quinta-feira, setembro 11, 2008

Elisa

Para mim, a partir de hoje, o 11 de Setembro tem um outro significado, o da vida...

Elisa, seu nome.


Sobre bicharada

Hoje, ao regressar de Piódão (na companhia de certa e determinada pessoa que me vou abster de identificar devido à promessa que fiz em manter o seu anonimato), tivemos a oportunidade de avistar uma raposa e uma coruja. Depois dos inevitáveis comentários sobre o assunto, eis que sou brindado com a seguinte frase (da autoria de certa e determinada pessoa que me vou abster de identificar devido à promessa que fiz em manter o seu anonimato):

"Olha, eu há tempos avistei uma osga em Telheiras!"

Perante esta declaração, senti-me ridículo até por ter encontrado 3 javalis no mês passado. Pelo que sei, as osgas de Telheiras são um bicho que impressiona e até pode ser perigoso visto que, se se agarram à roupa, é um sarilho para as convencer a irem agarrar-se para outras paragens.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Ai Portugal, Portugal...!!!

Algumas medidas que fazem com que o nosso Portugal, seja um país "diferente".
Sabia que:
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses drogado, não pagavas nada!
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
- Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por fax e é engenheiro.
Obrigada Portugal. Estamos orgulhosos.

Foste para a cama com uma prostituta? Que bom, querido!

"Este ano, já pagou para ter sexo?"


Foi esta a pergunta que me reteve por instantes na TVI quando há umas horas atrás fazia zapping.

Perante a questão, colocada por Teresa Guilherme, um homem com ar indisfarçavelmente nervoso hesita, pensa e responde afirmativamente.

Aparentemente estando em jogo a veracidade da resposta, seguem-se segundos infindáveis ao som de uma música inquietante até que, finalmente, se chega à conclusão que é verdade, o homem afinal recorreu aos serviços de uma prostituta no ano civil de 2008.

Ao lado, a companheira desse homem e mãe da filha dele, respira de alívio e aplaude efusivamente.

Este foi mais um momento TVI.

ERRATA: O Visconde, aparentemente um "connaisseur" da grelha de programação dos canais generalistas portugueses, chamou-me a atenção para o facto de o programa em causa pertencer, não à grelha da TVI, mas sim, à grelha da SIC. Assim sendo, naquela etapa do meu zapping, eu estive não em presença de mais um momento TVI mas sim de um interessante momento de TVIzação da SIC(k). As minhas desculpas e o meu agradecimento ao Visconde.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Resposta de craque...


Uma das características mais irritantes de muitos jornalistas, ou da linha editorial dos media para o quais trabalham, é querer espremer uma notícia para lá do ponto em que esta é relevante. Muitas vezes, depois de divulgado o essencial dos assuntos, os jornalistas persistem, partindo para a procura de elementos perfeitamente banais e irrelevantes.

Temos pois, neste contexto, as clássicas entrevistas às pessoas que se mantêm por perto motivadas apenas pelo fascínio do sensacionalismo, entrevistas graças às quais ficamos a saber pormenores fascinantes como sejam o local de onde são essas pessoas, como foram ali parar, há quanto tempo ali estão, o que comeram ao almoço, de que côr é a roupa interior que habitualmente usam, etc.

Acredito que seja uma emoção para alguém que, até então, era um perfeito desconhecido, poder revelar em primeira mão ao mundo inteiro a tonalidade do vestuário que se encontra em contacto directo com as suas parte pudendas mas também não é menos verdade que, a generalidade das pessoas, não ficará muito fascinada em ter conhecimento desses pormenores.

Raras são as vezes em que o jornalista é confrontado com o ridículo das suas questões e, vá lá, com a noção de que está a fazer uma figura completamente patética (não há outra forma mais suave de descrever esta situação).

