sábado, setembro 12, 2009

O dia em que Joaquim Agostinho caiu na Serra da Estrela

Joaquim Agostinho foi um dos melhores ciclistas portugueses de todos os tempos, senão o melhor. Na sua época de estreia como profissional, em 1968, conseguiu logo um 2º lugar na classificação final e talvez tivesse conseguido mais se um grupo de indefectíveis e voluntariosos adeptos não tivesse tido uma palavra a dizer.

Joaquim Agostinho

Nessa edição da Volta, que viria a ser ganha por Américo Silva do Benfica, corria-se uma etapa que passava pela Serra da Estrela e um grupo de jovens (cuja identidade desconhecemos em absoluto) adeptos do Sporting resolveu ir assistir à passagem dos ciclistas pela Nave de Santo António.

A certa altura, surgiu um trio de ciclistas liderado por Leonel Miranda, do Sporting, e do qual faziam ainda parte Joaquim Agostinho, também do Sporting, e Fernando Mendes, este do Benfica.

Leonel Miranda

Dispostos a tudo para assistir a uma vitória do Sporting, os 4 adeptos (cuja identidade desconhecemos em absoluto) saltaram para a estrada e, não conseguindo apanhar Leonel Miranda, agarraram o selim da bicicleta de Joaquim Agostinho, indiferente aos gritos de protesto deste, para o empurrar durante o máximo número de metros de forma a que o atleta poupasse energias. Quem não gostou deste espírito de entreajuda leonina foi Fernando Mendes que, também ele sem pedir licença, agarrou o ombro de Joaquim Agostinho para ir a reboque do binómio "ciclista do Sporting - adeptos do Sporting".

Fernando Mendes

Obviamente, perante tantas variáveis tão súbitas quanto inesperadas, Joaquim Agostinho não conseguiu manter o equilíbrio e, ainda aos gritos, estatelou-se ao comprido, arrastando na queda o seu rival benfiquista.

Quanto aos adeptos, perante o cenário de desastre e sem pensar duas vezes, puseram-se de imediato em fuga, com a certeza de terem decidido uma etapa da Volta, embora não exactamente da maneira como o pretendiam ter feito. Quanto às suas identidades permanecem até hoje em absoluto anonimato.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Parabéns Cláudia!

A Junta Directiva do Blog do Katano vem por este meio parabenizar a Cláudia, com amizade sincera e na graça do Senhor, por mais esta Primavera... vá, mais um Verão... quase Outono.

Na próxima semana, lá estaremos para a mega inauguração!



quinta-feira, setembro 10, 2009

O criptopórtico de Aeminium (Coimbra romana)

Sob o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, encontra-se o criptopórtico romano da Cidade de Aeminium (Coimbra), uma construção de 2 andares formado por galerias abobadadas e passagens estreitas cujo propósito original foi o de servir de plataforma de suporte ao fórum da cidade, de forma a resolver o problema da inclinação da colina onde este se iria situar. O fórum era na época romana o centro cívico, político, religioso e administrativo de qualquer cidade.

Inicialmente construído durante o reinado de Augusto no séc. I aquando da fundação da cidade, seria reformado pouco depois, sendo alargado. Actualmente é o maior edifício romano em Portugal. Ao longo do tempo o criptopórtico foi sendo reutilizado, nomeadamente na Idade Média, acabando mais tarde por ser entulhado. Ao longo do percurso é possível encontrar uma inscrição que permitiu certificar que o nome romano de Coimbra era Aeminium, várias estátuas e monumentos funerários.

Para quem hoje em dia desce as escadas e entra no criptopórtico, sente que está a fazer uma viagem no tempo, onde a história está escrita nas paredes. O ambiente é fantástico e recomenda-se a visita.



Já agora, uma curiosidade: é possível ver na base do pescoço desta cabeça de estátua a forma de encaixe no corpo. Quando um imperador morria, por exemplo, a sua cabeça era retirada da estátua, sendo substituída por uma nova cabeça, retratando o novo imperador. Também é curioso pensar que as estátuas que hoje vemos sem qualquer cor eram originalmente coloridas para dar mais naturalidade e realismo.



terça-feira, setembro 08, 2009

Cabeças de Vento!

Saudações!

Por terras de Miguel Torga!


Só para deixar patente o meu descontentamento pelo desleixo, desprezo e desrespeito pela natureza (não, não estou a falar do que fizeram ao meu bonsai!).

O que se encontra quando se sobe à parte mais bela do parque natural de Montezinho?

Pues conho! Esto:



Estes belos exemplares de 'ventoinhas gigantes' estão practicamente em cima da fronteira do lado espanhol, e um precioso contributo terá supostamente sido aqui há uns anos atrás, o arquivamento por engano do contestamento do ICN a este projecto espanhol , deixando assim passar o respectivo prazo.

