quarta-feira, dezembro 31, 2008

2008, um ano Do Katano

Em jeito de despedida de 2008, fazemos aqui uma retrospectiva de um ano de publicação, destacando o que de mais relevante se publicou aqui mês a mês.

Trata-se pois de uma evocação saudosista da forma como este ano foi vivido por uma perspectiva... do katano.



Janeiro
Em Janeiro, o ano assinalou o seu início com um espectáculo magnífico na Gardunha às primeiras horas da manhã. Contudo, o mês acabaria por ser inesquecível, especialmente para o gado e coelhos de Penamacor. O vôo rasante de um nosso valoroso e incansável esquadrão de F-16 semeou o caos e contribuiu para o stress de toda uma geração de coelhos. A FA é que não foi de modas e, só para verem quem é que manda nas coisas, emitiu logo um comunicado.



Fevereiro
O grande tema do mês foi sem dúvida o reviver da evocação da I Guerra Mundial com o artigo dedicado ao Ossário de Verdun, onde estão depositadas as ossadas de cerca de 130.000 soldados franceses e alemães, e o artigo dedicado ao temerário soldado americano que praticamente fez questão de morrer antes que o conflito terminasse.


Depois do padre que encontrou em Portugal uma orgia de tranquilidade e da forma como D.Pedro I encontrou nos advogados a causa de todos os males da Justiça portuguesa, o mês chegava ao fim com o assinalar de uma data importante da História Universal... deste blog.



Março
Neste mês pascal, descobrimos e denunciámos aqui a invasão espanhola do reino dos atoalhados de Valença. Este relato surgiu no contexto de uma visita ao Minho que teve na exploração das ruínas do Convento de S.Francisco do Monte, com as surpresas que nos proporcionou, o seu ponto alto.


Abril
Este mês ficou irremediavelmente marcado pela perda de uma pessoa que foi, num dado momento da minha vida, uma segunda mãe para mim e cuja saudade será uma definitiva constante.

De positivo, destaque para o grande Encontro Taska Force & República do Katano que se repartiu entre a Sobreda e a Carrapichana onde, por sugestão do Vidal, garantimos em Abril o subsídio de Natal de todos os funcionários do restaurante.

Quanto ao blog, foi implementado o novo sistema de comentários da Haloscan que em Setembro viria a registar o recorde de 310 comentários.


Maio
Em Maio fazia-se luz sobre o mistério de uma carta que acompanhava vários fósseis e instrumentos pré-históricos descobertos no sótão de um solar nos Pirinéus.

Entretanto e aproveitando o bom tempo que o início do mês nos trouxe, demos conta de uma caminhada de cerca de 2okm pelos encantos do maciço central da Serra da Gardunha, que terminou já pela noite.

Num mês em que sem qualquer pudor aqui expusemos as contradições das cerimónias de casamento e o Xamane decidiu mostrar que tem jeito para a fotografia, um dos temas em destaque foi a originalidade demonstrada por alguns automobilistas da Guarda e da Covilhã para estacionar os seus veículos nos sítios mais... inesperados (há quem diga que o autor de um dos originais estacionamentos é um certo e determinado ex-patrão de um certo e determinado membro deste blog).



Junho
O conteúdo para a exposição "Memórias do Vale" começava a tomar forma, partindo dos fornos comunitários e de uma descoberta arqueológica.

Entretanto, e enquanto a Nelly mostrava os seus profundos dotes de oratória em 7 magníficos segundos, chegávamos ao grande tema do mês: os OVNIS da Gardunha e o fabuloso e movimentado Cosmódromo que se esconde sob a rocha do Miau e que mereceram honras de dcoumentário na RTP 2.

A finalizar o mês, dava-se um facto histórico: o Blog do Katano era inscrito no Super Blog Awards.


(continua)

terça-feira, dezembro 30, 2008

Tuguismo Rodoviário II

Ainda o artigo anterior não tinha tido tempo de causar impacto e, do Blog do Astro, chegava um e-mail com os seguintes dizeres:

"Caro Katano

Espero que esteja bom de saúde que nós por cá vamos andando, graças a Deus.

