quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Engenharia contra a crise

A crise económica, como podemos verificar diariamente através dos media, está a fazer-se sentir com crescente intensidade nas empresas nacionais, fazendo com que "insolvência" e "falência" se tenham tornado termos privilegiados da cultura mediática dos cidadãos. Contudo, há empresas que, recorrendo ao engenho, conseguem encontrar formas brilhantes de escapar a este cenário negro generalizado.

Parece ser esse o caso da empresa encarregue de gerir o parqueamento automóvel pago na cidade do Fundão que, aparentemente, ao constatar que a privatização do espaço de estacionamento, que pratica em certas zonas, tem sido insuficiente para garantir uma boa saúde financeira, decidiu avançar para uma forma mais radical de maximização do espaço disponível.

A foto mostra o cenário com que os automobilistas se deparam, ao procurar estacionar numa certa artéria da cidade, e que desafia as leis da Física. Tendo em conta que esta situação já se arrasta há bastante tempo, só podemos concluir que a empresa estará satisfeita com o novo cenário de estacionamento do parque automóvel. Os automobilistas que usufruem do serviço é que não estarão assim tão radiantes, devido à terrível e prolongada indecisão na escolha de um dos inúmeros novos lugares disponíveis para a sua viatura.

De bananas ou ananazes?... I

Depois da longa espera, está finalmente pronta a prometida posta. Ora como é dificílimo para mim PARAR de escrever sobre a pérola do Atlântico, e porque há muito a dizer, vou dividir o artigo em 3 postas. Aqui fica a primeira com um cheirinho do que aí vem. É uma contextualização geral, uma espécie de KatanoPédia, em jeito de introdução à real posta. Espero que gostem e tenham pachorrinha para lerem tudo. Para mais informações, contactar a euzinha. :)


I – KatanoPédia

(Mapa de Piri Reis - 1513)


Apesar da sua descoberta ter sido atribuída a Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco em 1419 (ainda que, por uma questão de correcção temporal, a primeira ilha a ser descoberta tenha sido o Porto Santo em 1418), as ilhas que constituem o arquipélago são já referenciadas desde o tempo dos Romanos (conhecidas como as Ilhas Púrpura) e em alguns escritos do século XIV, chamadas de Leiname, Diserta e Puerto Santo. Para evitar uma situação semelhante à acontecida com as Canárias, a sua colonização foi iniciada em 1424/5 por elementos da pequena nobreza, famílias pobres de meios rurais e alguns presos do reino (o que muitos afirmam explicar muita coisa relativamente à personalidade do actual presidente da Região Autónoma), adoptando-se um sistema de Capitanias.

(Divisão em Capitanias, Autor desconhecido, 1888(?))

O seu nome (quer da ilha, quer do arquipélago) atribui-se à variedade luxuriante de vegetação que os navegadores encontraram com espécies até à data completamente desconhecidas dos Europeus (aliás, espécies como os dragoeiros, por exemplo, permanecem, ainda hoje, desconhecidas para muitos).

(Ilha da Madeira - © Nuno Chambel)

Situado em pleno oceano Atlântico, a cerca de 980 kms de Lisboa e a 700 da costa Africana, o arquipélago é constituído por 7 ilhas (e não duas como muito boa gente pensa): Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens, estas duas últimas são pequenos conjuntos de ilhas desabitados e com estatuto de reserva Natural. Apesar de ser um arquipélago mais pequeno que o dos Açores, por exemplo, as diferenças entre as ilhas que o constituem são marcantes. A ilha da Madeira possui um relevo acidentado e inconsistente, a parte norte da ilha dominada por encostas e arribas, onde se encontram os picos mais altos do arquipélago (Pico Ruivo – 1.862m, Pico do Areeiro – 1.815m, etc); e a parte sul onde dominam as paisagens mais planas e menos acidentadas. A vegetação é abundante, rica e variada e, independentemente da altura do ano, a ilha é um ponto verdejante no oceano, pleno de flores e cursos de água. ( e é por isto que a Madeira é um jardim e não por causa do senhor Presidente da Região).

(Ilha da Madeira - © Nuno Chambel)

O Porto Santo, por sua vez, é uma ilha muito menos acidentada, mais plana, com vegetação menos exuberante e mais rasteira, o solo é mais pobre e durante as épocas mais quentes do ano a ilha reveste-se duma tonalidade seca e dourada e algo mais árida. No entanto, é em Porto Santo que encontramos 9kms de extensão de praia de areia fina, com propriedades terapêuticas, devido à sua natureza calcária, característica orgânica que não se verifica em mais nenhuma praia do território Português.


