Funchal, denunciando a forma como as autarquias estavam a desrespeitar as zonas de protecção das ribeiras e a estreitar e obstruir o seu leito com construções.

Depois do desastre, e tendo em conta o que há muito se sabia, será legítimo dizer que a culpa foi da chuva?

terça-feira, fevereiro 23, 2010

We Are The World 25 For Haiti - Versão Youtube

Numa altura em que se assinalaram os 25 anos do original "We Are The World", do projecto Live Aid, foi recentemente lançado o remake deste super êxito, desta vez dedicado à causa da reconstrução do Haiti. A maior semelhança entre as duas edições da canção, para além da letra e da música é o pormenor algo macabro de Michael Jackson cantar em ambas.

O vídeo que aqui vos apresento pode ser considerado a 3ª edição da canção. Trata-se de um sensacional projecto, também ele dedicado ao Haiti, concebido pela cantora canadiana Lisa Lavie, que reuniu 57 utilizadores anónimos no Youtube com jeito para a canção. As vozes foram editadas por Lavie enquanto os vídeos foram montados em 3 dias por Iman Alphacat, um artista multifacetado estado-unidense. O resultado é excelente!

Enquanto assistia ao vídeo e ouvia a canção, regozijei-me pelo facto de terem conseguido fugir ao mau gosto de incluírem o Michael Jackson no vídeo... isto até dar de caras com o penteado do cantor que surge pela primeira vez aos 4'18''...

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

De Vigo a Santiago de Compostela I - Vigo, o Parque do Castro

O último fim-de-semana foi dedicado a uma incursão à Galiza, num trajecto que passou por Vigo, Santiago de Compostela e Pontevedra. Guiados por um GPS a necessitar de umas quantas sessões de terapia da fala e com um curioso critério na escolha dos percursos, saímos bem cedo de Viana do Castelo com destino a Vigo.



Vigo é uma cidade que se estende ao longo da Ria com o mesmo nome, sendo esta fechada pelas Ilhas Cies nas quais, em 2007, o jornal britânico The Guardian situou a mais bela praia do Mundo. A paisagem que se avista a partir do Parque do Castro é belíssima. Este parque, encimado por uma fortaleza abaluartada, é um sítio muito aprazível para se visitar, cheio de árvores impressionantes e recantos bem tratados. O único senão é um hotel abandonado e em estado deprimente contíguo à fortaleza.

O Parque tira o seu nome do facto de, neste monte, se situarem os vestígios do Castro de Vigo, outrora um enorme povoado que ocuparia provavelmente a totalidade do monte, um pouco à semelhança da "nossa" Citânia de Briteiros, e do qual restam apenas alguns vestígios observáveis. Aliás, os castros são omnipresentes na paisagem avistável da ria, contando-se mais de uma dezena nos montes circundantes e um também nas Ilhas Cies, ou não estivéssemos nós em pleno Noroeste Peninsular, o centro da cultura castreja.

Ora, é exactamente a parte observável do Castro de Vigo que foi aproveitada para a implementação de um Centro Interpretativo, muitíssimo interessante, vedado e videovigiado para sua protecção, mostrando o cuidado e o interesse que por aqui existe em relação a estes vestígios.



O aspecto mais atractivo do Castro de Vigo é sem dúvida a reconstituição que foi feita de algumas casas castrejas (uma habitação, um armazém e uma oficina), na sua estrutura e recheio, tendo inclusive sido reconstruida uma casa de planta quadrangular, coberta de telha romana, algo que nunca tínhamos visto ainda em reconstruções castrejas.


O detalhe foi de uma precisão notável, tendo-se chegado ao ponto de reconstituir lixeiras das casas, com cacos de cerâmica e conchas de moluscos, afinal, certamente um alimento omnipresente nestas comunidades à beira-mar.



Vários painéis interpretativos foram também colocados, em galego, castelhano e inglês, para facilitar a interpretação do castro e da sua estrutura. A visita é feita através de uma passadeira de madeira, um material de escolha feliz que se integra perfeitamente no conjunto. Na foto seguinte é possível ver a Ana mostrando os seus dotes linguísticos ao fazer questão de ler as explicações nas 3 línguas.


O pormenor das telhas também foi bem aplicado. Tratam-se de tegulae e imbrices romanas, sendo as primeiras as "placas" maiores sobre cuja junção se colocam os imbrices, as telhas de meio cano. A argila, a pedra e o colmo são materiais omnipresentes nas reconstruções, à boa maneira da época.



O interior das casas está recheado de pormenores, podendo numa delas ser visto um manequim representando um habitante do castro que está a guardar palha no segundo andar da habitação.


Já a habitação tem muitos pormenores interessantes. O vestíbulo, tipicamente designado de "patas de caranguejo", foi restaurado seguindo a hipótese de se tratar de um espaço fechado, e serve de moagem e armazenamento de cereais e farinha.


Já no interior, houve o cuidado de, antes de abrir o Castro às visitas, acender a lareira para impregnar a casa com o cheiro a fumo e cobrir as paredes de fuligem. Cria-se assim uma sensação de intimidade na visita, parecendo que, a qualquer momento, os donos da casa vão voltar. Por todo o lado encontram-se utensílios domésticos.


A oficina, de planta quadrangular e coberta por telha, portanto já com influência romana, está cheia de ferramentas, redes de pesca, peles de animais e cerâmica.

