terça-feira, fevereiro 03, 2009

Curiosidades patrimoniais


Certamente alguns dos leitores já terão visto por esse Portugal fora estruturas semelhantes às da fotografia. Pessoalmente, encontrámos uma recentemente em Monção, junto a uma das entradas da muralha e, já na altura, fiquei intrigado. 

Segundo o Andarilho, a quem com a devida vénia pedi "emprestada" a foto da estrutura existente em Estremoz, tratam-se de postos de controlo utilizados, nos idos anos de 1950, pela Polícia de Viação e Trânsito. Saibam mais clicando aqui.

À frente dos franceses ninguém foge!


Um dos episódios mais conhecidos da História de Portugal é o da corajosa fuga que, em finais de 1807, a Família Real portuguesa empreendeu com destino ao Brasil para, deste modo, evitar cair nas mãos do exército invasor francês, comandado por Junot.

Este plano já tinha na altura quase 200 anos e era equivalente ao actual plano de crise estado-unidense que dita que, em caso de ataque, o Presidente dos EUA use o Air Force One para se refugiar em destino seguro (embora eu não ache muito seguro o Air Force One ser o único aparelho autorizado a voar nesse momento pois tenho a sensação que não será complicado detectá-lo por radar).

Seja como for, o Príncipe Regente, futuro D. João VI, que os franceses descreviam como "extremamente feio", era também por natureza um homem extremamente hesitante e, só na véspera da entrada dos franceses em Lisboa, se decidiu finalmente pela fuga.

A Família Real saiu então do Palácio de Queluz transportada numa carruagem que, compreensivelmente, procurava chegar ao Cais de Belém o mais rápido possível, isto sob o olhar de espanto do povo que assistia a tudo. Diz-se que a ainda rainha D.Maria I, sob o efeito da demência que já há muito a afectava, se dirigiu então com veemência ao cocheiro: "
Devagar, homem! Vão pensar que estamos a fugir!".

Imagem Wikipedia

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Eu também quero um RSI!!!

Não é todos os dias que a TVI merece a minha atenção mas hoje, acabou por fazê-lo graças a uma interessante reportagem que denunciou (mais) um dos aspectos que fazem dos portugueses, um dos povos com mais Chico-espertice da Europa: a má distribuição do Rendimento Social de Inserção, ex-Rendimento Mínimo Garantido.

A dita reportagem mostrava dois casos perfeitamente díspares: o primeiro de uma mulher que pura e simplesmente fazia a sua vida com base no RSI, prontamente denunciada com total despudor por um seu familiar “Ela não quer é trabalhar!” (a própria equipa de reportagem foi pouco delicada pois foi acordar a senhora quando nem sequer eram ainda duas da tarde).

O segundo, foi de um casal que, tendo ficado sem nada, viu no RSI a solução imediata para os seus problemas, aproveitando-o para relançar a sua vida. Tendo atingido novamente a estabilidade, eles próprios se dirigiram à Segurança Social para terminar a atribuição do RSI alegando que outros haveria a quem o RSI poderia ajudar agora que eles já não precisavam.

Se a ideia que está por trás do RSI é excelente pelo apoio que vem dar a muitas famílias e indivíduos carenciados, peca contudo, como tantas outros apoios estatais, pela deficiente fiscalização da sua aplicação e real necessidade de quem deles beneficia.

Por outro lado pergunto-me se não seria também vantajoso para o país tirar partido desta despesa de uma forma mais prática. Que tal incluir nas obrigações de benefício do RSI a obrigatoriedade periódica de trabalho comunitário ou de benefício público? Será que muitos dos beneficiários se manteriam tanto tempo no desemprego como o fazem agora?

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Bruno Aleixo de regresso

No primeiro episódio de uma saga completamente nova, Bruno Aleixo visita Ribeiro, o seu amigo médico sem nada na cabeça e põe a nu as graves falhas do nosso sistema de saúde e denuncia algo que os médicos não querem que ninguém saiba: qualquer remédio é bom para a saúde desde que seja um xarope para a tosse bem docinho!





Um beijinho para a Ana por esta engraçadíssima sugestão. Já agora, se um dia tiveres um gabinete apertadinho, não te esqueças de desligar o aquecedor e de me trazeres todos os dias um garrafo de xarope para a tosse bem docinho.

Sugestão de cinema

Faintheart
May the Norse be With You



Site oficial: http://www.myspace.com/faintheartthemovie

PS - Peço desculpa aos leitores pela minha ausência dos últimos tempos mas, pelo menos até ao final da semana que vem, a sobrecarga de trabalho a isso obriga.

terça-feira, janeiro 27, 2009

NP

Para compensar o post da Sete Luas que por ser tão 'grande' teve de ser reencaminhado para o blog porcalhoto (David dixit), aqui fica a edição de Janeiro, um pouco atrasada, da recentíssima National Pornographic, edição Gêres.





segunda-feira, janeiro 26, 2009

Pesquisas do Katano

Enquanto não termino e publico o artigo sobre o mistério de quem terá afinal descoberto os Açores e enquanto a Sete_Luas não publica o artigo que vai em definitivo esclarecer se há ou não abacaxis na Madeira e a quem efectivamente pertence o arquipélago (se ao Alberto João ou se aos portugueses), aproveito para lançar aqui novamente a fantástica rubrica de Pesquisas do Katano. Esta é a rubrica com mais sucesso junto dos leitores do Blog do Katano, sobretudo daqueles que pertencem ao segmento dos profissionais do ramo de mecânica automóvel e com idades entre os 60 e os 62 anos.

