quarta-feira, outubro 08, 2008

III Encontro Taska Force / República do Katano - Programa OFICIAL



FUNDÃO
Sábado, dia 11 de Outubro de 2008

12h00 - Recepção dos participantes na República do Katano

12h30 - Almoço no Restaurante "As Tílias"

13h30 - Grande gala da entrega dos prémios da

Prémio de recordista de pontuação
Prémio do grande vencedor da Liga
Debate sobre as causas do insucesso da equipa do proprietário deste Blog

15h00 - Visita a uma das aldeias históricas de Portugal
(Caso esteja a chover, esta actividade será substituída por um campeonato de Monopólio a ter lugar na República do Katano)

17h00 - Magusto do katano em Alcongosta
(Caso esteja a chover, esta actividade será substituída por um campeonato de Pictionary a ter lugar na República do Katano)

20h00 - Jantar do Katano

22h00 em diante - Debate sobre as possíveis causas naturais do nevoeiro


Domingo, dia 12 de Outubro de 2008

10h30 (se houver condições) - Rescaldo e controlo de danos



ÚLTIMA HORA: A organização está em condições de confirmar que, após duras e prolongadas negociações, conseguiu garantir a presença da delegação de Vouzela. Em contrapartida, a delegação de Vendas de Galizes declinou o convite referindo "Coitos! (adaptado) Prefiro passar o dia em Coimbra sem fazer nenhum do que ir-vos aturar o dia inteiro até porque, pessoalmente, as aldeias históricas já não são nenhum mistério" (sic)

Número de Presenças confirmadas: 16 (na verdade, 15 presenças e duas metades de gente)

Pesquisas do Katano


Ontem , alguém veio parar a este blog após uma inusitada pesquisa no Google com a seguinte expressão:




Estaria à procura de:

- referências a presenças fantasmagóricas suplementares numa fotografia de passaporte?

- relatos de casos onde alguém que morria enquanto estava a tirar a foto para o passaporte?

- saber se, na Guiné, o agente alfandegário também é capaz de identificar cadáveres por comparação com a foto do passaporte?

Nesta fiquei completamente às escuras.

III Encontro Taska Force / República do Katano

Já há programa oficial para o III Encontro Taska Force / República do Katano do próximo dia 11 de Outubro, evento no qual acontecerá a Grande Gala de Entrega do Prémio do Vencedor da Liga Zé do Boné / Betadin 2007/2008!

Apesar da meteorologia não augurar nada de bom - vá lá que ao menos se prevê que o vento seja moderado - os planos para o dia estão definidos.

O programa oficial será aqui divulgado nas próximas 24h.

Mais uma vez, quem estiver interessado, faça favor de confirmar a sua vinda.

terça-feira, outubro 07, 2008

Já alguma vez sonharam ser Super-Heróis?

Clicar na imagem para verem um vídeo do Katano... literalmente.

Pois bem, com um site descoberto pela Cathy, isso já é possível! Basta fazerem o upload da vossa fotografia, ajustarem-na ao modelo e, em apenas 2 ou 3 cliques, tornam-se protagonistas de um vídeo onde encarnam uma figura nobre e super-heróica... OU NÃO!


Um muito obrigado à Cathy pela sugestão. Como tu dizes, "É a palhaçada!"

segunda-feira, outubro 06, 2008

O mistério do Bilhete de Identidade*

"O algarismo à frente do número do Bilhete de Identidade é o número de pessoas que existem em Portugal com um nome igual ao meu!"
por cidadão na completa ignorância

Na semana passada, numa discussão sobre bases de dados e enquanto eu referia o Bilhete de Identidade como exemplo de um registo numa bases de dados, um dos formandos defendeu a pés juntos que o algarismo suplementar, à frente do número do BI, correspondia ao número de pessoas existentes que possuíam o mesmo nome que ele. Este tipo de crendices, confesso, causa-me profunda impressão pela irracionalidade que encerram em si e pela forma como se enraízam na cultura urbana.

Não é necessário pensar muito para encontrar algumas inconsistências nessa tese. Por exemplo, será que ninguém acha estranho que o tal número de pessoas com o mesmo nome esteja sempre situado entre 0 e 9?

Seja como for, e para acabar de vez com esse mito, pelo menos no que aos assíduos leitores deste blog diz respeito, esperando que, por sua vez, passem a palavra a outros, claro, vou aqui sumariamente explicar o porquê desse algarismo suplementar.


