quinta-feira, maio 14, 2009

Raide fotográfico de fim-de-semana

No âmbito de um projecto de construção de um site, o fim-de-semana foi dedicado à recolha fotográfica, tanto diurna como nocturna. De entre algumas fotografias que vou aqui partilhar com vocês, começo por esta sequência, quase abstracta, para "queimar rolo" tirada durante o percurso. Não sei porquê mas achei que ficaram com uma certa mística... 

 





quarta-feira, maio 13, 2009

O Museu dos Descobrimentos de Belmonte na TV


Um muito obrigado ao Bruno Af.

terça-feira, maio 12, 2009

Ao redor de Belmonte I
Quinta da Fórnea - Um bom exemplo


Após a nossa visita aos museus e Judiaria de Belmonte que já aqui foi abordada (ver parte1, parte2 e parte 3), dois locais para mim especiais mereceram a nossa visita: Centum Cellas e Quinta da Fórnea. Nesta visita, o que ficou na retina foi o contraste entre o estado de um e outro sítio e, se no caso da Quinta da Fórnea, como já aqui foi oportunamente abordado (ver sequência de artigos aqui), as ruínas se encontram já na fase final de musealização - o que se saúda -, já o que vimos em Centum Cellas é diametralmente oposto e merece, só por si, um artigo a publicar nos próximos dias.

Na Quinta da Fórnea, como já referi, os trabalhos estão já avançados. Parte dos muros e a calçada foram já consolidados e embora na altura ainda não tivessem sido colocados, os painéis explicativos já se encontram instalados no local o que permite a qualquer visitante interpretar e compreender o conjunto de estruturas trazidas à superfície.

A entrada principal da villa que levava a um pátio central, com a sua calçada e colunas laterais

Este conjunto diz respeito a uma villa romana (uma casa pertencente a uma família relativamente abastada e dedicada à exploração dos recursos locais como a agricultura ou a mineração), algo semelhante aos "nossos" Montes alentejanos, e que terá tido ocupação entre os séculos I e IV da nossa era. As pessoas que aqui habitavam (a família e os seus escravos e criados) conseguia ser auto-suficiente, produzindo os seus próprios alimentos, utensílios e materiais de construção.

Aspecto de um dos compartimentos onde é possível ver o sistema de esgotos (as condutas casualmente em forma de "pata de galinha" em primeiro plano)

A exploração a que aqui se dedicavam era essencialmente agrícola e o edifício era relativamente importante, possuíndo lagares, armazéns, espaço residencial e termas, às quais estava associado um hipocauto, um sistema de aquecimento sob o piso para aquecer a àgua do tanque de banho quente, o caldarium (para recordar aqui).


Um dos tanques de banho


Aspecto do Hipocausto destinado ao aquecimento da água para o banho quente. Consiste numa fornalha que aquece o ar que depois circula sob o piso que é suportado por um conjunto de arcadas em tijolo sucessivas.

Trata-se de um excelente trabalho de recuperação, mais uma iniciativa de louvar por parte da Câmara Municipal de Belmonte, e que fez de um local que já se julgou irremediavelmente perdido, um interessante espaço explicativo sobre a vida doméstica romana fora dos centros urbanos. 

Faleceu o fundador da Casa das Ratas

Do Tomar, a Cidade!, do camarada Luís, chega-nos a notícia do falecimento de José dos Santos Matreno, o fundador, entre outros estabelecimentos, da emblemática Casa das Ratas de Tomar, que aqui foi tema de um artigo em Março último.

Trata-se de uma notícia triste para as gentes nabantinas, pela perda de uma referência popular que fica na história de Tomar.

A título de curiosidade, de acordo com o Luís, é relevante acrescentar que a Casa das Ratas é um espaço único, a ponto do famoso escultor João Cutileiro ter proposto à autarquia local que o estabelecimento fosse declarado Monumento Municipal.

segunda-feira, maio 11, 2009

Virgindade a bom preço

A fama súbita tem destas coisas. Pelo menos é o que deverá estar neste momento a pensar Susan Boyle, que anteriormente aqui foi referida num artigo. Desde a sua inesquecível actuação no programa Britain's Got Talent que a escocesa de 47 anos, solteira e nunca antes beijada, tem sido solicitada para inúmeras entrevistas e aparições. Nas primeiras semanas chegou mesmo a ser solicitada para cerca de 60 entrevistas! Contudo, o convite mais inusitado que lhe foi endereçado, há cerca de 15 dias atrás, ela não esquecerá tão cedo.

