quinta-feira, dezembro 10, 2009

Vivo, gordo ou morto?

Se o que não mata engorda então, afinal, estar gordo é que é o contrário de estar morto?

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Sarcodon Imbricatus, o gigante dos nossos pinhais


Durante a jornada laboral de ontem encontrámos uma colónia de impressionantes Sarcodon Imbricatus, cogumelos comestíveis que impressionam pelas suas dimensões. Aliás, do local vieram 3 exemplares, 2 deles com entre 2 e 3kg.

São cogumelos inconfundíveis, com um chapéu que pode ir até aos 30cm de diâmetro, escamado na parte superior enquanto o himénio, a parte inferior do chapéu que produz os esporos para reprodução do fungo, não possui lamelas mas sim agulhas que formam uma espécie de pêlo.

Muito carnudo, embora nem sempre apreciado, este cogumelo, para além de ser um alimento energético, ajuda a baixar o colesterol.


Aspecto de um grupo de Sarcodons


Pormenor da amálgama de chapéus


As escamas dispostas regularmente na parte superior do chapéu


O himénio apresenta agulhas em vez de lamelas


Um exemplar com cerca de 1kg

Cova da Beira - 8/12/2009 - 10h00

Do lugar da Meia Légua, vestido de cores Outonais, a Cova da Beira esconde-se sob um manto de nevoeiro interrompido de forma brusca pelo maciço da Serra da Estrela.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Hopenhagen - Há motivos para ter esperança?


A partir de hoje, todos os olhos e ouvidos do Mundo vão estar atentos a Copenhaga onde tem início a Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas. 192 países e diversas organizações vão sentar-se à mesa para discutir medidas de combate ao aquecimento global.

Os objectivos, bastante ambiciosos, passa por reduzir em cerca de 25% as emissões de dióxido de carbono, o principal responsável pelo efeito de estufa, dos países desenvolvidos até 2020 e em 50% até 2050. Ao mesmo tempo, o objectivo será chegar a uma plataforma de entendimento para que os países desenvolvidos financiem em cerca de 20 biliões de dólares até 2012 os países em vias de desenvolvimento para que estes implementem planos de desenvolvimento sustentáveis e de baixas emissões de dióxido de carbono.

Aguarda-se também com muita expectativa as posições da China e dos EUA, actualmente responsáveis em conjunto por 40% das emissões mundiais de dióxido de carbono ainda para mais depois do fracasso do Protocolo de Quioto.

Será legítimo esperar algo desta conferência? Penso que apesar da boa vontade dos participantes, dificilmente se tomarão medidas de fundo até porque os lobbies do petróleo e do carvão mantêm o seu peso e a sua influência, apesar de se verificar já uma certa tendência para as energias "limpas".

É certo que nunca como hoje a questão do Aquecimento Global esteve tão presente nas primeiras páginas da comunicação social e nos discursos políticos mas a tarefa afigura-se muito complicada quando é necessário um compromisso conjunto mas os interesses de uns são contrários aos de outros e quando as políticas são direccionadas para o imediatismo.

O que poderemos esperar? Copenhagen ou Hopenhagen? Mais uma declaração de intenções ou medidas concretas de combate às alterações climáticas?


20% da população mundial consome 80% dos recursos disponíveis

Actualmente gasta-se 12 vezes mais em armas do que a ajudar países em desenvolvimento

5.000 pessoas morrem diariamente devido à poluição da água

1.000 milhões de pessoas não têm actualmente acesso a água potável

1 bilião de pessoas estão a morrer à fome

Mais de 50% dos cereais comercializados no mundo são usados para alimentar animais ou produzir bio-combustíveis

40% da terra arável está degradada

13 milhões de hectares de floresta desaparecem anualmente, isto é, uma área equivalente a 13 milhões de campos de futebol

1 em 4 mamíferos, 1 em 8 aves e 1 em 3 anfíbios estão actualmente em risco de extinção.

3 quartos das zonas de pesca estão esgotadas, reduzidas ou correm esse risco

A temperatura média dos últimos 15 anos foi a mais alta de que há registo

A calota de gelo perdeu 40% da sua espessura nos últimos 40 anos

No ano de 2050 poderá haver no mínimo 200 milhões de refugiados devido às alterações climáticas

Links obrigatórios:




WWF

domingo, dezembro 06, 2009

Quem protege o Exército da ameaça dos condutores portugueses?