Assim, os termos de pesquisa mais sui generis que trouxeram leitores a este blog nas últimas semanas foram:


Como se faz a pirataria


Eis um indicador da crise económica que atravessamos actualmente, associada à crescente taxa de desemprego da população, factores que levam os cidadãos a procurarem enveredar por actividades laborais alternativas.

Caro(a) amigo(a), para enveredar pelo ramo da pirataria só concebo duas hipóteses. A primeira alternativa passa por adquirir uma embarcação em leasing, contraíndo para o efeito um empréstimo a 480 mensalidades, e indo praticar a pirataria marítima ali ao largo da Costa de Peniche usando como instrumento de persuasão uma arma de fogo de baixo custo, produto que pode facilmente ser adquirido em qualquer bairro social da região de Lisboa.

Em alternativa pode enviar o CV para a Direcção Geral de Impostos, anexando-o a uma carta de motivação, para candidatura a um cargo de inspector das Finanças.


Veja Jesus

Quem quer ver Jesus vem ao Blog do Katano. Toda a gente sabe disso. Há no entanto efeitos díspares como o daquela dona de casa que, num intervalo do "Você na TV", visitou o Blog e viu o Elvis e outro leitor ainda que jurou ter visto o cadáver de Jimmy Hoffa numa das fotos com neve tiradas pelo Xamane.


Tudosobrepenis

Pois... não sei... quer dizer... Será que alguém se baralhou ou será que isto afinal quer dizer que o Blog do Katano é um blog... do baralho?


teu pai eh o google

Google, o pai dos motores de busca, é afinal também pai de alguns cibernautas. Eu já tinha ouvido gente mais ou menos célebre afirmar perante as câmaras que a sua paternidade se dividia entre o Pinto da Costa e o Vítor Baía mas atribuir a paternidade ao Google é algo completamente diferente. Identificado o pai, subsiste no entanto a dúvida quanto à identidade da mãe. Será a Wikipédia ou a Britannica?

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Só mais uma inesquecível recordação...

Estava aqui a revirar o arquivo do Katano quando encontrei um fantástico vídeo, já com alguns anitos, e que marcou e de que maneira o período em que Bush e Blair (o tal a quem Carlos Carvalhas se referiu pouco simpaticamente como "aquela avestruz", em plena sessão parlamentar).

Como assim, "qual vídeo?"? Este vídeo, evidententemente:




quinta-feira, janeiro 22, 2009

Adiós señor Bush!

A investidura de Barack Obama como 44º Presidente dos EUA pode não marcar o início da tal "Idade de Ouro" que muitos apregoam mas assinala sem dúvida um facto significativo: o fim do mandato do 43º presidente e, apenas isso, já é um motivo de profundo regozijo.

A grande dúvida que para já se coloca ao mandato de Obama é, pelo menos para mim que nos últimos tempos só tenho tido acesso ao que de melhor há na imprensa portuguesa, saber se os progenitores do futuro cão do presidente dos EUA , de nome Coral e Kai, conseguem ou não acasalar no local secreto onde se encontram actualmente, algures no Algarve, apenas conhecido pelos tratadores, vizinhos e toda a equipa jornalística do Correio da Manhã. Tudo aponta para que sim até porque, embora não se tenha observado o acto, há relatos de que 'hoje [ontem] estavam muito cansados (...) vieram a arfar e com a língua de fora'. Aqui no Blog do Katano estamos literalmente em pulgas para saber se a Coral engravidou ou não.

Voltando aos factos felizes, no caso do fim do mandato do 43º presidente, George W. Bush assumiu definitivamente o estatuto de pior presidente da história dos EUA, saíndo do poder com a mais baixa taxa de aprovação da história por parte dos seus eleitores: 24% e uma aprovação internacional resumida a meia dúzia de fervorosos humoristas com falta de imaginação. Testemunhei aliás um sintoma dessa baixa popularidade internacional de Bush quando, há quase 3 anos atrás, dois primos meus, residentes em França, com cerca de 6 e 8 anos respectivamente, cantarolavam uma música cuja letra era algo como "Não gosto do sr. George Bush, (ele) deveria trocar uma lâmpada sob o chuveiro".

Contudo, pela profícua quantidade de momentos inesquecíveis de boa disposição com que Bush brindou o Mundo, sinto-me obrigado a dedicar um tributo a esta incomparável figura.




Começo por um cartoon fantástico da autoria do Luís e que foi um dos poucos e-mails que reencaminhei nos últimos anos e termino com duas compilações que encontrei no Youtube, sendo uma delas o Top Ten dos melhores momentos de Bush por David Letterman.











"Adiós Senõr Bush" - Hugo Chavez

O nevão em Castelo Novo

Depois de ontem assistir à neve a cair em Castelo Branco, imaginava uma Serra da Gardunha vestida de branco quando regressasse no final do dia ao Fundão. Saindo de Castelo Branco já depois do pôr do sol, quando cheguei à zona da Gardunha pouca luz natural restava para tirar uma foto do anfiteatro de Castelo Novo. A opção foi fazer semi-nocturnos durante 15 minutos, o tempo que o frio me concedeu até deixar de conseguir articular os dedos indicador e polegar da mão esquerda, sinal claro para regressar então, até porque a minha indumentária era tudo menos adequada para o grauzito que se registava.

Fica o nevão, do outro lado da serra.



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