sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Finalmente Penedono III - Violência (pouco) doméstica

Tal como prometido, depois de espreguiçar nas sepulturas ou impedir entrada de vandalos em Castelos, segue um instantâneo da "calorosa" e "afável" hora de almoço tuga.

Dado não ter ficado satisfeito com as sandes de banana e presunto ou com o paté barrado com um ligeiro toque de pão, e depois de lhe subir à cabeça a força de um karate dragon azul, eis que um ilustre membro/a da comitiva que se deslocou a Penedono resolve mostrar a fúria de um tuga pouco satisfeito com o almoço que a mulher lhe preparou e zás, cá vai disto:


quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Finalmente Penedono II - O Castelo de Penedono

Continuando a nossa viagem pela alta Beira Alta (passe a redundância), deixámos então Trancoso para trás e prosseguimos para Norte, em direcção a Penedono onde chegámos por volta da hora do almoço (uma hora extremamente relativa, é certo, mas ainda assim relevante na estruturação da nossa visita).

Após alguma hesitação em relação à escolha do local mais apropriado para nos instalarmos com a nossa genial arca frigorífica portátil, e após firme objecção por parte de um elemento da comitiva em relação a instalarmo-nos num simpático espaço à porta de um restaurante local (creio que esse certo e determinado elemento usou do argumento de que tal acto constituiria uma prática de verdadeiro tuguismo), acabámos finalmente por encontrar um pequeno jardim que reunia as infra-estruturas necessárias. Bom, faltavam talvez os sanitários...

O local escolhido foi o Jardim da Cegonha, um espaço muito bem tratado e cativante, junto a uma antiga fonte de mergulho. Este jardim evoca não a ave propriamente dita mas sim aquilo que conhecemos também como Picota, um mecanismo de alavanca e contra-peso destinado a retirar água de um poço e que outrora ali existiu.


O Cavaleiro Magriço

O Castelo de Penedono é conhecido por ter sido local de nascimento de Álvaro Gonçalves Coutinho, conhecido pela alcunha de "Magriço", um dos "12 pares de Inglaterra" referido por Camões no Lusíadas. Esta figura quixotesca era filho não-primogénito do alcaide do castelo de Penedono e, como acontecia na época, vivia em demanda de glória e fortuna pelos feitos de armas.

A sua mítica história teve origem quando 12 damas inglesas foram injuriadas por outros tantos fidalgos e, para preservar a honra das damas e, ao mesmo tempo não querendo entrar em conflitos que poderiam degenerar em grave conflito, o Duque de Lancaster (ou Lencastre) pediu a D.João I que lhe enviasse 12 fidalgos para a peleja.

O Magriço, ao contrário dos outros 11 que foram de barco, viajou para Inglaterra por terra para saciar a sua curiosidade, o que fez com que se atrasasse. Diz a lenda, que estava já o torneio prestes a começar e uma dama em particular muito chorosa por não estar quem lhe iria defender a honra, quando chegou o Magriço em grande alarido.

Obviamente vencido o torneio, os cavaleiros celebraram a vitória e regressaram a Portugal... excepto o Magriço que ainda se manteve alguns anos por lá ao serviço do Conde de Flandres, regressando mais tarde com uma carta de reconhecimento que se encontra ainda hoje depositada na Torre do Tombo.

Foi em memória da relevância lendária dos feitos do Magriço que, em 1966 por ocasião do Campeonato do Mundo de Futebol, a selecção nacional recebeu a alcunha de "Magriços" já que esta prova se disputava em Inglaterra.

O Castelo de Penedono

Trata-se de uma fortificação do Séc XIV, com uma arquitectura única, que se destaca na relativamente pequena sede de concelho. Antes de acedermos ao castelo, passamos por um conjunto de casas recuperadas, uma das quais adaptada a posto de Turismo, e um belo exemplar de pelourinho manuelino de gaiola do Séc XVI.

Sobre a fortificação diz-nos a Câmara Municipal de Penenodo que:

"O castelo, classificado como monumento nacional (Decreto de 16 de Junho de 1910), ergue-se a 930 m. de altitude, em plena serra de Serigo, dominando ao redor um vastíssimo panorama, apenas limitado, ao longe, pelos mais elevados relevos das Beiras e Além - Douro e terras castelhanas do antigo reino Leão.