Se alguém ainda duvidava do estatuto dos condutores portugueses como uma das maiores ameaças à saúde pública, ao lado da qual o H1N1 é apenas um vírus traquina, o incidente da passada sexta-feira, no qual um veículo comercial atropelou 17 elementos de uma coluna militar em Tancos, vem confirmar não só esse estatuto mas também elevá-lo ao de ameaça à segurança interna do Estado.

Ao que parece, a coluna militar ocupava uma das vias de circulação, marchando no mesmo sentido de deslocação do veículo, tendo este surgido atrás dos militares. O último elemento da coluna terá feito sinal ao condutor para se desviar e este guinou para a via oposta, perdendo o controlo e voltando novamente para a via da direita, em pleno centro da coluna, colhendo os 17 militares.

Segundo o condutor, o acidente deveu-se não ao facto de circular a uma velocidade excessiva numa estrada em mau estado mas sim ao facto de os militares não usarem um colete retro-reflector, pelo que não lhe foi possível perceber a presença da coluna de 51 militares naquela recta da estrada. Ora, como sabemos, o colete retro-reflector é um adereço indispensável, mas de aquisição recente, da parafernália que os militares têm de usar. Aliás, há mesmo quem afirme que se os militares portugueses tivessem usado colete retro-reflector nas suas operações na altura, a Guerra Colonial ter-se-ia resolvido muito mais rapidamente.

Agora o Exército vê-se perante um dilema: frente a esta nova ameaça, que na última década provocou mais de 14.000 mortos, não será mais seguro enviar os soldados para locais mais seguros como os Balcãs ou até mesmo o Afeganistão?

quinta-feira, dezembro 03, 2009

A proibição de construção dos minaretes, vista pelo Raim

O mestre ilustrador Raim, criador das figuras que enriquecem a publicação mas vibrante da literatura portuguesa de 2009, o DiciOrdinário IlusTarado (ver crítica literária aqui), decidiu dedicar dois cartoons à recente proibição da construção de minaretes na Suíça.



Vale a pena passar pelo Blog do Raim e pel'A Funda São para admirar a obra do autor. Atenção que no último blog referido, nem tudo é obra do Raim. Há coisas que são simplesmente obra da natureza.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

O Fundão voltou a cumprir a tradição de "Encorrer os Espanhóis"


Como todos os anos acontece, mais uma vez a população do Fundão cumpriu a tradição de "Encorrer os Espanhóis" ou "Incorrer os Espanhóis" conforme a pronúncia. Partindo da Praça do Município, ao som do Hino da Restauração, sempre tocado pela Banda Filarmónica Perovisense, a arruada percorreu todas as ruas mais emblemáticas do centro da cidade, voltando finalmente ao ponto de partida, onde todos gritaram vivas a Portugal e à Liberdade e cantaram o Hino Nacional. As 12 badaladas da meia-noite, para além de darem início à arruada, marcam também o ligar das iluminações natalícias das ruas da cidade.



É difícil situar no tempo a origem desta tradição. Sabe-se apenas que deverá ter algumas centenas de anos e que é mais um sinal da das convicções muito próprias da população fundanense que nunca escondeu aquilo que lhe ia na alma, merecendo afinal, enquanto filha da Gardunha, o epíteto de "Gente da Rama do Castanheiro".

Foi no Fundão que em 1580, o ano em que curiosamente Portugal perdeu a independência cuja recuperação ontem foi comemorada, a população se revoltou contra a Inquisição, correndo-a da então vila, numa atitude nunca vista. Também foi a população do Fundão que durante a Guerra Civil (Revolta da Patuleia) no século XIX, tomou conta dos seus próprios destinos, valendo-lhe o título de República da Cova da Beira.



Também o 25 de Abril é comemorado em arruada, ao som de Grândola Vila Morena, numa tradição que felizmente não esmorece.

