sexta-feira, maio 15, 2009
Britain's got talent... ou pelo menos aves raras...
Depois da Susan Boyle... surreal, não tenho palavras para isto... Vocês têm?
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As fotos mais recentes da Quinta da Fórnea, Belmonte
O sítio ficou agora mais valorizado com a colocação da sinalética de interpretação das ruínas, fazendo do que resta desta antiga villa romana (ver artigo anterior) uma verdadeira aula de História sobre os aspectos específicos da vida doméstica nas propriedades rurais durante a presença romana por estas paragens.







Há contudo muito ainda a fazer: a consolidação dos restantes muros, o desvio das águas pluviais (a última chuvada já deixou marcas) e a protecção de zonas mais sensíveis como os lagares e as termas, ainda em muito bom estado de conservação (que bela surpresa, tendo em conta as agressões que as ruínas sofreram) mas que, agora expostos, irão sofrer uma erosão muito acelerada.
Aqui deixo algumas fotografias tiradas há algumas horas atrás, provavelmente as fotos mais recentes das ruínas que se podem encontrar na Net (Serviço público, ora pois!).


Um painel à entrada começa por fazer uma introdução às ruínas. Ao fundo, a Serra da Boa Esperança, com o local do desaparecido castro da Chandeirinha em evidência.

Todas as zonas estão devidamente explicadas e, num local mais elevado do qual se observa todo o conjunto, encontra-se um painel mais sumário que identifica os diferentes espaços.

Em primeiro plano, a zona de armazéns e de transformação (moagem, têxtil) que tinha mais um piso, entretanto desaparecido mas onde se identifica a "caixa" da escadaria de acesso. À direita da entrada principal, com colunas e calçada, situa-se a parte residencial (pars urbana) da villa. Já à direita na foto distingue-se o pátio principal (havia 3 neste complexo) e o espaço relativo ao jardim onde ainda se distingue o muro de contenção da terra.

Entrada principal do complexo onde, no lajeado em primeiro plano, é possível perceber o desgaste provocado pela passagem de carros de tracção animal. O pequeno espaço contíguo, que tinha, à semelhança de muitos outros na villa, uma lareira, servia provavelmente de guarita para um porteiro que controlava os acessos.

Fustes de coluna e uma base de coluna de estilo toscano reaproveitada no muro de contenção do jardim no centro do pátio principal da villa.

O caldarium (banho quente) das termas, sendo visível o hipocaustum (sistema de aquecimento) formado por arcos de tijolo sob o piso que deixavam circular o ar quente proveniente da caldeira (preafurnium) no compartimento à esquerda. Estas arcadas existem ainda em excelente estado de conservação sob uma banheira semi-circular, típica deste compartimento das termas.

O vestiário no qual os frequentadores dos banhos se preparavam para os mesmos. Os arcos visíveis na foto, que originalmente deviam suportar bancos corridos, destinavam-se provavelmente a servir para guardar objectos pessoais. Distingue-se ainda uma pequena abertura rectangular no piso que comunica com os esgotos e sobre a qual existia um recipiente em cerâmica para efectuar descargas de água. Alguém arrisca o que seria esta abertura?

Na zona dos lagares, subsistem ainda os restos de um dolium (muitos mais haveria) um pote largo para armazenar azeite ou vinho e que se encontrava semi-enterrado para efeitos de conservação.

A alguma distância da villa, do outro lado da actual estrada que liga Belmonte a Caria, foi descoberto um conjunto de construções funerárias monumentais. Embora o que foi encontrado fosse maior, deixaram-se ficar estas pedras definindo o formato dos compartimentos. Estariam associados à villa? Provavelmente.
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quinta-feira, maio 14, 2009
Raide fotográfico de fim-de-semana: Desafio
Nunca tinha estado junto de uma estrutura deste género antes e posso dizer que fiquei bem impressionado, tanto pela sua configuração como pela sua antiguidade (cerca de 200 anos provavelmente). Lanço aqui o desafio: alguém sabe a que se destinava este equipamento?
Nota: a Ana e o Xamane estão proibidos de participar :P
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Raide fotográfico de fim-de-semana
No âmbito de um projecto de construção de um site, o fim-de-semana foi dedicado à recolha fotográfica, tanto diurna como nocturna. De entre algumas fotografias que vou aqui partilhar com vocês, começo por esta sequência, quase abstracta, para "queimar rolo" tirada durante o percurso. Não sei porquê mas achei que ficaram com uma certa mística...
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quarta-feira, maio 13, 2009
O Museu dos Descobrimentos de Belmonte na TV
Um muito obrigado ao Bruno Af.
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terça-feira, maio 12, 2009
Ao redor de Belmonte I
Quinta da Fórnea - Um bom exemplo