Galhardamente fincado no seu pedestal granítico, lembra, pelo fino recorte das suas linhas, uma graciosa aguarela romântica ou cenário de conto de fadas. É, sem dúvida, o mais formoso monumento do seu género, existente em terras beiroas.

De planta hexagonal irregular, com o perímetro de, aproximadamente, setenta metros escassos, foi edificado, talvez, no século XIV, por D. Vasco Fernandes Coutinho, senhor do Couto de Leomil e vassalo de el-rei, a quem D. Fernando o doara, juntamente com a vila de Numão e outros lugares, em recompensa de revelantes serviços prestado à Coroa. O escudo das armas dos Coutinhos: as cinquo estrelas sanguinhas / em campo dourado pintadas – colocado acima do portal da entrada, assim o dá a entender.

Dois esguios cubelos flanqueiam o portal, aberto ao sul, enquanto outros três se escalonam a intervalos irregulares, ao longo do anel das altas cortinas ameadas."

No seu interior é possível passear pelos diferentes níveis do castelo (numa altura de até 3 andares aproximadamente) alcançando-se uma vista magnífica. Contudo, levanta algumas questões de segurança até porque o corrimão que supostamente serve de resguardo inspira tudo menos confiança.

Dois imponentes torreões ladeiam a porta de entrada do castelo sobre a qual se encontra o brasão da família dos Coutinho.

Perante o cenário, um dos membros da comitiva viu-se forçado, em grande sacrifício e perda pessoal, a abdicar de subir às ameias do castelo para garantir que, em caso de desastre, alguém estivesse em condições de prover cuidados de primeiros socorros aos restantes membros da comitiva ou de, pelo menos, os carregar para a bagageira do automóvel.


À entrada do castelo, foi necessário atestar que não estávamos ali para levar a palavra do Senhor nem para vender enciclopédias. Curiosamente, a sinistra figura que nos barrou o caminho era muito semelhante à outra sinistra figura que, em Trancoso, fez uso de uma sepultura rupestre à laia de espreguiçadeira.



Um membro da comitiva, pouco preocupado com a sua própria segurança pessoal, tenta fazer humor com outro membro insinuando que este estaria a evitar circular pelas ameias devido a inexplicável fobia das alturas. O membro visado pelo inoportuno comentário jocoso resolve ignorar e fingir que acabou de avistar a Soraia Chaves a perseguir, com ar de quem quer praticar traquinices, o pároco local em plena avenida principal da povoação.

A seguir: Missa num Anta, Tuguismo de Qualidade

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Porque é que os Óscares se chamam Óscares?

Criados em 1928 para aumentar o prestígio da indústria de cinema de Hollywood, os oficialmente designados Prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas são contudo conhecidos à escala planetária por "Óscares", designação aliás usada oficialmente pela Academia desde 1939. 

A origem do nome destas estatuetas, representando um cavaleiro segurando a sua espada sobre um pedestal formado por uma bobine de filme, é no mínimo curiosa.

Ao que parece no início da década de 1930, Margaret Herrick, então bibliotecária da Academia, ao ver pela primeira vez uma destas estatuetas, terá exclamado que esta lhe fazia lembrar o seu tio Óscar. Pelos vistos o reparo terá causado sensação suficiente para ganhar força ao ponto de, alguns anos mais tarde, vir a ser adoptada como designação oficial.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Serra da Estrela, 16 de Fevereiro de 2009


Céu, neve e granito.  A Serra como deveria ser, sem turistas, sem sacos de plástico, trenós partidos, restos de refeições,...

Idem aspas...

Antigas torres de radar da base de controlo da NATO que aqui esteve instalada nos anos 50. Actualmente, a mais próxima (em melhor estado) serve de posto sazonal da GNR. Para que fique bem claro, não é por causa destas torres que o ponto mais alto da Serra da Estrela se chama "Torre". Deve-se sim à presença da torre de 7m que, originalmente, foi mandada erguer por D. João III para que a Serra efectivamente medisse 2.000 m.

PS - As duas torres da foto estão à venda.

