domingo, novembro 23, 2008

Incêndio em Novembro: O dia seguinte.




sábado, novembro 22, 2008

Incêndio em Novembro II


Aparentemente o senhor pirómano deveria estar por perto quando se extinguiu o primeiro foco e, evidentemente triste por ter visto atitudes de pessoas sem respeito pela sua genial "obra de arte", decidiu acender uma nova frente a menos de 1km do primeiro.

Felizmente os meios foram rápidos a acorrer e em pouco mais de 2h o fogo foi extinto, apesar do vento fortíssimo que fazia com que as chamas se espraiassem quase na horizontal (a razão essencial da ligeira queimadura-escaldão na minha testa).

Para concluir, não posso deixar de dar uma palavra de agradecimento e de elogio aos bombeiros que são muitas vezes alvo de críticas injustas sem sentido. Enormes!

Quanto ao Vale, ainda não foi desta... 

Incêndio em Novembro



Se havia coisa que não esperava, não só num Sábado à tarde mas também nesta altura do ano, era receber um telefonema alertando-me para a deflagração de um incêndio junto a Vale d'Urso.

Felizmente, à semelhança de outras ocasiões, a população soube reagir e, com a preciosa ajuda dos bombeiros, depressa o incêndio foi controlado.

Custa-me imenso compreender as motivações destes animais, que não se importam com a propriedade alheia e decidem, simplesmente porque devem achar bonito, atear o fogo tão próximo de uma povoação. Obviamente que é difícil encontrar os responsáveis pelo acto mas, o conjunto de pistas que foi possível perceber nos arredores apontam para os "machos de moto 4".

Resta saber até quando a lei irá continuar a ser branda com os pirómanos e, por outro lado, até quando continuaremos a ter de suportar o "civismo" muito particular de alguns indivíduos que se pensam reis e senhores de tudo o que é trilho?

(...)

Ok acabo de receber mais um telefonema. Até logo.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Alguém quer uma dose de Omoltmuskrooms?

Ali para os lados de Belém, há um simpático restaurante que, com uma hospitalidade inigualável que se percebe apesar do ar grave e altivo dos seus funcionários, serve os mais variados pratos apresentados nas mais variadas línguas.

Trata-se contudo de um restaurante que emprega, na elaboração das suas ementas, uma linguagem que desafia a lógica e cujas origens se situam numa época onde ainda não se falava de Acordo Ortográfico e o inglês, o francês, o alemão e o italiano eram basicamente a mesma língua incompreensível.

Ao consultar esta ementa fui acometido de um misto de nostalgia e apetite súbito. Dei por mim a divagar e a pensar em como seria bom poder estar ali a mirar o Tejo, confortavelmente instalado naquela esplanada, e degustando uma saborosa Omoltmuskrooms, uma untuosa Panade Crevett ou um cremoso Freid Steak Crem, qualquer um deles precedido por uma fresquíssima Tomato Sald... *suspiro*. 

Alguém consegue ler a ementa sem ficar com fome?

quarta-feira, novembro 19, 2008

Liquid Smoking


No momento em que governos, ONG's e o humilde consumidor tentam arranjar alternativas para controlar o vício tabagístico, surge na Holanda um novo produto para, segundo a empresa fabricante United Drinks, substituir e/ou eliminar a necessidade de fumar e para permitir satisfazer o fumador em locais públicos em que seja vedado o acesso a fumadores.
A bebida, que será comercializada em latas de 275ml e custará aproximadamente 1,85€, tem já encomendas em 43 países (sendo Portugal um deles) e preve-se chegar às lojas já em 2009. É fabricada através do extrato de ervas oriundas da África do Sul, um efeito estimulante seguido de sensação de relaxamento e, segundo a empresa não contém nicotina, não se assemelha a nenhuma das bebidas energéticas existentes e, cada lata, contem apenas 20 calorias. Só vantagens portanto... Até ao momento nenhum dos estudos clínicos efectuados indica que a bebida possa ter perigos para a saúde pública, mas todos eles foram encomendados pela empresa fabricante e, que me lembre, nenhum dos estudos encomendados pela industria tabaqueira indicava consequências directas do tabaco para o cancro do pulmão. Isto numa altura em que se estima que até 2020 até 10 milhões de pessoas morrerão vitimas de problemas causados pelo tabaco.

Não vou emitir opiniões pessoais, simplesmente achei a noticia curiosa e cortei-a logo da revista para poder partilhar convosco. Achei curioso porque, automaticamente, me ocorreu que não estaremos muito longe do dia em que a realidade da familia Jetson (n sei se sem lembram dos desenhos animados) passará a ser a nossa. Fumamos em lata, comemos por comprimidos e, quiça, um destes dias possamos teleportar-nos do ponto A para o ponto B, o q, com o preço a que está o combustível, me parece mais atractivo a cada dia que passa.