Após a nossa visita aos museus e Judiaria de Belmonte que já aqui foi abordada (ver parte1, parte2 e parte 3), dois locais para mim especiais mereceram a nossa visita: Centum Cellas e Quinta da Fórnea. Nesta visita, o que ficou na retina foi o contraste entre o estado de um e outro sítio e, se no caso da Quinta da Fórnea, como já aqui foi oportunamente abordado (ver sequência de artigos aqui), as ruínas se encontram já na fase final de musealização - o que se saúda -, já o que vimos em Centum Cellas é diametralmente oposto e merece, só por si, um artigo a publicar nos próximos dias.
Na Quinta da Fórnea, como já referi, os trabalhos estão já avançados. Parte dos muros e a calçada foram já consolidados e embora na altura ainda não tivessem sido colocados, os painéis explicativos já se encontram instalados no local o que permite a qualquer visitante interpretar e compreender o conjunto de estruturas trazidas à superfície.

A entrada principal da villa que levava a um pátio central, com a sua calçada e colunas laterais
Este conjunto diz respeito a uma villa romana (uma casa pertencente a uma família relativamente abastada e dedicada à exploração dos recursos locais como a agricultura ou a mineração), algo semelhante aos "nossos" Montes alentejanos, e que terá tido ocupação entre os séculos I e IV da nossa era. As pessoas que aqui habitavam (a família e os seus escravos e criados) conseguia ser auto-suficiente, produzindo os seus próprios alimentos, utensílios e materiais de construção.

Aspecto de um dos compartimentos onde é possível ver o sistema de esgotos (as condutas casualmente em forma de "pata de galinha" em primeiro plano)
A exploração a que aqui se dedicavam era essencialmente agrícola e o edifício era relativamente importante, possuíndo lagares, armazéns, espaço residencial e termas, às quais estava associado um hipocauto, um sistema de aquecimento sob o piso para aquecer a àgua do tanque de banho quente, o caldarium (para recordar aqui).

Um dos tanques de banho

Aspecto do Hipocausto destinado ao aquecimento da água para o banho quente. Consiste numa fornalha que aquece o ar que depois circula sob o piso que é suportado por um conjunto de arcadas em tijolo sucessivas.
Trata-se de um excelente trabalho de recuperação, mais uma iniciativa de louvar por parte da Câmara Municipal de Belmonte, e que fez de um local que já se julgou irremediavelmente perdido, um interessante espaço explicativo sobre a vida doméstica romana fora dos centros urbanos.
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Faleceu o fundador da Casa das Ratas
Trata-se de uma notícia triste para as gentes nabantinas, pela perda de uma referência popular que fica na história de Tomar.
A título de curiosidade, de acordo com o Luís, é relevante acrescentar que a Casa das Ratas é um espaço único, a ponto do famoso escultor João Cutileiro ter proposto à autarquia local que o estabelecimento fosse declarado Monumento Municipal.
segunda-feira, maio 11, 2009
Virgindade a bom preço
A fama súbita tem destas coisas. Pelo menos é o que deverá estar neste momento a pensar Susan Boyle, que anteriormente aqui foi referida num artigo. Desde a sua inesquecível actuação no programa Britain's Got Talent que a escocesa de 47 anos, solteira e nunca antes beijada, tem sido solicitada para inúmeras entrevistas e aparições. Nas primeiras semanas chegou mesmo a ser solicitada para cerca de 60 entrevistas! Contudo, o convite mais inusitado que lhe foi endereçado, há cerca de 15 dias atrás, ela não esquecerá tão cedo.Ao que parece, uma produtora de filmes pornográficos, a Kick Ass Films, terá oferecido 1 milhão de dólares a Susan Boyle para participar num filme do género para, matando dois coelhos de uma só cajadada, perder também a virgindade.Mark Kulkiss, da Kick Ass Films, em declarações à imprensa referiu que " depois de 47 anos de virgindade, desconfio que a Susan também deve estar ansiosa por pôr termo a essa situação mal possa".
Apesar de Susan Boyle ter recusado, esta era uma ideia com pernas para andar. Não só haveria muita gente disposta a ver a novel cantora envolvida em actos explícitos de prática do coito como também haveria muitos outros dipostos a pagar para não ver esses mesmos actos explícitos de prática do coito. Era como se, por exemplo, a Manuela Ferreira Leite decidisse contracenar numa produção "exótica" com o Rocco Sifredi e quem diz Manuela Ferreira Leite, diz perfeitamente Odete Santos...
Esta veio ali do blog Gacomosi
quinta-feira, maio 07, 2009
Eterno Vasco Granja
A notícia da morte de Vasco Granja, na passada segunda-feira 4 de Maio, entristeceu-me profundamente pois tratava-se de uma das memórias televisivas da minha infância.Intimamente ligado ao mundo da animação e da banda desenhada (há quem diga que foi ele quem introduziu esse termo em Portugal, em substituição do termo tradicional de "quadradinhos") Vasco Granja celebrizou-se ao dar a conhecer nomes perfeitamente desconhecidos oriundos da Europa de Leste. Em abono da verdade, havia alguns filmes de animação com títulos perfeitamente incompreensíveis que eu achava uma seca.
Pioneiro neste campo, Vasco Granja era, para além de cineasta, um comunista convicto, facto que o levou a ser perseguido e preso pelo Estado Novo.
Aqui fica a última aparição televisiva de que me recordo, no programa Herman Enciclopédia, na qual Vasco Granja satiriza... Vasco Granja.
Até sempre Vasco Granja!
Fotografia Wikipédia
Pelos museus de Belmonte III
Não muito longe do Ecomuseu do Zêzere, o Museu do Azeite está instalado no antigo lagar de Belmonte, do qual conserva ainda toda a maquinaria. Num percurso relativamente curto e bem assinalado, o visitante tem a oportunidade de conhecer todas as técnicas de produção de azeite, para além de aprender sobre a origem e a importância da cultura da oliveira (introduzida na Península Ibérica pelos romanos que exploraram em larga escala a produção de azeite).
À saída, para além de ser possível adquirir produtos regionais, de vinho a azeite, passando por doces e uma pasta de azeitona que fez sucesso junto de alguns elementos da comitiva do Blog do Katano, o visitante é "mimado" com uma prova de azeites, acompanhado por pão e broa... isto sim uma delícia!
Apesar de tudo, o aspecto mais original desta visita nada teve a ver com azeite. Ao chegarmos ao museu, deparámo-nos com o pânico da funcionária perante um exame de abelhas domésticas que havia escolhido o espaço entre uma janela do museu e as respectivas portadas para a instalação da sua colmeia. Aliás a senhora estava de tal modo condicionada que, quando chegámos e comentámos o cheiro que pairava no ar, ela tomou a palavra para referir que se tratava de insecticida, não nos deixando concluir que adorávamos o aroma a azeite e bolos que efectivamente havíamos sentido.

