quinta-feira, novembro 13, 2008

Falando de castanhas...

...e abordando os castanheiros da Serra da Gardunha, que tal esta fotografia de um castanheiro gigante existente no Fundão em 1904 e que foi foto de capa da revista Broteria, uma revista dedicada às ciências naturais publicada pelo extinto colégio de São Fiel?



Um interessantíssimo apontamento recuperado pel'O Andarilho numa alusão a um património natural irremediavelmente perdido.

Custa a imaginar árvores assim na paisagem mas sempre ouvi contar pelos mais idosos que existiam castanheiros na Gardunha em cujos troncos ocos as pessoas se abrigavam da chuva, e cujo diâmetro era tão largo que "20 pessoas não os conseguiam abraçar".

Na obra "Convento de Nossa Senhora do Seixo do Fundão", que já aqui referi anteriormente no artigo sobre Gil Vicente, é possível ver algumas imagens desses castanheiros. Tomo por isso a liberdade de, com a devida vénia, de aqui reproduzir essas imagens.
Na primeira imagem é possível ver duas figuras humanas fazendo a escala da árvore, uma delas dentro do tronco.


Na segunda imagem, esta uma fotografia, é também possível avaliar o porte da árvore por comparação com o indivíduo posando junto a ela.


Numa outra imagem desse livro é ainda apresentado o castanheiro denominado por "Castanheiro do Moio". O moio era uma antiga medida de peso e equivalia a 60 alqueires, medida que, segundo a região onde era usada, podia variar de 11 a 15kg. Assim, o castanheiro podia produzir, num bom ano, cerca de uma tonelada de castanhas.

Convite aos leitores



Sábado das 14h30 às 22h00
Domingo das 10h00 às 12h00 e das 13h30 às 20h00
Entrada Livre

quarta-feira, novembro 12, 2008

Artes e Sabores da Maúnça - II

Retomando o tema do último artigo, o Sábado foi então centrado no Festival de Artes e Sabores da Maúnça que decorreu na serra na já famosa aldeia de Açor.


À tarde houve contudo tempo para uma pequena incursão até à Serra da Gardunha para investigação com vista à recolha de elementos para a exposição do próximo Sábado e para recolha de cogumelos e castanhas. Tudo isto em meio a uma montaria organizada no âmbito da inauguração de instalações para uma Associação de Caçadores, esses simpáticos senhores que deixam a sua marca na paisagem na forma de latas que deixam supor que se chamam todos Ramirez ou de cartuchos vazios que, de forma inteligente, decoram vários recantos das serranias. No entanto, diga-se em abono da verdade que são sem dúvida amantes incondicionais da natureza pois, pelo que constatámos, já o relógio dobrara a uma da manhã e ainda se via faróis dispersos de automóveis na zona da montaria, um sinal claro de que os caçadores estavam com dificuldades em desvincular-se da natureza.

A incursão não foi propriamente bem sucedida mas sempre deu para investir sobre os muitos medronhos que sarapintavam o ambiente de vermelho. Na foto é bem visível o particular interesse do jovem Sam ao aprender que do medronho se faz uma aguardente de grande qualidade, isto enquanto o jovem Paulo cogita sobre as mil e uma formas de cozinhar um medronho.

"Aguardente? Onde é que se carrega?"

Também os cogumelos foram escassos mas, curiosamente, as pontuais descobertas de exemplares de Amanita Muscaria, ou Agário das Moscas, despertaram um intrigante frenesim entre alguns elementos do grupo. Só faltava mesmo a lagarta a fumar o seu narguilé em cima dos Agários...

Um belo exemplar de um fungo com alto índice de Ácido Ibotémico. A lagarta da Alice que o diga...



Chegou depois a hora de rumar ao Açor, conduzindo o veículo através de um interessante percurso todo-o-terreno. Escusado será dizer que todos os ocupantes do veículo adoraram a experiência e sentiram a adrenalina a correr-lhes pelo organismo. Aliás, a co-pilota chegou mesmo a afirmar "Nunca me diverti tanto como hoje, nem quando decidi ultrapassar 2 camiões em Espanha com vários veículos a circular em sentido contrário a uma distância pouco recomendável!".

Chegámos finalmente ao Açor, pequena aldeia que a tradição coloca na rota das Invasões Francesas, num episódio que, na Eira dos Três Termos, terá tido o seu climax aquando do enfrentamento entre franceses e a guerrilha local. Também a tradição popular situa nessa época a origem do misterioso "fenómeno" da Eira dos Três Termos, ainda hoje sem explicação e o qual abordarei em artigo próprio.