Corte na neve com mais de 2m atrás do qual se vê um telhado do supra-sumo dos centros comerciais de montanha (sobretudo na categoria dos centros comerciais improvisados e sem condições), atrás do qual se percebe outra perspectiva de uma das antigas torres de radar.

O impressionante Cântaro Magro, aos pés do qual corre embrionário o rio Zêzere.

Parte cimeira do vale glaciar por onde corre o rio Zêzere, aliás visível na foto. Este vale, que segundo dizem  é o maior vale glaciar da Europa com 13km de extensão, impressiona pela sua forma e extensão.

Vista da Nave de Santo António, zona onde, nos meus tempos de catraio, se instalava uma multidão de campistas de fim de semana com as suas tendas e atrelados (e umas quantas barracas como casas de férias).

"Fonte de Águas Frigidíssimas", da fonte Paulo Luís de Martins a água emerge de um lençol freático a uma temperatura constante de 6 graus ao longo do ano.

PS - Ao perceber um letreiro dizendo "Centro Interpretativo da Serra da Estrela" num dos edifícios da zona da torre, fiquei agradavelmente surpreendido e curioso. Contudo, a surpresa depressa se desfez perante um edifício fechado, apesar de ter visível um horário no qual se lia "Aberto todos os dias"... Será provavelmente mais importante vender casacos de cabedal, pins, pantufas e bonecos de peluche tipicamente serranos aos turistas. 

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Noite de Óscares


O filme Slumdog Millionaire ("Quem quer ser milionário") foi o grande vencedor da noite ao arrebatar 8 óscares, entre eles o de melhor filme, batendo assim por larga margem O Estranho Caso de Benjamin Button que arrebatou 3 estatuetas.

Por força do trabalho, que me ocupou noite fora, tive ocasião de ir acompanhando, pela primeira vez integralmente e a espaços, a cerimónia de entrega dos Óscares embora mantenha a minha opinião acerca da mesma. 

Para começar, acho ridícula a forma como se tenta forçar o humor da cerimónia, debitando piadas a partir do tele-ponto, nem sempre com uma expressão à altura do estatuto de actores dos apresentadores, embora o estado de nervosismo e a consciência de que o Mundo está de olhos postos neles, faça com que os membros da plateia sorriam e adiram, portando todos eles um sorriso que se situa algures entre a classificação de sorriso Colgate, o sorriso congelado e o sorriso parvinho (se calhar um misto dos 3).

Por outro lado, esta cerimónia é também um hino à hipocrisia que atinge o seu clímax quando se anuncia o nome do vencedor de uma categoria. Duvido muito que os aplausos e o ar de entusiasmo dos derrotados se destine a outra coisa que não seja o salvar da face fazendo boa figura e mostrando um aparente fair play quando, no seu âmago, estão provavelmente a tecer considerações sobre a profissão da mãe de quem está a receber a estatueta e a pensar em como desejável se tornou aquela garrafinha de bourbon que está no armário da sala.

Quem vence também não se safa a esta apreciação, sobretudo quando começa a frase com "Não estava nada à espera...". Pois claro que não! Ao fim e ao cabo, eles apenas foram ali porque havia champagne e mini-hamburgueres grátis...

À margem de todo este show off e toda esta hipocrisia, ficam os prémios da noite:

Melhor filme: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor actor: Sean Penn (Milk)
Melhor actriz: Kate Winslet (O Leitor)
Melhor actor secundário: Heath Ledger (O Cavaleiro das Trevas)
Melhor actriz secundária: Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Melhor realizador: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor filme estrangeiro: Okuribito / Departures (Japão)
Melhor filme de animação: Wall-E
Melhor argumento original: Milk
Melhor argumento adaptado: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor canção original: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor som: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor orquestração: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor fotografia: Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhor direcção artística: O Estranho Caso de Benjamin Button
Melhor guarda-roupa: A Duquesa
Melhor montagem:  Slumdog Millionaire (Quem quer ser Bilionário)
Melhores efeitos visuais: O Estranho Caso de Benjamin Button
Melhores efeitos sonoros: O Cavaleiro das Trevas
Melhor caracterização: O Estranho Caso de Benjamin Button
Melhor documentário: Homem no Arame
Melhor curta-metragem documental: Smile Pinki
Melhor curta-metragem: Spielzeugland
Melhor curta-metragem de animação: La maison en petits cubes

Enfiar a pen...

