quarta-feira, dezembro 10, 2008
A História também se faz com erros de cálculo
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Subsídio de Fim-de-Semana
Estavamos já preparados para um fim-de-semana de completa inactividade, capaz de rivalizar com o mais paralítico ser do reino vegetal quando, na sexta-feira, o Sr Carteiro surge, qual Frodo Baggins, portando o precioso cheque do Google AdSense. Trata-se do resultado periódico da adesão deste blog ao referido serviço, aliás visível na publicidade que aqui se encontra (para esclarecer dúvidas ler Política de Privacidade).
Perante esta súbita injecção de capital, as perspectivas relativamente a actividades de fim-de-semana tornaram-se subitamente amplas. Obviamente que, desde a primeira hora, a ideia principal foi desde logo organizar uma mega-jantarada mas a ideia de um conjunto de actividades meramente de cunho mundano e de exercício da gula desagradava um bocado. Por isso, procurando dar um "je ne sais quoi" de cultura ao fim-de-semana, decidimos ir assistir ao Concerto da Orquestra Sinfónica da ESART no Cine-Teatro de Castelo Branco, magistralmente dirigido pelo nosso já conhecido camarada Martin André.
Ficámos de tal modo impressionados pelo concerto, devidamente enquadrado pelos sons oriundos de um folheto mal dobrado que uma senhora insistia em usar vigorosamente como leque e que a cada passagem lhe raspava na manga, que lançámos o repto mútuo de ir assistir a novo concerto ainda nesse mesmo fim-de-semana.
Analisadas as possibilidades e ainda recorrendo ao grande Zé, profundo conhecedor do panorama musical em curso e que sabe reconhecer o apreciador de música que há em cada um, a escolha recaiu no Sábado nos Arbórea, um interessante dueto do Maine com uma música que alterna entre o folk e o espiritualismo que actuou na Moagem.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
E as obras públicas, senhor?
Este fabuloso instantâneo, obtido em 2005, que pedi emprestado ali ao Blog da Carpinteira retrata bem a angústia da população de um Portugal Profundo que, na iminência de tempo de eleições, faz questão de chamar a atenção para o eterno problema das acessibilidades.quinta-feira, dezembro 04, 2008
Finalmente!
Passados 5 anos e uns pozinhos fui defender a tese, etapa que me faltava para terminar a licenciatura. Depois de 30 minutos de uma exposição oral brilhante (!) fui bombardeada por inúmeras questões de um membro do júri de avaliação, que, juro, durou mais que a apresentação do trabalho!...Mas no final renderam-se!
Agora vou poder dedicar-me ao trabalho a 100%, sem mais preocupações.
É que eu, além de adorar o que faço, até sou remunerada por isso! Não é fantástico?! É que há pessoas neste blog que não podem dizer o mesmo! A sorte que eu tenho em não trabalhar para o Estado...
P.S.: Obrigada a todos pelas respostas aos questionários e obrigada a alguém pelas palavras de incentivo e optimismo que deixou gravadas no meu telemóvel minutos antes do grande momento.Gosto de ti nusco!Muito!
1500 euros para quem der ao filho o nome próprio de Mussolini
«Chamar a um recém-nascido Benito, pode valer 1500 euros. Pelo menos é o que o partido neofascista italiano MSI-Fiamma Tricolore quer oferecer à população de cinco aldeias da região de Basilicata, no sul de Itália.
O partido de extrema-direita MSI-Fiamma Tricolore justifica a intenção de "ressuscitar" o nome próprio de Mussolini com o problema do despovoamento da região, querendo incentivar a natalidade, noticia o site do jornal italiano La Repubblica.
Mas o verdadeiro motivo da oferta prende-se com o eminente desaparecimento dos nomes Benito e Rachele da sociedade italiana, nomes próprios do ditador Mussolini e da sua mulher. Após a Segunda Guerra Mundial, os pais italianos passaram a deixar estes nomes de lado com receio da conotação ao casal fascista. Mas, para o secretário regional do partido, usar estes nomes serve para “honrar as raízes profundas do partido".
A oferta deverá entrar em vigor em 2009 e o dinheiro deve ser usado pelos pais unicamente para comprar roupa, berços e comida aos bebés.»