Sobre o Açor conta-se que, aquando da aproximação das tropas francesas, a população cobriu a Igreja (hoje bastante alterada) com ramos de giesta e silvas, já que se tratava do único edifício branco da aldeia ao contrário das moradias que eram em xisto e se confundiam na paisagem.


Na aldeia, o festival desenrola-se autenticamente de uma ponta à outra da aldeia, com as inevitáveis tasquinhas, umas melhor conseguidas que outras em termos de decoração e ambiente, onde é muito difícil resistir à tentação de percorrer todas elas mais que uma vez.

O jantar foi talvez mais atribulado que o desejado. Tendo-nos deliciado com um original prato de lombinhos de porco com castanhas e mel, em duas doses que afinal era três, decidimos repetir. Contudo, o stock havia-se esgotado e tivemos de nos contentar em terminar a refeição com uma bela chouriça assada. Pelo meio houve ainda espaço para uma demonstração de boa vontade da cozinheira que foi desencatar carne sabe-se lá onde e que no-la apresentou acondicionada numa espécie de tupperware onde quase se podia ler "HACCP sucks!".


A castanha, fruto omnipresente no festival



Uma reconfortante paragem para provar o tradicional "Café de borras"



O delicioso bolo de castanha em meio de um caleidoscópio de cores e sabores dispersas em dezenas de bolos e garrafas de licores tão inusitados como o licor de amora, de bolota e de carqueja...



Outro ângulo da questão


Aspecto de uma das tasquinhas mais concorridas



O cenário junto ao Forno Comunitário, onde algumas simpáticas senhoras se atarefavam a cozer pão. Um pouco mais longe, a casa museu toda ela recuperada e que merece sem dúvida uma visita.



Animação de rua, uma constante do festival



Uma pausa antes de atacar o licor de maçã.... e o de amora também.... ok, e também o de framboesa...

O regresso fez-se novamente pela Maúnça, agora em modo nocturno, percurso que levou a que, em alguns momentos, fossemos acompanhados por vários coelhos velozes e zigzagueantes. A edição 2008 já lá vai, venha a próxima! Merece bem a visita.

terça-feira, novembro 11, 2008

Artes e Sabores da Maúnça

O fim-de-semana ficou marcado por mais uma edição do festival Artes e Sabores da Maúnça, na aldeia do Açor. Como acontece todos os anos, a população mobilizou-se para, durante dois dias, criar um ambiente único onde os visitantes pudessem, ao longo de várias tasquinhas com maior ou menor cunho tradicional, ir deliciando os olhos, o paladar e o olfacto num carrossel de cores e sabores.

A primeira foto tirada no Açor é, contudo muito particular. Um verdadeiro 2 em 1. Faz uma alusão a um dos produtos mais típicos da região, o mel, ao mesmo tempo que lança mais uma farpa na acalorada discussão em torno do Acordo Ortográfico.

Ficamos pelo menos a saber que, atrás deste cartaz, há mel e há aguardente de mel...

segunda-feira, novembro 10, 2008

Pesquisas do Katano

Durante o fim-de-semana foram várias as pesquisas que conduziram as pessoas a este espaço mas as mais intrigantes foram sem dúvida:


"Cartas de um tio para uma sobrinha"

Com certeza uma pesquisa efectuada por um tio português que, na urgência de escrever à sua mui estimada sobrinha não sabia se deveria começar por "Exma Sra Sobrinha", "Exma e Mui Estimada e Apreciada Sra Dona Sobrinha" ou "Olá Rita".


"Multibanco em Praga"

Sem dúvida uma pesquisa efectuada por alguém que estará na iminência de dar um saltinho ali a Praga para ver o famoso relógio e que, preocupado em saber se deverá ou não levar dinheiro, quis saber se Praga é uma cidade onde a inovação das caixas multibanco já chegou.

Pois bem, no seguimento da política de Serviço Público deste blog não só confirmamos, como também mostramos, uma genuína caixa multibanco da República Checa... em Praga. Já agora um conselho: se em Praga tiverem dificuldades em localizar a referência "BANKOMAT", procurem graffittis.

e finalmente, "la piéce de resistance":

"touradas morte caetano"

Até tenho medo de opinar sobre isto mas, acima de tudo, quero assegurar que o autor deste blog não participa nem assiste a touradas de morte, nem muito menos à "tradicional" tourada portuguesa. Como já aqui foi referido, é demasiado deprimente constatar que o Q.I. médio da arena desce para metade quando o touro é morto.

domingo, novembro 09, 2008

Se ela o diz...

A celebridade cadastrada Paris Hilton afirmou há dias que, apesar de ser contra McCain, admira muito Sarah Palin e considera-a sensual e inteligente.

Sabendo da preponderância de Paris Hilton enquanto opinion maker creio que, se estas palavras tivessem sido proferidas mais cedo, os republicanos nunca poderiam ter aspirado a uma percentagem de votos tão alta.

