quarta-feira, agosto 05, 2009

Pormenor de arquitectura romântica contemporânea

Freixial - Telhado, concelho do Fundão


Um sonho cor-de-rosa pelos vistos... O amor é ou não é uma coisa bonita?

segunda-feira, agosto 03, 2009

O meu amigo Michael Jackson ou a farsa Uri Geller


No passado fim-de-semana, a televisão brindou-nos com um pseudo-documentário, com o título curioso de "O meu amigo Michael Jackson", no qual a famigerada personagem Uri Geller falava sobre a sua relação com o falecido cantor. Este programa não passou de uma oportunista forma de publicidade para Geller, aproveitando a onda mediática que se seguiu à morte de Jackson, para recuperar um pouco do protagonismo que a ignorância popular lhe conferiu nas décadas de 1970 e 1980.


Quem é afinal Uri Geller? Israelita naturalizado britânico, Uri Geller nasceu em Tel Aviv em 1945 e ficou famoso a partir dos anos 1970 pelos seus alegados poderes sobrenaturais que seriam de natureza telecinética e telepática. Uri ficou aliás famoso por dobrar colheres apenas com "o poder da mente", tendo tido direito a horas infindáveis de tempo de antena na rádio e televisão e tendo também publicado livros (acho que vi um num escaparate há uns tempos atrás) sobre temas tão fascinantes como melhorar a vida usando apenas o magnetismo do corpo humano. Isto apesar de, há mais de 20 anos atrás, ter sido exposto publicamente como fraude por James Randi, membro fundador do CSICOP, associação dedicada à exposição e desmistificação de fraudes de alegado contexto paranormal.

Aliás, James Randi, conseguiu mesmo recriar todos os "feitos" de Geller apenas com simples truques de ilusionismo, até porque ele próprio foi, a dada altura da sua vida, um famoso ilusionista conhecido como o "Incrível Randi". Convém também referir que Randi lançou há já vários anos um desafio no qual se compromete a oferecer 1 milhão de dólares a quem, afirmando possuir poderes paranormais, conseguir superar os testes que James Randi lhe propuser. Este concurso foi inicialmente lançado em 1964 e, até hoje, nunca foi atribuído a ninguém, isto apesar de já terem concorrido mais de 1.000 pessoas (e outros terem afirmado aceitar mas nunca terem aparecido para as provas - ver aqui e aqui).

Voltando a Uri Geller, que se acha a si próprio um verdadeiro fenómeno (se uma mentira for repetida vezes suficientes...), num vídeo visto por mais de 1 milhão de pessoas no Youtube retirado de um programa televisivo israelita, é possível ver os seus poderes em acção quando altera, apenas com a concentração da energia psíquica dos espectadores e convidados, a orientação de uma bússola marítima. Um feito fantástico se ignorarmos que por volta do minuto 1,22 ele retira um objecto da orelha, colocando-o no polegar esquerdo. Quem é que, como eu, acha que se trata de um íman?



No programa televisivo "O meu amigo Michael Jackson", Uri usa de princípio ao fim um tom de voz cuidadosamente brando, transmitindo uma imagem de serenidade própria de um guru. No entanto, para além de vender a imagem de confidente próximo de Michael Jackson (que jeito dá nesta altura!), Geller aproveita ainda a ocasião para publicitar cirurgicamente as suas "capacidades" de entortar colheres, para além de dar a conhecer uma alegada sessão de hipnose a que terá sujeito Michael Jackson, inocentando-o de todas as alegações de pedofilia. Isto apesar de noutras entrevistas, curiosamente, alguns membros do staff do falecido cantor terem sugerido de forma subtil, pelo menos aqueles que não evitaram responder a essas questões, que Michael se terá mesmo envolvido sexualmente com uma criança.

No entanto, para todos aqueles que ficaram interessados nos poderes paranormais de Uri Geller e que gostavam de conseguir dobrar objectos para dar outro aspecto às pratas lá de casa, aqui fica um site que explica por vídeos e instruções em português, como é que isso pode ser feito ao estilo Uri Geller.


O que fazer quando o passageiro do lado é um chato de primeira?

Se estivermos numa viagem e o passageiro do lado for um daqueles espécimes bastante chatos que não se calam por um segundo, debitando informações que dispensaríamos saber, existe uma forma muito eficaz de o silenciar:

1 - Pegar no portátil com muito cuidado;
2 - Ligar o portátil sempre muito devagar;
3 - Aceder à Internet, sendo que nesta altura o indivíduo estará a olhar;
4 - Fechar os olhos por instantes, abri-los e olhar para o céu;
5 - Respirar profundamente (podemos nesta altura incluir uma reza muito baixinha);
6 - Abrir ESTE SITE e olhar para o indivíduo com uma expressão psicopata no olhar.

Espero feedback a contar como correu.

domingo, agosto 02, 2009

Eu estive lá!

Ando há mais de 1 ano a tentar convencer parte da comitiva do Katano a ir até Gibraltar.

Como ninguém se decide, resolvi ir andando! E aqui está a prova:



sexta-feira, julho 31, 2009

Em jeito de despedida...


