sexta-feira, agosto 21, 2009

Mapa Mundi dos preconceitos


Philipp Lenssen é um informático alemão que, desde 2003, decidiu criar um Blog, o Google Blogoscoped, destinado a analisar tudo o que tem a ver com o motor de busca mais popular da actualidade. Na sua interpretação, analisar o Google é quase como analisar a consciência humana a nível global. Como resultado dessa análise, Lenssen decidiu compilar uma lista mundial de preconceitos que normalmente estão conotados com diferentes nacionalidades.

A técnica de pesquisa utilizada foi muito simples. Para a França por exemplo, Lenssen introduziu na caixa de pesquisa do Google (a tal que às vezes está pequena) o termo de pesquisa "french are know for *" fazendo depois uma recolha e tratamento dos resultados obtidos. Da lista resultante, antecedida de uma curiosa questão prévia no sentido de averiguar se o utilizador conhece o conceito de preconceito, deduz-se que os preconceitos mais difundidos são que os franceses adoram a sua comida, estragam os seus cães com mimos e destacam-se pelo seu romantismo e sofisticação.

E quanto a Portugal?

Na análise de Lenssen, Portugal ficou de fora. Contudo, como verdadeiro paladino do Serviço Público, o Blog do Katano apresenta aqui a lista dos preconceitos mais comuns associados aos portugueses, de acordo com a World Wide Web.

Assim, do ponto de vista "Googliano" da Internet, os portugueses são conhecidos por:
- Serem um povo tolerante, caloroso e acolhedor
- Serem de confiança e trabalhadores
- Terem um excelente marisco e pescado e ainda excelentes vinhos
- Por fazerem anti-jogo e serem durinhos nos jogos de futebol
- Produzirem rolhas e navegadores famosos


Link de referência:

quinta-feira, agosto 20, 2009

Pesquisas do Katano

No regresso da rubrica que periodicamente revela algumas das pesquisas insuspeitas que trouxeram até esta humilde casa alguns dos nossos visitantes, aqui ficam as últimas pérolas:

Ossário construção
Nunca vos aconteceu irem na rua e subitamente perguntarem a vocês próprios "
Como diabos é que eu poderia construir um ossário?"? Esta foi a dúvida que trouxe este leitor ao Blog do Katano e que esperamos ter esclarecido. Curiosamente, ainda aqui há uns Domingos atrás, esta dúvida me tinha ocorrido, curiosamente instantes antes de quase ter tropeçado na triatleta Vanessa Fernandes ao sair de casa. Qual é a relação? Nenhuma. Eu tinha era de arranjar forma de dizer aqui que quase tinha tropeçado na triatleta Vanessa Fernandes aqui há uns Domingos atrás.

Cereija do Fundão
Ai a cereija, a cereija... Esta fruita tão saboroisa que deixa saudades... Como ainda falta algum tempo até à próxima colheita, lá terão as pessoas de se contentar com peiras, meilões, maiçãs e, muito em breve, uivas.

manter a calma exame anatomia
Aqui cheira-me que houve "dedo" da nossa minhota residente...

pénis com pele seca ao redor
Depois de alguns leitores preocupados com os odores que emanavam da sua genitália, eis um outro leitor agora mais virado para as inquietudes derivada de alterações dérmicas nas suas zonas pudendas naquilo que aparenta ser um caso de desidratação sexual. Nada que uma boa pomadinha não resolva!

quarta-feira, agosto 19, 2009

À descoberta da Praia de Fornelos - Montedor/Carreço

Nem só de castros vive a arqueologia minhota, embora só no concelho de Viana do Castelo estejam inventariados mais de 40. Um dos locais mais interessantes que tivemos ocasião de visitar foi sem dúvida a zona que se estende da praia de Fornelos até Montedor, na freguesia de Carreço, monte que se ergue junto ao mar e que actualmente está coroado por um farol... construído sobre as ruínas de um castro (tinha de ser!).

Partindo das pias salineiras, num percurso diferente daquele que há pouco mais de um ano atrás fizemos, descobre-se um grande painel rochoso com gravuras rupestres de motivos esquemáticos zoomórficos (basicamente, bicharada desenhada com meia dúzia de riscos), representando essencialmente cervos e cavalos. É fácil imaginar a abundância destes animais, numa paisagem em que as serranias estão separadas do mar por uma grande planície, que faziam parte da vivência diária das primeiras comunidades que aqui se fixaram.