Este ritual de "Encorrer os Espanhóis", embora assente no fundamento da comemoração da Restauração da Independência de 1640, foi ganhando outros contornos e uma mensagem diferente ao longo do tempo. Na época do Estado Novo e embora fosse vigiado de perto, tendo a PIDE feito relatórios sobre a arruada e os seus participantes, o "Encorrer dos Espanhóis" era uma forma da população dizer de forma camuflada o que lhe ia na alma, exprimindo o seu desejo de expulsar os "espanhóis" que detinham o poder.

Em tempos, esta arruada constituiu um verdadeiro barómetro de contentamento, mais eficaz que qualquer sondagem, tendo maior adesão quanto maior fosse o descontentamento popular em relação ao poder político.

Para o ano, porque não vir até ao Fundão e expulsar também os "espanhóis"?


segunda-feira, novembro 30, 2009

Hoje é dia de "Encorrer os Espanhóis"


Como sempre acontece todos os anos, hoje no Fundão é dia de "Encorrer os Espanhóis". Um pouco antes da meia-noite, a população irá concentrar-se em frente à Câmara Municipal para, ao bater das 12 badaladas, assistir ao ligar das iluminações de Natal e para dar início a uma das mais curiosas tradições que se conhecem.

Amanhã, não percam as fotos e o vídeo da arruada, assim como a explicação desta curiosa tradição.

Suíços reprovam construção de minaretes


Os suíços rejeitaram em referendo a construção de minaretes, torres associadas às mesquitas e usadas para chamar os fiéis à oração. Os partidários do "Não" defenderam durante a campanha que os minaretes são símbolos de poder político islâmico e apoiaram a sua campanha em cartazes que, segundo os defensores do "Sim" carregavam uma mensagem não muito subtil de islamofobia, em que a bandeira Suíça surge coberta de minaretes que lembram mísseis, para além de uma mulher coberta com uma burca.

Pelo que percebi, esta proibição prende-se apenas com a construção dos minaretes e não com a construção de novas mesquitas. Isto seria equivalente a proibir-se a construção de torres de igreja, destinadas também elas a convocar os fiéis para o culto (aliás, não são raros os casos na Península Ibérica em que minaretes foram reconvertidos em torres sineiras).

Ora, sendo a Suíça um estado laico, onde a população usufrui de liberdade de culto e tendo em conta que a comunidade islâmica no país é já de 400.000 habitantes (numa população de 7,7 milhões), esta medida promete causar grandes problemas ao país e pode servir para acicatar ainda mais a cisão entre cristãos e muçulmanos na Europa e Médio Oriente.

Será que a comunidade cristã estaria disposta a aceitar uma proibição deste género relativa a torres sineiras em países em que é minoritária? Qual é afinal o problema em se construírem minaretes, alguns deles verdadeiras obras de arte?

A torre-ícone de Sevilha - A Giralda - Torre da Catedral e ex-minarete reconvertido em torre sineira.

domingo, novembro 29, 2009

Se utilizar um Macintosh... não fume!

Enquanto por cá os fumadores passivos não são geralmente tidos nem achados quando se trata de levar com o fumo produzido pelos "nossos" fumadores, lá fora a discussão já se encontra em outros patamares. A notícia da semana veio dos EUA onde vários utilizadores Macintosh na Califórnia viram os seus pedidos de reparação de computadores serem recusados, por agentes autorizados da marca, pelo facto de serem fumadores.

Os serviços pretendidos estavam alegadamente abrangidos pela garantia do equipamento mas foram recusados primeiro por agentes autorizados e depois pela própria Apple, de nada valendo os apelos por e-mail enviados directamente à cúpula directiva da própria Apple. A recusa foi fundamentada pelo facto de, tratando-se de computadores de fumadores, os equipamentos colocariam o risco de contacto com substâncias cancerígenas.

Se por um lado parece aqui haver excesso de zelo por parte da Apple, esta medida vem por outro lado chamar a atenção para um aspecto importante que parece ser ignorado pela população em geral: as substâncias cancerígenas libertadas com o fumo do tabaco não se "evaporam" milagrosamente no ar se não forem inaladas mas acumulam-se no ambiente imediato onde são libertadas, seja nos dedos dos fumadores, nas paredes da "sala de fumigação" ou... no computador que estiver a ser persistentemente usado pelo fumador.

A Apple Califórnia é conhecida por ser uma das empresas com códigos de defesa de saúde e do ambiente mais rigorosos no país.

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