quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Cuidado com a Língua!
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Crise?? Passa mas é a a vodka!
Em tempos de crise, vale tudo para promover as vendas e, neste aspecto particular, os russos não se safam nada mal em termos de criatividade e agressividade na abordagem ao mercado, como nos mostra o blog Da Rússia. Se adquirir produtos no valor superior a mil rublos, terá direito a cem gramas* de vodka.
Se adquirir produtos no valor superior a três mil rublos, terá direito a cem gramas* de vodka mais um pepino.
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Eluana Englaro
Eluana Genaro faleceu oficialmente ontem às 19h00 (hora de Lisboa), na clínica onde se encontrava desde a semana passada, depois de ter sido tema em praticamente todos os meios de comunicação social nas últimas semanas. Esta italiana, de 38 anos, encontrava-se em estado vegetativo há 17 anos após ter sido vítima de um acidente de viação. Desde então, a sua vida era apenas mantida pelos equipamentos clínicos de suporte de vida que finalmente foram desligados.
Monumento à ousadia afinal era demasiado ousado...
Este sapato foi obra do escultor Laith al-Amiri, que teve a ajuda das crianças do orfanato de Tikrit (curiosamente - ou não - a região de origem de Saddam Hussein), segundo ele "vítimas da guerra de Bush". Ele diz ainda: "The shoe monument is a gift to the next generation to remember the heroic action by the journalist."Parece que desta forma, o jornalista já não será recordado, mas concerteza não faltará quem mitifique a proeza sob outras formas de expressão, como uma história heróica que corre de boca-em-boca, ou uma reprodução do acto. Disso é prova o arremesso que ocorreu há uma semana, na Universidade de Cambridge, contra o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao. Assim como o egípcio que ofereceu a Al-Zaidi a filha de 20 anos para casar, ou os 10 milhões de dólares que um milionário saudita está disposto a pagar pelo par de sapatos arremessado.
Pensando já na eventualidade de o novo presidente dos EUA vir a defraudar as expectativas dos iraquianos, deixo aqui a sugestão de um modelito que poderá ser usado por qualquer civil durante uma visita de Obama ao Iraque. Isto se ainda não tiver passado de moda...

Fotos: resistir.info e ojornalista.wordpress.com
Info: http://www.uruknet.de/
sábado, fevereiro 07, 2009
Toponímia peculiar

O Luís, um camarada que está sempre na estrada (a viajar, entenda-se e não como em "à beira da..."), publicou uma panóplia de nomes de localidade mais peculiares que encontrou.
De Cachão a Pica, cuja placa toponímica foi subtilmente aumentada de uma prótese em forma de cedilha por um autor anónimo, o visitante surpreende-se mesmo é ao chegar aos Corvos Anais.
Não querendo dissertar sobre as possibilidades da origem do nome da povoação, deixo contudo no ar a questão sobre a designação dos seus habitantes: serão corvenses anais ou corvinos anais?
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Engenharia contra a crise
A crise económica, como podemos verificar diariamente através dos media, está a fazer-se sentir com crescente intensidade nas empresas nacionais, fazendo com que "insolvência" e "falência" se tenham tornado termos privilegiados da cultura mediática dos cidadãos. Contudo, há empresas que, recorrendo ao engenho, conseguem encontrar formas brilhantes de escapar a este cenário negro generalizado. De bananas ou ananazes?... I
Depois da longa espera, está finalmente pronta a prometida posta. Ora como é dificílimo para mim PARAR de escrever sobre a pérola do Atlântico, e porque há muito a dizer, vou dividir o artigo em 3 postas. Aqui fica a primeira com um cheirinho do que aí vem. É uma contextualização geral, uma espécie de KatanoPédia, em jeito de introdução à real posta. Espero que gostem e tenham pachorrinha para lerem tudo. Para mais informações, contactar a euzinha. :)
I – KatanoPédia
(Divisão em Capitanias, Autor desconhecido, 1888(?))
O seu nome (quer da ilha, quer do arquipélago) atribui-se à variedade luxuriante de vegetação que os navegadores encontraram com espécies até à data completamente desconhecidas dos Europeus (aliás, espécies como os dragoeiros, por exemplo, permanecem, ainda hoje, desconhecidas para muitos).