Assim, na TVI(ntragável), o canal para o qual até o enredo das novelas é notícia, abordou-se hoje, no noticiário das 13h, o jogo da próxima quarta-feira entre Portugal e a Dinamarca. Para dar uma ideia concreta das ambições e expectativas do adversário da nossa selecção, o jornalista entrevistou Tomasson figura de destaque da equipa dinamarquesa e conhecido como o craque que teve tudo certo para assinar pelo Benfica mas que à última hora percebeu que não estava ainda tão acabado quanto isso.

Então, se a entrevista até começou bem, com Tomasson a descrever a forma como os dinamarqueses encaram o jogo e a atitude com que vão entrar em campo, depressa descambou para o lugar comum e a banalidade quando o assunto se esgotou. Por isso, não demorou muito até sabermos que Tomasson gosta de Portugal e até já tinha passado férias em Lisboa, cidade que aprecia muito. 

Ainda assim, com uma confiança inabalável na sua própria capacidade de levar o ridículo ao extremo, o jornalista quis saber se Tomasson gostava da comida portuguesa. Pelos vistos já tão cansado da entrevista como todos aqueles que a ela assistiam, Tomasson respondeu com outra pergunta:

"Mas isto não é sobre futebol? A seguir vamos falar da sua mulher?"

Tomasson, um craque dentro e fora de campo. Toma lá e vai buscar!

imagem retirada e adaptada daqui

sábado, setembro 06, 2008

Gil Vicente morou no Fundão?

O local e data de nascimento de Gil Vicente constituem um mistério que tem dado azo a muita discussão com alguma polémica à mistura. Certo é que várias localidades se assumem como terra natal do dramaturgo: Barcelos, Guimarães, Lisboa, Évora... Há também quem defenda que Gil Vicente era beirão, tese motivada pela presença de inúmeras referências toponímicas nas suas obras, assim como pelo modo de falar das personagens.

Há ainda a questão de Gil Vicente ter sido o mesmo Gil Vicente, ourives, que construiu a famosa Custódia de Belém, tese que daria alguma força a Guimarães, tradicional terra de joalheiros. A dúvida essa subsiste.

Já em relação à data de nascimento a mais aceite é de 1465, isto embora também sejam colocados como hipóteses os anos de 1452, 60, 67, 70 e 75.

Houve ainda quem, pelas referências ao Fundão no Auto da Festa, um auto muito particular constituído por uma amálgama desconexa de pequenas histórias, quisesse apontar o Fundão como terra natal do pai do teatro português. Essa tese contudo não tem muita capacidade de sustentação uma vez que se baseia apenas nessas referências.

Esta introdução, serve apenas para contextualizar as informações que obtive no texto, da autoria de José Hermano Saraiva, que descobri durante as minhas investigações no arquivo do Jornal do Fundão para o meu recente projecto de exposição. Neste texto, datado de 1976, o conhecido historiador introduz uma hipótese que, na época, abalou alguns dogmas sobre aquele que é conhecido como o Pai do Teatro Português.







O desterro de Gil Vicente


Corria o ano de 1531 quando nasceu o Infante D.Manuel. Pretendendo celebrar este acontecimento, o embaixador português na corte do Imperador Carlos V, que se encontrava em Antuérpia , resolveu organizar uma festa.

Para dar mais brilho aos festejos, decidiu-se encenar uma peça de Gil Vicente usando como actores os marinheiros portugueses então estacionados em Antuérpia. Para o guarda-roupa fez-se uma recolha voluntária entre os membros da tripulação faltando contudo uma peça essencial: um barrete de Cardeal. Contudo, o empréstimo dessa peça acabaria por ser facultado pelo Cardeal Campeggi, representante de Roma na corte de Carlos V.

A escolha da peça de teatro é que acabou por não ser a mais feliz uma vez que denunciava o tráfico de bulas e indulgências da Igreja Católica. Tanto mais grave era que, na altura, a Alemanha "fervia" pelo crescimento do Protestantismo de Lutero, doutrina na qual se exaltava o descrédito em que a Igreja Católica havia caído por essa venda de bulas, indulgências e relíquias pela Europa fora. (Muito do dinheiro recolhido dessa forma foi aplicado na construção da Catedral de S.Pedro no Vaticano).