O primeiro piso consiste num espaço único no qual se encontram os tanques de armazenamento nos quais a azeitona era guardada antes de ser processada, sendo depois despejada através de uma abertura no solo que levava à moagem no piso inferior. Neste espaço encontram-se também os produtos regionais para venda, para além de diverso merchandising comum a todos os museus de Belmonte. Atrás da porta em madeira visível na fotografia estavam uns quantos milhares de abelhas domésticas em frenesim próprio de mudança de casa.

Vista para o piso inferior onde se podem ver as prensas hidráulicas onde a pasta resultante do esmagamento das azeitonas era prensada para extracção do azeite remanescente.
Pela Vila de Belmonte
Após o encerramento dos museus, dedicámos o resto do tempo a uma visita pela Vila, começando pela Igreja Nova onde se encontra a imagem de Nossa Senhora da Esperança, imagem que a firme e enraizada tradição local afirma ter acompanhado Pedro Álvares Cabral na sua viagem de descoberta do Brasil. O percurso continuou depois em direcção à antiga Judiaria, atravessando o centro histórico onde as casas conservam aqui e ali o seu figurino medieval.

Junto à Judiaria, ergue-se a relativamente recente Sinagoga Bet Eliahu, a concretização de uma aspiração de séculos da comunidade judaica que, em Belmonte, sobreviveu à opressão da Inquisição, continuando hoje em dia bem viva. Aliás, em Belmonte, encontra-se também uma empresa que produz produtos kosher assim como um cemitério judaico.
A moderna sinagoga Bet Eliahu (Casa de Elias), inaugurada em 1996 com a presença de Dan Tichon, então presidente do Knesset, o Parlamento de Israel.
O passeio pela vila terminou com o regresso ao Castelo de Belmonte para prosseguir depois viagem para Centum Cellas e para a Quinta da Fórnea.

O Castelo de Belmonte. São visíveis no pano de muralha as alterações resultantes da adaptação da fortaleza a palácio dos Cabrais. No centro a impressionante janela manuelina.

No canto nordeste são visíveis os vestígios da 2ª torre do castelo entretanto desaparecida. É perceptível a técnica de construção empregue que consistia, como era comum na construção dos castelos, em erguer duas paredes paralelas, consolidando depois o espaço entre elas com pedra irregular e entulho.
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