Controlo de erros

Quando, no dia-a-dia, fornecemos o nosso número de BI, seja com que propósito for, a outra pessoa ou inclusive o digitamos nós próprios num qualquer formulário de registo, podem suceder erros involuntários: uma sequência 234 pode-se transformar em 243 por troca de dígitos ou ainda em 235 por erro na tecla que se prime (o 5 está ao lado do 4).

Assim, no intuito de evitar este tipo de situações, foi aplicado um sistema de verificação de erros que se traduz visualmente no algarismo suplementar. Mas como funciona?

Suponhamos que temos um número de BI (completamente ao acaso) com o valor 9922333, ao qual está associado o algarismo suplementar 3.

Para verificar se o número está correcto vamos efectuar alguns cálculos multiplicando, da direita para esquerda (começando no algarismo suplementar), cada algarismo pela sua posição na contagem, da seguinte forma:
Obtemos então 8 resultados diferentes: 72, 63, 12, 10, 12, 9, 6, 3.

Em seguida, somamos estes valores obtendo: 187

Para finalizar, dividimos este valor por 11 e se, como neste caso acontece, obtivermos resto 0 na divisão, então o número está correctamente escrito.

187 / 11 = 17, RESTO 0! -> O número está bem escrito


Porquê o número 11?

O facto de se usar o número 11 tem uma explicação. Quando se usa um algoritmo de verificação deste género, baseado em restos de divisão, este só irá funcionar se for usado um número primo, um número apenas divisível por si próprio e por 1, que esteja imediatamente a seguir à base de numeração usada. Assim como usamos a base numérica decimal, Base 10, o número primo imediatamente a seguir é 11.


A falha deste sistema

Contudo, o método usado nos BI tem um erro. Suponhamos os números de BI 6617080-0 e 6617085-0 e façamos as contas. Depressa se verificará que há aqui uma incongruência pois se no segundo as contas efectivamente dão resto 0, no primeiro isso já não acontece pois obtém-se... 1!

A justificação é simples: ao dividirmos qualquer número por 11, o resto da divisão pode ir de 0 a 10. Ora, como o sistema adoptado nos BI pressupõe o uso de um número de controlo de apenas 1 algarismo, se este número for 0, tanto poderá valer efectivamente 0 como 10!

Esta é uma falha que afecta quase 10% dos portugueses e que, ao contrário dos ISBN onde este problema foi solucionado pelo uso de letras (X=10), no caso dos nossos documentos de Identificação, tenha sido por preguiça ou por distracção (qual deles o mais grave), o erro persiste.



* Este é parte do título do livro "O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias" da autoria do matemático Jorge Buescu. Um livro interessantíssimo que aborda alguns do "mistérios" matemáticos do nosso quotidiano, entre eles o assunto deste artigo.

Para ver o artigo de Buescu na íntegra, clicar aqui.

domingo, outubro 05, 2008

"Ah parquímetro ladrão!"

Pela primeira vez no dia 03/10/2008 fui tirar um recibo nos parquimetros, para eu própria, passados tantos meses da sua instalação sentir na pele a injustiça de ter de pagar para estacionar o meu fabulástico automóvel do inicio dos anos 80.

Espero que nenhum agente da autoridade esteja a ler isto. Não me bastam certos e determinados litigios com homens de verde à porta de certos e determinado bares, quanto mais ter agora os respeitáveis senhores à procura do meu veículo que permanece longas horas sem qualquer recibo no tablier!...

Adiante... A verdade é que cheguei sexta feira ao Fundão e após ter sido advertida pela minha querida mãe (as mães são pessoas sempre preocupadas) decidi ir tirar um ticket ao parquimetro mais próximo. Ora, para a primeira vez aquilo não correu muito bem (o costume...):

Coloquei uma moeda de 0,50 e outra de 0,20. Inicialmente contabilizou a de 0,50 e saiu a de 0,20; depois contabilizou a de 0,20 e saíu a de 0,50; finalmente não contabilizou nenhuma e nem saiu a de 0,50 nem a de 0,20! A coisa não estava a correr bem...

Depois, e por que as gentes fundanenses são bastante prestáveis, passou um comerciante da zona que, ao ver a minha cara a olhar para aquela máquina perversa, me tentou ajudar:

-"Dá a moeda à menina!! Ladrão, devolve as moedas!!!! Sai daí moeda, sai!!", gritava, enquanto a minha expressão facial ia piorando.

A verdade é que aquele "parquimetro ladrão" não me devolveu nada, mesmo após dois ou três pontapés e uns quantos murros discretos.
Ora, a curiosidade é uma coisa tramada e mais dois ou três comerciantes foram-se aproximando, insultando a máquina (que em certo momento já me despertava uma sensação de compaixão) e pontapeando como se não houvesse amanhã.