(Ilha da Madeira - © Nuno Chambel)
Situado em pleno oceano Atlântico, a cerca de 980 kms de Lisboa e a 700 da costa Africana, o arquipélago é constituído por 7 ilhas (e não duas como muito boa gente pensa): Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens, estas duas últimas são pequenos conjuntos de ilhas desabitados e com estatuto de reserva Natural. Apesar de ser um arquipélago mais pequeno que o dos Açores, por exemplo, as diferenças entre as ilhas que o constituem são marcantes. A ilha da Madeira possui um relevo acidentado e inconsistente, a parte norte da ilha dominada por encostas e arribas, onde se encontram os picos mais altos do arquipélago (Pico Ruivo – 1.862m, Pico do Areeiro – 1.815m, etc); e a parte sul onde dominam as paisagens mais planas e menos acidentadas. A vegetação é abundante, rica e variada e, independentemente da altura do ano, a ilha é um ponto verdejante no oceano, pleno de flores e cursos de água. ( e é por isto que a Madeira é um jardim e não por causa do senhor Presidente da Região).
O Porto Santo, por sua vez, é uma ilha muito menos acidentada, mais plana, com vegetação menos exuberante e mais rasteira, o solo é mais pobre e durante as épocas mais quentes do ano a ilha reveste-se duma tonalidade seca e dourada e algo mais árida. No entanto, é
(Ilha de Porto Santo - © SeteLuas [vá n sejam maus, não é uma foto à lá Xamane mas as melhores estão para vir...])
As Selvagens e as Desertas, são extremamente agrestes mas constituem um autêntico paraíso para diversas espécies animais, nomeada e principalmente aves e vida marinha.
(Ilhas Desertas, Vista Aérea - Autor Desconhecido)
(Ilhas Selvagens, © Ivan Ramiréz)
Aberto o apetite, vale a pena continuar? ;)
(NOTA: Todos os direitos de autor são respeitados e mencionados nos termos da lei. :p)
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Curiosidades patrimoniais
À frente dos franceses ninguém foge!
Um dos episódios mais conhecidos da História de Portugal é o da corajosa fuga que, em finais de 1807, a Família Real portuguesa empreendeu com destino ao Brasil para, deste modo, evitar cair nas mãos do exército invasor francês, comandado por Junot.
Este plano já tinha na altura quase 200 anos e era equivalente ao actual plano de crise estado-unidense que dita que, em caso de ataque, o Presidente dos EUA use o Air Force One para se refugiar em destino seguro (embora eu não ache muito seguro o Air Force One ser o único aparelho autorizado a voar nesse momento pois tenho a sensação que não será complicado detectá-lo por radar).
Seja como for, o Príncipe Regente, futuro D. João VI, que os franceses descreviam como "extremamente feio", era também por natureza um homem extremamente hesitante e, só na véspera da entrada dos franceses em Lisboa, se decidiu finalmente pela fuga.
A Família Real saiu então do Palácio de Queluz transportada numa carruagem que, compreensivelmente, procurava chegar ao Cais de Belém o mais rápido possível, isto sob o olhar de espanto do povo que assistia a tudo. Diz-se que a ainda rainha D.Maria I, sob o efeito da demência que já há muito a afectava, se dirigiu então com veemência ao cocheiro: "Devagar, homem! Vão pensar que estamos a fugir!".
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
Eu também quero um RSI!!!
Não é todos os dias que a TVI merece a minha atenção mas hoje, acabou por fazê-lo graças a uma interessante reportagem que denunciou (mais) um dos aspectos que fazem dos portugueses, um dos povos com mais Chico-espertice da Europa: a má distribuição do Rendimento Social de Inserção, ex-Rendimento Mínimo Garantido.
A dita reportagem mostrava dois casos perfeitamente díspares: o primeiro de uma mulher que pura e simplesmente fazia a sua vida com base no RSI, prontamente denunciada com total despudor por um seu familiar “Ela não quer é trabalhar!” (a própria equipa de reportagem foi pouco delicada pois foi acordar a senhora quando nem sequer eram ainda duas da tarde).
O segundo, foi de um casal que, tendo ficado sem nada, viu no RSI a solução imediata para os seus problemas, aproveitando-o para relançar a sua vida. Tendo atingido novamente a estabilidade, eles próprios se dirigiram à Segurança Social para terminar a atribuição do RSI alegando que outros haveria a quem o RSI poderia ajudar agora que eles já não precisavam.
Se a ideia que está por trás do RSI é excelente pelo apoio que vem dar a muitas famílias e indivíduos carenciados, peca contudo, como tantas outros apoios estatais, pela deficiente fiscalização da sua aplicação e real necessidade de quem deles beneficia.
Por outro lado pergunto-me se não seria também vantajoso para o país tirar partido desta despesa de uma forma mais prática. Que tal incluir nas obrigações de benefício do RSI a obrigatoriedade periódica de trabalho comunitário ou de benefício público? Será que muitos dos beneficiários se manteriam tanto tempo no desemprego como o fazem agora?


