segunda-feira, outubro 26, 2009

Uma tarde pela Gardunha

Depois de uma viagem matinal a Viseu, nada melhor que uma tarde na Gardunha para descomprimir de uma primeira semana na nova empresa. O objectivo era aproveitar o passeio para apreciar a paisagem e procurar mais umas caches mas acabou também por render outros "tesouros". Ficam as fotos para todos aqueles que não estiveram lá comigo.


O vale onde até há uns anos atrás se podia viajar pela lendária calçada que ligava a Portela à ao santuário da Senhora da Orada e que era percorrida por todos aqueles que se deslocavam a à importante romaria que ainda hoje acontece naquele santuário. Hoje a calçada desapareceu. Ao fundo percebe-se São Vicente da Beira e a Barragem do Pisco que em tempos idos era fundamental no abastecimento de água a Castelo Branco. Mais à esquerda vê-se a albufeira da Barragem da Marateca e ao longe mal se percebe a capital do distrito.


Sucessivamente Casal de Álvaro Pires, Souto da Casa e Castelejo e lá bem no fundo, a Covilhã emoldurada pelo impressionante perfil da Serra da Estrela coroada de nuvens. Este vale, outrora coberto de castanheiros, também tem muitas histórias para contar.


O maciço central da Gardunha visto da Portela, com o Carvalhal e o monte de São Gonçalo.



Depois de matutar e de seguir as pistas, houve tempo para descobrir mais uma cache. Ficou outra guardada para outro dia que promete dar muita luta.



Os tesouros da Gardunha que ainda é possível levar para casa. Deliciosos medronhos e castanhas. A tigela, também ela encontrada por lá, evoca um passado recente no qual os resineiros percorriam toda a região recolhendo a resina dos pinheiros que escorria para estes recipientes.

domingo, outubro 25, 2009

Como vai terminar esta nova aventura?

Depois da última aventura feita de terror, suspense e comédia, Portugal inteiro está em pulgas para saber como vai terminar esta nova história e para saber afinal a resposta para a dúvida do momento: há mais livros da colecção "Uma Aventura" ou professores descontentes com a actuação do Ministério da Educação nos últimos anos?

Fica também aqui uma vénia à Ministra da Educação que agora cessa funções, na certeza que vai deixar muitas saudades, especialmente aos noticiários e aos membros da ANAPO.

sexta-feira, outubro 23, 2009

"Um Funeral à Chuva" - Vem aí um filme inteiramente rodado na Covilhã


Sob o lema "A vida é bela demais para chorar" este filme relata a história de um grupo de amigos que, por ocasião da morte de um deles e no cumprimento do último desejo deste, se voltam a juntar 10 anos depois na cidade onde se conheceram, a Covilhã.

Com realização de Telmo Martins, a estreia de "Um funeral à chuva" está marcada para o próximo ano.


Míscaros, Festival do Cogumelo - Alcaide

Nem só de castanhas se vai viver nos próximos tempos pelo concelho do Fundão. Pela aldeia do Alcaide está já em preparação o "Míscaros", o 1º Festival dedicado a este cogumelo tão popular. Durante 3 dias, a animação vai ser uma constante na aldeia entre tasquinhas e várias iniciativas originais e interessantes.

Vale a pena ver o programa (clicar para ampliar):


Mais informações em www.miscaros.org

quarta-feira, outubro 21, 2009

Açor - Festival Artes e Sabores da Maúnça 2009


Aí está o cartaz da edição de 2009 do Festival "Artes e Sabores da Maúnça"! daqui a pouco mais de duas semanas, todos os caminhos vão dar à aldeia do Açor, no concelho do Fundão, onde a animação vai ser mais que muita no meio de um desfilar de aromas e cores, tendo sempre a castanha como elemento omnipresente.

Eu cá já estou a salivar com a recordação daqueles deliciosos e suculentos bifinhos com castanhas da edição do ano passado assim como dos muitos e bons licores.

terça-feira, outubro 20, 2009

Momento de descontração auditiva: Os Irmãos Jogar Computador!