Entretanto, um senhor pede licença, introduz duas moedas, sai um recibo e vai à vida dele. Fez-se silêncio...De repente as pessoas que se tinham ali juntado para me auxiliar (?) desertaram. Fiquei um nadinha furiosa, depois de ter reconhecido que devo ter feito uma cara menos católica enquanto pensei "esse recibo é meu"...

Próximo passo: apresentar reclamação na empresa que faz a exploração do parque pago na cidade.
Resultado final: o rapaz devolveu-me o dinheiro (retirado de um saco enorme cheio de moedas que constatei serem as "sobras" e que, acredito, dariam para pagar o almoço do próximo encontro Taska Force/República do Katano).
Digno de quem, em tempo de férias, tem muito pouco para fazer...

Mais pesquisas

Alguém veio parar ao Blog do Katano enquanto procurava:

"frases de amor destinadas a soldados q estao na guerra"

É surpreendente que tenha vindo aqui parar, embora eu suspeite dos artigos dedicados à I Guerra Mundial (aqui, aqui, aqui e aqui).

Partindo do princípio que a pessoa que nos visitou procurava por palavras de conforto para enviar a alguém que está numa zona de conflito, só posso desejar que tudo corra pelo melhor e, já agora, deixo um conselho: não procure frases feitas. A sinceridade, mesmo que seja com palavras simples, não tem valor.

sábado, outubro 04, 2008

CSI Guiné

Um amigo meu, de nome Sumada, guineense a residir em Portugal, brindou-me há dias com uma história deliciosa que me fez pensar que séries como CSI evocam uma realidade completamente desajustada e ultrapassada.

Contou-me então o Sumada que, à chegada da sua viagem à Guiné para ir visitar a família, foi controlado por um agente da alfândega mais zeloso que o habitual que, tendo pedido o seu passaporte, observou atentamente a fotografia que nele constava. Depois de alguns segundos de observação, o agente alfandegário chegou à conclusão de que o rosto na fotografia não correspondia ao rosto do portador pelo que perguntou de quem era o passaporte.

Como o Sumada continuava a afirmar, com veemência, que o passaporte lhe pertencia e que era ele quem estava na foto, o agente alfandegário decidiu avançar para outro método de identificação: o da comparação das impressões digitais.

Sem pedir licença, pegou na mão direita do Sumada pelo indicador e colocou-o lado a lado com a impressão digital que estava no passaporte, observando atentamente uma e outra, como se estivesse num jogo de ténis de mesa jogado a um ritmo elevado. O veredicto não tardou e, tendo chegado à conclusão que as impressões digitais coincidiam, o zeloso agente alfandegário libertou o Sumada, permitindo-lhe seguir viagem.

PS - Ao que parece nos passaportes existe um campo com a etiqueta "Sinais Particulares". No passaporte que é referido nesta história, à frente de "Sinais Particulares" está escrito "Ver fotografia". Se poderá ser difícil para qualquer pessoa identificar sinais particulares numa foto passe, tenho no entanto a certeza de, para o agente alfandegário que protagoniza este artigo, tal tarefa seria uma brincadeira de crianças.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Época de praxes

Numa altura em que as povoações com ensino superior começam novamente a conviver com o fenómeno da praxe, a blogosfera aborda, obviamente, o assunto. Cito dois exemplos:

A-Asneirada, no qual a Juanita aponta o dedo a um certo complexo de inferioridade dos ditos "veteranos" como justificação para praxes menos próprias

A Carpinteira, que vai mais longe e, num de dois artigos dedicados ao tema, refere que "(...)Na mente conspurcada desta corja ignorante pode-se fazer tudo em nome da tradição.As torturas do passado, incluindo as da PIDE, durante o Estado Novo, são continuadas nos dias de hoje, dentro e fora da universidade. Não raras vezes, são vistos a altas horas da madrugada, pelas ruas da Covilhã, grupos de caloiros serem coagidos a práticas desumanas.(...)"

É certo que a praxe está muito longe do saneado conceito que querem fazer passar ao público, o de uma actividade divertida com o nobre propósito de desinibir e integrar os caloiros. Contudo, esse conceito morre à partida quando vemos na realidade o que acontece.

Coacção, humilhação e abuso são, infelizmente, elementos associados às actividades das praxes, com o propósito de satisfazer um nítido complexo de inferioridade de alguns que, ao longo da sua vida, só aqui terão a oportunidade de estar num lugar cimeiro de uma hierarquia. Que integração é esta? A integração pela satisfação do ego deficiente?