Nem só da caça e, mais tarde, da agricultura, viviam estas comunidades primordiais. Também o mar era uma abundante fonte de alimentos e os moluscos que se fixavam nas rochas e ficavam expostos, tal como hoje, durante a maré baixa, eram já então um petisco muito apreciado.

Actualmente encontram-se ainda muito esporadicamente alguns instrumentos de pedra que então eram usados para arrancar os moluscos das rochas. Os mais comuns são os chamados "picos asturienses", instrumentos simples feitos com seixos lascados e assim chamados pela zona onde inicialmente foram descobertos. No entanto, a indústria de instrumentos líticos também produziu muitos outros instrumentos, tanto pelo emprego dos seixos lascados, como pelo aproveitamento das próprias lascas, usadas para produzir instrumentos de menores dimensões.

Embora não seja fácil encontrar instrumentos líticos deste género (é mais fácil encontrar erros ortográficos no software do Magalhães, por exemplo), posso afirmar por experiência própria que dá muito jeito ter uma namorada com um fabuloso olho de lince e que desencanta picos asturienses com a mesma facilidade com que uma pessoa asseada se limpa a um guardanapo e que quase conseguiu fazer-me parecer perfeitamente cabível a ideia de levar um carrinho de mão para a praia.


Da nossa "prospecção" - chamemos-lhe assim - resultou a descoberta dos instrumentos visíveis na foto, bem como de núcleos dos quais foram retiradas várias lascas. É possível verificar que o instrumento da direita se encontra bastante desgastado por alguns milénios de erosão marítima.

De acordo com Cortina, Moralez, Uria e Asensio, da Universidade de Oviedo, num artigo intitulado "Picos Asturienses de Yacimientos al Aire Libre en Asturias", este tipo de utensílios define uma época de transição entre o Paleolítico e o Neolítico, e poderão situar-se entre 10.000 a 5.000 anos antes de Cristo.

Para o deleite audiovisual dos nossos leitores, aqui fica o 2º vídeo oficial do Blog do Katano que sintetiza aquilo que foi o passeio na base deste artigo:


terça-feira, agosto 18, 2009

Por Entre Douro e Minho III - O Castro de São Lourenço parte 2 (vídeo)

A título experimental, a Junta Directiva do Blog do Katano resolveu publicar um vídeo sobre o Castro de São Lourenço. Cá está ele:


Pedimos desculpas por quaisquer anomalias técnicas. Se a coisa correr bem, somos bem capazes de apostar neste tipo de conteúdos.

segunda-feira, agosto 17, 2009

À esquerda no cruzamento da cueca

Se parar para pedir indicações sobre o percurso a seguir e alguém responder "É à esquerda, no cruzamento da cueca!" então você está em Vouzela!

Por Entre Douro e Minho II - O Castro de São Lourenço

Continuando as visitas castrejas, no seguimento da nossa viagem pelo Minho, demos um pulinho ao curioso Castro de São Lourenço. Trata-se de um castro com aspectos muito interessantes e cuja ocupação se estendeu desde o séc. IV ou V a.C. até à Idade Média quando, estando este talvez já abandonado, a população aqui se refugiou e fortificou.

O Castro, com 3 linhas de muralhas, situa-se perto de Vila Chã, no concelho de Esposende, com uma vista fantástica sobre a planície que se estende desde o monte, onde se encontra o castro propriamente dito, até à beira do mar, paisagem que é dominada pela cidade de Esposende.


No topo do monte, foi construída uma capela cuja plataforma de implantação destruiu parte do castro, estando mesmo suportada em parte por uma muralha (medieval?). O Castro de São Lourenço terá sido abandonado durante o século V, depois de mais de 1.000 anos de ocupação que fizerem dele uma povoação importante, tendo sido reocupado durante o período da Reconquista Cristã. Nesta altura, por volta do séc. X, terá aqui sido edificado um "castelo" que consistiria numa fortificação circular no topo do monte à boa maneira da época.

Devido a esta ocupação extensa do castro, que no seu auge ocupou todo o monte desde a sua base, encontraram-se construções sobrepostas e vestígios de inúmeras épocas, desde a Idade do Bronze, até vestígios gregos e romanos (inclusive um tesouro). Aliás, a romanização do local não terá sido pacífica como o prova uma camada de cinzas que foi encontrada nas escavações e que data do séc. I da nossa era. A partir desta altura, o castro modificou-se drasticamente, denotando uma profunda influência romana na arquitectura e ordenamento.


