quarta-feira, outubro 08, 2008
III Encontro Taska Force / República do Katano
terça-feira, outubro 07, 2008
Já alguma vez sonharam ser Super-Heróis?
Pois bem, com um site descoberto pela Cathy, isso já é possível! Basta fazerem o upload da vossa fotografia, ajustarem-na ao modelo e, em apenas 2 ou 3 cliques, tornam-se protagonistas de um vídeo onde encarnam uma figura nobre e super-heróica... OU NÃO!
segunda-feira, outubro 06, 2008
O mistério do Bilhete de Identidade*
por cidadão na completa ignorância
Na semana passada, numa discussão sobre bases de dados e enquanto eu referia o Bilhete de Identidade como exemplo de um registo numa bases de dados, um dos formandos defendeu a pés juntos que o algarismo suplementar, à frente do número do BI, correspondia ao número de pessoas existentes que possuíam o mesmo nome que ele. Este tipo de crendices, confesso, causa-me profunda impressão pela irracionalidade que encerram em si e pela forma como se enraízam na cultura urbana.
Não é necessário pensar muito para encontrar algumas inconsistências nessa tese. Por exemplo, será que ninguém acha estranho que o tal número de pessoas com o mesmo nome esteja sempre situado entre 0 e 9?
Seja como for, e para acabar de vez com esse mito, pelo menos no que aos assíduos leitores deste blog diz respeito, esperando que, por sua vez, passem a palavra a outros, claro, vou aqui sumariamente explicar o porquê desse algarismo suplementar.
Controlo de erros
Quando, no dia-a-dia, fornecemos o nosso número de BI, seja com que propósito for, a outra pessoa ou inclusive o digitamos nós próprios num qualquer formulário de registo, podem suceder erros involuntários: uma sequência 234 pode-se transformar em 243 por troca de dígitos ou ainda em 235 por erro na tecla que se prime (o 5 está ao lado do 4).
Assim, no intuito de evitar este tipo de situações, foi aplicado um sistema de verificação de erros que se traduz visualmente no algarismo suplementar. Mas como funciona?
Suponhamos que temos um número de BI (completamente ao acaso) com o valor 9922333, ao qual está associado o algarismo suplementar 3.
Para verificar se o número está correcto vamos efectuar alguns cálculos multiplicando, da direita para esquerda (começando no algarismo suplementar), cada algarismo pela sua posição na contagem, da seguinte forma:
Em seguida, somamos estes valores obtendo: 187
Para finalizar, dividimos este valor por 11 e se, como neste caso acontece, obtivermos resto 0 na divisão, então o número está correctamente escrito.
187 / 11 = 17, RESTO 0! -> O número está bem escrito
Porquê o número 11?
O facto de se usar o número 11 tem uma explicação. Quando se usa um algoritmo de verificação deste género, baseado em restos de divisão, este só irá funcionar se for usado um número primo, um número apenas divisível por si próprio e por 1, que esteja imediatamente a seguir à base de numeração usada. Assim como usamos a base numérica decimal, Base 10, o número primo imediatamente a seguir é 11.
A falha deste sistema
Contudo, o método usado nos BI tem um erro. Suponhamos os números de BI 6617080-0 e 6617085-0 e façamos as contas. Depressa se verificará que há aqui uma incongruência pois se no segundo as contas efectivamente dão resto 0, no primeiro isso já não acontece pois obtém-se... 1!
A justificação é simples: ao dividirmos qualquer número por 11, o resto da divisão pode ir de 0 a 10. Ora, como o sistema adoptado nos BI pressupõe o uso de um número de controlo de apenas 1 algarismo, se este número for 0, tanto poderá valer efectivamente 0 como 10!
Esta é uma falha que afecta quase 10% dos portugueses e que, ao contrário dos ISBN onde este problema foi solucionado pelo uso de letras (X=10), no caso dos nossos documentos de Identificação, tenha sido por preguiça ou por distracção (qual deles o mais grave), o erro persiste.
* Este é parte do título do livro "O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias" da autoria do matemático Jorge Buescu. Um livro interessantíssimo que aborda alguns do "mistérios" matemáticos do nosso quotidiano, entre eles o assunto deste artigo.
Para ver o artigo de Buescu na íntegra, clicar aqui.
domingo, outubro 05, 2008
"Ah parquímetro ladrão!"