Os temíveis Irmãos Jogar Computador tentam fazer das suas a um puto marrão. Mais uma genialidade criativa dos GANA, Guionistas e Argumentistas Não-Alinhados, transmitido pelo canal CENA, Canal de Entretenimento Não-Alinhado.

Trata-se de um grupo muito particular que, entre as suas criações, faz sempre questão de conferir o troco.

Aviso: Este vídeo pode conter CENAs ou expressões em tons agudos que poderão ferir a sensibilidade auditiva dos espectadores.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Geocaching - A caça ao tesouro global

Recentemente, o Núcleo Duro do Blog do Katano aderiu a um novo passatempo: o Geocaching. Mas o que é isto afinal?

O Geocaching é uma caça ao tesouro à escala global iniciada em Maio de 2000, destinada a utilizadores de GPS, na qual os participantes têm, mediante coordenadas e pistas, de descobrir pequenas caixas (as geocaches ou só caches) escondidas por outros participantes. Em Portugal, estima-se que existam actualmente cerca de 5.000 caches.

Planta parcial de Anchorage, no Alasca. Cerca de 100 caches...


Ao procurar caches, os participantes têm oportunidade de visitar cidades, monumentos ou ainda de tomar contacto directo com a natureza, podendo os mais ferrenhos ter a oportunidade de procurar caches nos locais mais inóspitos do planeta. A preocupação ecológica é uma preocupação constante nas regras do Geocaching que pede aos participantes que não deixem rasto da sua passagem e, se possível, que deixem o local mais limpo do que quando o encontraram (CITO - "Cache In, Trash Out", "Leave No Trace", "Take Nothing But Photos, Leave Nothing But Footsteps"). Existe aliás um site que promove a realização de eventos CITO coordenados nos quais os geocachers se juntam para limpar voluntariamente determinados espaços.

Outra regra importante e vital para a "longevidade" da cache é a discrição, sobretudo em espaços urbanos. Os geocachers devem ser discretos nas suas buscas de forma a não levantar suspeitas e a não revelar a existência da cache. Infelizmente, a destruição / adulteração das caches é frequente pela falta de civismo de algumas pessoas.

Há relativamente pouco tempo em Castelo Branco, a presença persistente de geocachers (e provavelmente a sua falta de discrição) levantou suspeitas entre a população. Chamada ao local, a PSP acabaria por descobrir a cache mas, de forma exemplar, limitou-se a deixar um objecto nela e a registar no logbook "Boa iniciativa! Gostei do jogo!", voltando a colocar a cache no seu lugar. A título de curiosidade, a 2ª versão desta cache foi ontem visitada pela Katano Team.

Reportagem Jornal do Fundão - Abril de 2009 - Clicar para ampliar


Como começar?

Os interessados podem registar-se num de vários sites dedicados ao Geocaching para terem acesso à lista de caches conhecidas pelos utilizadores desse site. O mais completo será provavelmente o Geocaching.com. Depois, é necessário ter um GPS e eventualmente uma bússola. Recomendamos ainda que os geocachers levem um saco para recolha de algum lixo que encontrem, material de escrita e papel. Depois, com conhecimento das coordenadas da cache, é só partir à descoberta.


O que é uma cache e o que contém?

Uma cache pode ter várias dimensões. Pode ser desde uma micro-cache menor que um dedal, até uma caixa de grandes dimensões, normalmente uma caixa tipo "tupperware". Dentro dela, consoante a sua dimensão, pode-se encontrar uma stashnote, um logbook, material de escrita e diversos objectos. A stashnote contém informação explicativa sobre o que significa a cache e o que é o Geocaching, destinando-se sobretudo a quem a descubra acidentalmente. No logbook encontram-se os registos de todos os geocachers que já encontraram a cache ao qual este pertence.

Uma cache "fundanense" média - Lápis, logbook, stashnote e diversos objectos.