Algumas das casas mais antigas do castro, as casas circulares e sub-rectangulares, foram reconstruídas e, embora o resultado não seja consensual (embora sejam mais fiáveis que as reconstruções de Briteiros), ajudam a ter uma excelente ideia de como seria o povoamento à chegada dos romanos. As casas foram construídas de forma a aproveitarem o relevo, tendo a rocha sido afeiçoada e tendo sido construídas plataformas para servir de base para as construções. Numa época mais tardia, as casas era revestidas interiormente a branco ou amarelo e tinham um rodapé em cinzento. O chão era de argila ou saibro compactado.



As casas tinham uma cobertura vegetal que, com a chegada dos romanos, foi substituída pela telha romana. Também tal como em Briteiros, as casas estavam agrupadas em núcleos familiares fechados, uma espécie de condomínio fechado dentro do castro, e o átrio desses núcleos era pavimentado com lajes, tal como as ruas pelas quais se circulava.



Parte do castro foi destruído nos anos 1950 com a construção da capela que se situa no topo e com a abertura do acesso à mesma. Ainda assim algumas construções foram assinaladas no pavimento desses acessos. As mais típicas tinham um pilar central de suporte do telhado, apoiado numa pedra que se encontra frequentemente no centro das ruínas das casas. Muitas dessas construções mostram vestígios do vestíbulo em forma de "patas de caranguejo" referido no post anterior, assim chamado pelo desenho que as ruínas sugerem.


Dentro do castro foi criado um percurso temático, com diversos painéis verticais explicativos bastante esclarecedores, que ajudam a percorrer e compreender o castro nas suas diversas fases. Embora a área visitável não seja ainda muito extensa, sobretudo se tivermos em conta as dimensões e o potencial do castro, a visita consegue ser bastante instrutiva e interessante.


Desde 1985 o castro tem sido alvo de trabalhos arqueológicos que ainda hoje decorrem. Aliás, na nossa visita, foi possível encontrar duas áreas em escavação, uma junto à primeira linha de muralha e outra um pouco afastada desta, orientada a Sudeste, que mostram que ainda há muito por revelar. Na foto acima é possível ver uma vala de escavação que trouxe à luz do dia mais uma casa circular assente sobre o substrato rochoso, juntamente com o lajeado que ficava no exterior desta.

Trata-se de um local que justifica uma visita, tanto pela componente de interesse histórico como pela componente paisagística e que promete em breve tornar-se ainda mais interessante com a conclusão do centro interpretativo actualmente em construção.

Para aqui chegar, o mais fácil é sair na A28 (Porto - Caminha) na saída para Esposende e daqui seguir na direcção de Vila Chã, seguindo as indicações.

Links relacionados:

sexta-feira, agosto 14, 2009

Quer comunicar com extraterrestres? Envie um SMS!

É pelo menos esta a proposta do site Hello From Earth que promete enviar para o exoplaneta Gliese 581d, via SMS, as mensagens deixadas no site pelos cibernautas até ao próximo dia 24 de Agosto. Os SMS serão enviados usando o sistema de comunicação da NASA em Canberra.

O Gliese 581d é um planeta situado fora do Sistema Solar que reune características que levam os cientistas a pensar que poderá aí existir vida.

O único problema é que o planeta encontra-se a 20,3 anos-luz da Terra, o que significa que fica um pouco mais longe que o local onde se encontra o calçado extraviado de Judas Iscariotes. Sendo um ano luz a distância que a luz percorre durante um ano, viajando a uma velocidade geralmente constante de cerca de 300.000.000 m/s. Isto significa que as mensagens só deverão chegar lá por volta de Dezembro de 2029.

Caso haja alguém do outro lado, a maior dificuldade de interpretação das mensagens residirá no facto de ter de ler algo como "Oi! Tá td? Extou nu planetah terrah! Mts bjinhus pra voxex!".

quarta-feira, agosto 12, 2009

Por Entre Douro e Minho - A Citânia de Briteiros

Os últimos dias foram passados em périplo por terras de Entre Douro e Minho, tendo a ocasião sido aproveitada para visitar alguns locais e sítios arqueológicos relevantes da região. Os castros, povoações muralhadas da Idade do Ferro (cerca de 500 a.C.), mereceram alguma atenção, com 2 deles (entre muitas dezenas!) a serem visitados: Briteiros e São Lourenço - Esposende. Os próximos artigos irão abordar o que de mais relevante visitámos.