Já agora, será que Paris Hilton é a favor ou contra as investigações científicas relacionadas com a mosca da fruta?

sábado, novembro 08, 2008

Moedas com história III

DUPÔNDIO - Império Romano, séc II

   

Já há algum tempo que não abordava o tema da numismática, depois de o ter feito em Abril e Maio do ano passado e este exemplar que aqui apresento tem também ele uma história peculiar.

Obtive-o na sequência de uma investigação por iniciativa própria sobre o tráfico de antiguidades da Beira Interior numa altura em que pretendi publicar uma reportagem sobre o assunto num portal de arqueologia.

Para além de perceber como e onde se processam os "saques", soube também que existem pessoas específicas em determinadas localidades que procuram as peças por iniciativa própria, como é o caso de Idanha-a-Velha, um dos sítios arqueológicos emblemáticos da Beira Interior e de onde terá vindo esta moeda, ao que parece descoberta enquanto se "abria um buraco para plantar um poste para uma cerca numa propriedade privada".

A moeda

Metal: Liga de Bronze (Oricalco)

Diâmetro: aprox. 2,5 cm

Anverso: busto com coroa radiada do imperador Adriano sendo visível parte da inscrição circundante "TRAIANVS HADRI[ANVS]". A forma completa mais comum de referenciar o imperador nos numismas era referir o seu título imperial e o seu nome seguido dos seus demais cargos. Assim, admitindo que estamos perante um exemplar semelhante ao que encontrei na web, a inscrição completa poderá ser "IMP CAESAR TRAIANVS HADRIANVS AVG P M TR P COS III" ou seja "Imperador César Trajano Adriano Augusto, Sumo Pontífice (PM), com Poder de Tribuno (TR P), com poder de Cônsul pelo 3º ano consecutivo (COS III)".

Reverso: figura feminina em pé, sobre o lado direito, ladeada pelas letras "SC" (SENATVS CONSVLTVS" - Por autorização do Senado). Inscrição circundante ilegível. Esta figura feminina é uma das várias que Adriano fez incluir nas moedas, representando diferentes graças (Felicidade, Saúde, Riso, etc...). Neste caso é difícil interpretar a figura mas poderá tratar-se da SALUS PUBLICA (Saúde), dedução que faço pela posição da figura (joelho direito erguido com o pé pousado sobre algo, braço direito mais ao nível da cintura, túnica sobre a cintura e uma lança sobre o lado esquerdo do corpo).

Contexto histórico: O Imperador Adriano (Publius Aelius Traianus Hadrianus) sucedeu a outro grande nome que foi Trajano, tendo sido adoptado por este último e reinou de 117 a 138 d.C. Curiosamente, também Trajano fora adoptado pelo imperador Nerva que o nomeou seu sucessor.

Adriano celebrizou-se pelas fortificações que fez das fronteiras do Império Romano, especialmente pela famosa Muralha de Adriano, um muro de 118 quilómetros que defendia a provincia romana que actualmente corresponde à Inglaterra das incursões dos Pictos e Escotos da Caledónia (actual Escócia). Também era uma pessoa extremamente culta e um profundo admirador da cultura grega. Por outro lado preocupou-se bastante em fomentar a melhoria de infra-estruturas e a economia do Império.

Para seu sucessor, Adriano indicou o senador que viria a ser conhecido como Antonino Pio, ao qual sucederia o grande Marco Aurélio (também por indicação de Adriano), o imperador celebrizado no filme "Gladiador".

sexta-feira, novembro 07, 2008

A Sra Governadora Sarah Palin

Muito se tem debatido acerca da responsabilidade da Governadora do Alasca, Sarah Palin, no fracasso da candidatura de John McCain à Casa Branca. Já aqui o referi: esta escolha foi um verdadeiro tiro no pé por parte dos republicanos pelas posições polémicas desta senhora mas, será que a Governadora Palin é mesmo responsável em última instância? Não foi a equipa de campanha de McCain quem a escolheu? Pelo menos agora Sarah Palin pode voltar a dedicar-se ao Alasca, fazendo aquilo que melhor tem feito nos últimos anos: reduzir drasticamente as áreas de paisagem protegida em favor da exploração petrolífera. Curiosamente, encontrei na CNN um vídeo que vai de encontro à minha opinião:






Uma das histórias mais intrigantes que ouvi acerca da Governadora Palin foi algo sobre uma rábula mencionando moscas da fruta. Aliás, no programa de 4ª feira da TSF, o Governo Sombra, Ricardo Araújo Pereira referiu que a derrota republicana foi uma grande vitória para a mosca da fruta, visto que havia por parte de Palin um certo desprezo e um certo preconceito em relação ao insecto.