(Ilha de Porto Santo - © SeteLuas [vá n sejam maus, não é uma foto à lá Xamane mas as melhores estão para vir...])


As Selvagens e as Desertas, são extremamente agrestes mas constituem um autêntico paraíso para diversas espécies animais, nomeada e principalmente aves e vida marinha.


(Ilhas Desertas, Vista Aérea - Autor Desconhecido)


(Ilhas Selvagens, © Ivan Ramiréz)




Aberto o apetite, vale a pena continuar? ;)


(NOTA: Todos os direitos de autor são respeitados e mencionados nos termos da lei. :p)

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Curiosidades patrimoniais


Certamente alguns dos leitores já terão visto por esse Portugal fora estruturas semelhantes às da fotografia. Pessoalmente, encontrámos uma recentemente em Monção, junto a uma das entradas da muralha e, já na altura, fiquei intrigado. 

Segundo o Andarilho, a quem com a devida vénia pedi "emprestada" a foto da estrutura existente em Estremoz, tratam-se de postos de controlo utilizados, nos idos anos de 1950, pela Polícia de Viação e Trânsito. Saibam mais clicando aqui.

À frente dos franceses ninguém foge!


Um dos episódios mais conhecidos da História de Portugal é o da corajosa fuga que, em finais de 1807, a Família Real portuguesa empreendeu com destino ao Brasil para, deste modo, evitar cair nas mãos do exército invasor francês, comandado por Junot.

Este plano já tinha na altura quase 200 anos e era equivalente ao actual plano de crise estado-unidense que dita que, em caso de ataque, o Presidente dos EUA use o Air Force One para se refugiar em destino seguro (embora eu não ache muito seguro o Air Force One ser o único aparelho autorizado a voar nesse momento pois tenho a sensação que não será complicado detectá-lo por radar).

Seja como for, o Príncipe Regente, futuro D. João VI, que os franceses descreviam como "extremamente feio", era também por natureza um homem extremamente hesitante e, só na véspera da entrada dos franceses em Lisboa, se decidiu finalmente pela fuga.

A Família Real saiu então do Palácio de Queluz transportada numa carruagem que, compreensivelmente, procurava chegar ao Cais de Belém o mais rápido possível, isto sob o olhar de espanto do povo que assistia a tudo. Diz-se que a ainda rainha D.Maria I, sob o efeito da demência que já há muito a afectava, se dirigiu então com veemência ao cocheiro: "
Devagar, homem! Vão pensar que estamos a fugir!".

Imagem Wikipedia

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Eu também quero um RSI!!!

Não é todos os dias que a TVI merece a minha atenção mas hoje, acabou por fazê-lo graças a uma interessante reportagem que denunciou (mais) um dos aspectos que fazem dos portugueses, um dos povos com mais Chico-espertice da Europa: a má distribuição do Rendimento Social de Inserção, ex-Rendimento Mínimo Garantido.

A dita reportagem mostrava dois casos perfeitamente díspares: o primeiro de uma mulher que pura e simplesmente fazia a sua vida com base no RSI, prontamente denunciada com total despudor por um seu familiar “Ela não quer é trabalhar!” (a própria equipa de reportagem foi pouco delicada pois foi acordar a senhora quando nem sequer eram ainda duas da tarde).

O segundo, foi de um casal que, tendo ficado sem nada, viu no RSI a solução imediata para os seus problemas, aproveitando-o para relançar a sua vida. Tendo atingido novamente a estabilidade, eles próprios se dirigiram à Segurança Social para terminar a atribuição do RSI alegando que outros haveria a quem o RSI poderia ajudar agora que eles já não precisavam.

Se a ideia que está por trás do RSI é excelente pelo apoio que vem dar a muitas famílias e indivíduos carenciados, peca contudo, como tantas outros apoios estatais, pela deficiente fiscalização da sua aplicação e real necessidade de quem deles beneficia.