Fiquei muito surpreendido pela sua posta dedicada à capacidade que os transmontanos, e outros que tal, têm de aliar a imaginação à distribuição e ordenamento do parqueamento automóvel. Contudo, tenho-lhe a dizer que, noutros locais do país, também se assiste a parqueamento com muita qualidade, como aliás demonstro no instantâneo que envio em anexo.

Os transmontanos, e outros que tal, podem perceber muito de estacionamento em locais tão descabidos como as bermas do IP4 mas, quando se trata de estacionamento em rotundas, deixe que lhe diga meu caro amigo, ninguém bate os automobilistas da Lousã!

Despeço-me com os melhores cumprimentos e votos de um feliz ano novo, com muita saúde para si para os seus e muita paz no Mundo e no Ministério da Educação.

Atentamente: O Astro
"




Tuguismo rodoviário

Durante o dia de ontem, os vários serviços noticiosos deram-nos conta do nevão que acontecera no Marão e na forma como toda aquela neve estava a causar o congestionamento do trânsito no IP4.

Contudo, tal não se deveu ao facto do piso estar escorregadio mas tão somente à curiosidade e ao fascínio pela raridade do fenómeno que levou a que, esgotados os lugares de estacionamento numa área de serviço na zona afectada pelo nevão, os turistas de ocasião que por ali circulavam começassem a estacionar na berma do próprio Itinerário Principal nº4, em ambos os sentidos. Isto levou a que, a partir de dada altura, a Brigada de Trânsito tivesse de se deslocar ao local para fechar o acesso à área de serviço e repôr a normalidade e a disciplina na berma do IP4.

É curiosa esta tendência genuinamente tuga de alternar entre a indignação, perante as prevaricações alheias, e a naturalidade e espanto perante a indignação gerada pelas suas próprias asneiras, mas foi uma demonstração disso aquilo que a seguir ficou evidente.

Perante a questão colocada por um jornalista televisivo sobre se achava que era permitido estacionar na berma do Itinerário Principal, um cidadão optou por fazer jurisprudência sobre tábua rasa das regras do Código da Estrada, especialmente do artigo 72º, e respondeu com um convincente tom de espanto "Sim... eu acho que sim! Isto até tem uma linha tracejada!".

Outro porém revelou perfeita noção de estar a prevaricar e ao mesmo tempo de ser dono de uma grande astúcia, afirmando "Eu sei que não posso aqui parar e parece que eles andam aí a mandar seguir a malta, mas eu vou parar e vou sair do carro antes que eles me venham aqui dizer que não posso estar aqui.".

Tuguice paradigmática...

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Marca histórica!

50.000 page views!

Há mesmo muita gente a beneficiar do verdadeiro estatuto de Serviço Público deste blog!

Acho que fica bem dizer obrigado, por isso cá vai: Obrigado!

Muita palha junta!

A Compal, numa medida de marketing relacionada com a bebida B!, organizou há algum tempo atrás o concurso Faz a Palhinha. Nesse concurso os concorrentes deviam enviar fotografias ou vídeos originais onde a B! fosse constante tal como as palhinhas (quanto maior melhor). Certamente um desafio à originalidade!

Foi por isso com grande satisfação que soube que um dos meus pupilos ganhou o primeiro prémio e que, um dia destes, vai com os seus amigos dar um saltinho ali à Costa Rica. É também mais um motivo para ficar atento ao eventual excesso de palha que ele possa procurar usar nos testes daqui para a frente...

Aqui fica o vídeo vencedor:






É ou não é muita palha?

sábado, dezembro 27, 2008

Castelo Novo e Alpedrinha by night

Como já havia referido no artigo acerca das fotografias para o postal de boas festas, ele foi construído com base numa foto tirada pela Cathy durante um raide fotográfico a Castelo Novo e Alpedrinha.

Aqui ficam alguns instantâneos obtidos durante esse raide para espicaçar a curiosidade dos nossos leitores em relação a estas duas localidades beirãs.


Castelo Novo - Igreja da Misericórdia


Castelo Novo - Pormenor do Chafariz de D. João V


Castelo Novo - Torre do Relógio (Castelo), Antiga Casa da Câmara e Cadeia, Chafariz de D. João V e, em primeiro plano, o madeiro pronto a ser aceso.


Castelo Novo - Chafariz da Bica


Alpedrinha - Casa da Comenda


Alpedrinha - Palácio do Picadeiro e Fonte Monumental (D. João V)

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Chromices...