No Sábado passado, mais uma vez como acontece, em regra geral, quinzenalmente, parte do núcleo duro deste blog assistia a mais um encontro da gloriosa Associação Desportiva do Fundão, a equipa sensação do campeonato maior de futsal.

Como o jogo não despertava muito entusiamos, ia-se aproveitando para colocar a conversa em dia e, a palavras tantas, a conversa abordou a iminente troca de placa de banda larga móvel.

Perante a iminência de ver o seu modem trocado por outro e pensando que ia ver a sua pen/modem trocada por uma placa PCMCIA , uma certa e determinada pessoa, que não vou aqui identificar senão vão dizer que para além de não respeitar o património deitando-se em sepulturas rupestres, também faz uso de linguagem torpe quando aborda temas tecnológicos, não escondeu a sua indignação e, no meio da massa adepta da ADF, proferiu em alto e bom som:

"Então mas como é que eu enfio essa placona???"

domingo, fevereiro 22, 2009

Medidas anti-crise

A sua empresa está à beira da falência? É trabalhador independente e o seu negócio não lhe corre de feição? Não sabe como atrair clientes?

O Blog do Katano dá-lhe ideias para combater a crise.



Eis o exemplo de um profissional que, estando o seu ofício a cair em desuso, utiliza um slogan altamente persuasor e que à primeira vista pode até parecer... redundante. Mas não é. Parece que há também aqueles limpa-chaminés que limpam sujando - não necessariamente a chaminé que limparam, espero eu - e em relação a estes, este profissional está claramente em vantagem.
Fácil, não é?

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

E quanto aos espectadores dos eventos... desportivos?

Ao fazer um comentário de resposta ao camarada Varela no artigo em que questionei quais serão os motivos que levam as provas automóveis a serem consideradas desporto, abordei a questão da saúde dos espectadores dessas mesmas provas. 

Também me custa a compreender o entusiasmo despertado pelo facto de se estar numa posição privilegiada onde o Oxigénio é menos abundante que o Monóxido de Carbono, onde a poeira tem tendência a meter-se por tudo o que é roupa, olhos e vias respiratórias (será que os adeptos ferrenhos podem morrer de silicose?) e onde o nível de ruído é semelhante ao de uma indústria metalúrgica, que emprega apenas anarquistas, em pleno horário laboral. Isto claro, quando não levam com uma viatura em cima e que me leva a perguntar, quem sofre mais lesões: os condutores ou os espectadores.

Acerca disto, não posso deixar de relembrar um sketch dos Gato Fedorento em que a temática é é mesmo essa: a dos adeptos de provas automobilísticas. Está lá tudo: os carros, a areia, o barulho... Vale a pena (re)ver.


quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Finalmente Penedono!

Depois de uma primeira tentativa mal sucedida de organizar um passeio até terras de Penedono (meteu água, literalmente), desta vez a comitiva do Blog do Katano não facilitou e manteve a intenção de passeio e o nome do destino em absoluto sigilo até à hora do mesmo, não fossem as condições metereológicas degradarem-se novamente.


Assim, em plena madrugada do dia 14 de Fevereiro (madrugada para metade da comitiva, pelo menos), e após uma retemperadora e oportuna dose de cafeína (pelo menos para alguns), a expedição arrancou rumo a Norte, desbravando a A23 e depois a A25 até Celorico da Beira, tomando depois o rumo que levou à primeira etapa: Trancoso.


Em terra de Bandarra

Gonçalves Annes Bandarra, sapateiro e, para muitos, profeta, facto que lhe valeu ser perseguido pela Inquisição.

Em Trancoso, vila ainda cercada quase na totalidade pelas sua muralha medieval, a paragem não se prolongou muito. A visita começou pela estátua do nativo mais famoso (exceptuando o famoso padre que teve 299 filhos), Gonçalo Annes Bandarra (1500-1556), sapateiro de profissão e profundo conhecedor do Antigo Testamento, que deixou algumas obras escritas que, pelas interpretações que delas têm sido feitas, tratar-se-iam de profecias e nelas estaria inclusive predito o desaparecimento de D.Sebastião em 1578 e o seu posterior regresso para salvar a Pátria. Esta interpretação constitui um pilar fundamental do mito do sebastianismo.