O contestamento, ao abrigo de uma directiva europeia que inviabiliza projectos fronteiriços que sejam susceptíveis de causar impacto em áreas sensíveis no país vizinho, poderia ter ajudado a impedir este projecto, mas como por cá já se questiona 'agora que os espanhóis já as puseram vamos ficar nós para trás?', fica no ar a dúvida se foi esquecimento ou beneficiamento...

Enfim, tudo isto são notícias antigas mas o parque poderá estar na iminência de ganhar (mais um) novo olhar, a pressão para instalar 'o maior parque éolico da Europa' no Montezinho ainda não acabou.

segunda-feira, setembro 07, 2009

As pinturas rupestres da Pala Pinta (Carlão, Alijó)

Para especial agrado da nossa mui estimada colaboradora Sete_Luas, aqui ficam algumas fotografias das pinturas rupestres do abrigo pré-histórico de Pala Pinta, na freguesia de Carlão, concelho de Alijó.

A visita a estas pinturas aconteceu aquando da minha participação, após um simpático convite da Dra Mila Simões Abreu, nas II Jornadas Transmontanas de Arqueologia e 8º curso de Arte Pré-Histórica, em 2005, organizadas pelo Instituto Politécnico de Tomar e pela UTAD. Como não podia deixar de ser, ou não estivesse eu envolvido, teve o seu episódio caricato.

Estava eu sentadinho e quentinho a assistir aos discursos da praxe de uma cerimónia de abertura que se preze, quando comecei a folhear o programa das Jornadas. De repente, ao passar os olhos pelos oradores de domingo (estavamos numa sexta-feira), tive uma súbita sensação de familiaridade pelo que li a lista com mais atenção. Confirmei então, para minha grande supresa, que o meu nome estava nessa lista de oradores e que eu ia apresentar o tema "As Pinturas Rupestres do Colmeal - Figueira de Castelo Rodrigo".

Ainda tentei argumentar com a organização mas perante um discurso intransigente misturado com elogios, ainda por cima frente à comunicação social, não tive hipótese senão aceitar a fatalidade de ter de fazer uma apresentação.

Tive então de pedir a colaboração da Nelly, que me enviou as fotos por e-mail (eu não tinha levado comigo NADA) e, no sábado à tarde, enquanto os participantes se maravilhavam com a arquitectura e a produção da Adega Cooperativa de Favaios, fiquei no Espaço Internet de Alijó a construir a apresentação.

Acabou no entanto por ser um desafio interessante pois, tendo em conta que iria fazer uma apresentação numa sala onde, sobre arqueologia, eu era o menos entendido na matéria, acabei por ter de arranjar uma táctica de diversão. Optei então por aproveitar para falar acerca da aldeia abandonada, com especial enfoque na sua história e com um tom e um discurso de tal forma dramáticos que, a certa altura, arranquei um "Ohhhhhh....!" da plateia (para meu alívio). Ah sim, entretanto também falei sobre as pinturas.

Bom, mas o objectivo deste artigo é mesmo mostrar fotografias das pinturas da Pala Pinta, local que visitámos numa das actividades da tarde de domingo, e por isso cá estão elas. Tratam-se de pinturas desenhadas a ocre vermelho na transição do Neolítico (Período em que o Homem se tornou sedentário) para o Calcolítico (Idade do Cobre), tendo provavelmente entre 4.000 a 5.000 anos.



As amendoeiras em flor



A vista a partir do abrigo das pinturas


O painel principal das pinturas (há outro menos evidente)



As pinturas mais conhecidas do abrigo da Pala Pinta

Levantamento das pinturas da foto anterior. Os motivos radiados são provavelmente representações de corpos celestes.
Fotografia da autoria da CM Alijó. Para ver o desenho completo clicar aqui

domingo, setembro 06, 2009

40 anos de Internet!

Desde que nos EUA em 1969 dois indivíduos, de quem quase ninguém se recorda, ligaram pela primeira vez dois computadores com um cabo de rede de 5 metros, passaram já 40 anos. Com o passar do tempo, e-mail, chat e World Wide Web entraram irremediavelmente no nosso vocabulário do dia-a-dia.

Claro que o contributo decisivo para a Internet, a World Wide Web, só surgiria na Suíça em 1989, marcando o início da massificação do uso da Rede das redes, qual verdadeira revolução, e que levou a informação, o conhecimento e a pornografia grátis a todos os cidadãos do Mundo.