Depois de visitar estas três construções, o resto da visita ao castro sabe a pouco pelo que talvez tivesse sido preferível visitá-las em último. Seja como for, para quem quiser compreender a cultura castreja, poderá e deverá visitar o Castro de Vigo.

sábado, fevereiro 20, 2010

Sugestão para uma noite diferente: Serão "Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto"


Logo às 21h, na antiga Escola Primária da aldeia de Açor, (Castelejo-Fundão), os mais idosos irão partilhar as velhas histórias que lhes foram transmitidas oralmente pelas gerações que os antecederam.

Trata-se de uma oportunidade única de conhecer um pouco mais do riquíssimo património etnográfico da Beira Baixa numa aldeia cheia de histórias para contar. Contamos marcar por lá presença!


Ver também:

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

A garça-boieira já mora num centro de recuperação de animais selvagens

Apesar de melhor da ferida, a pequena garça-boieira que recolhi na última Terça-feira continuava sem comer (pelo menos que tivesse sido notado) e desidratada, razão pela qual decidi hoje ir entregá-la aos cuidados do CERAS - Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco.

Gerido pela Quercus de Castelo Branco em parceria com a Escola Superior Agrária de Castelo Branco, junto à qual funciona, o CERAS tem por missão recolher e recuperar animais selvagens, devolvendo-os depois à natureza, tudo isto com trabalho de voluntários dedicados.

Ali chegados, fomos recebidos pela Madalena, uma voluntária com muitos anos de colaboração com o Centro, que de imediato e com exemplar cuidado, limpou e tratou a ferida da garça-boieira, administrando-lhe depois soro para a rehidratar, juntamente com um antibiótico e analgésico. A garça foi previamente pesada (não foi fácil já que se trata de um bicho com personalidade) para que as doses de medicamentos a administrar fossem doseadas de acordo com o peso da ave.

A garça-boieira na sua nova residência temporária. Embora pareça ter-se transformado numa espécie de ave exótica azulada, tal deve-se à aplicação de Terramicina, um desinfectante para tratamento de animais, que lhe foi aplicado pela minha esmerada e inigualável figura materna que, à conta do seu esforço, levou umas valentes bicadas de protesto, o que explica também a distribuição da coloração.


Finalmente, foi colocada na sala de quarentena dentro de um compartimento que será o seu até recuperar do enorme hematoma resultante da ferida, saindo apenas para fazer o seu programa de tratamento e para eventualmente ir passear até à cidade para fazer um Raio-X.


A sala de quarentena onde vai ficar a garça nos próximos tempos, quentinha e com direito ao que foi descrito como "alimentação gourmet para insectívoros".


Confesso que fiquei impressionado com o trabalho que o CERAS ali desenvolve e que me foi dado a conhecer. O melhor elogio que posso fazer ao Centro, e à Madalena, é que regressei certo de que a ave se encontra nas melhores mãos possíveis e que tudo farão para que ela regresse depressa à sua colónia. Gentilmente irão manter-me informado da evolução do seu estado e avisar-me quando chegar a altura de a libertar.

Já agora, o prognóstico inicial aponta para que a ferida tenha sido causada por um chumbo... situação que ocorre frequentemente em espécies não cinegéticas, como esta, quando têm a pouca sorte de sobrevoar áreas com alta concentração de estupidez.


Colaborem com o CERAS!
Embora tenha parcerias com algumas instituições, o CERAS vive fundamentalmente do esforço de voluntários dedicados à recuperação e preservação de animais selvagens pelo que todo o apoio será bem-vindo.

A forma mais interessante de fazer um donativo será através do programa de apadrinhamento de animais. Com um contributo monetário, os padrinhos recebem informações acerca da evolução do estado do seu afilhado, uma foto, um certificado e são notificados quando chegar o momento da sua libertação. Adivinhem quem vai ser a minha afilhada?

Mais informações nos links:

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Roménia envia ajuda humanitária para o Tahiti em vez de a enviar para o Haiti


Lembram-se de quando aqui referimos que um canal de televisão boliviano, o PAT, pensou que as fotografias da série Lost a circular na Internet fossem do acidente do 747 que se despenhou em Junho de 2009 e transmitiu esse equívoco em horário nobre?

Aparentemente, o PAT estabeleceu um padrão que o RT, canal de origem russa a transmitir também em espanhol e inglês, e o Frecuencia Latina do Peru, decidiram seguir.

Ambos tomaram como verdadeiro um artigo satírico segundo o qual a Roménia, ao procurar enviar ajuda humanitária para o Haiti, se teria equivocado tendo enviado soldados e médicos para... o Tahiti, na Polinésia Francesa em pleno Pacífico.

Aqui ficam as peças transmitidas pelo canal RT:



terça-feira, fevereiro 16, 2010

Uma garça-boieira maltratada

Ao início da tarde, encontrei esta garça-boieira pousada num sítio pouco usual e à mercê dos cães que por ali andavam. Ao aproximar-me, apercebi-me de que não conseguia voar e que tinha uma asa magoada pelo que decidi recolhê-la, tarefa que não foi fácil e envolveu ter de descer por uma caixa de escoamento de águas pluviais onde a ave se refugiou em pânico.

Após ter sido secada e limpa, foi-lhe tratada a ferida que apresentava no flanco, junto à asa, e está para já em repouso. Dependendo de como evoluir e do tempo de recuperação, estou a ponderar ir entregá-la a um centro de recuperação de aves. Com um bocado de sorte, em breve poderá voltar à sua colónia que penso situar-se junto à A23, em salutar convivência de vizinhança com a colónia de cegonhas que ali também se estabeleceu.

Uma janela para o passado

De Vigo a Santiago de Compostela. Amanhã, no Blog do Katano
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