Chamo contudo a atenção de que nem tudo na praxe é mau. Já assisti a várias praxes "civilizadas" onde tanto praxadores como praxados se divertiam. Eu próprio fui praxado e, mais tarde, praxador mas preocupei-me sempre, juntamente com os meus colegas, em organizar actividades que fossem divertidas para todos pois essa é que é a essência da integração.

Quanto ao suposto controlo, que A.Es e outros organismos que deveriam supostamente exercer algum controlo sobre este tipo de actividades, não passa de uma intenção hipócrita. Dada a promiscuidade que há entre Comissões de Praxes, Conselhos de Veteranos e AEs, o único controlo que há é em saber quem é a próxima pessoa a pagar a nova rodada.

O Triângulo das Bermudas - Conclusão


Depois de em posts anteriores ter abordado os antecedentes do enigma do Triângulo das Bermudas (ver Parte I, Parte II e Parte III) e de ter desmistificado a aura que paira sobre esta região, resta perguntar: afinal há ou não há algo de inexplicável no Triângulo das Bermudas. A resposta é não!

O mito do triângulo resulta apenas de uma abordagem jornalística sensacionalista iniciada na década de 1950 por E. Jones e G. Sand, na qual os autores reuniram histórias incompletas cujas lacunas foram preenchidas por fantasia e explicações fantásticas, sem nunca terem tido o trabalho de averiguar os factos exactos. Numa época em que o sobrenatural e o fenómeno OVNI eram verdadeiras minas de ouro para a comunicação social (ver por exemplo o caso Roswell), a possibilidade de vender uma história como esta era boa demais para ser desaproveitada.


Como mais tarde Lawrence David Kusche explicou na sua obra "The Bermuda Triangle Mystery - Solved", publicada em 1975, o mito resulta de uma série de incidentes sem fundamento. Inicialmente fascinado pelo fenómeno e convencido de que realmente havia algo de muito misterioso no Triângulo, Lawrence Kusche, ex-piloto e instrutor de vôo e de instrumentação e bibliotecário, descobriu que virtualmente todos os incidentes haviam sido causados por tempestades ou acidentes "normais" e que os restantes haviam acontecido longe daquela zona ou, simplesmente, nunca tinham acontecido.

No entanto, por muito que se argumente em contrário, haverá sempre alguém a acreditar religiosamente que o Triângulo das Bermudas é de facto uma região onde o sobrenatural se faz sentir com particular intensidade, tal como acontece em outros locais do Mundo: Witches Hole, no Mar do Norte ou, como o Bruno referiu num comentário ao último artigo, próximo da ilha de Miyake no Japão.


O fascínio pelo Sobrenatural

Nas pessoas haverá sempre a necessidade de acreditar em "algo" que transcenda a normalidade e a monotonia aparente do Mundo. Tal como acontece relativamente às religiões, o fenómeno OVNI ou a Atlântida, as pessoas sentirão sempre este desejo de serem escolhidas para uma revelação fantástica que as liberte da mera condição de ser carnal em presença efémera neste Mundo, com o mero propósito de cumprir a sua função biológica.

Eu próprio senti esta necessidade do "algo mais" quando, por volta de 1999/2000, mantinha um site dedicado a um monumento que, até 1998 fora um enigma arqueológico, sendo o nexo de algumas histórias fantásticas ou sobrenaturais. Falo, evidentemente, de Centum Cellas em Belmonte. Nessa altura, recebia vários e-mails diários com questões, sugestões e críticas, sobre o site e sobre o monumento.

Apesar de o monumento ter sido escavado até ao nível da rocha, tendo sido comprovada a sua origem romana, embora a sua funcionalidade seja ainda alvo de alguma discussão(recentemente surgiram uma outra hipótese), recebi dois e-mails que até hoje guardo na memória e que sugeriam duas teorias completamente diferentes.

No primeiro, era-me sugerida a leitura do livro "História Misteriosa de Portugal" no qual se referia que os construtores de Centum Cellas teriam sido os Elamitas, uma tribo do Médio Oriente que depois viajou para a América Central, muito antes de Colombo ou dos Vikings, onde construiu as impressionantes estruturas dos templos Maias.

No segundo, o autor dizia-me algo como "pois sim, encontrou-se muita coisa romana mas Centum Cellas não poderá ter sido antes uma construção da Atlântida?".

Como se constata, as provas materiais de nada servem contra uma crença obstinada.


Série completa de artigos: Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Conclusão
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