Para assinalar a data, aqui fica um curto mas interessante vídeo que explica de forma simples a História da Internet.

sábado, setembro 05, 2009

Camuflagens

Barroca (Fundão), junto ao Zêzere. 23h30.
Fotografia da autoria da Ana

sexta-feira, setembro 04, 2009

As gravuras rupestres do Zêzere, na Barroca

Já lá vão uns anitos desde que pela última vez andei à beira do Zêzere durante a noite. Na altura, numa noite escura como breu e onde, ao cruzar o pontão, só se adivinhava o rio furioso sob os nossos pés, os meus companheiros foram o Xamane e a Bandinha (abro aqui um parêntesis para referir que o Xamane tem um bonsai que é uma categoria!). Na aventura nocturna de hoje, coube à Ana ir comigo à descoberta das gravuras num passeio de quase 2h à luz da lanterna, por entre seixos e pinhal.

Nesta altura do ano, estar junto ao Poço do Caldeirão é uma verdadeira benção para o espírito. Sob a luz de um luar, que ficou como recordação do mês de Agosto, apenas se ouviam os grilos e, ao longe, os mochos. A água estava calma, como se o próprio rio dormisse embalado por estes sons e, aqui e ali, conseguiam ouvir-se os peixes saltando à superfície. Noite fantástica, portanto.

O primeiro conjunto de gravuras compreende dois painéis rochosos diferentes, um deles com cavalos, todos eles incompletos, e outro com cabras afrontadas (frente-a-frente). Se as representações dos cavalos deverão ter cerca de 15.000 anos, já as representações das cabras deverão ter entre 18.000 a 20.000 anos. Todas estas gravuras foram obtidas por picotagem e são na sua técnica e nos motivos representados, semelhantes à arte de Foz Côa e Siega Verde.


Painel 1 - Representação de cavalos. Impressiona a perfeição do cavalo mais completo no qual se distingue a crina, as orelhas viradas para a frente, o olho e os pormenores do focinho.


Painel 1 - Representação de cavalo mais tosca que a anterior. Distingue-se no entanto a orelha e a crina tal como algum pormenor no focinho.



Painel 2 - O maior caprídeo deste painel. Sem grandes pormenores, o que salta à vista é a forma como o formato da rocha foi aproveitado pelo autor das gravuras para dar tridimensionalidade ao animal. O quadril e o dorso fundem-se com o limite superior da rocha. Infelizmente, como eu já tinha aqui referido, alguém se lembrou recentemente de acrescentar um círculo sob o ventre da figura. Assim se realizam algumas alminhas sem outros estímulos na vida...



Painel 2 - Frente à cabra anterior, uma de menores dimensões e de traço mais fino foi acrescentada na parte superior da rocha, também ela aproveitando a forma da rocha para conferir tridimensionalidade. Fica apenas a dúvida se a intenção terá sido representar dois animais em confrontação, sem respeito pela escala, ou se o pretendido terá sido dar profundidade à cena, com um animal em primeiro plano e outro em segundo plano.


Voltando à margem esquerda do Zêzere, fomos ao encontro de uma rocha de grandes dimensões onde se encontra uma outra gravura, da qual uma delegação do Blog do Katano formada pelo Bruno, pela Nelly e por mim, teve conhecimento recente durante uma visita diurna . Trata-se de um cavalo mais minimalista que os anteriores e de picotado menos profundo (parece mais próximo dos caprídeos anteriores do que dos cavalos).


Representação de um cavalo onde se distingue imediatamente o ventre e os membros anteriores e posteriores. O pescoço, a cabeça e o dorso estão representados com um picotado menos profundo e o desenho não apresenta muitos pormenores.



Um apontamento curioso. Se à partida poderiam parecer "covinhas", representações muito familiares em arte rupestre, estas cavidades são no entanto mais largas e profundas e referem-se a tempos muito mais recentes. Na verdade, durante o período do Estado Novo, toda esta região desenvolveu um mercado paralelo de volfrâmio, extraído clandestinamente das encostas circundantes, com especial incidência no Cabeço do Pião. Eram os tempos do "salta e pilha", muitas vezes com a conivência das autoridades, o que não evitava contudo que muitos fossem presos e interrogados. Na Barroca, traziam-se as pedras extraídas para junto do Zêzere e partiam-se nesta rocha para se obter delas o minério precioso. As marcas ainda lá permanecem como recordação.



Na margem esquerda, curiosamente no local exactamente oposto às gravuras das 4 primeiras fotos, encontram-se outras gravuras, estas de motivos mais abstractos e de origem mais recente. Datando de um período compreendido entre o 3º e o 2º milénios a.C., portanto já em pleno Neolítico ao contrário das anteriores que são do Paleolítico, estas gravuras representam círculos e formas ovaladas concêntricos assim como aglomerações de picotado, num total de 23 desenhos. Nesta foto é visível uma forma ovalada contendo dois círculos concêntricos no seu interior.




De grandes dimensões, esta gravura também representa uma forma ovalada com uma outra no seu interior, contendo esta última dois pequenos círculos geminados. Encontram-se nesta rocha muitas outras representações semelhantes, num total de 17 gravuras.