Ao que parece, uma produtora de filmes pornográficos, a Kick Ass Films, terá oferecido 1 milhão de dólares a Susan Boyle para participar num filme do género para, matando dois coelhos de uma só cajadada, perder também a virgindade.Mark Kulkiss, da Kick Ass Films, em declarações à imprensa referiu que " depois de 47 anos de virgindade, desconfio que a Susan também deve estar ansiosa por pôr termo a essa situação mal possa".

Apesar de Susan Boyle ter recusado, esta era uma ideia com pernas para andar. Não só haveria muita gente disposta a ver a novel cantora envolvida em actos explícitos de prática do coito como também haveria muitos outros dipostos a pagar para não ver esses mesmos actos explícitos de prática do coito.  Era como se, por exemplo, a Manuela Ferreira Leite decidisse contracenar numa produção "exótica" com o Rocco Sifredi e quem diz Manuela Ferreira Leite, diz perfeitamente Odete Santos...

Esta veio ali do blog Gacomosi

quinta-feira, maio 07, 2009

Eterno Vasco Granja

A notícia da morte de Vasco Granja, na passada segunda-feira 4 de Maio, entristeceu-me profundamente pois tratava-se de uma das memórias televisivas da minha infância.

Intimamente ligado ao mundo da animação e da banda desenhada (há quem diga que foi ele quem introduziu esse termo em Portugal, em substituição do termo tradicional de "quadradinhos") Vasco Granja celebrizou-se ao dar a conhecer nomes perfeitamente desconhecidos oriundos da Europa de Leste. Em abono da verdade, havia alguns filmes de animação com títulos perfeitamente incompreensíveis que eu achava uma seca.

Pioneiro neste campo, Vasco Granja era, para além de cineasta, um comunista convicto, facto que o levou a ser perseguido e preso pelo Estado Novo.

Aqui fica a última aparição televisiva de que me recordo, no programa Herman Enciclopédia, na qual Vasco Granja satiriza... Vasco Granja.


Até sempre Vasco Granja!

Fotografia Wikipédia

Pelos museus de Belmonte III

Ver artigos anteriores (parte I - parte II - parte III)

O Museu do Azeite

Não muito longe do Ecomuseu do Zêzere, o Museu do Azeite está instalado no antigo lagar de Belmonte, do qual conserva ainda toda a maquinaria. Num percurso relativamente curto e bem assinalado, o visitante tem a oportunidade de conhecer todas as técnicas de produção de azeite, para além de aprender sobre a origem e a importância da cultura da oliveira (introduzida na Península Ibérica pelos romanos que exploraram em larga escala a produção de azeite).

À saída, para além de ser possível adquirir produtos regionais, de vinho a azeite, passando por doces e uma pasta de azeitona que fez sucesso junto de alguns elementos da comitiva do Blog do Katano, o visitante é "mimado" com uma prova de azeites, acompanhado por pão e broa... isto sim uma delícia! 

Apesar de tudo, o aspecto mais original desta visita nada teve a ver com azeite. Ao chegarmos ao museu, deparámo-nos com o pânico da funcionária perante um exame de abelhas domésticas que havia escolhido o espaço entre uma janela do museu e as respectivas portadas para a instalação da sua colmeia. Aliás a senhora estava de tal modo condicionada que, quando chegámos e comentámos o cheiro que pairava no ar, ela tomou a palavra para referir que se tratava de insecticida, não nos deixando concluir que adorávamos o aroma a azeite e bolos que efectivamente havíamos sentido.




O primeiro piso consiste num espaço único no qual se encontram os tanques de armazenamento nos quais a azeitona era guardada antes de ser processada, sendo depois despejada através de uma abertura no solo que levava à moagem no piso inferior. Neste espaço encontram-se também os produtos regionais para venda, para além de diverso merchandising comum a todos os museus de Belmonte. Atrás da porta em madeira visível na fotografia estavam uns quantos milhares de abelhas domésticas em frenesim próprio de mudança de casa.