Se a peça de teatro foi um sucesso, por outro lado a heresia mal recebida por alguns católicos mais fanáticos depressa chegou aos ouvidos do Papa. Não havendo qualquer registo de tenha sido levantado um processo por heresia contra Gil Vicente, o certo é que, entre 1533 e 1536, ele simplesmente "desaparece" da corte portuguesa.

Apoiando-se na Floresta de Enganos, obra que Gil Vicente escreveu em 1536, e no Auto da Cananeia, José Hermano Saraiva interpreta na primeira mensagens subtis em que o dramaturgo denuncia ao povo o que lhe aconteceu e, na segunda, interpreta um apelo desesperado ao rei D.João III, seu protector, que o liberte de uma reclusão à qual havia sido condenado. Supõe-se assim que Gil Vicente terá estado encarcerado durante 2 anos, longe de tudo e todos. A questão que se coloca agora é onde esteve ele encarcerado.

Partindo do princípio que Gil Vicente foi julgado pela Inquisição e condenado à reclusão em Convento, a pena mais comum para quem conseguia escapar à fogueira nos delitos de heresia, então ele foi julgado pela Inquisição e por Frei Diogo da Silva, primeiro inquisidor-mor de Portugal (*) e... natural de Aldeia Nova do Cabo, juntinho ao Fundão. Frei Diogo da Silva, conhecido pela sua benignidade pouco conivente com o cargo que supostamente ocupava, tinha também a particularidade de ser fundador do Convento de Nossa Senhora do Seixo no Fundão.






Ora, é a partir daqui que surgem todas as referências ao Fundão na obra de Gil Vicente.

Assim sendo, conclui José Hermano Saraiva, Gil Vicente terá sido desterrado durante 2 anos para um convento longe de Lisboa e, a partir do seu "regresso", começaram as referências ao Fundão, inexistentes até aí, sendo por isso verosímil que esse convento não tenha sido outro senão o Convento de Nossa Senhora do Seixo, no Fundão.

(*)Existem no entanto algumas imprecisões/incorrecções nestes pressupostos de José Hermano Saraiva que irei apresentar num próximo artigo.



Bibliografia

SARAIVA, José Hermano - "Gil Vicente esteve no Fundão?", Jornal do Fundão, 1976
TEYSSIER, Paul - "Gil Vicente - o autor e a obra", Livraria Bertrand, 1982
ROSA, João Mendes - "Convento de Nossa Senhora do Seixo do Fundão", Câmara Municipal do Fundão, 1997

sexta-feira, setembro 05, 2008

Gil Vicente morou no Fundão?

"Eu sou de cima da Beira / Lá de junto do Fundão"
(...)
"O meu pai nasceu no Fundão"

são palavras de uma personagem do Auto da Festa, da autoria de Gil Vicente.

Por que motivo o pai do teatro português iria referir precisamente o Fundão nos seus autos e não outra localidade qualquer?

Estará José Hermano Saraiva certo ao afirmar nos anos 1960 num artigo da sua autoria, que eu descobri nos arquivos do Jornal do Fundão, que Gil Vicente viveu no Fundão?

Explicarei tudo no post de amanhã.

Imagem retirada daqui

quinta-feira, setembro 04, 2008

Todos os caminhos levam ao Blog do Katano

É impressionante o número de pessoas que passam por este blog por causa do artigo aqui publicado sobre a Tomada da Bastilha, no quadro da Revolução Francesa, e isto numa cadência quase diária.

Contudo, há outros visitantes que aqui vêm parar como resultado de pesquisas algo insólitas no Google. Aqui ficam alguns exemplos dessas pesquisas com link para o artigo, publicado neste blog, que foi apresentado como resultado dessa mesma pesquisa:

"Comentário sobre bandeira"

"Pastelaria francesa"

"Para retirada do diploma universitário"

"Indumentária de um funcionário"

Vêm aí novas medidas anti-crime


Augusto Cymbron, presidente da ANAREC (Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis), lançou hoje, através da Comunicação Social, um pedido pungente e sentido a todos os assaltantes e aspirantes ao cargo, no sentido de não assaltarem mais gasolineiras uma vez que, alegadamente, estas não terão disponíveis verbas que justifiquem os assaltos. Logo à partida, acho que Augusto Cymbron não estaria em posse de dados suficientes que lhe permitisse ter conhecimento de que o valor do salário mínimo nacional é actualmente de 426,5€.