Espero que nenhum agente da autoridade esteja a ler isto. Não me bastam certos e determinados litigios com homens de verde à porta de certos e determinado bares, quanto mais ter agora os respeitáveis senhores à procura do meu veículo que permanece longas horas sem qualquer recibo no tablier!...
Adiante... A verdade é que cheguei sexta feira ao Fundão e após ter sido advertida pela minha querida mãe (as mães são pessoas sempre preocupadas) decidi ir tirar um ticket ao parquimetro mais próximo. Ora, para a primeira vez aquilo não correu muito bem (o costume...):
Coloquei uma moeda de 0,50 e outra de 0,20. Inicialmente contabilizou a de 0,50 e saiu a de 0,20; depois contabilizou a de 0,20 e saíu a de 0,50; finalmente não contabilizou nenhuma e nem saiu a de 0,50 nem a de 0,20! A coisa não estava a correr bem...
Depois, e por que as gentes fundanenses são bastante prestáveis, passou um comerciante da zona que, ao ver a minha cara a olhar para aquela máquina perversa, me tentou ajudar:
-"Dá a moeda à menina!! Ladrão, devolve as moedas!!!! Sai daí moeda, sai!!", gritava, enquanto a minha expressão facial ia piorando.
A verdade é que aquele "parquimetro ladrão" não me devolveu nada, mesmo após dois ou três pontapés e uns quantos murros discretos.
Ora, a curiosidade é uma coisa tramada e mais dois ou três comerciantes foram-se aproximando, insultando a máquina (que em certo momento já me despertava uma sensação de compaixão) e pontapeando como se não houvesse amanhã.
Entretanto, um senhor pede licença, introduz duas moedas, sai um recibo e vai à vida dele. Fez-se silêncio...De repente as pessoas que se tinham ali juntado para me auxiliar (?) desertaram. Fiquei um nadinha furiosa, depois de ter reconhecido que devo ter feito uma cara menos católica enquanto pensei "esse recibo é meu"...
Próximo passo: apresentar reclamação na empresa que faz a exploração do parque pago na cidade.
Resultado final: o rapaz devolveu-me o dinheiro (retirado de um saco enorme cheio de moedas que constatei serem as "sobras" e que, acredito, dariam para pagar o almoço do próximo encontro Taska Force/República do Katano).
Digno de quem, em tempo de férias, tem muito pouco para fazer...
Mais pesquisas
É surpreendente que tenha vindo aqui parar, embora eu suspeite dos artigos dedicados à I Guerra Mundial (aqui, aqui, aqui e aqui).
Partindo do princípio que a pessoa que nos visitou procurava por palavras de conforto para enviar a alguém que está numa zona de conflito, só posso desejar que tudo corra pelo melhor e, já agora, deixo um conselho: não procure frases feitas. A sinceridade, mesmo que seja com palavras simples, não tem valor.
sábado, outubro 04, 2008
CSI Guiné
Contou-me então o Sumada que, à chegada da sua viagem à Guiné para ir visitar a família, foi controlado por um agente da alfândega mais zeloso que o habitual que, tendo pedido o seu passaporte, observou atentamente a fotografia que nele constava. Depois de alguns segundos de observação, o agente alfandegário chegou à conclusão de que o rosto na fotografia não correspondia ao rosto do portador pelo que perguntou de quem era o passaporte.
Como o Sumada continuava a afirmar, com veemência, que o passaporte lhe pertencia e que era ele quem estava na foto, o agente alfandegário decidiu avançar para outro método de identificação: o da comparação das impressões digitais.
Sem pedir licença, pegou na mão direita do Sumada pelo indicador e colocou-o lado a lado com a impressão digital que estava no passaporte, observando atentamente uma e outra, como se estivesse num jogo de ténis de mesa jogado a um ritmo elevado. O veredicto não tardou e, tendo chegado à conclusão que as impressões digitais coincidiam, o zeloso agente alfandegário libertou o Sumada, permitindo-lhe seguir viagem.