Vista para o piso inferior onde se podem ver as prensas hidráulicas onde a pasta resultante do esmagamento das azeitonas era prensada para extracção do azeite remanescente.


Pela Vila de Belmonte

Após o encerramento dos museus, dedicámos o resto do tempo a uma visita pela Vila, começando pela Igreja Nova onde se encontra a imagem de Nossa Senhora da Esperança, imagem que a firme e enraizada tradição local afirma ter acompanhado Pedro Álvares Cabral na sua viagem de descoberta do Brasil. O percurso continuou depois em direcção à antiga Judiaria, atravessando o centro histórico onde as casas conservam aqui e ali o seu figurino medieval. 


Junto à Judiaria, ergue-se a relativamente recente Sinagoga Bet Eliahu, a concretização de uma aspiração de séculos da comunidade judaica que, em Belmonte, sobreviveu à opressão da Inquisição, continuando hoje em dia bem viva. Aliás, em Belmonte, encontra-se também uma empresa que produz produtos kosher assim como um cemitério judaico.


A moderna sinagoga Bet Eliahu (Casa de Elias), inaugurada em 1996 com a presença de Dan Tichon, então presidente do Knesset, o Parlamento de Israel.

O passeio pela vila terminou com o regresso ao Castelo de Belmonte para prosseguir depois viagem para Centum Cellas e para a Quinta da Fórnea.


O Castelo de Belmonte. São visíveis no pano de muralha as alterações resultantes da adaptação da fortaleza a palácio dos Cabrais. No centro a impressionante janela manuelina.


No canto nordeste são visíveis os vestígios da 2ª torre do castelo entretanto desaparecida. É perceptível a técnica de construção empregue que consistia, como era comum na construção dos castelos, em erguer duas paredes paralelas, consolidando depois o espaço entre elas com pedra irregular e entulho.

quarta-feira, maio 06, 2009

Pelos museus de Belmonte II - O Museu dos Descobrimentos

Prosseguindo a nossa visita pelos museus da Vila de Belmonte, entrámos no novo Museu dos Descobrimentos, inaugurado no passado mês de Abril e instalado junto ao antigo Solar dos Cabrais e em frente ao Ecomuseu do Zêzere. Trata-se de um museu diferente, único em termos nacionais, muito bem implementado e onde, ao longo do seu percurso, os visitantes são imersos numa experiência extremamente interactiva e com forte integração multimédia.

Através das várias salas, cada uma delas mais surpreendente que a anterior, o visitante começa por conhecer Belmonte antes de iniciar a sua "viagem" pelo tema dos Descobrimentos que começa por uma pequena sala, com as datas mais marcantes dessa epopeia que, quando pisadas, desencadeiam uma animação projectada na parede que exibe a rota seguida pelos navegadores e uma breve descrição do acontecimento. 

Depois de conhecer o contexto social de Lisboa nos séculos XV e XVI, o visitante tem então contacto com todo o ambiente de preparação de uma armada e do dia-a-dia num navio durante uma viagem, passando depois por outra sala onde se evocam os diversos perigos a que os navegadores estavam sujeitos. Antes ainda, há tempo para conhecer em pormenor a armada de Pedro Álvares Cabral, culminando na descoberta do Brasil.

A partir daí, o museu é dedicado à relação entre Portugal e o Brasil e os aspectos da construção deste último país, desde o primeiro contacto com os ameríndios, onde o visitante tem oportunidade de trocar presentes com um nativo virtual, passando pela diversidade de fauna e flora, antes de se abordar os temas da escravatura e da imigração que se lhe seguiu. 

Os aspectos culturais do Brasil (língua, música, as cores,...) culminam a viagem que, para permitir dedicar alguma atenção ao que se encontra exposto, está estimada em cerca de 3 horas.

Em jeito de conclusão, só posso dar os parabéns a Belmonte e às pessoas que contribuiram para este muito interessante museu, isto apesar de não ter tido oportunidade de experimentar todos os recursos dado que alguns estavam ainda indisponíveis ou simplesmente desligados.




A sala onde é dado a conhecer o dia-a-dia dentro de um navio, com um ambiente de vento e sons bem característicos, através de vários painéis multimédia tácteis.


