segunda-feira, janeiro 12, 2009
Mais um dia fantástico na Repartição de Finanças nº620
Chegado ao local e tendo encostado o pancips ao balcão, olhei em volta. À minha esquerda, o belo exemplar de funcionário público mestre na arte das técnicas de atendimento, trabalhava no seu habitual registo, dando sermão a um contribuinte, certamente castigando-o pelo trabalho que ele tinha ousado ir ali dar-lhe. À direita, duas funcionárias discutiam com outro contribuinte a temática do momento, especificamente o drama das bocas de incêndio congeladas.
Ali fiquei cerca de 5 minutos até que uma outra funcionária, que até então tinha estado sentada na sua secretária, resolveu levantar-se e vir atender-me. Contudo, o seu percurso em direcção ao balcão foi por demais sofredor, como se a distância fosse a suficiente para, em caso de excessiva velocidade, desfalecer a meio do percurso por desidratação.
Tendo-lhe explicado o que pretendia, levantou lânguidamente a mão apontando para uma das suas colegas que discutiam a temática do frio, referindo com ar grave que o assunto em questão teria de ser resolvido por aquela colega especificamente.
Procurando sossegá-la nas suas preocupações disse-lhe para não se preocupar pois eu não me importava de esperar mais um bocado enquanto a colega conversava com aquele senhor. Esta frase teve algum efeito nela pois não arredou pé dali, embora não me tenha dirigido mais a palavra, enquanto a colega não deu por terminada a conversa com o contribuinte.
Finalmente esclarecido (eu teria apenas de entregar um requerimento, anexando-lhe prova de pagamento e entrega de declarações), compus o texto do referido documento com um gosto invulgar tendo passado hoje pelo balcão da Repartição nº620 para o entregar, juntamente com os anexos necessários tendo sido curiosamente atendido pela mesma funcionária.
Tendo saído das instalações da Repartição nº620 após a entrega da documentção, não pude deixar de controlar um movimento impulsivo que me levou a bater com a palma da mão na testa, pois constatei subitamente que me havia esquecido de referir que perdoava ao Estado eventuais juros de mora. Tudo em prol da retoma da Nação, claro!
Pateticamente, o meu último parágrafo, estropiado dessa ideia fundamental, apenas consistia no seguinte texto:
"Lamento contudo que esta situação tenha resultado da falta de informação, sendo que, ao balcão da Repartição de Finanças do Fundão, apenas me foi comunicada a obrigatoriedade da entrega das declarações trimestrais de IVA. Um lapso lamentável mas que, tendo em conta que se trata de uma repartição onde há quem atenda os contribuintes de palito na boca e responda a questões relativas a legislação sobre IRS com um esclarecedor "o artigo diz o que lá está escrito" (SIC), não será de todo incompreensível."
O Priorado do Cifrão
Anteontem caí novamente em tentação e comprei o último livro de João de Aguiar intitulado sugestivamente de "O Priorado do Cifrão" e editado pela Porto Editora.
Esta compra não foi, apesar de tudo, tão inesperada assim uma vez que, há já algum tempo, queria comprar este romance escrito por um autor que admiro particularmente e a quem pertence também a autoria de excelentes obras de ficção histórica como "Uma deusa na bruma" e "A hora de Sertório".
"O Priorado do Cifrão" é uma obra de ironia e satirização do conhecido "Código da Vinci" e, ao mesmo tempo, um thriller que começa também ele numa misteriosa morte num museu:
"Em Londres, na sala do Museu Britânico onde está exposto o Estandarte de Ur, foi encontrado morto Sir Alastair Hopkins-Smith, um conhecido académico inglês. O corpo estava numa estranha posição, com o polegar da mão direita metido na boca, como se estivesse a chuchar no dedo.
Paralelamente, há outras ocorrências: o desaparecimento misterioso, na Áustria, de outro académico, o Prof. Heinrich Loewe; e a morte, num acidente de viação suspeito, de um escritor português, Alfredo Estria, um velhote excêntrico que escreve e publica obras de cunho esotérico.