PS - Ao que parece nos passaportes existe um campo com a etiqueta "Sinais Particulares". No passaporte que é referido nesta história, à frente de "Sinais Particulares" está escrito "Ver fotografia". Se poderá ser difícil para qualquer pessoa identificar sinais particulares numa foto passe, tenho no entanto a certeza de, para o agente alfandegário que protagoniza este artigo, tal tarefa seria uma brincadeira de crianças.
sexta-feira, outubro 03, 2008
Época de praxes
A-Asneirada, no qual a Juanita aponta o dedo a um certo complexo de inferioridade dos ditos "veteranos" como justificação para praxes menos próprias
A Carpinteira, que vai mais longe e, num de dois artigos dedicados ao tema, refere que "(...)Na mente conspurcada desta corja ignorante pode-se fazer tudo em nome da tradição.As torturas do passado, incluindo as da PIDE, durante o Estado Novo, são continuadas nos dias de hoje, dentro e fora da universidade. Não raras vezes, são vistos a altas horas da madrugada, pelas ruas da Covilhã, grupos de caloiros serem coagidos a práticas desumanas.(...)"
É certo que a praxe está muito longe do saneado conceito que querem fazer passar ao público, o de uma actividade divertida com o nobre propósito de desinibir e integrar os caloiros. Contudo, esse conceito morre à partida quando vemos na realidade o que acontece.
Coacção, humilhação e abuso são, infelizmente, elementos associados às actividades das praxes, com o propósito de satisfazer um nítido complexo de inferioridade de alguns que, ao longo da sua vida, só aqui terão a oportunidade de estar num lugar cimeiro de uma hierarquia. Que integração é esta? A integração pela satisfação do ego deficiente?
Chamo contudo a atenção de que nem tudo na praxe é mau. Já assisti a várias praxes "civilizadas" onde tanto praxadores como praxados se divertiam. Eu próprio fui praxado e, mais tarde, praxador mas preocupei-me sempre, juntamente com os meus colegas, em organizar actividades que fossem divertidas para todos pois essa é que é a essência da integração.
Quanto ao suposto controlo, que A.Es e outros organismos que deveriam supostamente exercer algum controlo sobre este tipo de actividades, não passa de uma intenção hipócrita. Dada a promiscuidade que há entre Comissões de Praxes, Conselhos de Veteranos e AEs, o único controlo que há é em saber quem é a próxima pessoa a pagar a nova rodada.
O Triângulo das Bermudas - Conclusão
O mito do triângulo resulta apenas de uma abordagem jornalística sensacionalista iniciada na década de 1950 por E. Jones e G. Sand, na qual os autores reuniram histórias incompletas cujas lacunas foram preenchidas por fantasia e explicações fantásticas, sem nunca terem tido o trabalho de averiguar os factos exactos. Numa época em que o sobrenatural e o fenómeno OVNI eram verdadeiras minas de ouro para a comunicação social (ver por exemplo o caso Roswell), a possibilidade de vender uma história como esta era boa demais para ser desaproveitada.
Como mais tarde Lawrence David Kusche explicou na sua obra "The Bermuda Triangle Mystery - Solved", publicada em 1975, o mito resulta de uma série de incidentes sem fundamento. Inicialmente fascinado pelo fenómeno e convencido de que realmente havia algo de muito misterioso no Triângulo, Lawrence Kusche, ex-piloto e instrutor de vôo e de instrumentação e bibliotecário, descobriu que virtualmente todos os incidentes haviam sido causados por tempestades ou acidentes "normais" e que os restantes haviam acontecido longe daquela zona ou, simplesmente, nunca tinham acontecido.
Como se constata, as provas materiais de nada servem contra uma crença obstinada.
quinta-feira, outubro 02, 2008
III Grande Convívio Taska Force & República do Katano
O encontro acaba por ser também ele bastante oportuno pois, os participantes na última edição, estarão já recuperados do rombo financeiro que foi o último convívio (ver aqui e aqui). Aliás, eu próprio creio estar já em condições de, pelo menos, dispôr de verba para uma baguete de atum e uma água sem gás.
O programa será aqui anunciado muito em breve mas, para já, dá-se como aberto o período de inscrições e de confirmações da pré-convocatória.
Lista de pré-convocados:
Katano
Ana
Nelly
Bruno
Cathy
Xamane e família
Visconde e família
Vidal e respectiva cara-metade
Davidzinho e respectiva cara-metade
Sandro e respectiva cara-metade
Peterzinho e respectiva cara-metade
Wolverine 23
Agradeço confirmação e se alguém não estiver nesta lista mas se quiser sujeitar ao convívio, só tem que se chegar à frente e inscrever-se deixando aqui um comentário ou enviando-me um e-mail.