Secadeiras na última edição da "Piedras con raíces"



Já foi publicada a edição nº23 do Outono de 2008 da revista de arquitectura tradicional Piedras con Raíces, publicada pela ARTE, Asociación por la Arquitectura Rural Tradicional de Extremadura, sedeada em Cáceres. Nesta revista vem incluído o artigo sobre as Secadeiras da Serra da Gardunha que havia elaborado em Agosto último.

Esta revista foi o pretexto para uma deslocação a Valência de Alcântara para um encontro com José Galindo, co-director da revista, com o qual tivemos uma interessantíssima conversa. Extremenho por convicção, defende que não é espanhol pois identifica-se mais com Portugal do que com Espanha, Galindo é um acérrimo defensor da arquitectura tradicional da região da raia, tendo realizado estudos nos dois lados da fronteira.

Ficou desde já acertada uma nova colaboração com a revista no sentido da publicação de um trabalho sobre os moinhos da ribeira de Vale d'Urso e Gardunha.

terça-feira, novembro 18, 2008

Memórias do Vale II: Conclusão

A pedido de várias famílias, cá ficam as últimas fotos da exposição, mais uma vez da autoria do grande fotógrafo Xamane.

O espaço onde foi montado o cenário


Uma hora mais calminha de visitas



A abertura da exposição



Dia 2, alguns patrocinadores apareceram para visitar o espaço

"Gerações"

Memórias do Vale II: Mais algumas imagens





Mais algumas imagens, estas da autoria do fotógrafo oficial da exposição, que ilustram a forma como o cenário estava montado.

Modéstia à parte, creio que o cenário foi muito bem conseguido, contudo, a sua concretização nunca teria sido possível sem uma valorosa equipa de voluntários que, em apenas uma noite, transformou uma sala incaracterística num ambiente que surpreendeu tudo e todos.

Como recompensa, o director técnico dos trabalhos, surpreendeu a equipa de trabalho com um original repasto nocturno, digno de um gourmet, facto que levou muitos a afirmar "Esta é a melhor ceia que já alguma vez comi no decurso de trabalhos de montagem de exposições sobre os equipamentos comunitários da economia rural dos sécs XIX e XX e sobre o Ensino Primário sob a Égide do Estado Novo".

segunda-feira, novembro 17, 2008

Memórias do Vale II: O poder das câmaras


Tendo em conta que a exposição decorreu no âmbito da Festa da Castanha do Souto da Casa, aproveitámos um momento de pouca afluência para ir observar como decorriam as coisas no recinto das barraquinhas e onde ia também decorrer o magusto.

Depois de alguns momentos de convívio, onde houve tempo para provar uma tão excelente quanto "perigosa" jeropiga, encetámos o caminho de regresso ao espaço onde estava instalada a exposição.

Na palhaçada, o Pepe ía ao meu lado tirando fotografias enquanto , à nossa frente, seguia o grande realizador Alex com a sua implacável câmara de filmar apontada para nós.

A dado instante, perante tal aparato e, talvez também influenciado pela minha roupa mais formal, um popular completamente desconhecido que ali se encontrava, dirigiu-se para mim e, apertando-me efusivamente a mão, saudou-me dirigindo-me palavras de boas vindas ao Souto da Casa.

Por instantes, senti-me tentando a pedir-lhe que votasse em mim nas próximas autárquicas...

Interlúdio

Entre uma aula de Prolog e uma rápida incursão para devolver as alcatifas da exposição, tive oportunidade de assistir a parte do noticiário das 13h.

A notícia era sobre (mais) uma manifestação de estudantes do secundário que, furiosamente, marchavam pela rua em protesto contra o novo estatuto do estudante, especificamente contra o novo regime de faltas.

Não sei bem porquê, talvez por malícia jornalística, os "espécimes" que fazem declarações para a comunicação social são sempre escolhidos a dedo e esta reportagem não fugiu à regra.

Um dos indignados estudantes, espalhando perdigotos como se de uma praga se tratasse, expôs as suas reivindicações pessoais:

-"As faltas está mal! A Ministra não nos quer deixar faltar mas nós somos jovens e precisamos das faltas!"

Pelo aspecto e pela forma como falava, creio que não restaram muitas dúvidas acerca do motivo pelo qual o jovem estudante iria precisar de faltar de vez em quando.

Qual é a credibilidade que os estudantes podem ter quando nem eles próprios sabem bem o que estão ali a fazer no meio da manifestação? Ao menos desta vez não desperdiçaram ovos...

Não posso deixar de ficar preocupado com o futuro do país...
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