É curiosa a interpretação que é dada a este painel por um habitante que encontramos na nossa última visita diurna bastante longe destas gravuras. Tendo visto as gravuras durante o dia, este senhor apenas distinguiu 4 formas ovaladas ou circulares que, segundo ele, e após as ter desenhado numa laje de pavimento com um posicionamento bastante rigoroso, alegou que se tratavam na verdade da Terra, da Lua, do Sol e da Estrela da Manhã. Não deixou de ser interessante esta interpretação até porque, vindo de alguém que não está muito dentro do assunto e ainda não havendo consenso sobre o que significariam estas gravuras, uma das hipóteses que são actualmente avançadas é de que elas poderão representar corpos celestes.

Bibliografia:
BAPTISTA, António Martinho, "Arte Paleolítica de Ar Livre no Rio Zêzere (Barroca, Fundão)", Revista EBVROBRIGA, nº1 Primavera-Verão 2004, p9-16.

Obrigatório ver:
Artigo COISAS do passado, do Blog COISAS da COISA, com fotografias diurnas dos painéis dos cavalos, caprídeos e do painel das duas últimas fotos, com animações para auxiliar a interpretação.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Querido, modifiquei ligeiramente o Bonsai

Tendo em conta que o nosso fotógrafo oficial se encontra de férias, algures em Portugal, e deixou o seu bonsai a cargo dos nossos atenciosos cuidados e considerando a preocupação que o Xamane nutre pela sua mui nobre árvore em vaso, apresentamos aqui instantâneos obtidos ontem e que dão conta do seu estado de saúde.

Os mais atentos irão com certeza encontrar algumas ligeiras diferenças entre ambos os instantâneos. Aos restantes, lanço o desafio de descobrir as diferenças entre a primeira imagem e a segunda, esta obtida cerca de 1h30 depois da primeira.




Motivos pois mais que suficientes para o Xamane poder dormir descansado esta noite.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Tristes efemérides


II Guerra Mundial

1 de Setembro - Há 70 anos, os nacionalismos irracionais e os delírios de um maníaco levaram o Mundo a um cenário de destruição sem precedentes que terá custado a vida a mais de 70 milhões de pessoas, sendo 40 milhões delas vítimas civis. Quase 6 milhões perderiam a vida graças aos diversos programas de extermínio (esquadrões da morte, campos de extermínio e de concentração,...) , invenções doentia de um Reich que, com aspirações a durar 1.000 anos, desapareceu 6 anos após o início do conflito.




Perante a passividade das "potências" Aliadas, a Alemanha invade e conquista com relativa facilidade a Polónia, a "meias" com a União Soviética, aliado pontual dos nazis que, desde o início, tinham também os soviéticos como alvo. A confiança da URSS na Alemanha custar-lhe-ia cerca de 27 milhões de mortos.

-Aqui havia uma foto que ilustrava a mortandade praticada nos campos de concentração e que a Google mandou retirar-

Apesar das evidências, há quem ainda não acredite nas mortes nos campos de extermínio que vitimaram prisioneiros políticos, comunistas, criminosos comuns, judeus, testemunhas de jeová, homossexuais, entre outros.



A Alemanha seria irónicamente um dos últimos países mártires da Guerra, com cidades como Dresden (na foto), Hamburgo e Berlim a serem transformadas em amontoados de ruínas. Partilhada entre os vencedores, a Alemanha só voltaria a ser reunificada em 1990.



2 de Setembro - Há 64 anos o Japão Imperial vergava-se perante a inevitabilidade da derrota e assinava a sua rendição, pondo termo ao conflito armado. Para abreviar o conflito, os EUA decidiram sacrificar a população civil nipónica, lançando duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, respectivamente. Os estrategas estado-unidenses mais escrupulosos sugeriram que se usasse apenas o efeito psicológico da nova arma, avisando previamente os japoneses, já sem capacidade efectiva de resposta, de modo a que estes evacuassem as cidades, poupando assim os civis. Contudo, temendo o fracasso do primeiro lançamento e querendo usar o efeito surpresa, os EUA atacaram sem avisar, causando com apenas duas bombas mais de 200.000 mortos imediatos e muitos outros mais tarde por envenenamento radioactivo.

Um acto irracional fechava assim o conflito mais sangrento de sempre na História da Humanidade.

Fotos:


Massacre de Beslan

-Aqui havia uma foto, que ilustrava um membro das forças especiais transportando uma criança ferida nos braças, que a Google mandou retirar-
 

1 de Setembro - Há 5 anos atrás, um grupo de terroristas tomou de assalto uma escola na Ossétia do Norte, fazendo 1.100 reféns, 777 deles crianças. Ao 3º dia de negociações, em circunstâncias que ainda estão por apurar, uma explosão desencadeou o assalto das forças russas ao edifício. Deste episódio resultaram quase 400 mortos.



Que a memória nunca se apague.

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