Uma das regras do Geocaching estabelece que, quando encontram uma cache, os geocachers podem levar consigo um dos objectos contidos nela mas devem deixar outro no seu lugar. Podem por outro lado optar por não levar nada. Existem ainda objectos especiais como os "travel bugs" ou as "geocoins" que, tendo um número de identificação, têm de ser levantadas e deixadas noutra cache, podendo potencialmente dar a volta ao Mundo. O seu percurso pode ser acompanhado no site atrás referido, mediante o seu número de identificação.

Uma micro-cache. Apenas contém logbook.


Team Katano em plena actividade no centro de Cáceres, junto ao primo espanhol do Cão Cenoura. O Bruno acaba de descobrir o "ground zero" da cache... ou talvez esteja a apontar para um indivíduo que vem na sua direcção para lhe pedir dinheiro.


As pistas para a descoberta das caches dependem da imaginação dos próprios autores, dependendo daí o nível de dificuldade da sua descoberta. Podem ser desde as caches simples que, em poucos minutos (ou segundos) são logo encontradas, até outras que obrigam os cachers a procurar pistas na paisagem para a sua descoberta. Um caso exemplar é de uma cache, escondida algures em Portugal, que para ser encontrada obriga os cachers a descobrir primeiro 30 caches prévias cada uma contendo pistas parciais sobre a localização final.

O Geocaching é pois uma actividade que, para além de saudável pela actividade que envolve, consegue ser extremamente aliciante e até viciante. Que o diga o genro do meu cabeleireiro oficial que, em diversos pontos do Mundo, já descobriu mais de 1.000 caches.


sábado, outubro 17, 2009

O Centro Interpretativo de Arte Rupestre da Barroca


Instalado num espaço do rés-do-chão da Casa Grande da Barroca, o Centro Interpretativo de Arte Rupestre da Barroca é uma pequena jóia do percurso de Arte Rupestre do rio Zêzere e sem dúvida uma primeira etapa indispensável para quem pretende visitar as gravuras junto ao rio.

Em duas salas, onde se procura manter evidente a íntima ligação ao Zêzere, a arte rupestre é explicada e contextualizada em vários painéis informativos e expositores de instrumentos que contam como viviam os nossos distantes antepassados e procuram explicar as motivações que os levaram a produzir estas gravuras. É depois traçado um paralelo com outros locais de arte rupestre como por exemplo Foz Côa, Mazouco e Siega Verde.


O visitante pode ainda experimentar a interactividade sendo ele próprio o desenhador das gravuras ou, mediante um sistema informático que reconhece placas com as gravuras que lhe são apresentadas pelo visitante e as explica recorrendo a curiosas animações.

E quem melhor que a própria população local para servir de guia? Numa iniciativa que merece um aplauso, o Museu do Fundão ministrou um curso de formação sobre arte rupestre aos habitantes da aldeia, aliás muito acolhedores, habilitando-os a fornecer aos visitantes que ali se desloquem as explicações necessárias sobre as gravuras.

Pelo que pudemos perceber, ao domingo o Centro Interpretativo está encerrado mas existe alguém responsável pelo mesmo que pode abrir as portas para permitir a visita. Acreditem que vale a pena.



Notas soltas

No artigo anterior sobre as gravuras, chamei aqui a atenção para um lamentável acto de vandalismo sofrido pelo painel mais antigo das gravuras rupestres da Barroca. Foi depois com algum espanto que, em Siega Verde, percebi a existência num dos painéis de arte rupestre desse local de adulterações semelhantes embora já com mais de 10 anos. Coincidência? Reincidência? A única certeza é que a idiotice não tem dono.


Barroca


Siega Verde

quarta-feira, outubro 14, 2009

O perigo das beatas em brasa

Se ouvirem dizer que houve fogo numa igreja, a causa poderá ter sido uma beata em brasa. O clero da Amadora que o diga!

Este é mais um inenarrável simultâneo A Funda São / Blog do Katano

Imagem obtida n'O-Andarilho

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