Há algo de comum nos três homens: todos eles se preparavam para atacar violentamente um livro que acaba de ser lançado nos Estados Unidos e promete ser um êxito mundial, o romance The Caravaggio Papers, de Ben Browning, que, através de um suspense bem urdido, passa a mensagem de que, na sua origem, a doutrina cristã era de tipo orgiástico…
The Caravaggio Papers foi publicado por um grande grupo editorial de origem americana, a Thoth International, que detém uma editora portuguesa, a Codex 3, onde trabalha Miguel, o jovem protagonista deste romance."
Aqui fica a apresentação do livro pelo próprio João Aguiar.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Pesquisas do Katano
Top dos tops:

quinta-feira, janeiro 08, 2009
Arte culinária do Katano
Apesar do precioso auxílio do Danilo, que se revelou um exímio mestre remexedor de chili, e do próprio Xamane e da Ana, que manipularam com uma invulgar mestria uma espécie de pasta semelhante a arroz, foi ainda assim quase impossível evitar que o jantar fizesse literalmente jus à expressão "jantar de passagem de ano".
A demora na confecção do jantar permitiu contudo ao referido cozinheiro soltar a sua criatividade, numa oportuna manobra de diversão, e pegando num abacaxi qual escultor pega num bloco jeitoso de mármore, de imediato ali improvisou uma criatura que dividiu as opiniões quanto ao seu paralelo no Reino Animal.
Independentemente disso, para todos os que não se importarem de construir um centro de mesa diferente, ainda que isso signifique sacrificar um abacaxi e uma banana, o Blog do Katano apresenta aqui o manual ilustrado da construção de um bicho híbrido:
Instantâneos da autoria do Danilo e da Bandinha, claro!
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Empresa hortícola procura colaboradores
Todos os dias somos bombardeados com notícias de encerramentos de empresas, layoff e, como consequência directa, com o aumento do número de desempregados em Portugal. Bom... não tanto assim se tivermos em conta as originais estatísticas que o Governo vai apresentando e que são provavelmente obtidas nas mesmas fontes que, em qualquer greve, insistem de forma quase obsessiva em cortar os valores de adesão apontados pelos sindicatos em cerca de dois terços.... ou um zero. Há mesmo aquelas que relativamente às projecções sindicais insistem mesmo em cortar dois terços depois de ter cortado um zero aos números. Seja como for, não é este o tema deste artigo.
Em meio a este cenário negro é, apesar de tudo, possível encontrar ainda algumas ofertas interessantes como a que o Luís, um verdadeiro detective da Rede, encontrou e partilhou connosco.
Trata-se de uma empresa do ramo hortícola, com algumas lojas já em operação, que vende todo o tipo de acessórios para o cultivo de plantas tanto de interior como de exterior e que procura "colaboradores em: Lisboa, Coimbra, Leiria, Aveiro, Albufeira, Guarda, Beja, Viseu, Évora, Setubal e onde for preciso!".
Quem gostar da área e estiver interessado poderá encontrar o site da empresa clicando no link que se encontra aqui. Recomendamos a visita! Pessoalmente achamos que o vizinho referido pelo condómino anónimo protagonista de um artigo recente poderá certamente ser um dos interessados.
terça-feira, janeiro 06, 2009
Até quando o martírio da Palestina?
domingo, janeiro 04, 2009
Combustíveis mais baratos na Internet
De acordo com os prazos definidos na lei, a partir de 16 de Fevereiro de 2009, a página deverá contar com uma informação completa e actualizada, com um carácter obrigatório.
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Droga de vizinho...
As situações de conflito são, por vezes, motivadas por casos tão insólitos, que surgem dúvidas sobre haver ou não motivo para reclamação e também é por vezes algo constrangedor saber como abordar um vizinho para fazer essa mesma reclamação.
Cito como exemplo o caso dos meus vizinhos do andar situado por cima do meu, nos saudosos tempos da Rua da Cale, que alternavam com uma velocidade incompreensível entre um verdadeiro arraial de pancadaria e uma quente sessão de expressão de amor (um pouco como o que se refere aqui), durante a qual a senhora invocava todos os santos do panteão da Cristandade (aliás creio que ela só mudava o registo na altura em chamava pela sua mãe quando atingia o clímax).