A Citânia de Briteiros

A Citânia de Briteiros situa-se entre Braga e Guimarães, junto à localidade de Salvador de Briteiros e é em conjunto com a Citânia de Sanfins, em Paços de Ferreira, um verdadeiro ícone da cultura castreja na Península Ibérica.

O local onde se encontra o castro, que era o centro político da tribo dos Brácaros, cujo território estava compreendido entre o Douro e o Lima, à chegada dos romanos, foi ocupado desde tempos mais remotos, facto comprovado pela descoberta de vários vestígios pré-históricos.

Quanto ao castro, terá tido ocupação efectiva a partir do séc. II a.C. e até ao séc. III d.C., tendo sido fortemente romanizado a partir do séc. I d.C., como é possível comprovar tanto pelos vestígios encontrados nas escavações como pelas construções quandrangulares que se encontram um pouco por todo o lado.


As mais de 150 habitações da Citânia, defendida por 4 linhas de muralha, organizam-se a partir do cruzamento de duas ruas principais lajeadas, a partir das quais se desenvolvem outras ruas secundárias. O tecido habitacional está dividido em pequenos conjuntos familiares que, na época, eram fechados de forma a garantir alguma privacidade. Numa das ruas era canalizada água que provinha de uma nascente situada dentro da povoação e que a levava até ao sector dos banhos.

No topo da Acrópole, o ponto mais alto da Citânia, encontram-se duas habitações reconstruídas sob a direcção de Martins Sarmento, arqueólogo cujo nome está intimamente ligado à Citânia e que começou a escavá-la em finais do séc. XIX. Pelo que se sabe hoje, as casas estão mal reconstruídas (as paredes deveriam ter cerca de 1/3 da altura das casas, e o telhado de colmo deveria ser mais alto e mais inclinado) e desajustadas do contexto envolvente. Aparentemente, o próprio Sarmento não terá ficado muito contente com o resultado final destas.

Junto às casas reconstruídas encontra-se algumas inscrições rupestres, uma delas dando conta do nome do proprietário de uma da casas: Camalo. Perto dali, várias sepulturas medievais e um cruzeiro atestam a existência de um santuário ou ermida entretanto desaparecido.



Muitas das casas circulares apresentam um aparelho construtivo helicoidal, visível nesta fotografia. A necessidade de espaço terá levado à construção das estruturas tipo "pata de caranguejo", uma espécie de vestíbulo da habitação. O espaço do átrio, área comum para a qual desembocavam todas as outras casas desse núcleo familiar era também lajeado.


Mais isolada surge a enorme Casa do Conselho onde teriam lugar reuniões de cariz governativo. Sendo esta a capital política dos Brácaros (Callaeci Bracari) é de supor que aqui tivessem lugar reuniões com os chefes dos restantes castros da tribo. Também se tomariam aqui decisões de cariz administrativo local. Junto à parede vê-se um largo banco corrido em pedra e é sem dúvida irresistível imaginar os vários líderes aqui sentados em acesa discussão sob um enorme telhado de colmo e à luz de uma lareira.



Interessantíssimo é sem dúvida o edifício dos banhos. Este edifício, o único edifício balnear conhecido até às escavações de 2006, estava dividido em 4 secções: o átrio onde se encontra um tanque de água fria alimentado pela nascente dentro da povoação, uma sala intermédia que serviria de vestiário e para adaptação térmica do corpo à sala seguinte, da sauna, à qual se acedia rastejando por uma pequena abertura semi-circular na base da chamada Pedra Formosa, uma impressionante laje pentagonal. A última secção consistia no forno que produzia o calor e o vapor de água. Este último era obtido pelo derramar de água sobre pedras aquecidas.

Na foto seguinte, um cidadão completamente anónimo e voluntarioso, disponibilizou-se para, perante o cepticismo de que foi alvo e à custa da limpeza do próprio vestuário, exemplificar a passagem dos banhistas pela Pedra Formosa, neste caso saindo da sala da sauna.