Por coincidência, esse pedido foi divulgado ao mesmo tempo que o país tinha conhecimento de mais 3 roubos tendo gasolineiras como palco. O primeiro aconteceu na Repsol de Alcochete e o segundo na Galp junto à Ponte da Vasco da Gama. Ora este último acabaria por ser o prenúncio do 3º e mais grave assalto: o aumento dos preços dos combustíveis nos postos da Galp numa altura em que o preço do barril de petróleo atingiu o seu valor mais baixo dos últimos 5 meses. Curiosamente, no primeiro assalto, os perpetradores tiveram de se munir de pedras para consumarem o acto, provavelmente já afectados pelas novas leis de controlo de armas.

Deixando estas inquietantes notícias e voltando ao anúncio feito por Augusto Cymbron, importa salientar que o mesmo aconteceu na sequência de uma reunião tida com o Ministro da Administração Interna, José Magalhães, após a qual foram anunciadas novas medidas de combate a esta vaga de assaltos.

Fica a questão: será que o pedido de Augusto Cymbron é a primeira dessas medidas? Mal posso esperar para ver a aplicação das próximas!

A pequena revolução do Google Chrome

Hoje instalei e comecei a testar o Google Chrome, o novo browser com que o Google planeia atacar o mercado, e embora ainda esteja na sua versão Beta - já lhe encontrei algumas falhas - , as minhas primeiras impressões são positivas.

Para já o interface e os comandos são significativamente diferentes daquilo a que estava habituado no Internet Explorer: a janela inicial contém um mosaico com miniaturas dos sites mais visitados, tem uma barra de marcadores (atalhos para sites da nossa preferência) e comandos simplificados. Posso dizer por exemplo que para copiar o URL do logótipo do Google Chrome, que coloquei acima, bastou clicar na imagem com o botão direito e escolher a opção "Copiar URL da imagem".

Por outro lado, a barra de endereços é versátil e serve tanto para introduzir o endereço dos sites para onde queremos navegar, como para introduzir temas de pesquisa no Google.

Contudo, a mais importante alteração em relação ao Internet Explorer (e aos outros browsers), é a versatilidade dos seus separadores. Se nos outros browsers, ao abrirmos um determinado site este tiver um componente Java, corremos o risco de ver toda a nossa navegação ficar "pendurada" até esse componente ter acabado de carregar. Isto deve-se ao facto de, nos outros browsers, cada separador formar um segmento (thread) de um processo global.

No Chrome já não acontece. Mesmo que um site fique "pendurado" por um Javascript, podemos simplesmente mudar para outro separador e continuar tranquilamente a navegação e isto porque aqui cada separador funciona como um processo autónomo. Contudo, se o pior acontecer e a navegação ficar muito lenta, o Chrome tem o seu próprio gestor de tarefas que podemos abrir para ver o que está em execução e o que está pendurado.

Em termos de falhas elas prendem-se para já com a manipulação de objectos em caixas de texto. Por exemplo, ao escrever este artigo, não consegui arrastar as imagens ao longo do texto para o seu posicionamento. Por outro lado, acontece de vez em quando que, quando escolho um site da lista do histórico que surge automaticamente na barra de endereços ao começar a escrever o endereço do site, o separador pura e simplesmente fecha. Há ainda alguns problemas de compatibilidade com os scripts dos sites da Microsoft. Contudo, não nos podemos esquecer que esta é uma versão Beta, ou seja, uma versão experimental do produto.

Para já, adivinha-se no horizonte uma feroz luta pela hegemonia do mercado de browsers.

Quem quiser começar a testar o novo browser pode fazê-lo no seguinte endereço:


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...