Porque hoje é o último dia que estou por aqui durante as próximas 3 semanas, resolvi fazer uma postazinha para me despedir da minha malta do Katano e para partilhar convosco as maravilhas da tecnlogia ao serviço do conhecimento.
Nas minhas pesquisas pela rede de preparação da viagem a Paris, (sim, porque eu sou daquelas pessoas que antes de ir a Badajoz comprar caramelos, faz um elaborado estudo de trajecto, pontos de interesse, melhores caminhos e, até, gráficos comparativos de preços das lojas dos ditos...), tropecei em vários sites com conteúdos fantásticos conselhos fabulosos e fotografias magnificas mas, nenhum me encheu tanto de vontade de conhecer como este que vim partilhar convosco. Imaginem-se no centro da Saint-Chapelle a suspirarem por um minuto em q todos os turistas evaporem no ar para poderem contemplar toda aquela imensidão de cor sozinhos, girarem 360º devagar e apreciar cada detalhe... Impossível não é? Ainda para mais com aquele grupo de Japoneses chatos que não largam as máquinas fotográficas por nada deste mundo... Ora nem tanto, para isso existe o Arounder ( http://www.arounder.com ), sigam para o site, escolham uma das capitais mundiais (sim está lá Lisboa e, curiosamente, Londres não se encontra :p) e depois deixem-se flutar por entre a imensidão. Aconselho vivamente a visita virtual à Sainte-Chapelle em Paris, ao Palácio da Música em Barcelona e à Catedral de Colónia... É certo que, quando voltar, trago fotos e diário de viagem mas, como não sou o Xamané, é melhor verem fotos decentes no arounder e depois conjugarem com o resto. :p

À bientôt... ;)


PS (peço desculpa à Aninhas por ter sobreposto a minha posta à posta de qualidade dela, mas tinha de me despedir dos meus meninos e meninas. :D)

quinta-feira, julho 30, 2009

Felizmente há "Jazz na Praça da Erva"

Enquanto a minha querida Nelly sonha com umas férias animadas de arraial em arraial (especialmente aqueles em que a artista convidada é a Rosinha), aqui por Viana, um dos momentos altos do Verão acontece.


A última semana de Julho é sempre uma altura que recordo com nostalgia durante o resto do ano, pelo bem que faz à alma um toque de jazz numa noite de clima ameno. Gosto de sair à rua e a dado ponto ser guiada pelo som de um piano, de um saxofone ou bateria, à medida que me aproximo da Praça. Lá, o pequeno espaço, um dos mais belos e carismáticos da cidade que empresta o nome ao Festival, parece ser o cenário ideal para a boa música que se ouve. E ouve-se em silêncio, o caloroso silêncio de uma praça cheia de gente emudecida pela contemplação da arte, apenas rompido pelo grito das gaivotas que, vez por outra, a sobrevoam. Como se vê, o "Jazz na Praça da Erva" é um dos meus (muitos) motivos de orgulho na minha linda cidade.


Ontem foi o dia de abertura do cartaz deste ano, e não podia ter começado melhor. Sozinho ao piano, António Pinho Vargas foi protagonista de um momento belíssimo. Apresentou temas do seu último álbum "Solo", entre os quais versões para piano de músicas com mais de 20 anos, que nos são familiares. Pessoalmente, a sonoridade agradou-me muito e enquanto não arranjo cd's fui procurar uns vídeos, entre os quais estes dois, já antiguinhos, que resolvi aqui partilhar com vocês.


Não têm de quê.









quarta-feira, julho 29, 2009

Novo grande êxito de Verão

Porque nesta época do ano começam os bailaricos de Verão, o link abaixo leva-vos a uma animada melodia que certamente soará nas colunas das aldeias por esse Portugal fora...

Som na caixa!!

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terça-feira, julho 28, 2009

Subitamente... tudo ficou Mao

Nada melhor do que estarmo-nos a preparar para atacar a recta final de um projecto que representa o culminar do esforço de um ano e descobrir subitamente que alguém tentou abrir uma loja chinesa no nosso PC.

Embora a situação tenha sido normalizada, este é o tipo de acontecimento que faz com que as noites fiquem subitamente mais longas...

Com a vossa licença, cá vai o desabafo: Raios partam os hackers chineses!!!

quinta-feira, julho 23, 2009

A humildade foi-se em apenas 46 dias



A humildade durou apenas 46 dias... Ainda assim, acredito que tenha sido estabelecido um novo recorde pessoal. Valeu o esforço Zé! Vai mais uma tentativa?


A Loba do Capitólio

A Loba do Capitólio é uma figura que habitualmente associamos ao universo quase mítico da Roma Antiga e que simboliza a fundação da "Cidade Eterna". Segundo esse mito, uma criação propagandística romana, Rómulo e Remo eram gémeos filhos de Marte e descendentes, pelo lado da mãe, de Eneias o herói descendente de Vénus, que escapara à queda de Tróia (há quem diga que o Brad Pitt teve algo a ver com isso) e haviam sido abandonados para morrerem. Contudo uma loba alimentou-os até serem adoptados por um casal de pastores e, mais tarde, Rómulo acabaria mesmo por fundar a cidade de Roma (matou o irmão no processo mas isto é um pormenor).

Voltando ao conjunto da estátua da loba, esta não é uma composição original. Aquilo que se sabia desde há muito é que a loba seria uma estátua estrusca (povo que predominou na península itálica antes da ascenção de Roma) enquanto os gémeos eram uma adição renascentista do século XV. No entanto parece que afinal a loba nem é etrusca mas sim medieval, de construção algures entre os séculos XIII e XIV (uma diferença insignificante de pouco mais de 1.500 anos portanto).

Quando virem filmes sobre a Roma Antiga e perceberem a presença da Loba do Capitólio, já sabem que estão a assistir a um erro histórico crasso! No entanto, o seu papel de ícone cultural da história de Roma e, implícitamente de Itália, permanece inabalável embora se deva agora situar ao nível do "nosso" Galo de Barcelos.

Obrigado ao Bruno Af. pelas dicas

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