Como já o havia referido anteriormente, continuo a experimentar o Chrome, o novo browser do Google, embora ainda em versão beta.

Para lá das incompatibilidades e anomalias que já percebi (separadores que fecham sem aviso quando se carrega em Enter após introduzir os endereços, impossível escrever um e-mail no Hotmail, ...), há no entanto outros pequenos detalhes que vão aparecendo a espaços e que tornam esta experiência um pouco divertida.

Um exemplo disso é a mensagem que nos é apresentada quando uma página demora demasiado tempo a carregar, perguntando-nos se queremos fechar o separador ou aguardar.

O grafismo apresentado e a etiqueta do botão de espera, que diz simplesmente "Kuwait", são no mínimo interessantes.

quinta-feira, dezembro 25, 2008

A tradição do Madeiro

Como acontece todos os anos, em todas as localidades se acende o Madeiro tornando-se este o ponto de convergência da população durante a noite, antes e depois da missa do galo.

Embora menos que noutros tempos, à volta dele ainda há quem cante, ainda há quem beba uns copos (esta é uma tradição que não desaparece) e quem aproveite as brasas para assar umas febras e uma chouriça.

A tradição diz que a geração que fosse à inspecção militar do ano seguinte era quem ficava encarregue de reunir os troncos necessários para o madeiro. Contudo, hoje em dia, dada a desertificação de que algumas aldeias são vítimas, acaba por ir quem estiver disponível.

E longe vão já os tempos de "picardias" e rivalidades por vezes de morte entre aldeias, onde se organizavam grupos para ir à localidade vizinha roubar a lenha do madeiro demasiado precoce.

Aqui ficam algumas fotografias do madeiro de Alcaide, uma aldeia situada não muito longe de Fundão.





quarta-feira, dezembro 24, 2008

Agora sim...


... a todos os leitores mais ou menos assíduos, acidentais ou arrependidos, aos que comentam e aos que não comentam (mas que eu sei que estão desse lado), em suma, a todos aqueles que contribuem para que manter este blog seja algo tão gratificante, desejo boas festas!

Expressões natalícias


Não vou pegar no verdadeiro hino de exaltação consumista a que se assiste em tudo quanto é superfície comercial, nem vou pegar na multiplicidade de anúncios a produtos supérfluos e bonecada, embora -e aqui abro um parêntesis- eu tenha de confessar que acho que adquirir a Barbie Divorciada seja um bom negócio já que se trata de uma boneca que traz consigo uma interessante panóplia de adereços (o carro, a casa, as jóias,...).

Definitivamente, o Natal não me encanta. Detesto ter de usar cotovelos para abrir caminho nos locais que, no resto do ano, me são tão familiares e prazenteiros, tal como detesto ter de caminhar pela rua e ter os meus pensamentos atropelados pela musiquinha irritante e repetitiva que emana das colunas de som que abundam como frutos pelas árvores. Seja como for, não me choca que as pessoas gostem do Natal, tal como eu, há uns anos atrás, também gostava de forma quase fanática.
Seja como for, este artigo serve sim para partilhar com vocês a estranheza que algumas expressões tão em voga nesta época me causam, especialmente duas.

A primeira é "se não nos virmos mais, um Bom Natal". Esta expressão, que se começa a empregar na primeira semana de Dezembro, é tremendamente ambígua! Será que há aqui preocupação e sensibilidade em não deixar de desejar um bom Natal ao próximo ou é já uma ameaça em tons de vindicação no sentido de "Tu és uma pessoa tão incómoda que, se me voltas a aparecer pela frente até ao dia 25 de Dezembro, não te desejo um Bom Natal"?


A outra é sem dúvida um must do léxico das expressões de desejo de bom Natal ao próximo: "Um santo Natal para ti!" ou "Desejo-lhe um Santo Natal!". O que vem afinal a ser isto de um Santo Natal?! Significa que, em vez de vermos o Sozinho em Casa pela trilionésima vez na televisão, devemos assistir à missa do galo? Em vez de ofertarmos a Playstation 3 devemos ofertar um exemplar de "A minha primeira Bíblia"? Ou será que o tema de conversa durante o jantar deverá ser o da problemática do mistério da Divina Trindade? Alguém me explica?

Foto "emprestada" ali pela Cathy
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