Claro que o meu vizinho de baixo, na mesma época, notoriamente um admirador da obra de John le Carré e Ian Fleming, também era uma verdadeira personagem.
O caso que a seguir apresento, gentilmente enviado pelo camarada Varela, é contudo um pouco diferente. Trata-se de um testemunho de um condómino descontente, obtido no fórum de um portal de gestão de condomínios, e merece ser lido, tanto pela razão da queixa como pelas respostas que ela gerou no fórum.
"Boa tarde,
Venho aqui para questionar o seguinte:
Moro num 6º andar, e todos os dias à noite, depois do jantar, sinto o cheiro a ganza. Por vezes abro a porta da varanda, e lá vem ele - o cheiro do chamom. O meu vizinho de baixo tem este ritual - asseguir ao jantar, vai para a varanda drogar-se
Será que posso fazer alguma coisa contra isto?
É que tenho receio de também ficar drogado.
Obrigado e bom ano para todos
Um excelente ano de 2009 para todos
Especialmente desejamos que o novo ano traga muita paz ao Médio Oriente, Direcção Geral de Impostos e Ministério da Educação.
Para começar o ano em beleza e, ao mesmo tempo, dar algumas guias de orientação aos supra-citados, deixamos aqui uma série de conselhos, cortesia do nosso amigo Bruno Aleixo na sua saudosa imagem 100% Ewok.
quinta-feira, janeiro 01, 2009
2008, um ano Do Katano, parte II
Começámos este por mês dando conta do assalto perpetrado por uma dupla de meliantes que, com todo o despudor, adentraram uma residência e furtaram uma posta de bacalhau e um par de peúgas.
Por falar em bacalhau, também o avistamento no Teixoso de um OVNI em forma de bacalhau luminoso foi aqui alvo de referência por duas vezes. O drama das IPO foi apenas o prelúdio para a revelação bombástica e em primeira mão que aqui fizemos do facto da fadista Amália Rodrigues ter, afinal, nascido no Fundão!
Enquanto a exposição Memórias do Vale continuava a tomar forma (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), davamos oficialmente início ao serviço de RSS Feed do Katano assim como ao serviço de avaliação dos artigos.
Agosto
Finalmente os esforços dos últimos meses davam os seus frutos e a exposição Memórias do Vale confirmava-se como um estrondoso sucesso e um evento histórico. Todavia, os esforços e o trabalho que este evento exigiu levaram a uma quebra na publicação de artigos do blog.
Ainda assim, houve ainda tempo para falar sobre as viagens feitas em jeito de recompensa após a exposição e que nos levaram a um percurso de Alcântara (Espanha) a Marvão e, ponto alto dos passeios, ao Alto Minho.
O melhor relato do mês foi contudo aquele que o Xamane nos proporcionou sobre o seu encontro com um amigo íntimo de Van Gogh e Jimmy Hendrix.
Setembro
Em Setembro, a praga da criminalidade chegava a níveis nunca vistos antes neste país à beira mar plantados e, inclusive, ouviam-se relatos de banhistas a ser atacados por gangues de alforrecas. Augusto Cymbron, presidente da ANAREC, é que não estava para os ajustes e, sem esperar pelos resultados das acções de reacção das forças policiais, colocava em prática uma estratégia no mínimo original de combate ao banditismo.
Também neste mês era lançada outra discussão sobre a naturalidade de uma figura histórica: Gil Vicente, pai do teatro português, teria nascido ou estado no Fundão? Sem descanso, passámos de um ícone do teatro para um ícone ... das donas de casa e para a desmistificação de uma acusação sem fundamento: um mexicano qualquer escreveu uma cópia de "Depois de ti mais nada" 2 anos antes de Tony Carreira apenas para prejudicar o cantor português.
O tema de fundo dos artigos de Setembro acabou por ser o que, em 4 partes, foi dedicado aos mistérios do Triângulo das Bermudas e que, começando em Colombo e passando pelo desaparecido mítico vôo 19, apontou vários factos normalmente ignorados e procurou trazer luz a um dos mais propalados mitos contemporâneos.
Setembro tornou-se para este blog, e para o Xamane em particular, um sinónimo de jubilo, com o nascimento de uma aposta de futuro do Blog do Katano: a pequena Elisa!