O Primeiro Contacto. Aqui o visitante tem oportunidade de interagir com um ameríndio virtual, trocando presentes com ele. Pena que faltasse a raquete para a interacção...


A biodiversidade brasileira. As espécies animais e vegetais estendem-se a perder de vista.


O mar na sua imensidão? Perigos de uma viagem? Nesta sala onde apenas existe um planisfério sobre o qual estão dispostos alguns pufes, e uma tela curva para projecção, esta última estava desligada...


A sala da palavra ou os termos novos que resultaram do "casamento" entre a língua portuguesa e os dialectos locais.

terça-feira, maio 05, 2009

Pelos museus de Belmonte I

No passado Sábado, uma comitiva do Blog do Katano deslocou-se à vila de Belmonte, terra onde o Judaísmo e a herança dos Cabrais estão ainda bem vivos, para visitar a rede museológica local, começando pelo Castelo e a exposição dedicada a Centum Cellas na torre de menagem, para depois prosseguir pela Igreja de Santiago, Museu Judaico, Ecomuseu do Zêzere, o novo Museu dos Descobrimentos, terminando finalmente no Museu do Azeite.



De há uns anos a esta parte, Belmonte tem vindo a realizar um excelente trabalho no que diz respeito à preservação e aproveitamento do seu património histórico. A rede museológica, reforçada pela Igreja de Santiago (desde a minha última visita) e pelo Museu dos Descobrimentos é disso um excelente exemplo, para não falar da sinalização urbana e do aproveitamento da Quinta da Fórnea. 

Como não basta só implementar as estruturas mas que também é necessário fomentar as visitas às mesmas, foi disponibilizada aos vistantes a possibilidade de adquirirem um bilhete único que permite visitar todos os museus da Vila pelo preço de 7,5 euros (a entrada no Museu dos Descobrimentos custa, desde ontem 5 euros), uma medida que merece um forte elogio.


Castelo de Belmonte / Solar dos Cabrais (Família de Pedro Álvares Cabral)


Exposição sobre Centum Cellas, na torre de menagem do castelo de Belmonte, com uma mostra de objectos recolhidos nas escavações das ruínas deste misterioso monumento de Colmeal da Torre. Parte do espólio esteve exposto até há relativamente pouco tempo no Museu Nacional de Arqueologia nos Jerónimos, no âmbito da exposição "Religiões da Lusitânia".



A Igreja de Santiago, anexa à qual se encontra o Panteão dos Cabrais, foi transformada recentemente num centro interpretativo dos Caminhos de Santiago que todos os anos levam inúmeros peregrinos a Santiago de Compostela. O espaço e os meios de informação estão muito bem conseguidos.


Capela lateral da Igreja de Santiago na qual se encontra uma "Pietá" monolítica (esculpida num único bloco) e policromática (pintada) em granito 



Museu Judaico de Belmonte. Excelente organização do espaço e ambiente interior, com peças interessantíssimas e um impressionante memorial das vítimas da Inquisição. Peca contudo, na nossa opinião, por não explicar mais pormenorizadamente os aspectos particulares do Judaísmo de forma a que um visitante que não conheça essa religião possa ficar devidamente esclarecido.


O Ecomuseu do Zêzere, projecto no qual colaboraram a EPAL e a EDP, mostra o perfil e a fauna e flora ao longo do curso do Rio Zêzere, desde a sua nascente no maciço central da Serra da Estrela, até desaguar no Tejo em Constância. Este museu, bem organizado, encontra-se instalado na antiga Tulha (celeiro / armazém) dos Cabrais, tendo sido preservada a traça original do edifício.

Aspecto de um dos tanques expositores que mostra o perfil do curso médio do rio Zêzere.


segunda-feira, maio 04, 2009

Recortes das Jornadas de Tecnologia e Saúde

De entre várias comunicações, algumas mais interessantes que outras mas, seguramente demasiadas para um dia só, retive as seguintes frases:

"80% das vítimas de AVC sobrevive mas só 25% recupera completamente"

"Em 2006 foram vendidas 2,6 milhões de unidades de medicamentos na Internet, ou seja, mais 380% que em 2005"

"Actualmente, estima-se que entre 50% a 70% dos medicamentos vendidos na Internet sejam contrafeitos"


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