Por outro lado pergunto-me se não seria também vantajoso para o país tirar partido desta despesa de uma forma mais prática. Que tal incluir nas obrigações de benefício do RSI a obrigatoriedade periódica de trabalho comunitário ou de benefício público? Será que muitos dos beneficiários se manteriam tanto tempo no desemprego como o fazem agora?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Bruno Aleixo de regresso

No primeiro episódio de uma saga completamente nova, Bruno Aleixo visita Ribeiro, o seu amigo médico sem nada na cabeça e põe a nu as graves falhas do nosso sistema de saúde e denuncia algo que os médicos não querem que ninguém saiba: qualquer remédio é bom para a saúde desde que seja um xarope para a tosse bem docinho!





Um beijinho para a Ana por esta engraçadíssima sugestão. Já agora, se um dia tiveres um gabinete apertadinho, não te esqueças de desligar o aquecedor e de me trazeres todos os dias um garrafo de xarope para a tosse bem docinho.

Sugestão de cinema

Faintheart
May the Norse be With You



Site oficial: http://www.myspace.com/faintheartthemovie

PS - Peço desculpa aos leitores pela minha ausência dos últimos tempos mas, pelo menos até ao final da semana que vem, a sobrecarga de trabalho a isso obriga.

terça-feira, janeiro 27, 2009

NP

Para compensar o post da Sete Luas que por ser tão 'grande' teve de ser reencaminhado para o blog porcalhoto (David dixit), aqui fica a edição de Janeiro, um pouco atrasada, da recentíssima National Pornographic, edição Gêres.





segunda-feira, janeiro 26, 2009

Pesquisas do Katano

Enquanto não termino e publico o artigo sobre o mistério de quem terá afinal descoberto os Açores e enquanto a Sete_Luas não publica o artigo que vai em definitivo esclarecer se há ou não abacaxis na Madeira e a quem efectivamente pertence o arquipélago (se ao Alberto João ou se aos portugueses), aproveito para lançar aqui novamente a fantástica rubrica de Pesquisas do Katano. Esta é a rubrica com mais sucesso junto dos leitores do Blog do Katano, sobretudo daqueles que pertencem ao segmento dos profissionais do ramo de mecânica automóvel e com idades entre os 60 e os 62 anos.

Assim, os termos de pesquisa mais sui generis que trouxeram leitores a este blog nas últimas semanas foram:


Como se faz a pirataria


Eis um indicador da crise económica que atravessamos actualmente, associada à crescente taxa de desemprego da população, factores que levam os cidadãos a procurarem enveredar por actividades laborais alternativas.

Caro(a) amigo(a), para enveredar pelo ramo da pirataria só concebo duas hipóteses. A primeira alternativa passa por adquirir uma embarcação em leasing, contraíndo para o efeito um empréstimo a 480 mensalidades, e indo praticar a pirataria marítima ali ao largo da Costa de Peniche usando como instrumento de persuasão uma arma de fogo de baixo custo, produto que pode facilmente ser adquirido em qualquer bairro social da região de Lisboa.

Em alternativa pode enviar o CV para a Direcção Geral de Impostos, anexando-o a uma carta de motivação, para candidatura a um cargo de inspector das Finanças.


Veja Jesus

Quem quer ver Jesus vem ao Blog do Katano. Toda a gente sabe disso. Há no entanto efeitos díspares como o daquela dona de casa que, num intervalo do "Você na TV", visitou o Blog e viu o Elvis e outro leitor ainda que jurou ter visto o cadáver de Jimmy Hoffa numa das fotos com neve tiradas pelo Xamane.


Tudosobrepenis

Pois... não sei... quer dizer... Será que alguém se baralhou ou será que isto afinal quer dizer que o Blog do Katano é um blog... do baralho?


teu pai eh o google

Google, o pai dos motores de busca, é afinal também pai de alguns cibernautas. Eu já tinha ouvido gente mais ou menos célebre afirmar perante as câmaras que a sua paternidade se dividia entre o Pinto da Costa e o Vítor Baía mas atribuir a paternidade ao Google é algo completamente diferente. Identificado o pai, subsiste no entanto a dúvida quanto à identidade da mãe. Será a Wikipédia ou a Britannica?

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Só mais uma inesquecível recordação...

Estava aqui a revirar o arquivo do Katano quando encontrei um fantástico vídeo, já com alguns anitos, e que marcou e de que maneira o período em que Bush e Blair (o tal a quem Carlos Carvalhas se referiu pouco simpaticamente como "aquela avestruz", em plena sessão parlamentar).

Como assim, "qual vídeo?"? Este vídeo, evidententemente:




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