Na estátua, para além da representação dos elementos próprios do ofício de sapateiro, que curiosamente se encontram sobre o pedestal, ao contrário do homenageado que está apeado, encontra-se também o pormenor curioso da presença de uma folha sob esse mesmo pedestal. Este pormenor diz respeito a uma lenda segundo a qual, de acordo com o meu falecido avô paterno, um indivíduo querendo pôr à prova a tão gabada capacidade de observação de Bandarra, foi colocar discretamente uma folha sob uma pedra que se encontrava no horizonte que o profeta frequentemente admirava.

Este contudo, ao olhar a pedra ficou admirado e terá mesmo dito "Ou a terra já subiu, ou o céu já desceu...". Irritado, o indivíduo terá ido então retirar a folha após o que Bandarra corrigiu em nova observação "Ou a terra já desceu, ou o céu já subiu".

Há no entanto outra versão que dita que Bandarra se terá simplesmente sentado sobre a pedra, na qual se sentava frequentemente,  sob a qual de alguma forma se encontrava uma mortalha e manifestou a sua estranheza pela súbita "mudança" de altura da pedra com as mesmas palavras.

Continuando a visita, saímos das muralhas para ir até à necrópole rupestre que se encontra junto ao tribunal, a partir da qual nos dirigimos ao Castelo que, interminavelmente continua em obras.

Momento em que numa atitude de profundo desrespeito pelo património, um elemento não identificado da comitiva decide repôr as horas de sono em atraso sob o pretexto de o querer fazer por apenas um minuto. Não foi fácil explicar-lhe que não se tratava de um conjunto elaborado de espreguiçadeiras de uso público.

Se as obras pretendem melhorar as condições de visita dos turistas, há alguns pormenores que me desagradam particularmente pela descaracterização que vão impôr ao espaço interior do castelo, como é o caso da escadaria sui generis que irá permitir o acesso à torre de Menagem. Será sem dúvida falta de bom gosto e estética da minha parte, achar que uma escadaria de betão ladeada de 2 muros de altura uniforme até ao nível da porta de acesso da torre não se enquadra no contexto da fortificação medieval e é com certeza por isso que existem iluminados arquitectos que tomam estas decisões.

Isto para não ser picuinhas a ponto de criticar a também betonada nova rampa de acesso à porta do castelo...

O castelo de Trancoso com as suas muralhas reformadas por D.Dinis e onde se distingue à direita a torre de menagem dita "moçárabe", com a sua peculiar forma sub-piramidal.

Seja como for, tal como a simpática família francesa que optou depois por se sentar no cruzeiro em frente à entrada do castelo para merendar (atitude até bastante tuga segundo certos e determinados elementos da comitiva do Katano), também nós ficámos desolados por não poder visitar o interior do castelo com a sua peculiar torre de menagem "moçárabe". Esta torre corresponderá à primitiva torre de defesa/castelo roqueiro (Séc IX / X) à volta da qual se desenvolveu em épocas posteriores a cerca de defesa que, com as alterações góticas de D. Dinis (que não viveu no Séc XVI ao contrário do que diz a SIC), chegou aos nossos dias.

A seguir: Penedono, Missa numa Anta, Mortos no pátio de um castelo e mais tuguismo de qualidade

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Para Elisa

Enquanto os membros mais experientes deste blog caminhavam a passos largos para a pré-adolescência, terminando a sua infância assistindo a séries televisivas como Duarte & Companhia, Zé Gato e Roque Santeiro, havia aqueles que, ainda com idade insuficiente para compreender enredos, tinham como momento alto do dia a hora da refeição, com menor ou maior birra consoante o prato agradasse ou não. É nesse sentido que deixo aqui um anúncio televisivo que, por essa altura, era para mim bem mais apelativo que um bando de pseudo-criminosos perseguido por uns senhores montados num Citröen 2 cavalos encarnado.



Aproveito a temática para dedicar este segundo anúncio da marca, um pouco mais recente, à pequena Elisa que já come a papa! Xamane, faz o favor de mostrar isto à menina e, já agora, de lhe cantar também!


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