- in Jornal de Noticias
Numa altura em que nos bancos dos jardins ao domingo à tarde: "Se o Salazar voltasse é que era", penso que quando dermos por nós temos os putos todos a chamarem-se Salazar e Marcelo Caetano e afins. Eu acho isto tudo muito positivo, porque já não há pachorra para a nova vaga de Cristianos Ronaldos e MikaEIS que proliferaram como cogumelos na sociedade portuguesa nos ultimos anos (vá lá entender-se o porquê...) e, porque umas coroas extra na conta bancária dão sempre muito jeito mas, "A word of caution to this tale" Numa altura em que tudo vale para recuperar ideologias perdidas e que, cada vez mais, se ouve, convém contar que as criancinhas correm desde cedo o sério risco de estarem constantemente a cair da cadeira abaixo e de se tornarem despotas na altura de comer aquela mistela verde a que os pais chamam de sopa. Dizem que o nome dita a personalidade e é meu dever cívico alertar para estes pequenos pormenores... ;)
(I)mobilidade

quarta-feira, dezembro 03, 2008
Perguntitas curiosas...
Ser funcionária bancária é bastante...que dizer...divertido!
Frase do dia
Orgulho!
O dia de ontem valeu pelo fantástico espectáculo que foi proporcionado à delegação deste blog que se deslocou à Sé de Lisboa para assistir à interpretação do Messias, de Handel, tendo como um dos protagonistas o Coro da AMVC. É difícil explicar por palavras o orgulho que senti ao ver a Ana fazer parte de tudo aquilo (eu continuo a dizer que é ela quem canta melhor no meio daquele grupo) mas o sentimento é algo indesmentível e incontornável.Ouvir aquele oratório fez valer a pena todas as atribulações que esta delegação passou ao longo do dia, nomeadamente:
1 - O intenso frio, quase polar, que nos acompanhou até à estação da CP do Fundão;
2 - A sonoplastia que durante parte da viagem foi debitada por um cavalheiro de idade respeitável que ressonava como se fosse um cluster de motores de rega;
3 - A chuva que nos esperava em Lisboa como se estivesse a censurar-nos por não termos levados impermeáveis ou guarda-chuva;
4 - A falta de combustível que afectou o veículo de certas e determinadas pessoas desta delegação em plena 2ª Circular (quem diria que o veículo precisava de gasóleo ao fim de algum tempo de circulação? Há aspectos da tecnologia da motorização que são difíceis de compreender);
5 - O cavalheiro portando duas muletas que nos solicitou um donativo de exactamente 2 euros ali para os lados do Limoeiro, fazendo uso de um perfeito espanhol e italiano e que perante a nossa recusa (não foi bem recusa, foi mais impossibilidade visto que só possuíamos 1,5 euros no bolso) nos brindou com uma bem portuguesa expressão que nos declarava como sendo filhos de uma prostituta de porte apreciável;
6 - As senhoras em tudo similares a obras imperfeitas da Madame Tussaud, sentadas exactamente atrás de nós e que durante o concerto dissertaram sobre temas tão fascinantes como uma referiu: o facto de ser incapaz de despedir a competente da sua funcionária doméstica por esta adorar os seus gatos e os seus gatos adorarem a dita funcionária.
Valeu a pena e isso é que conta!
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Fundão encorreu mais uma vez os espanhóis
Cumprindo a tradição, a população começou a concentrar-se frente à Câmara Municipal, envergando bandeiras sobretudo monárquicas (um curioso paradoxo), e acompanhadas por uma banda de música. Nem o frio intenso demoveu as pessoas que, após as 12 badaladas e o ligar oficial da iluminação natalícia da cidade, entoaram em uníssono o Hino da Restauração, saindo depois em arruada atrás da banda pelas ruas da cidade.
Ano após ano, esta é uma tradição que parece ganhar força, recordando uma data da história nacional que contudo, a cada dia que passa, se me aparenta cada vez menos benéfica para Portugal. Bom, afinal, a restauração da independência aconteceu porque o rei espanhol ousou diminuir os privilégios da nobreza portuguesa e para o povo tudo continuou na mesma, mas isso são contas de outro rosário.
É curiosa esta tradição fundanense de recordação desta efeméride, tal como é a arruada que todos os anos acontece à meia-noite de 24 para 25 de Abril, recordando a Revolução dos Cravos.



Para saber mais sobre a arruada e o Hino da Restauração:
O Andarilho
Pedaços de Alcongosta