Uma rápida pesquisa no Google esclareceu todas as dúvidas. Afinal, esta história teve origem num discurso de Sarah Palin no qual ela tenta dar a entender que é necessário repensar o investimento em projectos de investigação científica, dando mais ênfase aos projectos que tenham efeitos práticos no bem social e abandonando projectos tão ridículos como... investigação sobre mosca da fruta.

Infelizmente, ela não sabia que a investigação sobre mosca da fruta permitiu alguns avanços na investigação sobre... o autismo. Aqui fica o vídeo que esclarece a questão, apresentado por uma jornalista mais cínica que Manuela Moura Guedes e mais irónica que o José Rodrigues dos Santos.



Yes he did it

A grande notícia da semana é sem dúvida a vitória de Barack Hussein Obama II na corrida à Casa Branca após uma aguerrida e mediática campanha que transcendeu as fronteiras dos EUA e alastrou a todo o Mundo. Por momentos, cheguei mesmo a ter a sensação de que se tratava de uma corrida à Presidência da República Portuguesa, tal era o volume de notícias e de comentários que ouvia um pouco por todo o lado. Já soube entretanto que Cavaco Silva enviou uma mensagem de felicitações a Obama e pergunto-me se até Sócrates não o terá feito também... anexando astutamente uma brochura promocional do Magalhães.

O vencedor foi "vendido" à opinião pública como uma espécie de cruzamento entre Martin Luther King e John Fitzgerald Kenedy e será talvez por isso que ouvi, não poucas vezes, algumas delas com a mesma convicção que alguém diria "A culpa é do Sócrates!", que Barack Obama será assassinado antes de completar o mandato. Creio até que o primeiro sinal disso terá sido a tentativa frustrada perpetrada por dois neonazis que, dando um claro indício do nível de QI desta gente, anunciou ao Mundo o que ia tentar fazer antes de tentar.

Uma coisa é certa: esta vitória carrega um tremendo simbolismo pelo seu timming e pelo contexto social e histórico em que ocorre, afinal, Obama é filho de um emigrante queniano num país onde, ainda há pouco mais de 40 anos, Luther King foi abatido a tiro e os afro-americanos eram ainda alvo de segregação racial. Sem dúvida impressionante!

Aqui fica o discurso de vitória de Obama, discurso que fica marcado por uma empolgante conclusão, a partir dos 13'30'' aproximadamente, e cuja transcrição faço abaixo.




This election had many firsts and many stories that will be told for generations. But one that’s on my mind tonight is about a woman who cast her ballot in Atlanta. She’s a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing – Ann Nixon Cooper is 106 years old.

She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldn’t vote for two reasons – because she was a woman and because of the color of her skin.

And tonight, I think about all that she’s seen throughout her century in America – the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we can’t, and the people who pressed on with that American creed: Yes we can.

At a time when women’s voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot. Yes we can.

When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs and a new sense of common purpose. Yes we can.
When the bombs fell on our harbor and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved. Yes we can.


She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that “We Shall Overcome.” Yes we can.

A man touched down on the moon, a wall came down in Berlin, a world was connected by our own science and imagination. And this year, in this election, she touched her finger to a screen, and cast her vote, because after 106 years in America, through the best of times and the darkest of hours, she knows how America can change. Yes we can.

America, we have come so far. We have seen so much. But there is so much more to do. So tonight, let us ask ourselves – if our children should live to see the next century; if my daughters should be so lucky to live as long as Ann Nixon Cooper, what change will they see? What progress will we have made?

This is our chance to answer that call. This is our moment. This is our time – to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American Dream and reaffirm that fundamental truth – that out of many, we are one; that while we breathe, we hope, and where we are met with cynicism, and doubt, and those who tell us that we can’t, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people: Yes we can!

Quem quiser ler o discurso completo poderá fazê-lo no blog Firedoglake

quarta-feira, novembro 05, 2008

Novas Oportunidades by Socas

Em tempo de crise mundial, Portugal foi há muito afectado e o poder de compra caiu tanto, que até a classe média já sente isso na pele.
Como tal, e tendo em conta o problema, numa das últimas sessões parlamentares, Francisco Louçã interpelou o Governo com o seguinte:
- "Temos a situação tão degradada, com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quatidianiamente em causa por este Governo, que até as universitárias estão a começar a prostituir-se..."
A resposta de José Sócrates, no seu estilo inconfundível, não se fez esperar:
-"Em 1º lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; Em 2º lugar e como é apanágio de V. Ex.ª, que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias."
Mais um belo exemplo de politica em Portugal e uma prova real de que o Programa das Novas Oportunidades funciona de verdade.
Bendito sejas ó José Sócrates...
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