quarta-feira, abril 29, 2009
Transportes públicos de excepção
terça-feira, abril 28, 2009
Amália Hoje
P.S. (Já agora, afinal parece que a malta de preto, os "góticos satânicos" que fazem música do Demo, até têm apreço pelo que é nacional e até são capazes de fazer "coisas giras" de vez em quando. :p)
Pesquisa do Katano
cituação de tabuadas para imprimir
em são vicente da beira apanha-se bem a internet
segunda-feira, abril 27, 2009
Nuno Álvares Pereira, o santo que mais espanhóis aniquilou na História da Humanidade.
O Vaticano canonizou ontem 6 novos santos, entre eles o nosso bem conhecido D. Nuno Álvares Pereira. Este facto não deixa de constituir uma curiosa contradição relativamente ao contexto actual, visto que, ao contrário das organizações que estão a optar massivamente por uma política de layoff, o Vaticano opta por reforçar a equipa de santos com 6 novas contratações.
Nuno Álvares Pereira, que já era beato desde 1918, é assim elevado à categoria de santo, que é como quem diz, passou de uma situação em que estava a recibos verdes para o Vaticano, para se tornar efectivo, tendo assinado contrato sem termo. O próximo passo poderá passar por inscrever no Guinness Book of Records o agora sim Santo Condestável como o Santo que mais espanhóis abateu na História da Humanidade.
Os milagres de São Nuno
Um passo importante para Nuno Álvares Pereira entrar para o panteão dos santos foi um suposto milagre que lhe é atribuído na cura de uma dona de casa que havia sido atingida num olho por óleo a ferver. Contudo, aquele que foi efectivamente milagre, segundo Luís Miguel Duarte na sua obra “Aljubarrota – crónica dos anos da brasa”, aconteceu ainda em vida do Condestável.
Reza a História que nas Cortes de Coimbra de 1385, reunidas para decidir quem seria o legítimo rei do Reino de Portugal, a extraordinária argumentação de João de Regras conseguiu convencer tudo e todos de que o Mestre de Avis era a pessoa ideal para o cargo. Contudo, segundo a investigação de Luís Duarte, a história foi ligeiramente diferente.
Ao que parece havia um forte e influente partido pelo Infante D. João, filho de D.Pedro e de Inês de Castro, por oposição a D.João o Mestre de Avis, também filho de D.Pedro e de uma dama galega. Quando ao fim de um mês as Cortes continuavam num impasse, Nuno Álvares Pereira chegou ao local com 300 dos seus homens, armados até aos dentes, e resolveu ir conversar com Martim Vasquez da Cunha, principal apoiante do Infante D.João.
Os invulgares poderes de persuasão de Nuno Álvares Pereira operaram um milagre e, imediatamente, Martim Vasquez mudou de opinião e passou a apoiar entusiasticamente o Mestre de Avis que, assim, foi eleito rei de Portugal.
A canonização é pois um acto mais que devido a uma figura que, muitas gerações depois de Aljubarrota, era ainda evocada pelos espanhóis que ameaçavam chamá-lo para obrigar os seus filhos a comer a papinha toda.
sábado, abril 25, 2009
Evocação do Fascismo ou... 25 de Abril na sua essência?
Tem causado muita celeuma na comunicação social a inauguração prevista para hoje do remodelado largo Salazar em Santa Comba Dão. Embora a alegação de "pura coincidência" por parte do edil local me pareça ridícula, não creio que haja nada de inocente no facto de ser inaugurado nesta data até porque, a celebração da memória do 25 de Abril no dia de hoje já estava planeada há 35 anos, não me sinto particularmente chocado com ela.25 de Abril de 1974 - A derradeira noite do medo*


Texto da primeira página:

E, já agora, vale a pena recordar a entrevista EXCLUSIVA ao Blog do Katano do Tenente Coronel Vasco Lourenço, há 35 anos um dos Capitães de Abril e actual membro dos corpos gerentes da Associação 25 de Abril. Esta entrevista foi realizada em 2007 pela Nelly, a nossa repórter do Katano!sexta-feira, abril 24, 2009
Ficou-me no ouvido

Susan Boyle - O fenómeno mediático do momento
Susan Boyle é uma dona de casa escocesa de 47 anos que, de um momento para o outro, se tornou um fenómeno à escala global graças à sua prestação, no passado dia 11 de Abril, no programa Britain's Got Talent, o equivalente britânico do programa televisivo que em Portugal foi transmitido na SIC com o nome "Ídolos".quarta-feira, abril 22, 2009
Instantâneos do Katano
Esta semana, uma pessoa que eu conheço, pessoa essa que não sou eu, claro, mas sim uma amiga de uma conhecida de uma pessoa que eu conheço (repito, que não sou eu!), estava na sua luta diária, a tentar despachar uma fila interminável, quando um cliente já com alguma idade se aproxima e diz:
- "Já têm carne de borrego?"
Amiga de uma conhecida:
- "....errr.....hum.....nãoooo...."
- "Já na semana passada não havia. Tive de levar aqueles bifes duros de pirun!.... Ai! Então e a couve lombarda?"
Amiga de uma conhecida:
- "hum....Pois ... couve lombarda também não temos."
- "Tou tramado (penso que não foi exactamente esta a expressão). Aluguei o carro de praça que está ali à minha espera e agora não levo nada do que quero!!!"
Amiga de uma conhecida:
- "Olhe, mas experimente aqui na porta ao lado. É um supermercado, pode ser que o possam ajudar..."
E isto, foi uma Má ou Boa Hora?! :)
Sobre a Boa Hora e a Má Hora na tradição oral popular

De entre as primeiras, ocorrem-me as horas felizes, as horas de Deus e as horas bentas.
(…)
“Nasceu em boa hora” – diz-se de quem é ditoso e a sorte lhe corre bem.
“Veio a boa hora” ou “em boa hora” – a propósito, oportunamente, a tempo, no momento em que pode ser servido.
(…)
Das más horas o povo faz, entre outras, as seguintes distinções:
a) Horas minguadas : “ a desditosa nascera em hora minguada” Camilo, Mistérios de Fafe (…)
b) Horas aziagas
c) Horas do diabo
d) Horas danadas
e) Horas arrenegadas
f) Horas negras: “Uma hora, em certa noite, dezassete anos antes… hora negra essa que lhe innoitou a vida inteira.” (Camilo, Brilhantes do Brasileiro) (…)
g) Horas infelizes ou infortunadas: “Tem outros muitos agouros, em tanto que nas horas que achão serem infortunadas não querem receber dinheiro, ho que abasta quanto a cerimónias” (Damião de Góis, Crónicas de D.Manuel, parte I, cap 42).
Há a locução nascer em boa (ou má) hora e os esconjuros populares má hora vá contigo; em má hora venhas. Em contrário destes esconjuros, diz-se: em boa hora vás; em boa hora venhas.
O povo dos campos, para saudar quem encontra pelos caminhos, tem as expressões: Vá em boa hora e vá nas horas de Deus.
De quem morreu, diz-se: chegou a sua hora (isto é, a má hora) ou: tinha as horas contadas.
Às boas e às más horas se refere D. Francisco Manuel de Melo, nos Apólogos dialogais, pag 41: “… não há cousa na boca dos homens tão frequente, como em boa hora, & má hora, hide com as horas más, vinde com as boas horas; huma hora muito fermosa, nas horas de Deus “.
Em vez de boa hora e má hora também se diz: nas boas horas e nas más horas.
Há ainda as horas abertas, que são três momentos da maior atenção popular: as “Avé-Marias” da manhã, as do meio-dia, e as da noite, momentos que, segundo o povo, coincidem com o nascimento, a morte e o enterro do sol.