O propósito dos banhos é ainda alvo de discussão. Se o geógrafo e historiador grego Estrabão refere que estes povos tomavam banho "à maneira grega", isto é, fazendo sauna e depois mergulhando em água fria (neste caso seria nos tanques do átrio do balneário), isto com o único propósito de limpeza e relaxamento corporal, já outros autores sugerem um propósito cerimonial iniciático. Os banhos poderiam ser um local onde se contactava com os deuses, sendo as visões propiciadas pela inclusão de centeio (afectado muitas vezes por um fungo de características alucinogénicas) ou mesmo de alguns cogumelos.

Fica aqui a descrição que João Aguiar faz de um banho dos Brácaros na sua obra "Uma Deusa na Bruma", à luz da segunda teoria:

"(...) os banhos (...)lavavam os corpos, mas eram também um santuário consagrado a Nábia e serviam, em certas ocasiões, para lavar as almas, permitindo por vezes, àqueles suficientemente fortes para o suportar, um contacto directo com os deuses. (...)

Saíram da cidade pela porta nobre e desceram o morro. Em torno dos edifícios dos banhos, comprimia-se uma pequena multidão, os pais dos rapazes que seriam iniciados nessa manhã. (...) A espera foi longa e fatigante e eles tinham os estômagos quase vazios. De tempos a tempos, saíam os iniciados, em grupos de dois, completamente nus e trazendo as marcas da experiência por que haviam passado: uns cambaleavam, como que entontecidos, com o olhar vago; outros choravam; outros, ainda, caminhavam aos sacões, agitados por um riso nervoso. (...)


A Segunda Câmara era muito semelhante à divisão anterior e também tinha, como ela, bancos de madeira. Única diferença: estava saturada de vapor de água, uma névoa morna que se colava à pele. No lado oposto ao da entrada, a parede, feita de um só bloco de pedra, mostrava uma abertura pequena, de arco redondo, rente ao chão. (...) Para entrar na Primeira Câmara, um de cada vez, era preciso sentar-se no chão e introduzir as pernas em primeiro lugar; depois, agarrando-se com as duas mãos ao entalhe escavado na pedra, por cima da abertura, impulsionava-se o resto do corpo para dentro.


(...)A Câmara de Iniciação era um compartimento muito menor do que o anterior e não tinha bancos. Tinha, em compensação, no lugar oposto ao da abertura da entrada, um recesso rectangular. Aí, sobre uma grelha de ferro, estendia-se uma grossa camada de seixos certamente trazidos da beira-mar; por baixo, ardia uma fogueira cujo fumo se escapava pela parte de trás, que era aberta, mas não visível para quem se encontrasse no interior.


À altura do tecto, havia um largo orifício que, destapado, servia para observar o que se passava na Câmara e tinha ainda outra finalidade: quando os dois rapazes entraram, um acólito lançou através dele um largo punhado de grãos de centeio; e, após breves instantes, verteu uma certa quantidade de água proveniente da fonte do santuário. Ao contacto com as pedras aquecidas, a água transformou-se quase instantaneamente em vapor, o pequeno recinto encheu-se novamente de bruma espessa que carregava o cheiro activo do centeio."


Links relacionados:



terça-feira, agosto 11, 2009

A minha localidade tem um nome que dava uma posta - PÓVOA PALHAÇA

palhaca

A aldeia de Póvoa Palhaça, aliás, Póvoa da Palhaça, situa-se a Este da cidade do Fundão, sede do Concelho ao qual a localidade pertence.

Ignoramos se o dia-a-dia da localidade é dado à palhaçada ou se existe aqui realmente uma palhaça mas que tem um nome curioso, isso tem.

Conhecem mais localidades cujo nome dava uma posta? Enviem uma foto à Junta Directiva do Blog do Katano!

sábado, agosto 08, 2009

PARABÉNS ANA

8 de Agosto, feriado nacional no Blog do Katano. Hoje comemora-se um dia importantíssimo da história deste humilde espaço: o aniversário da Ana. Esta efeméride será motivo para a realização, durante os próximos 3 dias a contar de hoje, do grandioso Festival Rock in Vale (d'Urso).

À Ana, a Junta Directiva do Blog do Katano deseja muitas felicidades e muitos anos de vida, endereçando estes votos na graça do Senhor e com amizade sincera.




Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...